domingo, 19 de agosto de 2018

Santo Fuerte

Acho que já falei aqui que, nos últimos dois anos, pessoas que me eram caras saíram da minha vida. Mesmo as que ficaram, ficaram de uma forma menos romântica, mais realista, menos calorosa. Um dia eu me queixava disso, em uma conversa, que coisas estavam saindo sem que nada entrasse no lugar. A pessoa com quem eu conversava deu uma definição ótima. Disse que isso nada tinha a ver com solidão, mas que era um processo de reintegração de posse de mim mesma. Perfeito. Porque o afeto, a dependência emocional que eu tinha de certas coisas e pessoas, me fazia menos dona da minha própria felicidade que, afinal e ao final, só interessa a mim mesma e a mais ninguém. Perder essas pessoas e a expectativa de que trouxessem alegria à minha vida me fez mais feliz na minha própria companhia.
Chego à conclusão de que, realmente, as coisas são como têm que ser nessa vida.

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