quinta-feira, 2 de junho de 2016

Sobre mulheres e feminismo

Eu questiono as opressões desde criancinha. Cresci rasgando meias-calças (que só serviam para esquentar as pernas em meio ao calor), questionando os "mulher tem que...". Enfim, tô pensando sobre isso faz muito tempo, muito antes do feminismo entrar para o hit parade.
Ontem, teve palestra de Marcia Tiburi sobre esse tema. Ela tocou em temas importantes, como gratidão às feministas do passado e a importância de termos representantes na política. Mas eu tenho algumas críticas a fazer ao feminismo. Para dizer a verdade, não consigo me denominar feminista porque:

- "Quem vigia o vigia?" 
Meu ponto é: a militância traz muitas falas e questionamentos super válidos, quem sofre o preconceito e a agressão sabe melhor falar sobre isso, mas é também tentador ser raivoso quando há essa possibilidade (e até descontar, a pretexto disso, raivas produzidas a partir de outras situações). Então quem "vigia" os limites da militância, ainda mais quando ela reage com violência a qualquer tentativa de contradiscurso, como se isso sempre significasse incompreensão ou censura do que foi dito? Claro, muita gente fala merda, gente que não sabe do que está falando, gente que não quer admitir um problema, mas não é possível que nunca ninguém diga nada ao mesmo tempo contrário e sensato.
Minha esperança é que seja apenas uma fase, uma consequência da descoberta da opressão. 

- Ainda não é um caminho feminino.
Como sabiamente diz uma amiga, o melhor jeito de ser "feminista" é resgatando um feminino sagrado.
Eu concordo. Em muitas atitudes, a mulher "moderna" é uma cópia do homem. Ou seja, estamos copiando um modelo fracassado e ainda nos achando por isso. Acordem! Leiam "As brumas de Avalon", hehe. Somos poderosas quando seguimos os nossos instintos, a nossa natureza.

- E por último, mas não menos, eu acho essa palavra ruim. Rima com "machista". Esse "ista"... Tem que pensar em outra coisa.


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