terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Informes desimportantes

Acabei de descobrir algo péssimo, quase vexatório. Sabem o que acontecia com as respostas que vocês mandavam pro meu e-mail do Hotmail? Iam todas parar num outro e-mail-depósito que eu abro uma vez no milênio. Pois é, um dia desses esqueci de tomar o remedinho e apertei um botão que fez isso.
Só agora, por exemplo, soube que Jonny Be Good foi parar na Record... Alosa, não foi racismo meu, não. Ó paí, é que eu não vi mesmo!... E te cuida, negão, que eu li a defesa fervorosa que Eliano fez da promoção do moço ao eixo Rio-São Paulo. Vai tomar o seu lugar no Movimento - e tenho dito! Hidratante bronzeador está aí no mercado não é à toa, não, viu, meu filho! Outro dia, Lico apareceu no Messenger com um cabelo afro (Don é testemunha!). Ó, abre esse olho, que senão o jacaré te abraça! (o leão, melhor dizendo)... Desse jeito, cê vai ter que migrar pra Portelinha. Afinal, lá ainda acreditam na rapaziaaaada! (risos)

Well, so sorry, people! :( Um singelo motivo para ficar menos triste nesta terça-feira: Yesss!!! Meus amigos me respondem (fora Alosa, claro)!!!

E após esse informe ridiculous star gel, anuncio que estamos agora no post nº 150 deste blog. Digam aí: que diabos foi dito aqui? Acho que 10% do conteúdo é aproveitável (desses, 5% credito ao Dr. Contardo...). Talvez devesse ser advogada, pelo poder de embromation. Ou roteirista de TV, por conta do vício no mundo pop e do "dom" de falar abobrinha. Como diz meu pai, "Vai conversar borracha, assim, lá na baixa da égua, sô!" (n.t.: em adilsonês, "conversar borracha" é o mesmo que papo furado, que esticar demais a conversa). Ou apresentadora de circo, pela capacidade de emprestar alguma emoção a coisas do nível de excitamento de uma corrida de tartaruga.
Meu azar existencial foi não ter nascido loura ou com um tom de pele que permitisse isso. Além de fazer aniversário junto com a blonde-mor, Hebe, sem afetação, possuo um talento inato para falar muito e não dizer nada. Os sofás dessas emissoras de TV não sabem quem estão perdendo! Humpf! (Ah! Melhor do que Sônia Abrão, eu garanto que sou, viu!)

Quem não tá perdendo nada, nenhum prazer da vida de emergente, é Companheira Lília. Saiu de férias e quis ir pras Oropas. Como metade da renda, há meses, tem ido direto para a oficina mecânica, o jeito foi apelar para a Paris da América do Sul, la hermosa y baratita Buenos Aires.
Alosa, pelo andar da carruagem, digo, levando em consideração a tara faconiana por pares estrangeiros, ¿vai ser racismo da Companheira aparecer aqui com um guapíssimo, re-lindo muchacho rubio? Oh, seja maleável com a Camarada. Afinal, ¡é tão bonitinho escutá-los diciendo "mayonesa"! ¿Que culpa terá ella? Je je je... Liu, você é a morena tipo exportação da turma - ainda que Samantha tenha te passado a perna, momentaneamente -, vai receber é piropo por lá. Mucha calllma nessa hora: lembre-se dos princípios socialistas, e não deixe de dividir os bofes portenhos com as amigas brasileñas. A fila de solteiras daqui tá diretamente proporcional a do desemprego na terra de Evita, e precisando urgentemente andar. "Alô você!"...

Olhe lá, Companheira, o que você vai fazer com o Mercosul de Lula, hein! Mira tu portuñol. Não vá contando com Daniel pra te livrar de uma gafe diplomática, que ele ainda não tá com essa bola toda. Se entrar numa fria, como diria um ex-professor, "vai ter que falar com Albiiiino! (hohoho)".

Juízo, figura, e bom passeio! ;)


Fernanda, "usted es la culllpable"... Por sua causa, um ex-rapaz quase decente virou "carniceiro". Desde que deixou a Bahia - e, conseqüentemente, de lhe dar carona -, Cláudio entrou numa fase "Cidade Baixa", ao estilo do filme de outro faconiano, Sérgio Machado: freqüenta a Rua Augusta (e apesar de estar botando as teias de aranha pra fora, até chorou lembrando de você, sentado no Bar Ibotirama) e, por último, traiu a Bahia para ir ver um monte de mulata de tapa sexo, no Rio. Numa sessão "Fala que eu te escuto" by Messenger, Cacau confessou-me que a festa mais famosa do mundo é uma droga, e que sentiu foi falta da "ala das baianas", e, claro, da "comissão de frente" preferida dele: a da flautista do edf. Juanes. Chorei muchísimo com o relato de Claudinho, movida pela compaixão (Alosa me conhece, e sabe: eu me emociono!). Mas fui franca, e expliquei o bê-a-bá da coisa ao rapaz:
- Cau, já era, baby! Nandy se deixou influenciar pelas primas, e agora entrou pra essa vida errante. Foi batalhar uma grana rápida no Carnaval da Bahia, saiu por aí fazendo a barba de homens estranhos... Você bem sabe: A primeira faz tchan, a segunda faz tchum, e, tchan, tchan, tchan.
Silêncio. Eu continuo, duela a quién duela:
- Minha sincera esperança é de que, assim como Carla Perez gostava de segurar o tchan e hoje segura na mão de Deus e vai, Nandy também se encontre com JC, e transforme a vida dela.
Triste e sincèrement désolé,
ele se despediu, e foi dormir.

Olha, eu nem quero imaginar o que rolava naquelas decidas e subidas de ladeira - desnecessárias, cá entre nós... -, a bordo do Baixamóvel, mas a falta disso vem amargurando o coração do meu amigo. Daqui a pouco ele vai virar cachaceiro. E compositor de samba. Vai deixar crescer a barba e desfilará por aí com um chapéu de feltro (valei-me!). Comprará uma casa na Ilha, no lado oposto ao de Lília para garantir menos tietagem. Fará cara de poucos amigos quando lhe perguntarem, no Faustão e nos bastidores do Prêmio Multishow, de onde vem a dor de cotovelo que lhe serve de inspiração.
Do Céu, Tim Maia vai soprar pela milésima vez no ouvido do sobrinho, Ed Mota:
- Tá vendo, cara?! Só é bom compositor quem toma um corno dos bons, na vida!...

Esse tipo de coisa que se faz com os outros costuma ter volta, viu. Você tem antecedentes nessa área que vão do Jardim de Infância ao Pré-Vestibular. (Te cuida, que a tua batata tá assando, dona!) Nanda é um caso perdido de Complexo de Rosana (ela quer "o amor e o poder"... "Como uma deusa..." hahaha).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Pactos de sangue


