quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Alguém sabe, pelo amor de Deus?

Definitivamente não nasci para a Selva de Pedra. Como disse muito bem o dr. Setaro, Salvador não cresceu, anda inchada. Está insuportável. Transitar a pé, de bicicleta, de carro, de táxi ou de ônibus é um inferno, dá vontade de pedir pra morrer. Ai, que vontade de viver na calmaria das pequenas cidades!...
O problema é que o interior do Brasil é inviável, a vida não existe fora das capitais, praticamente. (Ex.: Feira de Santana, há dez anos, não tinha nem fast food nem cinema!) Quero ser contrariada nessa minha opinião. Ô, como gostaria disso!... Alguém sabe de alguma cidade que tenha mar (ou alguma natureza relevante), estrutura razoavelmente boa (e isso inclui medicina e vida cultural "de verdade" - nem precisa ser algo supimpa, não, só de confiança, mesmo) e não tenha esse trânsito dos infernos e nem essa violência que nos faz reféns depois das 18h? Se alguém conhece, pelo amor de J.C., me passe a dica urgentemente!!!

Eu não quero, eu ne-ces-si-to ganhar na loteria! Compraria, de cara, uma tremenda fazenda, com direito a vaquinha, cavalo, passarinho, meia dúzia de cães e cachoeira. Sem esquecer da minha sala de audio e vídeo (hummm!...), com uma estupenda tela de cinema, e um ofurô em lugar estratégico, pra ver no quentinho os filmes do Telecine, acompanhada pela versão jovem-serviçal-sarada e igualmente gay de Rubinho Ewald Filho, o meu mordomo Erick. Me "enterraria" por lá, e feliz da vida! Claro, pra não morrer de tédio, o paraíso teria de ser perto de alguma grande cidade... É. A solução é a loteria, sem dúvida!...
"E-ri-ck, cadê meu chocolate quente que te pedi há 20 minutos?! Humpf! Já vi que o maldito foi brincar de Brokeback Mountain com o peão novo da fazenda! Céus!..."

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