Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Soberano
Saldo do final de semana: qualquer que seja a circunstância, o AMOR deve sair soberano dela. Não importa o quanto doa. Porque se não dá para ser perfeito, pelo menos tem que ser bonito. Por uma estética da vida - e tenho dito!
domingo, 6 de outubro de 2013
Deus e o Diabo...
... estão dentro de nós.
A Astrologia é cheia de simbologias. E como nossas escolhas são, a priori, estéticas, acho isso muito belo de se conhecer. Amo quebrar a cabeça tentando decifrar cada aspecto, cada símbolo que traz. É, desvendar mistério me dá muito barato (coisa dessa conjunção Sol-Mercúrio na Casa 8).
Esse é um aspecto fortíssimo do meu mapa, a oposição entre o Sol em Peixes e o Saturno em Virgem. Os planetas estão, respectivamente, nas casas 8 (a intimidade, a morte, o desapego) e 2 (a matéria, os valores internos e externos). Me desapegar dos outros sempre foi difícil. Meu sentido de posse é forte demais (casa 2), juntamente com a minha falta de autovalor (saturno na casa 2) é o meu diabo interno. Mas é nas crises que eu me autoafirmo, que minha consciência se expande. Eu morro um pouco nesse processo. Mas esse complexo tem que ser rompido. Há de haver um caminho menos dolorido para crescer. TEM QUE.
A Astrologia é cheia de simbologias. E como nossas escolhas são, a priori, estéticas, acho isso muito belo de se conhecer. Amo quebrar a cabeça tentando decifrar cada aspecto, cada símbolo que traz. É, desvendar mistério me dá muito barato (coisa dessa conjunção Sol-Mercúrio na Casa 8).
Esse é um aspecto fortíssimo do meu mapa, a oposição entre o Sol em Peixes e o Saturno em Virgem. Os planetas estão, respectivamente, nas casas 8 (a intimidade, a morte, o desapego) e 2 (a matéria, os valores internos e externos). Me desapegar dos outros sempre foi difícil. Meu sentido de posse é forte demais (casa 2), juntamente com a minha falta de autovalor (saturno na casa 2) é o meu diabo interno. Mas é nas crises que eu me autoafirmo, que minha consciência se expande. Eu morro um pouco nesse processo. Mas esse complexo tem que ser rompido. Há de haver um caminho menos dolorido para crescer. TEM QUE.
Es usted severa, terminante y rígida con sus decisiones. Probablemente no demuestre mucho por fuera todo lo que ocurre en su interior. Considera que la vida es dura y que cada cosa que quiera obtener implica un sacrificio. A veces, su actitud puede ser exageradamente realista llegando al pesimismo. Tiene que aprender a ser más positiva y a cambiar su programación mental de ..."todo es difícil"... por otra más efectiva que le permita obtener lo que se proponga con mayor facilidad.
Vivirá muchas pruebas kármicas durante su vida las cuales pueden acarrearle frustraciones o depresión. Mantenga su mente tranquila para poder captar de la vida cuál es la lección que en cada momento debe aprender.
La relación con su padre no fue fácil. La falta de comprensión de él hacia usted, su enemistad o su ausencia originaron un vacío afectivo muy grande que intentará llenar con su pareja, y ello sólo la conducirá a otra frustración. Elegirá a un hombre duro, frío, inflexible y quizás irresponsable, que limitará en gran medida su evolución personal. Las frustraciones de él serán las de usted y sus problemas no la dejarán concentrarse en lo suyo. No caiga en el error de culparlo a él por sus limitaciones. Tiene que trabajar consigo misma para crearse un futuro mejor.
Para ayudarse deberá primeramente liberarse de los malos recuerdos del pasado, aprender a perdonar y a eliminar el rencor que pueda existir dentro de usted. Deberá confiar en sus propios recursos y valorizarlos sin esperar el reconocimiento externo (recuerde su falta de aprobación paterna). De lo contrario, vivirá quejándose de su realidad. También pudiera tener algún problema de salud, especialmente en las articulaciones y los huesos.