Eu, vira e mexe, comento com Alex que acho engraçado como as semanas, por vezes, apresentam um tema, assim como nos seriados da TV. O meu, nesses dias, foi "Parentes".
Nunca tive uma relação muito calorosa com os meus; não que eu tenha indiferença ou algo contra a instituição "família" - muito pelo contrário. Mas é que além de viver sem nenhum por perto há mais de 15 anos, fui criança numa família à moda antiga, onde poucos davam ouvidos aos pequenos - e até surgir a 3ª geração, eu era a menor de todos. E os nossos valores têm muito pouco a ver hoje em dia.
A proximidade de valores, numa relação, qualquer que seja ela, não é pouca coisa mas absolutamente o que conta dentro dela. Você pode ser católica fervorosa e ser esposa de um ateu, contanto que seus valores sejam os mesmos. Dois da mesma tribo mas que não sejam "farinha do mesmo saco" não terão vida longa - vide as separações entre membros de bandas (risos).
Enfim, sabem o que quero dizer, não? Essa é a história de muitos, de quase todos, na verdade; poucos são os que conseguem uma coesão sadia quando se trata deste ramo da vida: a família.
Essa semana, redescobri meus primos, ou melhor, as minhas primas, porque nessa família só dá mulher (risos). Figuras que de longe não me inspiravam nenhuma simpatia extra - além daquela que naturalmente temos por quem é filho/a de nossos tios e tias, ou em último caso, neto/a de nossos queridos avós -, ganharam corpo e alma e, de quebra, um acréscimo considerável na minha estima por elas. Umas eu redescobri; outras, as mais novas, que nem eram nascidas quando saí do Cerrado, eu descobri mesmo. Literalmente e fuçando o Orkut (viu, Ingrid, como minha fuçação serve para algo útil?!). Nanda e Gabi saíram de minhas mais apagadas lembranças adolescentes direto para a minha tela do computador.
Relações de sangue, principalmente as virtuais, tem um quê de "Jogo dos Sete Erros": "esse olhar lembra minha irmã mais velha", "a perna é da minha prima", "o humor é o do tio", e por aí vai... Nossa, as duas estão a cara da mãe delas, minha prima (que é a mais velha por parte de pai e também minha madrinha)! Fernanda, a filha adolescente, herdou a cara e o jeito maternos (é um pouco mais sociável que a mãe, pessoa gentil mas muito reservada). Uma verdadeira Sandy, a típica menina de família de antigamente. E isso é engraçado, pois a última e maior lembrança que tenho de Fernanda é de vê-la, criancinha, dividindo na maior felicidade a tijela de água com o meu cachorro - para desespero e constrangimento da minha mãe. É o que eu digo: toda paty teve seu dia de brown, não adianta negar! hehe
Vou abrir um parêntese, aqui: gostaria de vê-la ao lado da nossa outra prima, da mesma idade dela. São 3 meses de diferença entre um nascimento e outro, e que produziram seres opostos. Uma é baixinha, medindo um pouco mais de 1.60m; a outra já está batendo "humildes" 1.75 m, e isso a duas semanas de completar 15 anos. Uma é a inteligência ordinária que se aplica para ser mais; a outra é a inteligência acima da média que se sabota. Uma gosta de chamar atenção, em público; a outra é discreta. Como pode, né? Eu sei como é que pode (risos). Fecha parenteses.
Gabriela, a menor, é ainda mais parecida fisicamente com a mãe, ou melhor, é a cara do avô materno, que é a versão branca do meu pai. Tem dez anos, é quase uma adolescente, mas continua espoleta. Digamos que Gabi é a versão vivaz da minha prima. (esse é o lado bom de ter filhos: os pais também podem produzir uma versão 2.0 deles mesmos!) Tenho uma simpatia gratuita por ela, quer dizer, não tão gratuita porque me amarro em gente genuinamente expressiva.
Gabi se ama como ninguém na família até hoje se amou (risos): criou uma comunidade... em homenagem a ela mesma; mas não esquece de tecer elogios a sua melhor amiga... ela, claro, em suas próprias palavras; tira fotos experimentando lentes verdes e observa que seria "mais bonita" com aquela cor de olhos. Apesar da egolatria, ela ainda encontra coração para amar a Deus, os pais, os avós, as primas, as amiguinhas, a irmã, o cachorro, a dança e, claro, Mia e Miguel de "Rebeldes" e os demais adolescentes fofuchos de Disney Channel. Para ela, mais uma previsão do futuro by Madame Juju: a máfia (como apelidei, de brincadeira, a família da avó materna dela) vai ganhar sua doce rebelde. Ela vai quebrar o controle dos mais velhos - que é fortíssimo naquele clã, pois eles são muito, muito unidos - e fazer o que quer, sem que eles nem se dêem conta de que estão sendo enrolados por uma guria esmirrada que tem o triplo do próprio tamanho em lábia. Sinto que corro o risco de ter minha primeira parente vinda do teatro! (risos) ... Se bem que uma outra prima, também Fernanda, é meio dada aos palcos, mas o estilo dela é mais celebridade instantânea, é uma coisa mais hollywoodiana, meio Paris Hilton. Ela me contou ontem, em primeira mão, que viu Alinne Moraes e Dalton Vigh jantando juntos no restaurante Mangue, em São Paulo. haha... [Nandy Braga, por que em família onde só dá mulher, elas tendem a ser "pau de dar em doido"? (risos) Ainda bem que eu escapei das estatísticas e sou normal!cof! cof!]
Como se fosse a primeira vez - As primas out Orkut continuam com os mesmo defeitos que me incomodam mesmo à distância e que me permeiam as lembranças. A questão é que, de perto, sei lá porque, a gente lembra que gosta muito dessas pessoas apesar de tudo e até desenterra meia dúzia de razões pelas quais tal fenômeno acontece, de supetão, a fim de não se sentir tão vira-casaca (não no sentido gostar-não gostar mas querer-não querer ter contato).
É um treco estranho, mas tem lá sua lógica. Para que você entenda, vou ter que fazer uma associação, a priori, de mau gosto, mas não consigo, agora, pensar em outro. Amar pessoas próximas mas em quem não nos reconhecemos é mais ou menos como ser mãe de bandido. Por mais que a imagem do presente seja desoladora e a distância entre os caminhos, a de um oceano, pra você, ver aquela criatura será sempre como se fosse a primeira vez - e essa remonta a um tempo geralmente de esperanças, onde tudo era apenas possibilidades, enfim, a tal época da inocência.
E por mais que aquela pessoa que te magoa hoje ou que simplesmente não faz parte da sua vida mais esteja diferente, muito diferente, do que já foi um dia, você possui muito vivo na memória ao menos meia dúzia de momentos marcantes passados e que servem de "viagra" para a relação agora.
Voltando à mãe do criminoso, ela deve ponderar: "Mas ele teve um péssimo pai", "Quando o irmão era bebê, uma vez se recusou a comer para que o irmão não passasse fome porque havia ouvido uma conversa onde o avô temia ser demitido", "Diziam que ele não ia nunca mais andar, mas ele se determinou e andou". Vê-se o outro não como um take de uma vida, um pedaço desgarrado do todo; você pegou esse filme do começo, embora às vezes trate de edita-lo conforme a própria conveniência.
A questão é que depois de ver o making of, o produto final nunca mais será o mesmo. Lembra daquele gordinho da 5ª série, que tomava tapa na cabeça e chorava à toa? Ele cresceu, malhou, "pegou todas" e hoje é um bem-sucedido advogado. Pois é, ele sempre será pra você aquele gordinho inseguro. Bem, se você for generoso/a o suficiente, vai admirá-lo hoje pelo poder de reinvenção demonstrado. Mesmo assim, você guarda um segredo dele do qual provavelmente nem ele mais quer lembrar: na essência, é um inseguro, e se futucar, isso vem à tona. Mas você é uma pessoa boa e fingirá que não se lembra disso, não é não? hehe... O contrário também acontece. Há gente que é tão luminosa quando mais jovem que dá até dó ver, anos mais tarde, como o fulano foi se apagando com o tempo. Essa parte é triste. Lília uma vez fez um comentário até engraçado. Disse que se decepcionara ao encontrar a mais paquerada do colégio toda "acabada". Não é maledicência da Companheira. É triste perder um herói - Cazuza até já compôs sobre isso. A boa notícia é que, considerando quem a pessoa já foi um dia, há esperança de que acorde aquele seu potencial novamente.
Sempre ouvi, antes até de entrar na Facom, que as amizades da faculdade são aquelas mais marcantes. Fora as razões óbvias (as afinidades - "enfim, gente igual a mim!" - e o acréscimo de liberdade individual nesta época da vida), a coisa finca raízes profundas, a meu ver, porque é o encontro no momento mais intenso da vida de todos os envolvidos, de escolhas sérias e que mudam vidas, às vezes radicalmente.
Tem gente que abandonou o curso e eu assisti os maus pedaços por que passou, e entendo a decisão. O fulano tenta me justificar, mas nem precisa; eu acompanhei. Há quem esteja mandando ver e eu até me lembro do dia em que a pessoa resolveu mudar de rumo dentro da profissão, fazendo a coisa tomar jeito, ganhar futuro. Vi casais que sei que serão pra sempre se formando logo no primeiro semestre.
Posso perdê-los de vista por 20 anos, eles podem dar um giro de 180º na própria personalidade, mas fico com a sensação de que não será nada difícil montar as peças que comporão esse abismo temporal.

Sabe quando você é criança e gosta muito de alguém, e daí resolve fazer um pacto de sangue, pra nunca deixar de ser "irmã/o"? Pois é, quando "adultecem", as pessoas param de acreditar nesse tipo de contrato eterno, mas os pactos não deixam de acontecer por causa disso e apenas se tornam menos melequentos (risos). Quem a gente vê brotar e desabrochar na vida, sempre vai nos parecer semente. Essa é a beleza e a grande ironia do passado.

Agora me deu vontade de cantarolar aquela música de Barbra: "Memories, like corners of my mind. Nothing but memories of the way we were...". Ah! Não se faz mais Redfords como os de antigamente! (risos)

(tô cansada. depois corrijo isso)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Escrito nas estrelas

Ingrid nunca põe fé nas coisas que eu digo. Talvez esteja desabafando isso aqui por conta do calor que me oprime, ou talvez seja um efeito desconhecido da anestesia bucal ou uma saudade inconsciente das polêmicas de Sílvia Poppovic. (Pá-ra tu-ú-do!) Ah, as tardes com Sílvia... O que era aquilo?! Lembra, Alosa, do bate-boca entre ela e Bibi Ferreira? Muito bom! Não existem mais apresentadores com alma de feirante como os de antigamente... Mas nem faz muito sentido eu ficar chorando a falta de Sílvia, se eu tenho as histórias de Nandy & Cia. "Só arranjo paquera cafa", "Minha melhor amiga é mulher de surfista", "Tem um chinês vidrado em mim", "Descobri que ele passa chapinha no cabelo. E agora?".
Mas Ingrid só falta rosnar, mesmo, quando falo da Astrologia. É como se eu estivesse falando de duendes e anões de jardim. Pior: é como se eu estivesse dizendo que Ricky é gay. (Nisso até eu me recuso a acreditar!...)
Eu vou enfrentá-la, e vai ser a-go-ra! Quem ela pensa que é? Jesus? Moisés? Eva? Ah, minha filha, haverá de esperar pelo menos dois mil anos para botar essa banca toda, viu! Para você, um estudo de mais de 4 mil anos!
Liz Greene, a seguir, para te entediar, sua chata! : )

Ar - O Tipo Pensativo
(Aquário, Gêmeos e Libra)


O ar é o único elemento que não contém em seu grifo nenhum simbolismo animal, Os signos aéreos são desprendidos, interssados no mundo das idéias, racionais, têm necessidade de relacionarem suas experiências com um parâmetro preconcebido, o interessante é que é a busca pelo padrão lógico que faz com que as experiências encaixem à estrutura preconcebida. O pensamento estabelece a diferença através da lógica, coleta e classifica a informação, pondera, compara e compõe um parâmetro a partir dos fragmentos coletados.

O tipo Pensativo não significa ter Sol em um dos signos de Ar, mas sim ter no mapa como um todo uma predominância aérea. A mente altamente desenvolvida, senso de justiça, capacidade de avaliação impessoal das situações, amor pela cultura, a valorização da estrutura e do sistema e a adesão a princípios. Gêmeos tem horror a se definir em relacionamentos pessoais, Libra é notório por não se confrontar, o Sr. Sutileza, e Aquário tem o frio distanciamento a aversão a demonstrações emocionais.

O tipo aéreo tem problemas com o sentimento, a sua maior dificuldade é no mundo das trocas emocionais. Muitas vezes o sentimento é subestimado e a pessoa não consegue explicar o que sente, o mais fácil é evitar qualquer contato para evitar não lidar com a crise, melhor ainda é não se aperceber da questão. Nessa comunh]ão e sociabilização toda o tipo aéro parece "normal", ele transita regularmente pela passarela sem alarde ou passa insegurança, mas a falta do sentimento promove uma certa infantilidade e ele fica apavorado com o que sente e que não consegue controlar, muitas vezes ele chega a tratar o sentimento como uma "besta" sombria que tira seu controle por dias e ele anseia por dias de clama na plácida ordem da vida racional. Outras pessoas de Ar são completamente inconscientes de seus sentimentos e confundem o que não podem autenticamente expressar com uma série de substitutos superficiais, demonstrações de sentimentos, doações monetárias bem divulgadas, até lágrimas nos olhos do artista rolam. Racionalmente melhor seria eles não mexerem com as emoções, a vida seria mais tranquila. O comportamento coerente e harmonioso que os aéreos geralmente expressam parece se bastar, mas existem outras pessoas e eles precisam se relacionar afetuosamente, pois a falta de sentimento deixa-os cegos aos valores dos sentimentos dos outros e podem vir a ser cruéis não intencionais.

Pode-se desculpar a inferioridade do sentimento na vida pessoal porque não machuca "ninguém", mas o maior machucado é o próprio tipo aéreo, pois ele raramente entra em contato com seus sentimentos mais profundos, é em geral indiferente aos dos outros. Tem dificuldade em admitir sua frieza e insensibilidade, pode terminar uma relação de forma impessoal e nem perceber a dor que pode causar. Quando é ele o rejeitado, descobre que por baixo da fria mente jaz uma dependência do sentimento do outro, e uma perda pode destruir seus alicerces.

O perigo é que o Tipo Aéreo quando perde o controle, se deixa dominar pelo sentimento em excesso, os sentimentos dominam os pensamentos, enquanto ignorante de seu lado inconsciente de sua própria natureza, sua projeção é calorosa, complacente, caprichosa e imprevisível, a paixão explode por alguém, objeto de desejo impossível, intocável e em algum momento o deixará. Mais uma vez a saída é fugir do contato com a dor, esses épicos mentais só servem como reafirmação do negar-se ao sentir.

