O dia da saudade foi essa semana. Refleti em voz alta no Facebook que não sinto saudade. E não sinto mesmo. Podem culpar meu Urano na casa 4, mas graças a Deus se existe um mal em mim é ter a mente no futuro. Nada de passado.
Não que tenha sido ruim. Acho que tive uma vida melhor do que posso perceber. Mas é que tenho um pouco da filosofia de Alice, do filme Closer. "Se você ainda ama, não deixa". Em qualquer situação é assim que funciona. E já que tudo foi gasto, não há por que voltar atrás. Algumas vezes a decisão de ir embora não vem de nós. Mas o tempo enterra tudo. E eu sei disso desde pequena. Desde que deixei Brasília. E digo mais: nada é como antes quando se retorna. Por isso mesmo não vale a pena voltar.
Tudo passa. As lembranças ficam. Mas algumas já estão bem distantes agora, e parecem pertencer a uma vida anterior.
Hoje, na festa de Yemanjá, fiquei me questionando o que vou levar da Bahia quando for embora daqui. Acho que esse vai ser sempre um lugar ao qual vou gostar de voltar. Mas acredito que novamente não vou sentir saudade. Não se eu for para um lugar com natureza. Acho que vou levar apenas a priorização da qualidade de vida.
Acho que nasci para ser andarilha e não pertencer a lugar nenhum. É isso.
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