Ele, nessas conversas, andou se queixando do difícil ego masculino, que demonstra a sua fragilidade através de uma competitividade que o aborrece. Reclamou do clima na academia da polícia de muito exibicionismo, disse que isso não casava com a personalidade dele e blá, blá, blá.
Meu amigo não é o tipo de cara que tem problemas com o masculino. Não, não. É um cara bem "normal", que não sofreria bullying numa roda de homens. Por isso me surpreende saber que, de dentro, o mundo dos machos alfa é tão competitivo. Confesso, sempre achei - e até invejava - que os caras eram mais simples, mais relaxados, chegados numa camaradagem gratuita - coisa que raramente encontro nas mulheres, que tendem à gentileza apenas quando se chegam.
Claro, notava um ou outro exemplar do sexo masculino com um problema de orgulho agudo, do tipo raramente visto do lado de cá da cerca. Mas não imaginava a existência desse "aborrecente" ego dos homens.
Claro, notava um ou outro exemplar do sexo masculino com um problema de orgulho agudo, do tipo raramente visto do lado de cá da cerca. Mas não imaginava a existência desse "aborrecente" ego dos homens.
Andei refletindo um pouco sobre isso e não é que faz sentido a queixa do rapaz?
Acho que é porque isso é mais visível no campo amoroso. Ali fica evidente que eles são mais orgulhosos e menos corajosos que a gente. São várias as situações em que eles têm reações duras, a nosso ver, a troco de nada (depois nós somos as histéricas, né?).
Uma amiga me contou que estava saindo com um carinha, colega dela de profissão. Ela queria curtir, no sentido de aproveitar a vida sem compromisso; ser feliz junto sem estar num relacionamento; "somente sexo e amizade", capisci? Um dia ela precisou desmarcar com ele por um motivo real. Quando o procurou para marcar uma saída, fez que não era nem com ele. Uma mulher dificilmente seria indócil numa situação dessa. A maioria ficaria até solidária, preocupada com o cara, mesmo ainda não havendo amor da parte dela.
Uma vez soube de uma história que me deixou impressionadíssima. Um homem pobre havia se casado por amor com uma mulher de origem rica. Dez anos e três filhos depois, em uma discussão ela disse o que nunca deveria ter dito (nunca mesmo, porque certas coisas ninguém tem direito de dizer ao outro, nem na hora da raiva, a não ser que nunca mais queira ver a pessoa na vida), que quem tinha dinheiro ali era ela e ele era um zero à esquerda. Ele saiu de casa, estudou bastante e se tornou um homem importante no Direito, acho que juiz ou desembargador. Nunca deixou de gostar dela e depois da separação teve alguns casos e namoros, mas nunca mais houve alguém importante. Ela se arrependeu logo e passou a vida inteira pedindo a ele que a perdoasse, que voltasse para casa. Ele nunca cedeu. Enfim, envelheceram brigados e se amando. Se o ofendido fosse uma mulher, essa briga não teria durado tanto.
Uma vez soube de uma história que me deixou impressionadíssima. Um homem pobre havia se casado por amor com uma mulher de origem rica. Dez anos e três filhos depois, em uma discussão ela disse o que nunca deveria ter dito (nunca mesmo, porque certas coisas ninguém tem direito de dizer ao outro, nem na hora da raiva, a não ser que nunca mais queira ver a pessoa na vida), que quem tinha dinheiro ali era ela e ele era um zero à esquerda. Ele saiu de casa, estudou bastante e se tornou um homem importante no Direito, acho que juiz ou desembargador. Nunca deixou de gostar dela e depois da separação teve alguns casos e namoros, mas nunca mais houve alguém importante. Ela se arrependeu logo e passou a vida inteira pedindo a ele que a perdoasse, que voltasse para casa. Ele nunca cedeu. Enfim, envelheceram brigados e se amando. Se o ofendido fosse uma mulher, essa briga não teria durado tanto.
Eu poderia citar outros casos que eu lembro de atitudes orgulhosas deles ao mínimo sinal de "ofensa". Por incrível que pareça, pensando bem e discutindo o assunto com essa amiga, os homens têm mais necessidade de serem endeusados do que a gente. Não aguentam muito bem serem contrariados.
São muito mais preocupados com o destaque profissional (= social, público). As mulheres são mais relaxadas quanto a isso, outras coisas têm prioridade e ficam igualmente felizes se o marido ou os filhos são bem sucedidos. Não precisa acontecer exatamente com elas, na maioria dos casos.
A única parte relax - e por enquanto - é a física. Porque eles são tão bem tratados, tão reizinhos do pedaço, que ninguém nem liga se estão carecas, se estão barrigudos ou mesmo mal-vestidos. Basta ser "macho". E ser macho significa ser o que domina. Sempre. Ponto final.
São muito mais preocupados com o destaque profissional (= social, público). As mulheres são mais relaxadas quanto a isso, outras coisas têm prioridade e ficam igualmente felizes se o marido ou os filhos são bem sucedidos. Não precisa acontecer exatamente com elas, na maioria dos casos.
A única parte relax - e por enquanto - é a física. Porque eles são tão bem tratados, tão reizinhos do pedaço, que ninguém nem liga se estão carecas, se estão barrigudos ou mesmo mal-vestidos. Basta ser "macho". E ser macho significa ser o que domina. Sempre. Ponto final.
Minha amiga fala: "Isso vem da relação da mãe". Bastante provável. No fundo, penso eu, eles querem a mãe. Ainda não estão preparados, em sua maioria, para uma relação homem-mulher.
Nascem, crescem e permanecem meninos.
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