Los sentimientos de insuficiencia personal, las inhibiciones y las dudas sobre sí misma a menudo le afligen. Posee una actitud cautelosa, realista y cuidadosa ante la vida y es de gran responsabilidad y disciplina hacia sus obligaciones y deberes. Tiende a luchar y a trabajar más de lo necesario, y a tomarse demasiado en serio a sí misma.
sábado, 5 de outubro de 2013
"Só aceito se me der dois"
No início dos anos 80 havia uma colônia de férias, em Itapuã, onde várias famílias de diversos cantos do País e da Bahia costumavam veranear. Passados alguns anos, todo mundo já se conhecia e era amigo. Havia gente de toda idade, mas, naturalmente, os grupos se dividiam conforme a idade: a turma dos adultos/pais; dos adolescentes/jovens; e, claro, a dos pequeninos, que circulavam nos outros grupos.
Ele, um dos rapazes mais populares da turma dos jovens, era conhecido pela gula. Dizia: "Prefiro te dar outro a dar um pedaço do que estou comendo". Ninguém se atrevia a sequer pedir um pedaço - quando fazia, era para divertir-se com a reação raivosa dele.
Um dia, ele andava pela área comum do lugar, comendo um pacote de biscoitos recheados. Cruzou com ela, sua amiguinha 13 anos mais nova, olhou pro pacote e com vergonha de negar comida a criança, com certa reticência ofereceu:
- Aceita um?
Qualquer um da colônia teria ficado para lá de satisfeito com a oferta dele. Mas ela, do alto dos seus quatro anos de idade, foi categórica:
- Só aceito se me der dois!
Passado o susto, e dando risada da resposta criativa, ele deu os dois biscoitos. Ela partiu, comendo o doce como se nada tivesse acontecido.
A garotinha da história sou eu, à época a rainha das respostas desconcertantes.
Ia postar isso aqui por ser uma boa história da minha infância, mas, pensando bem, há alguns ensinamentos para adultos aí.
"Só aceito se me der dois"
Pois bem, não aceite o que estão dispostos a dar a você. Vá além. Lute pela sua satisfação. Não reaja; aja.
Mas eu sei porque disse isso a ele. Sei porque sou assim até hoje. Ele brincava comigo - posso dizer que era a criança predileta dele na colônia - e, como era bonito e engraçado, eu adorava aquela atenção. Então devo ter achado muito desaforo da parte dele me oferecer somente um biscoito. Isso é oferta que se faz a qualquer pessoa, ora! Se somos amigos, me ofereça algo mais, me mostre deferência.
Todo mundo que me ofereceu um biscoito, ao longo da vida, poupou o pacote mas perdeu a amiga.
Ele deu os dois biscoitos
As crianças são seguras. Não é à toa que Renato Russo cantava "não sou criança a ponto de saber tudo". Certamente não pensei que teria meu pedido negado, que poderia ficar sem nenhum biscoito. Os complexos são coisas que os adultos transferem para as crianças. E é tão triste porque elas confiam tanto na sabedoria da gente.
Ele, um dos rapazes mais populares da turma dos jovens, era conhecido pela gula. Dizia: "Prefiro te dar outro a dar um pedaço do que estou comendo". Ninguém se atrevia a sequer pedir um pedaço - quando fazia, era para divertir-se com a reação raivosa dele.
Um dia, ele andava pela área comum do lugar, comendo um pacote de biscoitos recheados. Cruzou com ela, sua amiguinha 13 anos mais nova, olhou pro pacote e com vergonha de negar comida a criança, com certa reticência ofereceu:
- Aceita um?
Qualquer um da colônia teria ficado para lá de satisfeito com a oferta dele. Mas ela, do alto dos seus quatro anos de idade, foi categórica:
- Só aceito se me der dois!
Passado o susto, e dando risada da resposta criativa, ele deu os dois biscoitos. Ela partiu, comendo o doce como se nada tivesse acontecido.
A garotinha da história sou eu, à época a rainha das respostas desconcertantes.
Ia postar isso aqui por ser uma boa história da minha infância, mas, pensando bem, há alguns ensinamentos para adultos aí.
"Só aceito se me der dois"
Pois bem, não aceite o que estão dispostos a dar a você. Vá além. Lute pela sua satisfação. Não reaja; aja.
Mas eu sei porque disse isso a ele. Sei porque sou assim até hoje. Ele brincava comigo - posso dizer que era a criança predileta dele na colônia - e, como era bonito e engraçado, eu adorava aquela atenção. Então devo ter achado muito desaforo da parte dele me oferecer somente um biscoito. Isso é oferta que se faz a qualquer pessoa, ora! Se somos amigos, me ofereça algo mais, me mostre deferência.
