sábado, 17 de janeiro de 2009

´Cause everybody´s living in a material world


"... And I, I´m a material girl"

É mentira. É mentira, seu Ratinho!
Bem, meu mapa astral me chama de pistoleira, mas até ele mesmo concorda que a minha missão nessa terra é sair da esfera espiritual e ser mais materialista. I have to learn how to be "a material girl". Tio Patinhas eu já sou [não mais que Nandy, que daí é difícil...]. Só me falta aprender a atrair o vil metal e lidar com os aspectos mundanos da matéria.

Vivemos num mundo onde tudo tem que ser revertido em vantagem material. Sabe, nem todas as vezes em que agimos assim, cultivamos uma intenção dura, pragmática ou até mesmo perversa. Por trás de desejos até ingênuos de sucesso e crescimento, esconde-se nossa alma coletiva materialista.

Conheci, fuçando o Orkut, um rapaz muito bonito [well, as "novelas" do Orkut estão bem mais interessantes que as da tv, viu?]. Quer dizer, eu o conheci, mas ele não me conhece. Até já o vi pessoalmente, indo para uma academia do bairro do Garcia [pena que não deu para ouvir a voz, mas ele tem charme. Deu um olhar de soslaio que foi show!]. A página dele é cheia de amigos [ou melhor, de amigas... Se jogar um kilo de milho, ali, não sobra é nada!]; o guapo tem até comunidade no Orkut. Também pudera: a plástica do cidadão é perfeita. Atrevo-me a dizer que é um dos rapazes mais bonitos que já vi em Salvador [fecha totalmente com o meu gosto]. Ele até que age de maneira simples diante do alvoroço que as moças fazem em torno dele [é, meus caros, tão pensando o quê?! Que essa vida de OB - "omem bjeto" - é para qualquer um?! Nananinanão!... Tem que absorver tudo, ser capaz de ir fundo na coisa! hahaha].
Quando o vi, pensei cá com os meus botões: "Esse sujeito, numa novela do Lombardi, seria um estouro, as mulheres ficariam histéricas com ele!".
O caso é que o moço em questão passa longe do meio artístico. E só porque quer. Médico recém-formado, 28 anos, ele faz o estilo roots. Adora o interior onde nasceu; adora ficar no meio do mato. De uns meses pra cá, namora. A moça, apesar de bonita, é riponga, o que já é um sinal de personalidade da parte dele, já que muitos se sentiriam inseguros em andar com uma moça que não fosse patricinha, um troféu.

Mas chega de falar do dr. Gatão [ah, já ia esquecendo de comentar: além do sobrenome Tanajura em comum, ele tem muita semelhança física com a irmã de Ticiana Villas-Boas, Mariana. Devem ser parentes distantes]. O ponto onde quero chegar é: por que toda vez que nos deparamos com um dom, não podemos apenas admirá-lo e deixar quieto? Por que sempre pensamos que ele só faz jus a si mesmo quando traz ao dono alguma vantagem material?

Outro dia, estava eu lendo um texto de um terapeuta de quem gosto muito, e me deparei com uma fala interessante para a reflexão, que era mais ou menos assim: "Na minha época [ele deve estar se referindo aos anos 60 e 70], via-se muitas moças bonitas no ponto de ônibus. Hoje em dia, elas são uma paisagem rara. Parece que as moças se tornaram menos idealistas e se deram conta de que podem tirar vantagem da sua beleza, não mais esperando o ônibus mas saindo com os rapazes que podem lhes proporcionar algum conforto".
Nem adianta os homens rirem dessa afirmação do doutor [até porque ele esqueceu de um detalhe: de uns anos para cá, as mulheres também trabalham e dirigem]. Cada dia mais, os moços andam menos desavergonhados também; estão aprendendo a tirar vantagem material das moças sem a menor culpa. Ó sina!... Não se fazem mais homens com "H", viu?...

A melhor amiga de minha irmã do meio tem duas filhas que além de lindas são espertas. Eu já me peguei sugerindo que as levasse para a publicidade. Depois me arrependi. Lembrei da história que contam sobre a modelo Fernanda Tavares. Diziam que a mãe nem permitia que brincasse muito na rua, quando criança, para que não acumulasse as famosas perebas de infância. Dando-se conta da beleza de Fernanda, a criatura já visava uma futura carreira de modelo para a filha. É mole?!... Mas fazer o quê?! Nossa cabeça está sempre voltada para a obtenção de vantagens. Eu não sei mais o que dizer sobre o tema, mas acho que se trata algo digno de uma reflexão. E coletiva.

Nenhum comentário:

Postar um comentário