O Ar é um mal julgador de parceiros, porque os escolhe de acordo com a razão, daí surgem as crises nos relacionamentos, que são seus maiores desafios a favor de um crescimento pessoal, ao vivenciar situações em que o sentimento do outro ou os seus bloqueiam seu caminho e com o qual seu intelecto não consegue lidar.

Fogo - O Tipo Intuitivo
(Áries, Leão e Sagitário)

É o elemento que mais confundo quando se trata de correlacionar com o Intuitivo de Jung. A intuição é um processo inconsciente, é uma atitude consciente de expectativa pelas amplas possibilidades à frente. Na maioria das vezes os intuitivos não compreendem o que se passa com eles de forma racional. Os signos do fogo, Áries, Leão e Sagitário partilham uma vitalidade e espontaneidade que muitas vezes é alvo de inveja pelos outros. Interiormente são crianças que tendem a viver num mundo fantasioso de princesas e dragões.

Eles são exagerados, dramáticos, agem mais para si do que para os outros, a opção é dar "volume" ao mundo rotineiro e monótono e algumas vezes ameaçador de tão real que pe, como se fosse o único mundo existente. O tipo intuitivo possui uma função de sensação inferior que tende a reprimir sua consciência dos objetos para chegar mais perto da essência de sua situação num contexto mais amplo, muitos detalhes ameaçam sua forma de perceber o mundo.

Eles estão interessados no futuro, o passado é uma história já vivida, o presente é uma série de oportunidades a serem experenciadas. Podem abandonar uma para passar para outra atividade, o que lhes vale a reputação de irresponsáveis, eles só não aguentam aprisonamento. Têm uma aptidão para perceber as subcorrentes de uma situação e de forma inconscientes, tem um palpite de repente, muitas vezes até não apoiado pelos sentidos, mas infalivelmente correto. A pessoa de fogo tem uma convicção dentro dela quando conectada com sua intuição, que espelha um algo a mais nesse mundo em que vive e esta "chama" interna é que o move entusisticamente ao visualizar o futuro. Para ela sempre haverá uma solução pois dependerá dela acreditar e o destino acolher. Nem o fracasso costuma derrubar o fogo, ele não se embaraça e começa de novo até para esquecer o insucesso. Todos os signos de fogo partilham uma espécie de "join de vivre", uma certa confiança infantil na generosidade do destino, Papai Noel existe para eles. Tudo é um grande jogo e o objetivo não é vencer, mas ter "estilo", uma certa qualidade e feição que lhes permita a magia no se relacionar, na forma de conviver na famílio, um jeito todo próprio de ser na profissão, onde em tudo exista prazer e envolvimento e assim chegam ao sucesso pessoal, pois raramente se preocupam seriamente com os resultados, vale mais e sempre a experiência, a torcida, a ansiedade e a espera pelas possibilidades se realizarem.

O fogo tem problemas em lidar com o mundo que exige praticidade, o mundo parece frustra-lo a toda hora e ele se indigna dentro de sua ótica etérea e romântica frente às estruturas governamentais, impostos, necessidade em ganhar dinheiro, comer, vestir, ao conservadorismo, a valores insensíveis à mudanças e renovações de conceitos. Ele pode ser bem sucedido se o deixarem especular, quand então ele terá claras percepções que o moverá à frente, entretanto, a desorganização e a falta de disciplina desgovernam esse caminho, e ele tem a sensação que todos estão contra ele.Um fator de bloquei para o tipo intuitivo é seu próprio corpo, ele tem imensa apreensão com a doença física e pode desenvolver hipocondria(preocupação obsessiva com seu estado de saúde). A excelência da disposição física é fundamental, e é preciso uma enérgica disciplina atlética e/ou dietética. Numa outra esfera esse bloqueio vem com um sentimento de fracasso sexual, o que cria dificiculdade nos relacionamentos, a prática sexual por si só não os satisfaz, quase sempre o sexo para ele significa algo diferente, simbólico, mais do que somente um ato físico, é um elemento de fantasia importante na relaçao. Para os mais prosaicos somente a prática pode ser tida como perversão, algo nimal, na verdade, a expectativa , antecipação e fantasia romântica e erótica muitas vezes são mais importantes do que o ato em si, isso vira um problema quando ele não consegue mais se relacionar sem a fantasia.

O tipo intuitivo tende a procurar parceiros orientados para a sensação, sobre o qual ele projeta sua função inferior, ele se ressente por esperarem dele um bom desempenho físico. A impotência e a frigidez são comuns aos tipos extremamente ígneos, mas a dificuldade maior não é física, ele não consegue ter um bom desempenho se sua imaginação não o acompanhar, é preciso se relacionar com prazer com seu corpo para não culpar o parceiro. A imagem do parceiro e do sexo ideal está na psique dele e assim nenhum parceiro o satisfará porque a experiência fica sempre abaixo da experctativa. Muitas vezes o fogo compensa seus sentimentos de inferioridade sexual provando-se com um conquistadr sexual, um Dom Juan mais no discurso e enfeitiçamento do que nas vias de fato.
Nos relacionamentos ele receia ser controlado na sua sexualidade, se envolve em lutas de poder para se proteger, termina por inibir sua expressão física afetiva. Dados a súbitas paixões que o faz romper relações de forma brutal e sair como um louco em busca de seu objetivo de desejo, mais tarde ele perceberá que parceiros distintos e história pessoal idêntica, ele começa vivendo um conto de fadas e termina num verdadeiro calvário, dependendo do medo e insegurança, se submete até que uma nova luz se acenda e o desperte para uma nova experiência. Por último existe o intuitivo asceta motivado para a espiritualidade e capz de reprimir sua sexualidade por acreditar que ela seja má.

Água: O Tipo Sentimental
(Câncer, Escorpião e Peixes)

Nada é mais importante para os do tipo sentimental do que os relacionamentos pessoais e os valores humanos, sem eles o mundo dele é estéril, despido de esperança e energia. qualquer coisa é sacrificada para preservar os relacionamentos, ele chega a provocar uma crise na relação para que o parceiro reaja emocionalmente. O mundo do sentimento é seu feeling de vida, desde o mais positivo e sadio até o mais negro e doente. Sentir é o importante, não se distingue claramente o que é bom ou ruim.

Os 3 signos de água se apresentam sob glifos de sangue frio, o caranguejo, o escorpião e o peixe, imagens associadas a energia instintiva, inconsciente, distante do mundo do pensamento. A água simplesmente responde de forma infalível , correta e adequadamente à circunstâncias, já as respostas do ar são inventadas, baseadas em "princípios" apropriadas em teorias mas completamente erradas na situação em que o indivíduo se encontra. Enquanto o ar se ocupa forçand um comportamento coerente com um parâmetro preconcebido, a água é imprevisível e responde a cada situação como se nunca tivesse acontecido antes.

O tipo de água geralmente conhece bem o lado mais sombrio da natureza humana, o que garante a compaixão e empatia pelo próximo. Há uma capacidade de sentir o que o outro sente e de avaliar as coisa de forma meio irracional, captando mais a essência, traduzindo numa inteligência que compreende mais as pessoas como um todo. A água quando pressionada revela seu pensamento inferior, sente-se subestimada frente a uma valorização da mente sobre os valores do coração. O tipo de água é sensível ao ambiente, sutil, tem um forte senso de valores nos relacionamentos e a capacidade de juntar indivíduos e intrinsicamente entender suas necessidades. Câncer tende a se apegar, desconfiado do desamor do outro, chantagista, Escorpião já veste uma atmosfera densa e sombria do sentir, drama e dor permeiam por trás da necessidade de sedução e Peixes é tradicionalmente conhecido pelo seu escapismo romântico, vacilação nos confrontos e indefinição.

A água tem problemas com a razão, em geral é completamente inconscinte do fluxo de críticas negativas, julgamentos e opiniões a seu respeito e em relação aos outros. Ela é um pouco infantil em relação às idéias, muitas vezes vista como uma "qualidade" feminina que se traduz em inferioridade na visão de certos homens, que acreditam que suas mulheres não sabem pensar sobre política, economia e ficam bem melhor no mundo doméstico da cozinha.

Na maioria das vezes o pensamento inferior se mostra de total irracionalidade, mesmo que gerado dentro de um tipo sentimental, ele pode se apresentar como um terrorista, a outra face da ideologia, o fanatismo, também a difamação, as fofocas maldosas. Por vezes esse pensamento inferior se apresenta na forma de uma total falta de percepção da realidade, a pureza d'alma faz da pessoa uma quase ignorante e cega, correndo perigo até. ela não é nada objetiva, o que ela não consegue relacionar com o pensamento, não tem significado real. Assim como o tipo pensativo precisa adquirir uma consciência dos valores pessoais para evitar a brutalidade inconsciente, o tipo sentimental precisa adquirir a consciência dos valores objetivos, para evitar uma brutalidade semelhante, embora com motivação diferente.m dos maiores problemas da Água está na superênfase do sentimento, muitas vezes esse turbilhão em gôtas pode afastar as pessoas, pois ela não consegue compreender que lá fora existe um mundo real, racional, objetivo que lhe solicita para a vida e fica difícil para ela compreender que as pessoas pensam diferente dela, que têm outros valores e necessidades que podem passar bem longe do sentir. Embora seja suscetível às emoções dos outros, não percebe que toda sua solicitude por vezes mais sufoca os outros do que ajuda. O manto da harmonia muitas das vezes é usado para encobrir a dor e ali fica enquanto que praticamente nada faz para curar a origem da dor.

Nos relacionamentos pessoais, o tipo sentimental muitas vezes é quem cai fora por sentir-se ferido ou emocionalmente rejeitado, é fácil atrair parceiros mais suscetíveis ainda, pessoas que mais complicam as relações e com sérias dificuldades que farão o tipo sentimental sentir-se o próprio bom samaritano a amparar e consolar de todos os males e ser merecedor do seu amor e reconhecimento de sua bondade de coração. Mais tarde percebe seu engano e pode ele ser a vítima de alguém doente emocional. Muitas vezes essa água é possessiva, morrendo de medo de perder seus elos emocionais que a mant´m viv, se torna um pensamento torpe ao invalidar seus filhos, fazer críticas destrutivas sob a forma de proteção ( isso não é bom para eles), isso acontece muito na relação de mãos com seus filhos homens quando se apaixonam por uma ameaçadora mulher que o levará emboa ou mesmo quando os filhos desejam se emancipar e sair de casa e os pais podam recursos ou mesmo inadequam sua capacidade de crescer para mantê-los junto a si.Um dos maiores problemas da Água está na superênfase do sentimento, muitas vezes esse turbilhão em gôtas pode afastar as pessoas, pois ela não consegue compreender que lá fora existe um mundo real, racional, objetivo que lhe solicita para a vida e fica difícil para ela compreender que as pessoas pensam diferente dela, que têm outros valores e necessidades que podem passar bem longe do sentir. Embora seja suscetível às emoções dos outros, não percebe que toda sua solicitude por vezes mais sufoca os outros do que ajuda. O manto da harmonia muitas das vezes é usado para encobrir a dor e ali fica enquanto que praticamente nada faz para curar a origem da dor.