Todo mundo que me ofereceu um biscoito, ao longo da vida, poupou o pacote mas perdeu a amiga.
Ele deu os dois biscoitos
As crianças são seguras. Não é à toa que Renato Russo cantava "não sou criança a ponto de saber tudo". Certamente não pensei que teria meu pedido negado, que poderia ficar sem nenhum biscoito. Os complexos são coisas que os adultos transferem para as crianças. E é tão triste porque elas confiam tanto na sabedoria da gente.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Sexo frágil
Por indicação de um amigo, comecei a ler um livro que anda mexendo muito comigo por trazer novas ideias sobre a nossa educação sexual, digo, dos latinos.
O nome da obra, de autoria da jornalista colombiana radicada em N.Y. Silvana Paternostro, é "Na terra de Deus e do homem".
O fio que puxa o livro são dados sobre a contaminação de mulheres casadas, fiéis, pelo vírus HIV na América Latina. Isso faz uns 15 anos. Silvana tomou um choque e ficou intrigada com um grupo que surgiu na pesquisa: Homens Heterossexuais que se Relacionam com Homossexuais. Isso existe. E é coisa da América Latina
Descobri que, aqui, um homem só é bicha se é o passivo. Comer outro homem é até símbolo de macheza, do tipo "enrabo tudo, até outro homem". Visto assim é tão ridículo...
E tem mais: eles não gostam de usar preservativos. E as mulheres, tão submissas, muitas vezes não exigem isso também dos maridos e nem se revoltam muito menos admitem que os conjuges as traíam com outros homens, pegando o vírus.
Tá explicado porque os homossexuais sempre acham que todo mundo é gay. Lidam com muita falsidade dos heteros, que pegam, às vezes se apegam, mas sempre negam.
Sabe, eu sempre pensei no machismo como ferramenta de morte psicológica das mulheres, mas não de dano físico. E é verdade. Quando ninguém orienta as mulheres e falar de sexo não é coisa de mulher "direita", violências como um aborto mal feito lenham com o aparelho reprodutor quando não ceifam a vida da pessoa.
E tem uma coisa que me deixou mais arrasada: apesar das mulheres terem muito em comum com os gays, em discriminação, nem eles querem ser comparados a gente. Ser afeminado é desprezível. Ser passivo - o que recebe a penetração - na relação também é. E muitos travestis dizem que são mais femininos que a gente.
Tá osso, viu?
O nome da obra, de autoria da jornalista colombiana radicada em N.Y. Silvana Paternostro, é "Na terra de Deus e do homem".
O fio que puxa o livro são dados sobre a contaminação de mulheres casadas, fiéis, pelo vírus HIV na América Latina. Isso faz uns 15 anos. Silvana tomou um choque e ficou intrigada com um grupo que surgiu na pesquisa: Homens Heterossexuais que se Relacionam com Homossexuais. Isso existe. E é coisa da América Latina
Descobri que, aqui, um homem só é bicha se é o passivo. Comer outro homem é até símbolo de macheza, do tipo "enrabo tudo, até outro homem". Visto assim é tão ridículo...
E tem mais: eles não gostam de usar preservativos. E as mulheres, tão submissas, muitas vezes não exigem isso também dos maridos e nem se revoltam muito menos admitem que os conjuges as traíam com outros homens, pegando o vírus.
Tá explicado porque os homossexuais sempre acham que todo mundo é gay. Lidam com muita falsidade dos heteros, que pegam, às vezes se apegam, mas sempre negam.
Sabe, eu sempre pensei no machismo como ferramenta de morte psicológica das mulheres, mas não de dano físico. E é verdade. Quando ninguém orienta as mulheres e falar de sexo não é coisa de mulher "direita", violências como um aborto mal feito lenham com o aparelho reprodutor quando não ceifam a vida da pessoa.
E tem uma coisa que me deixou mais arrasada: apesar das mulheres terem muito em comum com os gays, em discriminação, nem eles querem ser comparados a gente. Ser afeminado é desprezível. Ser passivo - o que recebe a penetração - na relação também é. E muitos travestis dizem que são mais femininos que a gente.
Tá osso, viu?
Megera
Ando me tornando uma pessoa impaciente, sabia?
É que eu preciso descansar. Sempre foi assim. Eu, se não parar, se não descansar, fico querendo matar um.
Meu Deus, eu preciso desacelerar! Mas como? Cartas à redação.
