domingo, 18 de agosto de 2013

Na prateleira

Acabo de ler uma matéria sobre um estudo inglês que constata que os adolescentes têm problemas para se relacionar com as meninas de sua idade por influência da tecnologia.
" (...) os meninos, pelo fácil acesso à pornografia, acham que as meninas são descartáveis e, por isso, têm utilizado um linguajar insensível. (...) Dentre as 1.000 entrevistas com adolescentes feitas para o estudo, Catherine percebeu que vários garotos estão usando mensagens de texto para conseguir o que eles querem (na maioria das vezes, assuntos relacionados a sexo) sem mesmo dizerem que gosta da pessoa."
[http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/16/estudo-culpa-excesso-de-tecnologia-por-ma-qualidade-de-flerte-de-garotos.htm]
É uma coisa que me chateia, não só no âmbito das relações pessoais mas também profissionais. Somos tratados e, inclusive, tratamos os outros como máquinas.
O ser humano virou um objeto na prateleira, que sai de lá ou é descartado no lixo por motivos superficiais. E o pior: ninguém se move na direção contrária. E mesmo por dentro quebrados com tanta frieza, as pessoas não dão o braço a torcer que estão infelizes. Até quando, né?

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