Nos relacionamentos pessoais, o tipo sentimental muitas vezes é quem cai fora por sentir-se ferido ou emocionalmente rejeitado, é fácil atrair parceiros mais suscetíveis ainda, pessoas que mais complicam as relações e com sérias dificuldades que farão o tipo sentimental sentir-se o próprio bom samaritano a amparar e consolar de todos os males e ser merecedor do seu amor e reconhecimento de sua bondade de coração. Mais tarde percebe seu ngano e pode ele ser a vítima de alguém doente emocional. Muitas vezes essa água é possessiva, morrendo de medo de perder seus elos emocionais que a mant´m viv, se torna um pensamento torpe ao invalidar seus filhos, fazer críticas destrutivas sob a forma de proteção ( isso não é bom para eles), isso acontece muito na relação de mãos com seus filhos homens quando se apaixonam por uma ameaçadora mulher que o levará emboa ou mesmo quando os filhos desejam se emancipar e sair de casa e os pais podam recursos ou mesmo inadequam sua capacidade de crescer para mantê-los junto a si.O tipo sentimental é com mais frequência rejeitado nos relacionamentos, em grande parte porque se em seu pequeno mundo estiver tudo bem, ele não se dá ao trabalho de imaginar que seu parceiro tem necessidade de um alimento intelectual mais estimulante para poder crescer e dinamização a relação. Muitas vezes a água traz o crivo da carência, da insegurança emocional e pode se tornar um peso morto ao lado dos outros, ela tende a seguir os outros, a se acoplar às pessoas como um visgo, um parasita.

Se perder nesse mundo das emoções muitas vezes é uma grande fuga da realidade, da necessidade por ter consciência de seus deveres, podendo-se chegar ao fim do poço e encontrar a solidão, a escuridão, se afundar literalmente nas emoções, quase sempre o maior proveito dessas invernadas é a luta pela sobrevivência emocional à custa de injeções triplas de auto-amor, auto-estima e auto-valorização. Somente depois de vencer as correntezas é que se descobre que pode-se sempre optar pelo amor positivo, pode-se ressignifcar as crenças afetivas quando se cataliza o amor interior, quando se dá guarida à nossa criança interior.

Terra : O Tipo Sensorial
(Touro, Virgem e Capricórnio)

O elemento Terra se correlaciona com a função da sensação e um de seus propósitos é determinar que algo existe, é mais difícil manipularmos nossa sensação como podemos fazê-lo com nossos pensamentos , sentimentos ou intuições. O tipo terra é descrito como prático, realista, eficiente, sensual, amante de dinheiro, segurança e status. A sensação tem a função da realidade e a pessoa usa de seus sentidos de forma a se relacionar com cada coisa de modo muito pessoal, percebendo os nuances e saborando de tudo de forma peculiar.

O tipo sensorial tem certa facilidade de lidar com seu corpo, raramente tem dificuldade em expressar corporalmente o que sente, tende a ser saudável porque tem consciência do valor de sua matéria física. Lida bem com responsabilidades sem muito esforço, tem o dom de concretizar seus desejos. Ele também tem todos os defeitos associados à superenfatização da sensação associada com a intuição inferior. Touro é famoso pela dogmática estreiteza mental, possessividade em relação ao que julga ser sua propriedade e pela tendência a subordinar as mais sutis e complexas experiências da vida à sua visão cética. Virgem já não consegue ver a floresta por causa das árvores e se perde num labirinto de detalhes e minúcias irrelevantes, sem nunca perceber a razão de seu trabalho incessante e nem sempre tudo certinho é a lei da vida. Capricórnio tem a reputação de justificar os os meios pelo fim e moldar seu comportamento de acordo com as expectativas sociais, assim desfruta do status sem sacrificar nada de si mesmo.

Enquanto o tipo Sensorial se sobressai na acumulação de fatos, deixa de ver o significado das ligações entre eles, as relações que os unem num significado comum, embora se move entre a complexidade do mundo objetivo, está sujeito a deixar de ver o significado interior de sua própria vida. Possui como função inferior um senso intuitivo mais ou menos primitivo, essa intuição atrofiada o cerca de medos e apreensões vagas negativas ou então vive no mundo cinzento d trabalho e rotina. Dentro dele co-existe um espaço vazio que clama por algum sentido ou propósito, por algo que o faça sentir fazer parte de algo maior, de alguma forma, que ele possa ter alguma esperança num futuro onde possa largar o esforço do trabalho e possa aproveitar o presente. Falta no tipo terra o ser criança, sabr brincar, muito preso à realidade e preocupado com o futiuro, não se solta, ficar a recear a morte como juízo final.

Muitas vezes vamos ver o tipo sensoriall ansiando por um espiritual, embora isso possa ser expresso através de crença ou fascinação secreta por psiquismo, fenômenos parapsicológicos, sem qualquer compreensão do significado das implicações. Ele acredita naquilo que seus sentidos percebem, se apavora quando não comsegue compreender sua origem e principalmente o porque da existência. Essa intuição inferior produz uma ânsia por algo ou alguem que personifique a vida, um fascínio-caos que se introduz no seu mundo ordenado, um fervor religioso intenso, sincero, porém crédulo.

O tipo terra é um construtor, provedor, administrador da casa e da empresa, servo das necessidades dos seus, mas seu maior pecado é a sua falta de visão, que faz ele capaz de sufocar as pessoas que ama, esmagar sua nascente criatividade, exigindo praticidade em tudo, ele invalida o valor das coisas, minimiza tudo que não lhe dá um resultado concreto. De bem-intencionados terrenos o munda está cheio, que mutilam o crescimento dos fulhos, dos funcionários, querendo manter tudo sob os seus padrões sem dar espaço ao novo.

O tipo Sensorial, se satisfeito sexualmente e uma certa estabilidade material, pode permanecer em certos tipos de relacionamentos que raros conseguiram manter. Como a realidade pra ele se baseia na presença física do parceiro e ao mesmo tempo as nuances lhe escapam , ele vive a rotina do pra sempre e até que a morte os separe.O ffuturo sempre aparece enredado no pessimismo, tem sempre alguém querendo pegá-lo , nada vai funcionar mesmo, ninguém é digno de confiança... Touro tem pavor de perder o que possui, Virgem se paraliza de terror quando algo do seu mundo arrumado se desarruma pela intromissão de algo inespperado. Capricórnio está sempre suspeitando das pessoas que querem tirá-lo da posição que ele conquistou. A busca de alguma espécie de realidade espiritual interior é absolutament necessária para o tipo terra, para que encontre sua própria inteireza, pois sua necessidade inconsciente é a sede do significado.

Fonte:
Relacionamentos
Liz Greene
Ed. Cultrix

Dúvidas: www.astro.com

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Here comes the sun (turururu...)...


"... And I say, 'it´s all right'"