É que eu preciso descansar. Sempre foi assim. Eu, se não parar, se não descansar, fico querendo matar um.
Meu Deus, eu preciso desacelerar! Mas como? Cartas à redação.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
A desconfiança de quem agrada todo mundo
Como se poderia ter a certeza de que a sua alma estava verdadeiramente purificada? O Sr. Elliot era racional, discreto, educado - mas não era franco. Nunca havia uma explosão de sentimentos, nenhuma indignação ou deleite acalorados perante o mal ou o bem dos outros. Para ela, isto era decididamente um defeito. As suas primeiras impressões eram imutáveis. Ela gostava, acima de tudo, de pessoas francas, sinceras e impulsivas. O ardor e o entusiasmo ainda a cativavam. Ela achava que podia confiar mais na sinceridade dos que por vezes diziam uma coisa imprudente e precipitada do que na daqueles que nunca perdiam a presença de espírito ou cuja língua nunca tinha um deslize. O Sr. Elliot era demasiado simpático em relação a todos. Eram várias as maneiras de ser em casa do pai dela, e ele agradava a todas elas. Ele suportava tudo com a maior complacência, dava-se demasiado bem com toda a gente. Ele falara-lhe da Sra. Clay com alguma franqueza; parecera que vira claramente o que a Sra. Clay pretendia, que a desprezava; no entanto, a Sra. Clay achava-o tão simpático como toda a gente. Lady Russell via menos ou mais do que a sua jovem amiga, pois não via nada que provocasse desconfiança. Ela não conseguia imaginar um homem mais ideal do que o Sr. Elliot; nem sensação alguma lhe era mais agradável do que a esperança de o ver receber a mão da sua querida Anne na igreja de Kellynch, no Outono seguinte.
domingo, 18 de agosto de 2013
Na prateleira
Acabo de ler uma matéria sobre um estudo inglês que constata que os
adolescentes têm problemas para se relacionar com as meninas de sua
idade por influência da tecnologia.
" (...) os meninos, pelo fácil acesso à pornografia, acham que as meninas são descartáveis e, por isso, têm utilizado um linguajar insensível. (...) Dentre as 1.000 entrevistas com adolescentes feitas para o estudo, Catherine percebeu que vários garotos estão usando mensagens de texto para conseguir o que eles querem (na maioria das vezes, assuntos relacionados a sexo) sem mesmo dizerem que gosta da pessoa."
[http://tecnologia.uol.com.br/ noticias/redacao/2013/08/16/ estudo-culpa-excesso-de- tecnologia-por-ma-qualidade- de-flerte-de-garotos.htm]
É uma coisa que me chateia, não só no âmbito das relações pessoais
mas também profissionais. Somos tratados e, inclusive, tratamos os
outros como máquinas. " (...) os meninos, pelo fácil acesso à pornografia, acham que as meninas são descartáveis e, por isso, têm utilizado um linguajar insensível. (...) Dentre as 1.000 entrevistas com adolescentes feitas para o estudo, Catherine percebeu que vários garotos estão usando mensagens de texto para conseguir o que eles querem (na maioria das vezes, assuntos relacionados a sexo) sem mesmo dizerem que gosta da pessoa."
[http://tecnologia.uol.com.br/
O ser humano virou um objeto na prateleira, que sai de lá ou é descartado no lixo por motivos superficiais. E o pior: ninguém se move na direção contrária. E mesmo por dentro quebrados com tanta frieza, as pessoas não dão o braço a torcer que estão infelizes. Até quando, né?
domingo, 28 de julho de 2013
A força do pensamento
A cada dia fico mais besta em ver como nos comunicamos sem usar uma só palavra. Sabe, o que vai, volta.
É impressionante - pode observar! - que quando você tem um sentimento por alguém, geralmente aquela pessoa desenvolve o mesmo por você. Ela percebe o seu sentimento, mesmo que você não diga uma palavra. Veja: quantas vezes você virou e viu alguém te observando?
Palavras são acessórios. O fundamental é o pensamento.
É impressionante - pode observar! - que quando você tem um sentimento por alguém, geralmente aquela pessoa desenvolve o mesmo por você. Ela percebe o seu sentimento, mesmo que você não diga uma palavra. Veja: quantas vezes você virou e viu alguém te observando?
Palavras são acessórios. O fundamental é o pensamento.
Gikovate, um sonhador
Cara, eu amo Gikovate!
