Desde que essa pandemia começou a apertar, me deu uma vontade louuuuca de viajar. De preferência, pro outro lado do mundo. Tô morrendo de saudade da Europa, mas serviria qualquer lugar agradável longe do Brasil. E digo mais: não estranhe se eu ficar por lá.
Acontece que outro dia, vendo um documentário sobre o trabalho de Jim Carrey em "O Mundo de Andy", fiquei maravilhada com a capacidade dele de sair de si e ser outra pessoa, aquele personagem, por algum tempo. Eu nunca quis fazer teatro porque não acho que o tipo de persona exigido por esse meio combina comigo - embora, se tivesse um filho, faria questão de que tivesse aulas de teatro, que vêm bem a calhar no mundo de hoje que depende que você saiba se vender e rodar máscaras como nunca antes -, mas acho que numa próxima vida pode ser. Acredito que deve ser uma delícia poder ter férias de si mesma.
E foi conversando sobre isso com um amigo que ouvi dele uma frase genial, de que essa é a mesma sensação de viajar para o exterior. Bingo! É isso mesmo. Quando eu chego em uma cultura que não é a minha, em que eu sou desobrigada de relações, de expectativas, de códigos, eu posso descobrir aquele lugar e descobrir coisas novas sobre mim naquela terra estranha. É como poder tirar férias de si e ser outra pessoa. É libertador.
Troco, nessa vida, ser atriz por ser viajante. Com fé em mim e em Deus, vou rodar muito esse globo.

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