No começo, tudo era verão. Nasci no final da primeira estação do sol da década de 80, uns bons dias após o Carnaval (era pra ter nascido em fevereiro, bem na festa, mas creio que me atrasei propositalmente, porque nunca gostei de muvuca). Vim ao mundo numa tarde ensolarada de sábado do mês de março. (Aliás, Elen, você sabe o que se diz na Suécia das crianças que nascem aos domingos? Só não vá ficar metida depois que descobrir! risos)
Mesmo sendo filha da cidade construída no meio deserto, como previu Dom Bosco num sonho, sempre estive perto do mar, ou melhor, da água. Antes mesmo até de dar os meus primeiros passos, brincava nas areias da praia de Piatã - que era deserta, deserta, deserta e ótima de se banhar -, junto com umas quatro famílias de brasilienses que, hospedadas com outras famílias de tudoquantoécanto do Brasil, na colônia de férias do DNER (uma que fica um pouco antes da Rua K; ela existe até hoje e agora tem algo que eu sempre desejei naqueles anos: uma piscina!), davam vida àquilo ali, faziam a maior bagunça. Minhas irmãs mais velhas paqueraram naquele espaço, fizeram amigos que se comunicam com elas até hoje. Eu, que era criança, também não saí "no prejuízo"; brinquei demais naqueles gramados e corredores e ainda mantenho contato com gente daquela época.
Durante nove anos seguidos, os 20 dias de verão em Salvador, em janeiro, eram contados a partir da hora em que chegávamos em Brasília, vindos da Bahia. "Pai, quanto tempo falta para o Natal?", eu começava, uns dois meses antes das festas de final de ano, mas não só pra saber quando eu iria ganhar presente (que com uma irmã oito anos mais velha e totalmente espírito de porco, não havia como ter essas fantasias de Papai Noel), como também para saber quanto faltava para estar perto do mar. Enquanto isso, ia matando a minha sede de água com o banho de mangueira na minha escolinha na Asa Sul, nas idas semanais ao Clube da Caixa, nas viagens esporádicas para Caldas Novas (esse ano, se Deus quiser, volto lá!) e, eventualmente, na piscina de ondas do Parque Pithon Farias (psiu, viu! não espalhem isso por aí que pega mal!).
Nada disso era melhor que o mar! Quando a gente chegava na orla da cidade e reconhecia a praia de Piatã, era um tal de short sendo jogado pra cima, camiseta arremessada pro lado e a gente implorando "Pára aí, pai, pra gente dar um mergulho! Vai ser rapidinho, a gente promete!". Ele sabia que era enganação e após 1.500 km no volante, negava, sem culpa, o pedido.
Primeira providência no Paes Mendonça: comprar três pranchas de isopor, uma pra cada uma. Ok, ok, a gente sabia que aquilo ali não ia durar dez dias e que, mesmo cientes do fato, voltaríamos para a areia com cara de cachorro que caiu da mudança, com a metade da prancha que o mar deixara pra gente de "souvenir". Mas a esperança era a última que morria. E enquanto ela durasse, nossa diversão de pegar jacaré (e a do meu pai, sádico, de nos ver levando caldo) seria máxima. Era aquela história: "Que não seja eterno posto que é prancha de isopor, mas que seja infinito o nosso surf enquanto dure".
Eu, particularmente, era um peixinho. Renata entrava, saía; Flavia ficava sentada que nem um Buda na areia e às vezes ia jogar frescobol; meu pai sempre 100% concentrado na “loira” e minha mãe de olho em todo mundo. As horas passavam e eu lá, dentro d´água. No décimo dia, só se via o branco dos olhos, de tão queimada que ficava. Só saía do mar mediante alguma proposta tentadora (tipo peixe frito, picolé da Kibom, etc) ou pra acompanhar os cálculos do barraqueiro, o saudoso Negão, que trapaceava só pelo prazer de dar risada ao me ver refazer a conta e brigar com ele pela correção (Tio Patinhas desde menininha! hehe).
Eu poderia contar muitas coisas bacanas daquela época, inclusive que éramos tão queridos na colônia que uma vez tentamos dividir o roteiro de férias com Maceió e fomos "boicotados" pelos demais hóspedes do DNER. Fica pra uma roda de bate papo, que é muita coisa e vai ficar entediante, por escrito.
Depois desse período, começamos a viver o verão de Salvador o ano todo, pois nos mudamos para essa cidade. Isso foi bem nos primeiros dias de verão. O primeiro que passamos aqui, como “soteropolitanos”, pra mim foi o mais memorável, o mais bacana. Época das vacas gordas, né, então alugamos uma casa maravilhosa na rua K, quase dentro da areia da praia. Tá certo que eu era a menor e a minha euforia foi natural, mas ninguém gostou mais, a princípio, de morar à beira mar do que eu.
De Brasília, vieram meu irmão-verme, meu primo quase inocente porém altamente influenciável (risos) e um amigão da turma da quadra, "Tio Keké", aquele tipo safado com cara de inocente que fazia a alegria das garotinhas. Não preciso dizer que os meninos de Brasília foram responsáveis por uma invasão de adolescentes baianas lá em casa (algumas amigas da colônia, que foram trazendo amigas, que foram trazendo amigas... e eu comecei a me irritar com a falta de vergonha e de espaço! ai, ai...). Suspeito que as dependências do fundo, onde eles ficaram, foram altamente freqüentadas (Ô!... Mas melhor nem pensar nisso. hehe). Bem, ter uma casa lotada de jovens, localizada a 20 passos da praia, foi muito, muito bom.
No segundo verão, foi a vez das primas de Brasília. Elas chamaram menos atenção (porque homem não é tão oferecido), mas nem por isso deixaram de render boas histórias. Foi a época de "Mila", de Netinho, que até hoje me faz lembrar da minha prima e das mangas rosa gigantes, tiradas do nosso próprio quintal e chupadas durante intermináveis tardes de preguiça e bate-papo na varanda.
Depois disso, ninguém mais veio pra animar as nossas férias. "Adulteciam" e precisavam cuidar da vida; agora já estagiavam/trabalhavam, tinham namorados/as e já haviam, afinal, matado a vontade de passar férias na Bahia. Por outro lado, as minhas irmãs começaram a namorar e a viver rotinas paralelas.
O mar virou mais uma paisagem que perdeu a graça por conta do hábito. Eu parei de ir à praia, caí na real de que estava longe de casa e que Salvador era, agora, (muiiito) mais responsabilidade que diversão, e meio que fiquei melancólica por conta disso. Sair de férias e ir para algum canto diferente é o que dava sentido ao meu ano de trabalho (leia-se, escola). Por fim, comecei a ter mais idade e ficar obcecada com o tão temido quanto sonhado futuro, e me envolvi com mil planos pra ele, esquecendo que havia esse tal de tempo presente, que é onde a curtição veranista se insere.
Paradoxalmente, a cidade cujo mar me transformava em peixe durante três semanas por ano, começou a me fazer sentir um peixe fora d´água nela... Era difícil aceitar a nova cultura, era ruim lidar com a solidão de estar longe da família e dos velhos conhecidos, num bairro isolado de tudo, e era mais difícil ainda encontrar amigos do peito da minha idade, como os que havia deixado na minha terra, ou melhor, na minha quadra natal.
E assim os verões foram passando, e por conta do excesso de sol que "aturava" o ano todo, comecei a antipatizar com o aumento da potência dele entre dezembro e fevereiro. E porque era tudo sempre igual nessa época - até o ar que se respira fica focado no turista - e também porque eu ainda tinha coisas rotineiras para fazer enquanto a cidade ficava fora de rumo por conta das festas, passei 15 anos sem tomar conhecimento de que existia esse tal de verão. Em março, quando começavam as chuvas, sentia alívio porque ele (o verão) e toda a sua desordem e calor tinham ido embora. Pensava: "Já foi tarde".
Minha hibernação, milagrosamente, acabou neste ano. Uma pitada de amadurecimento, uma colher de vontade de mudar e um copo cheio de saudade do mar, após um ano no gélido Distrito Federal e mais outro no cimentado Cabula, me deram o empurrão que eu precisava para voltar "aos velhos tempos".
A praia continua com todos os defeitos que há muito pontuo; eu continuo me achando fora de forma e detestando torrar no sol, esparramada na areia, com gente chutando-a em mim; trabalhar no verão ainda desperta a minha ira contra o calor e as alterações de rota por conta das festas me deixam indignada. Mesmo assim, estou voltando a me alegrar com a passagem dessa época do ano. Apesar dos anos de afastamento, nunca consegui ser indiferente à paisagem, essa é que é a verdade.
Pois é, voltei, depois de muito tempo, à minha antiga filosofia sol, arena y mar. E digo mais: até lamento quando não posso ir (é bom demais "ficar de molho" dentro do mar ou dar aquela caminhada na areia). Pra quê meditar se a água do mar purifica tudo? Estou considerando, até, tentar a sorte novamente com as pranchas de isopor. Em quase 20 anos, não é possível que não tenham ficado mais resistentes, né!? (risos)
Aqui em casa está um ar de “Juliana, quem te viu, quem te vê, hein!". Minha irmã e minha tia mal acreditaram quando viram a minha cor. Na verdade, não mudei; voltei a ser um pouco do que eu era, isto é, uma pessoa originalmente solar. E isso é tão bom! Nada melhor do que poder dar vazão a sua própria essência - ainda que timidamente, ainda que a migalhas dela. Experimente e vocês verão - com o perdão do trocadilho - que isso traz paz.

Por mais que eu tenha meus arranca-rabos com ele, o Sol é rei, e não se discute!!!


Canção de verão
Roupa Nova

Composição: Thomas Roth - Lulu Guedes

É como um sol de verão
Queimando no peito
Nasce um novo desejo
Em meu coração
É uma nova canção
Rolando no vento
Sinto a magia do amor
Na palma da mão
É verão!
Bom sinal!
Já é tempo
De abrir o coração
E sonhar...


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Aniversários

Até eu, que tenho uma memória anormal para datas, me passei ontem, ao escrever os aniversários dos amigos na agenda. Para não correr o risco de esquecer alguém, posto aqui a lista de aniversários da galera. Além do Orkut e da agenda, o blog agora nos ajuda.
Qualquer acréscimo, escrevam para Rua Saturnino de Brito, 74, Jardim Botânico, Rio de Janeiro. (risos) Sério: quem mais falta?

Janeiro
Claudio - 09
Viviam - 14
*Davi - 23
*Luciana Silva - 26

Fevereiro
Paula Carzzi - 20

Março
* Mariana Albinati - 03
Saara - 08
Juliana - 08
Elen - 09
Thiana - 14

Maio
Lilia - 10
* Marlon - 21

Junho
Amanda - 1º
Talita - 12
* Danilo - 13

Julho
Débora - 08
Daniel - 16

Agosto
Alosa - 02
Jorge - 03

Setembro
Don - 06
Eliano - 08
Mariana - 18

Outubro
Cristiano - 06
Luize - 07
* Setaro - 12

Novembro
Ingrid - 03
*Amanda Mota - 05
Fernanda - 10
Luciana - 15
Salvatore - 28

Dezembro
* Nadja Miranda - 03 (isso explica muiiita coisa! haha)
Samantha - 04

O espírito de Vilma baixou em mim



Para embelezar e trazer de volta a leveza a esse blog - após dois desabafos justos porém bronqueados -, vou de Adriana, também conhecida como Drika, ou "Adiana", na fala embolada dos coleguinhas, ou simplesmente "A Gostosa", entre os membros do fã-clube oficial dela (risos).
Drika é filha de uma amiga da família, é a irmã mais nova de uma mini Paty de 4 anos, muito figura, dona Letícia. Ainda é a fã número 1 da turma do Cocoricó e tem uma paixão platônica pelo Júlio, cujo boneco, dado por minha irmã em seu último aniversário, ela não larga nem por decreto. Por último, anda gamada numa mini cama elástica que ganhou da avó paterna no Natal.
Existem crianças e crianças. Algumas apenas te fazem sorrir, afinal são seres fofos, e não tem como não fazê-lo. Adriana é uma criança que tem presença e está numa fase ótima, que é essa de 0 a 3 anos. Depois disso, confesso, eu acho que a criançada fica meio sem graça, metida a adulta.

Linda, né? Sei que Ô Ingrid concorda comigo. Acho que vou manchar a minha limpíssima ficha polícial e roubar essa pra mim!(risos)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Alguém sabe, pelo amor de Deus?

Definitivamente não nasci para a Selva de Pedra. Como disse muito bem o dr. Setaro, Salvador não cresceu, anda inchada. Está insuportável. Transitar a pé, de bicicleta, de carro, de táxi ou de ônibus é um inferno, dá vontade de pedir pra morrer. Ai, que vontade de viver na calmaria das pequenas cidades!...
O problema é que o interior do Brasil é inviável, a vida não existe fora das capitais, praticamente. (Ex.: Feira de Santana, há dez anos, não tinha nem fast food nem cinema!) Quero ser contrariada nessa minha opinião. Ô, como gostaria disso!... Alguém sabe de alguma cidade que tenha mar (ou alguma natureza relevante), estrutura razoavelmente boa (e isso inclui medicina e vida cultural "de verdade" - nem precisa ser algo supimpa, não, só de confiança, mesmo) e não tenha esse trânsito dos infernos e nem essa violência que nos faz reféns depois das 18h? Se alguém conhece, pelo amor de J.C., me passe a dica urgentemente!!!

Eu não quero, eu ne-ces-si-to ganhar na loteria! Compraria, de cara, uma tremenda fazenda, com direito a vaquinha, cavalo, passarinho, meia dúzia de cães e cachoeira. Sem esquecer da minha sala de audio e vídeo (hummm!...), com uma estupenda tela de cinema, e um ofurô em lugar estratégico, pra ver no quentinho os filmes do Telecine, acompanhada pela versão jovem-serviçal-sarada e igualmente gay de Rubinho Ewald Filho, o meu mordomo Erick. Me "enterraria" por lá, e feliz da vida! Claro, pra não morrer de tédio, o paraíso teria de ser perto de alguma grande cidade... É. A solução é a loteria, sem dúvida!...
"E-ri-ck, cadê meu chocolate quente que te pedi há 20 minutos?! Humpf! Já vi que o maldito foi brincar de Brokeback Mountain com o peão novo da fazenda! Céus!..."

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Essas Mulheres...