Tem gente que vê um monte de problemas nas falas dele, mas pra mim é perfeito.
Mas ele é um idealista no âmbito das relações, tanto quanto eu.
Sim, porque o sexo como vemos por aí é exaustivo. É guerra dos sexos, quem pode mais, quem seduz mais gente, quem parte o maior número de corações. Não gosto. Nem tenho coração para me envolver nessa trincheira.
No meu mundo ideal, as pessoas trocariam carinho, em primeiro lugar. Trocar afeto não quer dizer amor, compromisso. Não, não... As pessoas simplesmente se curtiriam não importando o vínculo.
Sabe, eu olharia para o Joãozinho, sentiria atração, uma coisa boa, e a gente transaria, se acarinharia, se curtiria sem a necessidade de querer mostrar que é mais que o outro. E acho que assim concluiríamos o nosso momento sem nada a reparar. Porque jogando, usando uns aos outros, acabamos carentes. E é a carência a mãe das cobranças, das mágoas e demais ligações emocionais negativas.
Eu gostaria de ter sido jovem em um mundo assim, de só love, só love...
domingo, 7 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
"Eu quero ir embora, eu quero dar o fora..."
Porque tá faltando alegria aqui, sabe?
Tô sentindo aquele vazio e deslocamento de quando um lugar fica estreito.
Até o trabalho está sem sentido.
Isso me faz pensar que muita coisa a gente faz mais para provar que pode que por desejo de verdade.
Ai, bosta!... :(
Tô sentindo aquele vazio e deslocamento de quando um lugar fica estreito.
Até o trabalho está sem sentido.
Isso me faz pensar que muita coisa a gente faz mais para provar que pode que por desejo de verdade.
Ai, bosta!... :(
Sentimentos demais
É o que eu sempre tive. Odeio. Ninguém merece ter uma existência tão vulnerável assim.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Simpatia virtual
Brincando de piolho nas redes sociais, acabei estabelecendo algumas simpatias. É tão estranho gostar de quem a gente não conhece, né?
terça-feira, 25 de junho de 2013
Gordura para queimar
Minhas amigas mais próximas dizem que eu sou boa de perdão. "Nem tanto, mestre".
Eu não sou amiga de minha melhor amiga na época da escola. Nem inimiga. Ela me desapontou, eu sofri, superei, digo, hoje, que gosto dela, tenho boas lembranças, mas não vejo motivos para continuar a amizade. O namorado dela, que também era meu amigo, nesse processo de rompimento, pediu mil vezes para eu me reaproximar. Não sentia vontade. É que, olhando para trás - e quando a gente se magoa revisar e fazer flashbacks é inevitável -, nunca senti que ela fosse realmente minha amiga. Como eu era amiga dela, empurrei com a barriga. E a porra estourou. E eu fui forçada a encarar os fatos. Não foi maldade dela, mas sofri e não teve jeito de voltar a me iludir sobre isso.
Love will keep us together - O sofrimento deixa marca. Conheço gente que, quando se decepciona, corta a relação de vez. No mercy. Mas, como diz a canção, é o amor que nos junta. Pelo menos no meu caso. Só assim para superar o medo de cair do cavalo novamente. Soa piegas, mas que posso dizer? Porque quando a decepção bate na porta - e todo relacionamento próximo descamba, em algum momento, nesse esgoto chamado desapontamento -, é a afeição que faz o coração esquecer, ou pelo menos acreditar que ainda vale a pena. Pensar que a pessoa gosta mesmo de você é determinante. Se essa certeza desaparece, quase impossível retomar.
E essas coisas não nascem de uma hora para outra. Tem que ter havido uma construção. Eu me dou melhor com uma das minhas irmãs do que com a outra. Na idade adulta as duas se equivalem, mas, no tempo em que todo mundo vivia na mesma casa, uma me sacaneava e a outra tinha alguns momentos em que era generosa. E torcia/torce por mim. Não preciso dizer quem é mais fácil de desculpar quando pisa na bola. Enfim, meus caros, toda relação, no fundo, funciona na base do "me abraça que eu te abraço". Na vida como no coração, não existem almoços grátis. ;)
sábado, 22 de junho de 2013
Material Love
Deve ser pecado mesmo, mas, de vez em quando, me pego totally in love com algumas aquisições materiais.
