sexta-feira, 26 de junho de 2015

"Exageradooo!... Eu sou mesmo exageradoooo"

"... Adoro um pavor inventaduuuuuu..."

Adoro nada. Pior que nem é inventado assim. Como diz um fofoqueiro da tv, "eu aumento mas não invento".
E digo mais: meu coração é guerreiro. O que passei no último mês só Jesus sabe.
Comecei a ouvir histórias cabulosas de violência no México e cheguei até a cogitar trocar de destino, o que só não fiz pra manter uma certa dignidade diante dos amigos. Na mesma semana do embarque sonhei que minha mãe morria enquanto estava fora. Que uma pessoa do trabalho, de quem não gosto, armava pra me demitir. E tive absoluta certeza que morreria nessa viagem quando um ex-colega de trabalho aposentado, no dia de viajar, disse que tinha sonhado comigo. Pra que dizer isso, gente? Toda morte trágica tem que ter um diabo de um sonho premonitório. Bem, pressionada pela situação, desabafei. O coitado terminou a conversa me consolando e prometendo que ia me visitar no jornal assim que voltasse de viagem. Paguei mico, mas foi mais forte que eu. O sofrimento só acabou quando voltei e verifiquei que minha mãe também estava viva da Silva. Levá-la na rodoviária, horas antes de eu mesma embarcar para a Cidade do México, quase me matou. Parecia que a estava vendo pela última vez. Ufa, passou!

Mas fiquei arrasada com uma coisa: constatar que até o México é mais sossegado que o Brasil. Estamos no c* da cobra, minha gente!

Eu ando com paranoia de segurança. Não é pra menos: fui assaltada, meu pai quase morreu por agora em um assalto, meus colegas estão sendo assaltados pelo menos uma vez por mês. Fico em pânico diante da mínima possibilidade. Outro dia, me senti traída quando um casal, no qual ponguei para descer do Canela para a Graça em segurança, parou no meio do caminho. Parei também e olhei pra cara deles. Três segundos depois, quando me toquei que estava pagando de louca, disfarcei e segui em frente.

O difícil de se livrar da paranoia é que ela, apesar de ser um exagero, é uma possibilidade, tem a sua razão de existir. Isso já causa imenso estresse. E, no que se refere à violência urbana, são tantas as notícias de atos bizarros e cruéis, que você começa a ter certeza de que a humanidade anda bastante desumana e que tudo pode acontecer, inclusive daqui a pouco e com você (bate na madeira!).

Enfim, gente, que as feministas não me ouçam, mas acho que estou precisando casar.
Eu possuía uma lista de três familiares/amigas que tinha a convicção de que precisavam casar bem - duas já foram e com sucesso -, mas além de tê-la ampliado com outras amigas, agora eu quero me incluir nela.
Não tá dando certo pirar sozinha. Mas será que pirar a dois presta? Bom, pelo menos se entrar ladrão em casa à noite, não passarei por esse susto all by myself.



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