Sem um exemplar sequer do sexo masculino por perto, fizemos da sala de estar de Mariana Donato uma espécie de sede provisória do Clube da Luluzinha. Fazer o quê?! Assim é a Bahia: terra dos homens frouxos e das mulheres retadas. (Scheeelp!)
O Menu Perfeição de Dona Gel - que ainda está repercutindo bastante nas mentes e estômagos de todas as que compareceram no sábado... hummm!... -, deu um tom de modernidade a um papo que, cá entre nós, tem toda a cara das rodinhas de donzelas do século 18: o casamento. Pra quê sombrinhas e luvas diante disso, né? hehe... Peralá, peralá, peralá, que tivemos, sim, um elemento cênico "das antigas" no ambiente: a viola do pai de Mari. Seu Ari está fera no instrumento, toca que é uma beleza e já pode, inclusive, pensar em se candidatar para o próximo Ano do Brasil na França ou para a trilha da próxima novela de Benedito Ruy Barbosa! (risos)
Pois é, nossos amiguinhos estão se tornando oficialmente adultos. Depois de Don, Paulo, Brígia, Samantha, Jorge e Talita, há gente querendo aumentar a fila dos que disseram "Eu aceito" ao padre. Viviam vai casar! Aêêê!... Ô Ingrid vem pensando em se tornar oficialmente a esposa de Jesus, o maior latifundiário do mundo além-Terra! Aêêê!... Alosa, o dono do "Aêêê!", quando é que o senhor vai casar oficialmente, hein?!... Quem mais, quem mais? Olha, o time dos homens vem jogando duríssimo quando o assunto é casamento. A proporção de solteiros na turma é de aproximadamente duas mulheres para cada homem; entretanto, segundo minhas avaliações, elas têm 300% a mais de chance de subir ao altar, a curto prazo. (Será que Nova Cosmopolitan se interessaria em comprar essa minha estatística?)
Seguinte: se você não pode anunciar o seu amor subindo no sofá da Oprah, não se sinta menos importante que Tom and Katie Cruise, não: corra ao Blog da July - que dá de mil na coluna da "outra", no A Tarde. A página está à disposição de vocês, mulheres e homens algemados pela paixão. Abusem e usem (C&A)! ; )

Fernanda, minha filha, reformule aí esse seu guarda-roupa a la cobertor de pobre (n.t.: se sobra pano em cima, falta embaixo e vice-versa), ou das duas, uma: você vai acabar casando com um cafa ou ficará para titia. É que o pai de Mariana é um sujeito cavalheiro e cortou justamente a parte "polêmica" do visual da convidada da filha; o que aparece nas fotos é apenas a parte da roupa que recebeu "Classificação Livre". Cláudio, cadê você que não regula essa mulher?! Já tá virando paulista, pelo jeito...

Para as fraudes que deram o cano não dizerem que eu sou ruim, vou deixar vocês olharem ("só olhar, só olhar..."). Babies, babem, olhem o que perderam!

Fotos: Elen Vila Nova

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Me desculpa, pô!

Pior do que ser alvo de um erro, é ser alvo do descaso de quem errou. Acho o fim da picada, em relacionamentos íntimos principalmente, as pessoas preferirem não dar o braço a torcer quando estão erradas a reconhecerem a razão que elas sabem, no fundo, que o outro tem na história. Porque esse tipo de atitude mina a confiança, com o tempo. Como acreditar que alguém gosta de você se não olha pra o que te acontece e se, acima de tudo, prefere a própria vaidade à verdade dos fatos e aos sentimentos da outra pessoa? Concordo com Jorge Luis Borges: "Não existe o amor mas as provas do amor". Passar por cima, como um trator, definitivamente não é uma boa prova. Quem tem afeição se afeta pelo seu afeto.
Desculpas não precisam vir através de palavras (geralmente essas são pouco confiáveis); um olhar sincero de arrependimento já basta; cuidar para que não aconteça de novo é um grande pedido de desculpas. Enfim, qualquer sinal de que o incômodo foi compartilhado já tá valendo.
Qual é o problema de ser humilde? Se fosse com você, gostaria do quê? Certamente de ver a sua razão reconhecida. Não é frescura; é uma questão de justiça. (Se bem que o que não falta é fresco por aí, gente sem auto-estima, que acha que tudo é ofensa e se melindra por qualquer coisa. Mas não é desses que eu tô falando, estou falando dos ponderados que são ignorados quando têm razão de se sentirem lesados por outro.)

O mundo tá cheio de gente assim, que só se importa quando as coisas acontecem do próprio lado, que julga os outros mas não presta atenção em si mesma. O mundo tá cheio de falso amor e, conseqüentemente, de desconfiança. Após muito pedir desculpas (e errar, claro) e receber pouco de volta nesse sentido, virei mais uma desconfiada. Hoje, só peço desculpas se sentir que a pessoa é bem resolvida nessa questão, ou seja, se não vai levar um ato ético pro lado da fraqueza e se penso que faria o mesmo por mim, caso a situação fosse inversa.
Muito sentimento bom vai pro brejo pela falta de reciprocidade. Como diz M.M., existem amores nos quais "só cabe um". Fica difícil sustentar a convivência num projeto arquitetônico mal feito desses.

Desculpas, não importa o quão sinceras ou repetidas, não satisfazem todo mundo. Dizer "me desculpe" nem sempre salva uma amizade estraçalhada por acusações falsas e devastadoras. Um "me perdoa" do marido para a grávida que ele traiu pode nunca restaurar a confiança dela ou diminuir sua dor, mesmo que oferecido de joelhos. Desculpas não vêm com garantia. Então, o que fazer quando não funcionam? Ficar frustrado pode tornar piores os danos já causados.
Quando minha mulher parou de aceitar minhas desculpas por sempre gritar durante discussões, gritei ainda mais alto e pontuei meu "me perdoa" com um "pô!". E ela me deixou falando sozinho. Se eu quisesse discutir algo com ela, como me disse, eu teria de aprender a fazer isso de forma mais civilizada. E aprendi.
As pessoas param de aceitar desculpas pelos mesmos erros porque o constante "me perdoa" acaba deixando de soar sincero. Além disso, vêem que continuar a aceitar as mesmas desculpas é um tipo de prêmio que condiciona e encoraja o infrator a não mudar seu comportamento. Pedir desculpas é mais fácil.
A não ser que se sinta ofendido ou orgulhoso demais para se desculpar -ou ambos. Quando a afronta é mútua, todos os envolvidos podem sentir que merecem um pedido de desculpas. Mas um não pede até o outro pedir. Uma vez, fui convidado para jantar por uma pessoa que, ofendida por uma opinião política que, imprudentemente, expressei, levantou-se e gritou insultos na frente dos outros convidados, forçando-me a ir embora. Nós dois esperamos em vão que o outro se desculpasse primeiro. Nunca mais nos vimos.
Alguns pedidos de desculpas, como os que vêm por e-mail, são impessoais demais. E há quem finja que não houve ofensa. É o caso do meu amigo que só esperou cinco minutos depois da hora do nosso encontro marcado em um bar antes de ir embora. Cheguei em cinco minutos e esperei uma hora por ele. Depois de saber de sua saída precipitada, disse: "Você me deve desculpas!". Ao que ele replicou: "Eu sinto muito que o nosso desencontro o tenha chateado assim".
Quer dizer: "Sinto muito por sua reação, e não pelo que eu fiz para provocá-la". Desculpas podem ser políticas e consolar mesmo que não sejam sinceras. Eu me ofendo facilmente e digo à minha mulher -nas raras vezes em que me magoa- que se desculpe, mesmo quando acha desnecessário, mesmo que não venha do coração. Ela aceita meu conselho porque funciona.
Nem toda retratação política é insincera. O candidato à presidência dos EUA John Edwards ofereceu um convincente "eu errei" por votar a favor da ação militar no Iraque. A recusa da candidata Hillary Clinton de se desculpar lembra a inabilidade patológica de Bush de admitir seus erros, incluindo invadir o Iraque. Por que os políticos acham que essa rigidez parece presidencial? A recusa em se desculpar mostra fraqueza de caráter.
Admitir o erro ou a ofensa nos humaniza e traz paz interior. Um pedido de desculpas nem sempre consola quem o recebe. Mas permite a quem o pede ouvir a própria humildade. E esse som, por vezes, é nossa única salvação.


MICHAEL KEPP, jornalista norte-americano radicado há 25 anos no Brasil, é autor do livro de crônicas "Sonhando com Sotaque - Confissões e Desabafos de um Gringo Brasileiro" (ed. Record)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Liberdade para o quê?

Ofereço esse texto para Danilo, que além de ser fã do Contardo, resolveu aproveitar mais a sua liberdade! (Aêêê!... risos)

CONTARDO CALLIGARIS

Liberdade não consiste em escolher nas prateleiras do supermercado

QUANDO JANTO fora, prefiro os restaurantes onde sou um cliente conhecido, porque, em princípio, eles aceitam com um sorriso meu comportamento, que é um pouco atípico: não gosto de ler o cardápio, peço o prato do qual estou a fim naquela noite, que ele esteja ou não no menu. Caso a cozinha não disponha dos ingredientes necessários, o maître e eu imaginamos um compromisso próximo de meus desejos.
Nota: às vezes os que lêem o cardápio do começo ao fim, à força de hesitar entre massas, risoto, carne ou peixe, acabam se entupindo de pão e couvert -e assim perdem o apetite.
Pensei nisso ao reler "O Paradoxo da Escolha, Por que Mais é Menos", de Barry Schwartz, recentemente traduzido em português (ed. Girafa). Schwartz constata, com razão, que a multiplicação das possibilidades de escolha (que é própria da sociedade de consumo) constitui, de fato, um fardo.
Exemplo: queremos comprar uma calça jeans e descobrimos que existem infinitos cortes, desbotamentos, preços etc. Ótimo, somos LIVRES PARA escolher entre centenas de jeans. Mas, de repente, eis que NÃO somos LIVRES DE uma tarefa, no fundo, fútil: a de encontrar a calça que nos veste melhor na perfeita relação custo/benefício.
Na hora de escolher um carro, uma faculdade, uma profissão, um país ou uma cidade em que morar, as escolhas possíveis são, hoje, incontáveis. Portanto seríamos mais livres, não é? Pode ser. Em compensação, temos a trabalhosa (e, às vezes, desanimadora) incumbência de escolher.
Schwartz opõe dois tipos subjetivos: os "maximizadores" e "os que se contentam com algo suficientemente bom". Os maximizadores querem absolutamente fazer a escolha certa; os outros sabem se satisfazer sem ter que alcançar a certeza de que fizeram o melhor negócio.
Ora, constata Schwartz com razão, o maximizador não é nunca feliz: ele é corroído pelo remorso e pela dúvida (será que examinou efetivamente todas as possibilidades?).
Schwartz chega a imaginar que a epidemia de depressão das últimas décadas tenha uma relação com a multiplicação das escolhas possíveis e, portanto, com a insatisfação crônica de nosso lado maximizador. Obviamente, os que sabem se satisfazer vivem melhor. Conclusão de Schwartz: o excesso de liberdade nem sempre é bom.
Tudo bem. Mas vamos aplicar a visão de Schwartz ao campo amoroso. É claro que, se a tradição nos obrigasse a nos casar com a moça escolhida pelos anciões de nossa aldeia, a vida amorosa seria mais fácil. A liberdade para se juntar com quem quisermos é, de fato, uma complicação: para ter a certeza de que Fulano é meu homem fatal, com quantos Sicranos deverei compará-lo?
Por outro lado, se adotarmos a sabedoria dos que sabem se contentar com o que lhes agrada, nossos parceiros e parceiras não vão gostar.
Em geral, preferimos ser amados por quem acha que somos a melhor escolha possível, em absoluto.
Ou seja, na vida amorosa, os maximizadores sofreriam como sempre, enquanto os que "se contentam" seriam detestados por parceiros e parceiras. Como fica? Pois é, talvez a vida amorosa seja um bom exemplo para descobrir os limites das idéias de Schwartz, porque, nela, a liberdade certamente não consiste em poder escolher o amado numa lista de pretendentes. Amar tem mais a ver com "encontrar" do que com "escolher".
O livro de Schwartz é ótimo e divertido sem contar que pode ajudar todas as pessoas que se inibem diante da multiplicidade dos possíveis. Mas Schwartz parte de um pressuposto, que está implícito desde seu primeiro exemplo (o dos jeans): ele considera a pluralidade das escolhas possíveis como o índice da liberdade. Quando constata que essa liberdade é fonte de tormentos, ele conclui que talvez seja melhor sermos menos livres e mais felizes.
Ora, a visão que Schwartz tem da liberdade é parasitada pelo próprio modelo do consumo, cujos impasses ele castiga.
Ser livre não significa poder escolher entre os objetos disponíveis nas prateleiras do supermercado; ser livre significa saber criar o que queremos e encontrá-lo, mesmo e sobretudo quando não está em lista alguma de liquidações e promoções. Certo, o mal-estar do maximizador é uma patologia da liberdade de escolha. Mas a liberdade de escolher entre as ofertas que estão nos cardápios é, por sua vez, uma deformação da verdadeira liberdade -a de inventar.