Há alguns meses, foi com o dual chip. Agora é uma mochila da Kipling. É bizarro ficar assim, boba, por coisas, mais do que acontece com pessoas. Mas é compreensível: botam na cabeça da gente esse lance de perfeição, e é mais fácil mesmo encontrar isso em objetos que em pessoas.
Há alguns meses, foi com o dual chip. Agora é uma mochila da Kipling. É bizarro ficar assim, boba, por coisas, mais do que acontece com pessoas. Mas é compreensível: botam na cabeça da gente esse lance de perfeição, e é mais fácil mesmo encontrar isso em objetos que em pessoas.
Os outros são os outros e só
Cada vez mais me convenço de que a opinião dos outros é só coisa dos outros e não me diz respeito.
O modelo imposto - porque é mesmo - não me contempla. Foi-se o tempo em que eu achava que tinha que dar conta de mil coisas. Não é a minha. Na verdade, não preciso disso. Era todo um esforço para ficar em paz com o olhar do outro. Mas não vale a pena, na moral. Como diz Nilton Bonder, chega de fazer sacrifícios ao nada. Melhor deixar a alma ser imoral mesmo.
O modelo imposto - porque é mesmo - não me contempla. Foi-se o tempo em que eu achava que tinha que dar conta de mil coisas. Não é a minha. Na verdade, não preciso disso. Era todo um esforço para ficar em paz com o olhar do outro. Mas não vale a pena, na moral. Como diz Nilton Bonder, chega de fazer sacrifícios ao nada. Melhor deixar a alma ser imoral mesmo.
domingo, 16 de junho de 2013
Signos de Ar
Eu detesto gente de signo de ar. Não é um critério de muita credibilidade para não gostar de alguém, mas eu me permito. Jorge Vercilo fez uma música sobre essa turma aérea - ambos se merecem. Não é a pessoa em si, claro, mas o tipo de personalidade que me desagrada. São muito teóricos para o meu gosto, ainda que apresentem uma teoria mais linda que a outra.
Sabe, eles abrem a boca e eu sei que o que dizem é o que pensam, mas muitas vezes não o que sentem. Eles não sabem o que sentem, essa é a questão. Autistas em relação ao próprio coração. Veja: acreditar não é sentir. No entanto eles acham que uma coisa é também a outra. Tente questioná-los sobre essa diferença e não vão saber o que fazer. Vão teorizar. Não tenho paciência. Gosto de gente sincera, conectada com os sentimentos, de pé no chão. Por isso, apesar das queixas generalizadas, tenho toda a paciência do mundo com escorpianos.
Gêmeos - Superficiais e escorregadios.
Libra - Falsos, gostam de tirar uma vantagem.
Aquário - O inferno são os outros. Adoram dar conselhos que eles mesmos não são capazes de seguir.
Sabe, eles abrem a boca e eu sei que o que dizem é o que pensam, mas muitas vezes não o que sentem. Eles não sabem o que sentem, essa é a questão. Autistas em relação ao próprio coração. Veja: acreditar não é sentir. No entanto eles acham que uma coisa é também a outra. Tente questioná-los sobre essa diferença e não vão saber o que fazer. Vão teorizar. Não tenho paciência. Gosto de gente sincera, conectada com os sentimentos, de pé no chão. Por isso, apesar das queixas generalizadas, tenho toda a paciência do mundo com escorpianos.
Gêmeos - Superficiais e escorregadios.
Libra - Falsos, gostam de tirar uma vantagem.
Aquário - O inferno são os outros. Adoram dar conselhos que eles mesmos não são capazes de seguir.
domingo, 7 de abril de 2013
Autoatendimento
Cada vez mais tenho orado, mas, paradoxalmente, cada vez menos acredito no poder da oração para nos conduzir a um estado externo. Ou talvez eu tenha entendido mal. Explico: dizem que a gente pode conseguir graças por causa da oração. Mas acho que orar só faz isso porque muda o nosso estado interno.
Eu acho que Deus fez o nosso mundo como quem programa um computador: há uma inteligência em torno disso, mas não há um envolvimento. Ação e reação, tudo acontece de forma automática, sem que aquela inteligência nem tome nota da sua existência. Mas que botões apertar (e como?) para fazer o programa funcionar como a gente deseja?
