quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Maison Balzac

Essa é a "vista aérea" da casa do escritor Balzac, em Passy. Por fora, ela é muito simpática e tem um jardim agradável, com algumas cadeirinhas nas quais você pode sentar e conversar com os amigos. Dentro é tudo tão velho que você tem até medo de pisar. Confesso que os dois primeiros ambientes me deixaram entediada (neste tipo de museu é comum eles enrolarem colocando fotos e informações pouco substanciais sobre os amigos e parentes da personalidade tema do local). O bacana é quando começa mesmo a viagem por Balzac e sua obra.
Pode parecer bobo, mas eu gostei de passear no escritório dele, apesar da escuridão do local. Fico pensando em como deveria ser especial (ou não) trabalhar como escritor em uma época em que a grande maioria fazia trabalhos braçais (sabe, eu sonhava com isso quando pequena, mas, no fundo, ainda tenho muita esperança de ver a Máquina do Tempo existir antes de eu morrer. Já pensou que fantástico poder ver o passado em tempo real?).
Balzac vivia endividado, e por isso trabalhava muito. Em uma carta à amante, reclama de trabalhar mais de 15 horas por dia. Veja que pessoa dramática (risos):
Outra coisa bacana no museu são as amostras de alguns trabalhos corrigidos pelo próprio autor. Abaixo, uma das páginas das quais falo. Vi outras muito mais rabiscadas que essa, mas muito mais mesmo. Uma curiosidade: ao que parece, Balzac não tinha muito fôlego como revisor. As primeiras páginas de um manuscrito eram muito corrigidas. Já nas partes finais, poucas correções (me identifiquei totalmente!).
Por fim, a galeria de desenhos dos personagens de suas obras. Até então, deu para aproveitar o museu mesmo sem nunca ter lido o autor, mas nesta seção, confesso que fiquei triste comigo mesma. Deve ser muito mais divertido quando já se leu tudo, porque daí dá pra comparar a sua imaginação com os desenhos revisados pelo próprio autor.
Fizeram algo semelhante com o apartamento de Victor Hugo na Place des Vosges, mas, pessoalmente, achei a casa de Balzac infinitamente mais simpática. Ambas são gratuitas. Bem, só por isso, acho que já vale a pena visitá-las (risos).

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