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O Bem Amado



Hoje é dia de... Cacau Baixaria (rima com Maria, perceberam? Será que esse personagem também valeria uma microssérie?!). Como o aniversariante já virou o cabo dos 25, não é elegante da parte do blog ficar divulgando a velhice alheia – embora isso contrarie um dos pilares da nossa página, a revista Caras, que, duela a quién duela, sempre divulga a idade daqueles que estampam suas páginas. Ele avisa que, a exemplo da sua musa máxima, Danuza Leão, vai deixar para revelar a idade quando publicar a sua autobiografia, "Confesso que ri".

Cláudio Leal é o rebento do meio de uma típica família da Cidade Baixa. Seguindo a tradição dos filhos nesta posição, sempre quis ser o diferente da ninhada, o independente. Se o irmão é com o pai, ele é com o avô. Se a irmã gosta de axé, ele é Bossa Nova e nada rock´n´roll. E assim é esse menino, um quereres ambulante.

Diria mais: há um quê de iconoclastia nele. Donde hay unanimidad, él es contra. Claudinho faz questão de destruir até as suas próprias afirmações. Coerência até que ele tem, mas não espere constância, que aí já é demais (Não é coincidência que tenha nascido no Dia do Fico...). Quando estava de mudança para Brasília, ele dizia: “Juliana, não sei o que você ainda faz aqui na Bahia. Vá e faça como Carlota Joaquina: bata as sandálias uma na outra e determine-se: ‘Dessa terra, não quero nem o pó!’”. Meses depois da minha volta à terra do Acarajé, o discurso foi outro: “Juliana, o que você foi fazer em Brasília, pelo amor de Deus?”. Se não fosse pelo caráter, diria que Claudinho está pronto para entrar na política (risos).

Se você é um dos seus desafetos e quer desfazer esse nó em 2008, receita de Mãe Juju para começar o ano na paz: adule-o durante uma semana e o rancor será que nem jornal de ontem: completamente esquecido. Esse meu amigo é minha dupla no segmento da falta de vergonha na cara! (risos) Pra quê, né, Baixá?! Só serve pra pagar taxa por “excesso de bagagem” nessa vida! hahaha

Dignidade, no fundo, é a gente que se dá e a retira; ele intui isso. E é bom que seja assim, imprevisível, pois é justamente esse o segredo.

Espírito felino – Gatos são espertos. Gatos observam. Mas gatos só são mesmo gatos na rua porque gostam de liberdade e só são realmente gatos se fazem o que querem. Cláudio tem espírito de gato.

“Claudio, gato!...” A autora dessa pérola faconiana é Elen Vila Nova, que foi pedir um favor ao amigo e acabou vítima da tpm claudiana. Aqui cabe um o.b.: a moça é uma espécie de bichinho de estimação do homenageado deste post que, na frente dos outros, finge que tá chutando a mascote por debaixo da mesa e que se incomoda com o carinho recebido, mas logo que percebe que ninguém está vendo, faz um afago no topo da cabeça, lhe sorri e reparte com ela o biscoito. Cão e gato são opostos, mas, por isso mesmo, se atraem - nem que seja pra brigar. Elen persevera, através do seu poodle-power, diante das (falsas) ameaças de unhadas hostis do Dr. Leal. E assim eles continuam, Deus sabe até quando... (Atenção: estou organizando o bolão, e quem quiser...)

É um sujeito desconfiado; desconfio que desconfia até da existência de Deus. Em todo caso, é justamente com Ele que abre mão da ética e vira lobista em causa própria. Simplesmente não se mete com Ô Ingrid, louva as suas virtudes e, sempre que pode, acende uma vela no pé da santa. Por via das dúvidas, espera contar com o certificado de horas de extensão assinado por ela para ganhar o Céu, caso esse exista mesmo.

Out of time - Numa Facom cheia de almofadinhas cuja “grife” preferida é a do conhecimento status quo, confesso que não soube o que pensar quando ouvi falar de Cláudio, pela primeira vez, na ocasião em que uma amiga cursava Semiótica com a galera de 2000.1. Não vou ser injusta, pois conheci “exemplares” mais ou menos desse tipo (inteligente e engraçado) no meu próprio semestre - Tenaflae e Jorge. A diferença é que era mais fácil entender o “desvio” desses garotos; são caras de inteligências mais pragmáticas, que se dão bem no campo da teoria mas não têm amor a ela, não são o tipo de inteligência que curte o mundo da intelectualidade, da academia. O humor “desce redondo” nesses casos. Mas acadêmico com humor?!... Humm...

Demora até perceber que, pra pegar o espírito de Cláudio, é preciso vê-lo como um ser anacrônico.

Há acontecimentos que definem uma vida. Acho que não seria a mesma, por exemplo, se não tivesse nascido em Brasília nos anos 80 e não fosse a caçula de uma família de funcionários públicos – de cabo a rabo. Cláudio certamente não seria Cláudio sem o avô e sem o Bonfim. O primeiro transmitiu-lhe o passado, o gosto pelo conhecimento clássico e pela tradição. O segundo o fez livre, um homem das ruas. Morar longe tem essa vantagem: te faz perder tempo no trânsito, mas te preserva de muitas das chatices desse mundo moderno. Não cresceu em playground, com medo do mundo, e se criou aprendendo o que é se virar, entrando em contato com os tipos mais “exóticos”, que só se vê na parte baixa dessa cidade e que necessitam de olhos mais sensíveis que possam enxergar o seu valor.
Particularmente é essa junção do formal e do popular que eu mais gosto nesse amigo. Sei lá, dá mais consistência e credibilidade àquilo que transmite. Gente versátil me cansa, de um modo geral, mas sempre me encanta.

A corte - E por falar em encantamento, esse texto não estaria completo sem as “claudetes”. Com a mesma paixão que defendem o Socialismo, companheiras Débora e Lília admiram o neto do Dr. Luís. Nem Helena de Tróia foi tão bem defendida quanto Cacau por essas duas. Diria que Cláudio é até uma espécie de culto particular delas; uma igreja de duas pastoras. Disputam centímetro a centímetro a atenção do amigo. Já vi essa amizade de sangue ficar por um triz porque uma havia tirado uma foto a mais com “Cau”. “O que ela tem que eu não tenho?!”. Como diria Salomão, do Babado.Com, “Draaama!”.

Se tiver fé para crer, no problem, mas se você é um pingo racional, aviso: muita calma nessa hora, que você pode se assustar com a fantástica descrição de Lília do acervo pessoal de Cláudio. Até hoje lembro os números fornecidos pela Camarada: 1.500 livros (“Ele já leu todos!”) e centenas de cópias de clássicos do cinema. Como diria a Santa Santa, “na boa, Lília”, pondere isso, porque nem com um fôlego de sete gatos é possível dar conta de um trem desses, sô!

Poderia até incluir Alosa neste trecho, mas não tá merecendo (vá achando que sou Cleidiana!...). Deveria falar sobre Pereira, mas não quero provocar lágrimas de saudade em dia de festa. Vou "pular" para alguém bem mais importante nesse perfil: André Setaro.

O crítico é praticamente o Jorge Amado da Facom, ou seja, não nasceu para ter senso crítico contra os seus. Quer dizer, não em voz alta, pois preza as safenas que já não lhe restam mais. Ademais, a certa altura da vida, alguém cansa de bater boca (em vão), a fim de defender sua inteligência, e se toca de uma das mais fundamentais realidades deste mundo: é sempre melhor ser amado, ainda que não se chame Jorge.

Mas se saem elogios espontâneos de sua parte para gente off tela, esses vão para Cláudio, que, em contrapartida, se agarra a ele como uma criança ao ursinho de pelúcia. Ohhh!... É verdade. Aonde quer que vá, a presença de Setaro, nem que seja via coluna eletrônica (como é agora no TM), lhe confere o sentimento de estar em casa. Tê-lo por perto é tão reconfortante como pôr um pingüim em cima da geladeira. Quem dirá, depois disso, que não existe ali um lar?

Minhas pulguinhas me contaram, inclusive, que diante da mãodevaquisse dos grandes estúdios e dos meios de comunicação, a esperança setariana de volver a Hollywood é Cláudio assumir uma vaguinha no Los Angeles Time – e, vale a nota, os gringos é que sairão ganhando. Por Setaro, até engoliu, com todo o respeito, o salsichão de Reinhardt (?!)... (eu esqueci como se escreve!), aturou a poluição visual daquele colant horrível que o austríaco usava (valei-me!). Eles nem sabem que isso fez sucesso um dia, mas como dizia aquele clássico do Grupo Molejo, o espírito aí é da Dança da Vassoura.... “Diga aonde você vai, que eu vou varrendo”. Tenho dito!