Eu acho que Deus fez o nosso mundo como quem programa um computador: há uma inteligência em torno disso, mas não há um envolvimento. Ação e reação, tudo acontece de forma automática, sem que aquela inteligência nem tome nota da sua existência. Mas que botões apertar (e como?) para fazer o programa funcionar como a gente deseja?
quinta-feira, 28 de março de 2013
Sorteados no amor
A gente cresce achando que todo mundo vai se casar. Mas o casamento nasceu um negócio, por isso abrangia quase todo mundo. Por amor acho mais difícil. É mais fácil eu nunca me casar do que casar com qualquer um. Ou eu acabaria com o pobre ou comigo mesma, o que me levaria a tomar aversão dele de qualquer jeito. Sou mesmo uma rebelde-passiva.
Mas é tão difícil acontecer um encontro de verdade, uma parceria para a vida. Acho 90% dos casais ao meu redor sem graça. Tão frios um com o outro que a impressão dada é que só foram adiante por medo de morrerem sozinhos na madrugada. Um corpo frio ao lado, na cama, para dar socorro no meio da noite. Uma masturbação terceirizada uma vez por semana. Se não houvesse o escuro e o silêncio (e a vergonha social) nunca se juntariam.
Sorte para quem o amor veio. E ainda tem gente que joga o "bilhete premiado" na lixeira.
Mas é tão difícil acontecer um encontro de verdade, uma parceria para a vida. Acho 90% dos casais ao meu redor sem graça. Tão frios um com o outro que a impressão dada é que só foram adiante por medo de morrerem sozinhos na madrugada. Um corpo frio ao lado, na cama, para dar socorro no meio da noite. Uma masturbação terceirizada uma vez por semana. Se não houvesse o escuro e o silêncio (e a vergonha social) nunca se juntariam.
Sorte para quem o amor veio. E ainda tem gente que joga o "bilhete premiado" na lixeira.
"Já decidi que o dinheiro não vai pagar a minha paz"
Ninguém notou, mas essa semana eu tirei o jornal A TARDE do meu perfil do Facebook. Nada aconteceu. Apenas quis deixar claro para a sociedade - pode ser só para mim mesma, que é quem interessa - que aquele emprego, embora pague as minhas contas - e eu lhe seja grata por isso -, não me define. Porque sou muito mais do que isso, sabe? Eu sou aquilo que me "cutuca" aonde quer que vá para fazer o melhor; que "conversa" comigo enquanto estou no ônibus; que pede, quase exigindo, para fazer diferente; que reza por alguém que nem sabe disso; ou que, na banda B, deseja que o lerdo da fila do self service engasge com a azeitona. Eu tenho a minha importância e uma movimentação que acontece independentemente das minhas máscaras sociais.
Achou piegas? Mas é fato. Percebo uma tendência das pessoas em transferir o seu valor próprio para o cargo que ocupam (ia dizer dinheiro que ganham e capacidade de consumo, mas nem todos chegam lá, a exemplo de nós, que trabalhamos com jornalismo). Então você pode ser um fracasso na sua vida pessoal, se for famoso em sua área, ninguém vai te dizer nada. Mesmo quem for te questionar, vai fazer invejando. E você, sabendo disso, vai se esconder atrás da sua posição social.
Claro que é bom desenvolver uma habilidade e poder viver dela, ser reconhecido. Nada contra ganhar dinheiro - quero deixar beeem claro. Mas gosto de ter a oportunidade de viver outras experiências, de seguir o meu ritmo, ou seja, de escolher. Sou adulta e, claro, nem tudo que eu quero me convém. Mas que diabos eu faço nessa Terra se nem ao menos luto pelo maior quinhão de dignidade que me é possível?! Já tentei e não rola me "maquinizar".
Ao contrário do que diz Tim Maia, eu nasci para o trabalho. Mas não nasci para sofrer. Eu descobri que a vida é muito mais que vencer.
A gente anda se sacrificando muito por amor à carreira (quiçá por "amor" ao status dela) e principalmente por medo (no fundo é isso). Será que vale a pena?
Cresci achando que valeria, mas já penei tanto nessa área, que a conclusão a que cheguei é que estou em primeiríssimo lugar. Aliás, essa é uma questão interessante: vir em primeiríssimo lugar é mais difícil que qualquer outra coisa. No mercado as regras estão mais ou menos ali. Para "ser" há de se empenhar uma vida inteira em se descobrir. Quem encara a fera? Meia dúzia de doidos.
