sábado, 4 de novembro de 2006

Hoje é dia de Drica (A GOS-TO-SA!)



Nunca fui muito chegada a crianças. Que me desculpem os sentimentais e/ou hipócritas pela sinceridade, mas elas, de um modo geral, não me instigam; prefiro os cachorros. Primeiro, têm a péssima mania de imitar (no que há de pior) os mais velhos; segundo, aproveitam-se da imunidade para abusar de quem está a sua volta; terceiro, demandam uma paciência e uma atenção que não tenho nem com as coisas mais importantes da vida, que dirá(mas nem é culpa delas, realmente. por trás de uma criança chata, quase sempre há um par de pais despreparados) ... Já os bebês - que na minha classificação são esses pequenos de 0 a 4 anos -, embora também sejam crianças, são outra história. Eles são irresistíveis, né? E ai deles se não fossem, é até uma questão de sobrevivência da espécie! (risos) Possuem uma graça que vem da mão minúscula, do cheiro bom de talco e das atitudes espontâneas de quem ainda não foi maculado pela cultura, pelo meio social.
Essa introdução toda foi para falar da Drica, ou melhor, da GOSTOSA (assim mesmo, no capslock, para não deixar dúvidas sobre a soberania dela na categoria). Ela é essa moreninha de nariz de fusquinha. Hoje completa seu primeiro ano de vida e, infelizmente, “forças ocultas” me impedem de ir até o Itaigara vê-la vestida de Mônica (sim, refiro-me a personagem do Maurício de Sousa).
Letícia - a irmã dela - eu já conheci “pronta”; Drica eu vi ainda "na planta". A gestação de Renatinha se deu durante o auge da minha histeria astrológica, em 2005, fruto de uma das minhas crises existenciais (já que não dá para evitar, preciso ganhar grana com isso, como fazem os poetas, woody allen, as duplas sertanejas, etc... risos).
“Meu Deus, vai ser péssimo para a Adriana nascer dia 04/11!” - eu exclamava nos e-mails para a minha irmã Renata, que é meu link com os pais das meninas – “Diga a ela (a mãe) para marcar para sábado de manhã, pois o mapa da menina ficará mais equilibrado”, pedia, e minha irmã se acabava de rir com tal preocupação. A mãe queria mais é se livrar logo da pesada barriga, e deu de ombros para a minha indicação. Dona Adriana fez o mesmo com o horário marcado para a cesariana: nasceu “atrasada” - o que segundo os astrólogos não existe, pois a criança dita a hora em que deve nascer -, e trocou o melancólico ascendente em Peixes pelo enérgico Áries, o que acrescentou mais Fogo a um mapa já incendiário, mas, por outro lado, neste tipo de civilização, melhor ter um desequilíbrio de Fogo que de Água – ainda assim, ela tem boa quantidade desse último elemento na carta. Numa análise superficial do mapa natal da Adriana, acho que posso dizer que, com tal mistura Água-Fogo, terá muita necessidade de auto-expressão, uma inclinação para a arte quem sabe e, nesse caso, vai gostar das que necessitam de palco e platéia - será mais uma que vai "vir do teatro"?(risos)
Drica tem pouco Cardinal (dificuldade de desencadear as próprias ações), deficiência de Terra e Ar (elementos que dão capacidade de construção, senso de limite e propensão à socialização), Nodo Norte em Áries (missão de firmar uma personalidade, de ser auto-suficiente) e Lição de Vida número 4 (cobra muita disciplina), elementos que exigem ego forte e força de vontade de quem os vive. Por isso, a assinatura sagitariana do mapa – com Lua neste signo, aliás – e o excesso de Fogo, em detrimento aos outros três elementos, veio a calhar. Entusiasmo parece ser a palavra-chave da sua carta natal. Bem, brilho nos olhos ela já tem...
(Hummm... Minhas considerações sobre o mapa da menina devem estar soando a conversa de salão de beleza, não é mesmo? Mas eu considero a astrologia e a numerologia - as duas, inclusive, envolvem matemática -, embora reconheça que são saberes falíveis - todos são na verdade, não? A descrença nessas práticas milenares tem a ver, basicamente, com questões outras e não com evidências que possam desacreditá-las. Quer um exemplo? O preconceito contra a astrologia vem do mau uso feito dela pelos caldeus. Bem, é uma longa história...)

“And so it is. Like you said it would be…” Um ano depois, ela é essa bolinha feliz aí da foto. A essa altura, nossa aniversariante já encerrou sua primeira grande festa. Não deve ter se cansado nem estranhado a agitação, pois os filhos, naquela casa, já nascem festejando, exercitando a joie de vivre, que é tão importante numa educação quanto a disciplina.
Só espero que o pai não tenha esquecido o desastre que foi a surpresa que fez a Letícia há seis meses (a menina, quando o viu fantasiado de príncipe na frente dela, caiu no choro assustada) e não tenha inventado uma fantasia de Cebolinha, Cascão, Louco ou algo do tipo (risos). Que pai figura! Só ele mesmo para protagonizar esse tipo de cena, que eu pensei que fosse coisa de filme B de comédia! hahaha... Mas, tadinho, ele é um pai preocupado, que deseja acertar, e é isso que interessa.

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Apesar de não ter sido de todo ruim, como vimos, continuo achando que dia 04 foi uma idéia não muito boa. Ninguém deveria nascer entre os dias 1º e 05. Imagine, a criança vira adulto, está numa fase de crise econômica...Todo mundo sabe que as contas geralmente vencem até o dia 05, então como a pessoa poderá comemorar um aniversário no dia 04 sabendo que os juros vão comer a partir do dia 06? Os pais precisam pensar nisso na hora de marcar uma cesariana!

Gosto de "Adriana" - até porque eu sou uma "... + Ana" também -, mas esta foi uma escolha inadeqüada, tendo em vista o século em que vivemos. Já vi o que Adriana Lima (modelo) passa quando falam o nome dela na TV americana. Aliás, os coitados dos apresentadores pagam um mico danado contorcendo a língua para pronunciar "Eidruiana". Isso pode até dar em processo por dano físico!
Bem, a questão é que a escolha do nome é um desafio à parte para os pais do novo milênio. Tem que atender duas exigências do mundo globalizado: 1) ser universal (ex.: Gloria, Daniel, Ana); 2) precisa facilitar a criação de uma conta de e-mail (ex.: Tenaflae, Ceyse). Eu me pergunto: como conciliar demandas aparentemente conflitantes? Hummm...

Eu me preocupo! (risos)

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FELIZ ANIVERSÁRIO, DRICA!

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