Essa camaradagem vem de longe. Dizem que foram irmãos, nascidos em 1919, em Paris, e morreram anos depois, no front de guerra. Quase. Cientistas os congelaram e reaproveitaram os cérebros conforme o projeto foi avançando em suas etapas. O de Setaro foi entregue aos japoneses, que o compactaram e aumentaram a memória para imagens, e foi realocado em 1950; 32 anos depois, Cláudio voltou à vida. São meio ciborgs e, dizem, a voz baixa, que Setaro gosta tanto do "Encouraçado Potemkin" porque foi a sua primeira lembrança humana do cinema. Daquela época, Cláudio ainda preserva a atitude bélica que aprendeu no front. Digam aí se não há nele esse mesmo espírito de revide e de urgência?! haha Nem Freud mataria, com o perdão do trocadilho, essa! Yo soy fueda!

O fiel escudeiro - O Sundance Kid do Bonfim faz uma dupla imortal com o Butch Cassidy de Jaguaribe, Eliano Jorge, o que, de certo modo, mostra que Brasil e Argentina são como goiabada e queijo e têm tudo a ver. Se por um lado, Cláudio traz o mais simples e o mais sofisticado que há no homem brasileiro, seu fiel amigo tem alma de argentino, aliás, ele é quase um (e por último até resolveu deixar o cabelo crescer...), exceto pelos fatos de que fala português sem sotaque e de que acha Pelé melhor do que Maradona. (amigo, Lico, amigo!... se não levar na esportiva, só vai comprovar a minha tese. "ay, ay, ay..." ).

O caso é que, mesmo sem nada a ver, esse treco vem durando. Desconfio que na base do grito – how primitive! -, mas abafa que isso pode provocar uma indigesta reviravolta em todas as teorias sobre Psicologia das Relações Humanas. Foi na base do berro que Cacau “convenceu” o sempre pragmático Eliano a embarcar no Programa de Índio de 2007, eleito pelo bom senso e pelo público do blog: a visita (?) ao bebê de Paulo. Foi engrossando o gogó que Eliano fez o neurótico Cláudio tomar ar, reunir coragem (e a bagagem) e descer o morro rumo a São Paulo.

Mas nem tudo são flores. Quando entrou no A Tarde e descobriu que o silencioso Lico articulava frases de mais de quatro palavras com os colegas de Redação, sentiu-se mais traído que os maridos da ficção de Nelson Rodrigues. A quem pudesse interessar (ou não), resmungava:

- Eliano não fala comigo no trabalho e finge que não me conhece! E essa timidez dele é uma fraude; conversa que nem um papagaio na Redação, e blábláblá!

É lindo esse relacionamento fraternal, tem quase a densidade de um tango (“El día en que me quieras...”)!

Minha amada imortal – Pois é um idealista, que crê ser possível viver os valores em que acredita – ainda que sejam do século 18. Quer morrer em Paris, aliás, no Misérable Mundo de Cláudio, francês é ainda a língua oficial do Ocidente. Sonha, inclusive, em se casar com uma moça pura, daquelas que não abrem as pernas nem para a ginecologista! Tem fé no Senhor do Bonfim de que Fernanda é essa mulher (aonde?! hahaha... não me entendam mal, mas é que ela cuida muito da saúde), a sua donzela Dulcinéia banhada em dendê. (Se bem que, no comecinho, ela tava mais para Dona Bela, da Escolinha. Fernandinha, estoy muy orgulhosa de tu. Como evoluiu! Que desprendimento, hein?!...)

Uma coisa sempre me fará sentir em casa na turma: as intensas e cíclicas brigas de Cláudio e Fernanda, quase sempre por motivo fútil. Imagino a gente daqui a 12 anos, Cláudio pai de dois meninos levados e Fernanda mãe de uma menina com espírito de Maria Joaquina. De repente, ela apanha e começa a chorar, e os respectivos pais começam a bater boca entre si (“Olha, Cláudio, pare de falar da vida dos outros e dê educação aos seus filhos, que eles tão precisando, viu!”; ele vai se zangar: “Fernanda, essa sua filha é uma mimada, meu filho mal triscou nela!...”). Eu vou virar pros meninos e dizer: “Crianças, abstraiam, que eles são assim desde a época em que nem tinham licença pra dirigir”. Não sei se é porque assisti muito a Chaves, mas sinto uma vibe meio Seu Madruga e Dona Florinda nessas horas... (risos)

Às vezes o negócio pega fogo – no mau sentido – e por algumas horas vale aquela máxima de Ibrahim Sued: “Não convidem para o mesmo jantar Nandy e Claudinho”. Ela se cala e jura que, com ele, não fala mais. Ele fica à procura de alguém que confirme que tem razão na história. Quem tiver o azar de discar C para conversar, vai ouvir é crítica à dona do Albergue da Graça (“Porque Fernanda é sem noção, é maluca!...”, “Veja só o absurdo que Fernanda veio me dizer!...”, e por aí segue). Mas como o moinho de vento do orgulho não vale nada diante da presença da sua insuperável Dulcinéia (dizia ele, Macabéa), eis que nosso Dom Quixote volta tudo como era antes no quartel de Abrantes, às provocações e aos galanteios baratos com sua amada. Ela cede, ainda de braços cruzados.
E as caronas?... Disseram-me que crianças lêem esta página, portanto convém pular esta parte.

Ahhh!... O amor é uma frô roxa que nasce no corazón dos trôxa!... E essa, vale dizer aos mais crédulos, é uma flor de plástico. Amam-se como irmãos, mas brigam que nem casal (risos).

***

Claudio vai odiar isso, eu conheço o meu gado. Já estou ouvindo a reclamação daqui: “Sinceramente, Juliana, isso não teve nada a ver. Seu forte é o mundo pop, limite-se a escrever sobre isso”. Mas, na verdade, Cláudio odeia coisa nenhuma. Quer dizer, só a indiferença. Porque o contrário do amor não é o ódio, é essa palavrinha pavorosa aí. E pra alguém de tanto coração, esse é o único sentimento inadmissível de se ter por um semelhante. Essa consideração ele tem até com quem não merece.

Pra fechar, como disse a chata da Marisa Monte, Roberto Carlos tem a trilha sonora das nossas vidas. E pro Rei do Bonfim (sobe som), eu “desenterro”, aqui, um clássico refrão do Rei Robertão: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu viviiiiiiiiiiiii!”.

Oh-yeah!!!!!”

Muitos anos mais de baixaria pra você, caríssimo!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Sentir-se amado

[em tempos de banalização da coisa, o texto de M. Medeiros vem completamente a calhar]

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

Sexo animal

03/01/2008 - 17h24

Macacos também pagam por sexo, diz estudo

da Folha Online

Um estudo realizado em Cingapura aponta que pagar por sexo não é uma prática exclusiva dos humanos. De acordo com os pesquisadores, macacos machos também pagam para ter relações sexuais, utilizando uma espécie de trabalho manual de limpeza como moeda de troca.

A descoberta é de Michael Gumert, da Nanyang Technological University, em Cingapura. Ele estudou 50 macacos de rabo longo durante 20 meses em Kalimantan Tengah, na Indonésia.

Conforme o cientista, as fêmeas dessa espécie fazem sexo cerca de 1,5 vez por hora. Mas esse índice crescia para 3,5 vezes por hora imediatamente depois que a fêmea recebia o ato "caridoso" do macho em limpar e afagar-lhe os pêlos. Em geral, a fêmea escolhia se relacionar com o macho que se encarregava da limpeza.

E os macacos, quem diria, também agem de acordo com a relação entre oferta e demanda nesse caso. Se há muitas fêmeas na área, o custo pela relação sexual caía drasticamente. Com apenas oito minutos de trabalho, o macho já conseguia "comprar" sua fêmea.

Mas se não houvesse outras fêmeas ao redor, ele tinha que tirar lêndeas do pêlo da fêmea por pelo menos 16 minutos até conseguir iniciar a relação sexual.

De acordo com a revista "New Scientist", onde o estudo foi publicado, o trabalho reforça a teoria de que forças econômicas podem explicar comportamentos sociais, inclusive entre os humanos.

Com informações da agência France Presse

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Alosa e Bugu: Separados na maternidade

O que a saudade não faz com uma pessoa!!!?




Sabe quem são esses dois?! Esse é Julian Bennett, da BBC - gay, sem dúvidas, e esse é do tipo que pela foto do RG a gente já tem certeza de que é! - , que apresenta, juntamente com o cão Lulu (alguma dúvida, agora, de que ele é gay?!), um programa chamado "Socorro! Meu cachorro é tão gordo quanto eu". É retransmitido aqui no Brasil pela GNT. O objetivo é colocar dono e cão em forma novamente. Algo do tipo: "Na gordura e na dieta, até que a morte (ou o excesso de verduras e exercícios) nos separe".
A apresentação de abertura é ridícula: "Eu sou Julian Bennett e este é o meu cão sarado, Lulu!", e daí a câmera pega uma carreira torta de Lulu - daschunds correm mal à beça! - , mostrando todo o seu vigor físico, fruto do treino implacável do seu dono-personal trainer.
Eu me presto a assistir essa aberração pra matar um pouco da saudade de Camila, minha daschund que morreu no ano retrasado. Lulu é a cópia fiel dela. Mas Camila nunca seria tão dócil diante do ridículo imposto pelo dono. Se ela não me desse uma mordida, certamente me pirraçaria "empacando" em cena. (Mentira, ela nunca me morderia, mas fingiria que sim. Quanto a pirraçar, certamente; sempre suspeitei que esse fosse, aliás, o passatempo preferido dela...)
Saudade é uma droga, não tem sentimento mais mortificante! Ok, todos os humanos da minha família estão vivos, foi só o cachorro. Mas é esse o problema: não é só um cachorro. Parece frescura pra quem nunca teve um bichinho por tanto tempo em casa, mas pra quem passou mais de cinco anos com um, perdê-lo, mesmo que quase aos 15 anos (!!!), é trágico.
Enquanto isso, mato as saudades com Lulu! How pathetic! (Jeová! Estou quase virando o Nelito!)

Falando em cão, penso na tristeza de Leão, o plebeu do feudo do IAPI. Essa época é de confraternização e de perdão, os dias são de alegria e mesa farta, e o pobre cão com alma de gato saltimbanco quer se juntar aos bons para abaixar a média. "E pode?!" Claro que não pode! Lá pra aquelas bandas, pelo menos com os seres de quatro patas, o amor é do tipo "Oi": quem ama, bloqueia! Ouço, da longínqua Jamaica brasileira (Itapuã, mais especificamente a Av. Dorival Caymmi), o "Sai daqui, Leão!!!" em coro.
Ohhhh!... :(
Por outro lado, quem deve estar passando bem é Thomas, o estafado cão de Nandy Braga. É que nessa época, o pobre se livra das setenta mulheres à beira de um ataque de nervos que habitam o apê de Fernanda para ter um pouco de paz e privacidade no hotel para cães. Quer ver? Faça uma visita à Miss Graça. Te dou 10 contos se o cachorro não estiver melancólico porque voltou pra casa! hahaha (amiga, Nandy, amiga!...)
Fernanda, Luísa Mell te odeia, viu!

Olha, Camila era muito feliz e sabia disso (tanto que se agarrou à vida o máximo que pôde!)!!!