Um dos segredos do bem viver é ter carinho com a gente mesmo, como de mãe para filho. Se o seu pimpolho não fica bem na escola, sofre bullying, você vai deixa-lo lá só porque é a melhor da cidade? Acho que não. O bem estar dele vem primeiro. Mas muita gente faz isso com o trabalho. Que triste. Acho mesmo. Sacrifício ao nada, como diz Nilton Bonder.
Ser workaholic não é bonito. Assim como poder comer muita porcaria só porque não tem tendência para engordar ou como comprar coisas das quais você não precisa para ter uns trecos "de última geração". A questão é que quase não há mais espaço para ser diferente disso. Você tem que brigar e não só externamente. Os "rounds" mais violentos são internos: se você não se adapta ao esquema máquina, começa a se achar problemático e preguiçoso.
Pois eu quero viver de outro jeito. Quero ser produtiva, mas não amanhecer e anoitecer no trabalho, inclusive aos finais de semana e feriados. Eu quero ter o direito de executar as tarefas no meu próprio ritmo. Afinal, sou uma pessoa e não de ferro. É meu direito ter o meu estilo respeitado; o importante é o resultado e o comprometimento.
Não concordo com o que fazem com o trabalhador brasileiro. Esse esquema não é para mim. Minha vida não é o que acontece antes e depois do trabalho. Essa atividade é que faz parte da minha vida, o que eu faço tem que estar a serviço de quem sou.
Achou piegas? Mas é fato. Percebo uma tendência das pessoas em transferir o seu valor próprio para o cargo que ocupam (ia dizer dinheiro que ganham e capacidade de consumo, mas nem todos chegam lá, a exemplo de nós, que trabalhamos com jornalismo). Então você pode ser um fracasso na sua vida pessoal, se for famoso em sua área, ninguém vai te dizer nada. Mesmo quem for te questionar, vai fazer invejando. E você, sabendo disso, vai se esconder atrás da sua posição social.
Claro que é bom desenvolver uma habilidade e poder viver dela, ser reconhecido. Nada contra ganhar dinheiro - quero deixar beeem claro. Mas gosto de ter a oportunidade de viver outras experiências, de seguir o meu ritmo, ou seja, de escolher. Sou adulta e, claro, nem tudo que eu quero me convém. Mas que diabos eu faço nessa Terra se nem ao menos luto pelo maior quinhão de dignidade que me é possível?! Já tentei e não rola me "maquinizar".
Ao contrário do que diz Tim Maia, eu nasci para o trabalho. Mas não nasci para sofrer. Eu descobri que a vida é muito mais que vencer.
A gente anda se sacrificando muito por amor à carreira (quiçá por "amor" ao status dela) e principalmente por medo (no fundo é isso). Será que vale a pena?
Cresci achando que valeria, mas já penei tanto nessa área, que a conclusão a que cheguei é que estou em primeiríssimo lugar. Aliás, essa é uma questão interessante: vir em primeiríssimo lugar é mais difícil que qualquer outra coisa. No mercado as regras estão mais ou menos ali. Para "ser" há de se empenhar uma vida inteira em se descobrir. Quem encara a fera? Meia dúzia de doidos.
Um dos segredos do bem viver é ter carinho com a gente mesmo, como de mãe para filho. Se o seu pimpolho não fica bem na escola, sofre bullying, você vai deixa-lo lá só porque é a melhor da cidade? Acho que não. O bem estar dele vem primeiro. Mas muita gente faz isso com o trabalho. Que triste. Acho mesmo. Sacrifício ao nada, como diz Nilton Bonder.
Ser workaholic não é bonito. Assim como poder comer muita porcaria só porque não tem tendência para engordar ou como comprar coisas das quais você não precisa para ter uns trecos "de última geração". A questão é que quase não há mais espaço para ser diferente disso. Você tem que brigar e não só externamente. Os "rounds" mais violentos são internos: se você não se adapta ao esquema máquina, começa a se achar problemático e preguiçoso.
Pois eu quero viver de outro jeito. Quero ser produtiva, mas não amanhecer e anoitecer no trabalho, inclusive aos finais de semana e feriados. Eu quero ter o direito de executar as tarefas no meu próprio ritmo. Afinal, sou uma pessoa e não de ferro. É meu direito ter o meu estilo respeitado; o importante é o resultado e o comprometimento.
Não concordo com o que fazem com o trabalhador brasileiro. Esse esquema não é para mim. Minha vida não é o que acontece antes e depois do trabalho. Essa atividade é que faz parte da minha vida, o que eu faço tem que estar a serviço de quem sou.
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