domingo, 26 de abril de 2015

Respeito, por favor: revolta não é ressentimento!

Olha, eu sou a primeira a admitir que não gosto do barulho que a militância, por exemplo, provoca. Detesto barulho, qualquer que seja. Às vezes, quando os ânimos estão muito exaltados nesses grupos, se fala besteira, perde-se a cabeça. Ossos do ofício.
Mas a revolta é necessária à mudança. E num país hipócrita, pseudocristão, como o nosso, as pessoas tomam a revolta (ativa) por ressentimento (passivo). É mais prático rebaixá-la, né?
Os movimentos de minorias são revoltados, sim, senhor. Porque verbalizam, jogam merda no ventilador, querem mudança, lutam por políticas públicas. Não ficam falando por trás, chorando no travesseiro à noite.
Revolta é tentativa de reequilíbrio de poder. Ressentimento é o gozo secreto do lugar de vítima.
Qual é o nosso problema com isso?
É que a coragem alheia nos incomoda. Olhar para os nossos defeitos nos dá pânico. Mudar dói pra caralho.
Já a covardia é total free. Vide os comentários nas notícias dos veículos online.
Apesar de toda a violência sofrida, espíritos livres não se dobram e vão.
Podem continuar a fazer barulho. Eu engulo meu incômodo com isso enquanto morro de admiração. <3 nbsp="">

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