sábado, 17 de março de 2018

Zen ni mim

Eu tenho um amigo que diz que, em Salvador, das duas, uma: ou você surta ou vira zen.
(Ele também adora repetir uma frase de Edifício Master: "A gente tenta ir de Piaget, mas, se não der, vamos de Pinochet". hehehe... Maravilhoso!)
Eu acho que tô ficando zen. Mentira, não é bem assim. Mas acho que estou ficando mais calma. Eu tive um bom teste essa semana e acho que me sai legal. Acontece tanta merda ao mesmo tempo que você acaba reagindo, como aqueles bonequinhos num videogame, mas eu tô conseguindo reagir com mais serenidade. Tô feliz com isso. Uma coisa que me frustrava muito era ser reativa e nervosa. Eu tô reativa e calma, falando num tom bom, mas continuo levando papo reto, o que não acho que é defeito; eu acho é que as pessoas se infantilizaram demais e não conseguem lidar mais com coisas que não sejam agradáveis. Nunca achei que tenho a obrigação de mentir para agradar (claro, nem todo contexto pede sinceridade), apenas de ser educada. Parto do pressuposto de que estou lidando com gente adulta, capaz de ouvir, processar e fazer autocrítica. Uma coisa que tô largando de mão aos poucos é de interferir quando acho que a pessoa está entrando numa roubada, mas não abro mão de me posicionar se esse algo está interferindo na minha vida. É meu direito. Quem não quer ser criticado, não faça merda (porque às vezes as pessoas estão conscientes de que estão sendo folgadas, mas esperam que você não aponte isso nelas, que seja educada. Ah, vá!...).
Meu próximo passo será jogar pra cima. Uma boa parte de eu ser reativa é porque me cobro uma resposta, uma eficiência, embora as pessoas façam solicitações às vezes difíceis, desgastantes e sem necessidade disso. Eu quero aprender a deixar essas pessoas na mão, pois acho que só assim elas aprendem e eu me poupo. Quero apertar o foda-se. Um dia meu eu superior chega lá, hehe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário