Não sei a cor do cabelo, a altura, como são os olhos, mas ele MANDA. Ô, se manda!...
Há algum tempo, de tão consciente do poder dele sobre mim, arranjei-lhe um apelido: the boss, ou, simplificando, meu gerente.
Meu gerente tem o perfil cauteloso. O bichinho é responsável que só. Quebra a mente, faz hora extra, tenta ser criativo focando, sempre, em articular a melhor solução para o meu negócio. Tem uma paciência de Jó com os rompantes de uma tal de Angústia e com os ataques da Ansiedade. Aliás, deve estar já fortinho de tanto segurar a onda desses "maiores abandonados".
Ando percebendo, porém, que tamanha eficiência às vezes é prejudicial. O excesso de planejamento dele vem comprometendo a produtividade.
Explico: ele, matemático que é, vai sempre louvar as condições ideais. Mas a matéria-prima desse negócio definitivamente passa a léguas da perfeição. E aí?...
Eu sei que preciso dispensá-lo mais, descentralizar o poder que ele possui. Mas gosto tanto dele e ele parece ter afeição por mim também. É tão bom moço, bem intencionado, tão honesto... Se bem que do alto da sua competência, não conseguiu gerenciar muito bem um funcionário problemático chamado Apego.
Como abandonar algo com o qual você se identifica?
Nenhum comentário:
Postar um comentário