domingo, 22 de maio de 2011

O lado de cá, o lado de lá


Daqui a oito dias, embarco rumo a Paris. É engraçado que quando comento o fato com alguém, já vem logo a "praga": "Olha, tomara que você arranje um francês lá, viu?". 
Pelo amor de Deus, né! Casar com estrangeiro não deve ser o auge da vida da mulher brasileira. Ai, ai...
No fundo, me dizem isso porque tá todo mundo desiludido com esse país, que nos estressa muito e nos oferece pouca perspectiva. Sim, confesso que tenho medo da volta. Mas vou voltar, sem dúvida. Já foi a época em que acreditava que minha vida seria lá fora. Coisa de menina, hoje eu sei. Coisa de intuição que meu destino é aqui no Brasil, mas não na Bahia (sinto que, não demora muito, vamos nos separar, após quase 20 anos juntas).
Minha intuição não apita nada sobre essa viagem ainda. Isso me angustia, pois geralmente ela canta algumas pedras pra mim. No entanto, do jeito que as coisas estão conspirando para que minha ida à Europa aconteça, começo a acreditar que algo importante deve me ocorrer por lá.
Enquanto isso, fico aqui às voltas com os últimos preparativos. E também com um livro de expressões para viagem que comprei. Tento decorar algumas frases em francês, sem muito sucesso. Ao final de cada tentativa com o livrinho, me bate a dúvida se vou conseguir aprender algo em francês. Vai ser fracasso geral voltar sem ao menos conseguir articular uma conversação. Já pensou? hahaha...Mas, de verdade? Eu só quero ser feliz enquanto estiver por lá. Torçam por mim. ;)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Shakira em Paris: Eu vou!!!!!!!!!!!

É gravação de DVD, pai! Uhuuuuuuuuuu!...

sábado, 14 de maio de 2011

Infeliz por quê?

Mais uma vez, o noticiário me gerou uma reflexão. Estava ontem vendo uma reportagem dessas sobre drogas, em que uma mãe lamentava a morte do filho de 18 anos, viciado, dizia que tinha feito tudo ao seu alcance para tira-lo disso, e já "se preparava" - se é que isso é possível - para o mesmo destino do seu caçula, de apenas 13 anos. Não aguentei, e questionei a minha mãe: "Qual o motivo de tamanha infelicidade?" Sim, pois quem tá feliz não se afunda em drogas. Agora, venha cá, me diga uma coisa, há realmente tanta gente infeliz assim? A vida de todas elas é realmente tão miserável para fazerem coisas absurdas, destrutivas?
Esse rapaz mesmo da reportagem tinha saúde (física, ao menos), mãe (tanta gente por aí nem tem ideia de quem o gerou...), irmã e juventude. O que faz uma pessoa com essas configurações querer morrer? Carambola, a vida nem começou e o sujeito já se julga tão derrotado a ponto de se afundar nas drogas para se matar (sim, porque é isso que deseja - inconscientemente, ao menos)!? Pense direito: isso faz sentido?

Alguns podem dizer que tal fenômeno é sinal da falta de Deus, de fé no coração. Crenças à parte, digo que isso é, sobretudo, falta de sensibilidade. Estamos todos visivelmente orientados para o que ainda falta. Ninguém se ocupa nem por um segundo do que já foi conquistado. Ninguém tem a sensibilidade de imaginar que teve sorte, uma vez que aquilo que parece ser uma conquista banal poderia não rolar mais ou simplesmente nunca ter rolado.
Aposto que o seu Luiz Alberto, um senhor conhecido meu recém-transplantado, adoraria ter 30% da saúde desses jovens que se drogam por aí. Entrar e sair de UTI, oscilando entre vida e morte, isso sim é sofrimento. E mesmo assim esse sujeito que vem passando um pedaço tem muito o que agradecer: de sangue raro, conseguiu, relativamente rápido, um doador compatível. Muitos queriam ao menos ter a chance de estar passando os mesmos perrengues, na tentativa de prolongar a vida.
A vida é difícil e milagrosa, ao mesmo tempo, para todo mundo. O que faz a diferença é a criatividade de cada um, pois, sim, viver bem é, acima de tudo, um desafio à criatividade. Isso é óbvio, é próprio do fato de estar vivo, neste mundo. Enigmático é estar faltando sensibilidade quase que generalizada para ver isso. Há definitivamente uma epidemia de "cegueira" na população mundial (quando ricos e pobres querem se matar em proporção quase igual, o problema não é mais social). E suponho que talvez o problema seja justamente o contrário do que se supõe: a vida desse povo anda muito boa. Se realmente tivessem um problema, não teriam espaço, na vida, pra pensar besteira. 
De uma coisa tenho certeza: a infelicidade humana anda super cotada.Não há por que ser tão miserável assim.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Irreflexão

"O que estão fazendo às crianças do nosso Brasil?", perguntou a loira que apresenta um programa matutino, recém-avó, a sua rede de milhões de telespectadores espalhados pelo País.
O apelo de Ana Maria Braga poderia ser tachado de sensacionalismo televisivo. Mas não era. Infelizmente, é impossível negar que, ultimamente, maus tratos infantis têm rendido mais noticiário do que gostaríamos. Não lembro de ter ouvido tantas histórias sobre bebês jogados no lixo como atualmente. É estranho perceber, de repente, que, no grosso, o nosso saber não serve para nos melhorar de jeito algum.
Na mesma semana, Drauzio Varella tocou no tema "aborto" em entrevista ao "Roda Viva".
De um certo modo, ambos os temas entrelaçam-se. Quando vemos bebês jogados no lixo, logo pensamos: "Por que deixa vir ao mundo, se é pra fazer isso?". Quando sabemos de alguém que fez aborto nos perguntamos:  "O que custava ter deixado nascer?".
Por trás de todas essas situações percebo irreflexão. As pessoas esqueceram que os atos têm desdobramentos.  O desespero total conduz a cenas bizarras que não tinham razão de ser.
No mesmo dia em que a loira se perguntava sobre a situação esquisita das crianças do Brasil, muito indignada, mandou o recado para as "loucas da lixeira":
- Olha, não querer ficar com o filho não é crime, não; não precisa largar em lixeira, com medo de ser pego. Para isso existe a adoção.
Pois é. Óbvio, não?
Contra o aborto, existe, além da adoção, a pílula, o planejamento familiar.

Qual é a dificuldade em poupar sofrimento para si mesmo e para os outros?
Não entendo...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Do the evolution, babies!

Aviso aos navegantes: o tema é pop, o post é frívolo.

Por esses dias, saiu o novo clipe de Britney Spears, "Hold it Against Me", do álbum "Femme Fatale". Apesar do título, o repertório continua o mesmo de quando ela cantava pendurada num balanço de uma árvore. Uma fêmea fatal não perguntaria "Você usaria isso contra mim?". Muito beicinho, muito menininha ainda pra assinar um álbum com esse título. Eu gosto de Britney, mas ela não age com sinceridade nessa carreira há tempos. Faz o que sabe que dá certo desde que surgiu no show business. Por essas e outras que Madonna continua Madonna. Com exceção de uma breve fase garota, sempre se posicionou como mulher, sempre procurou não se repetir. Discípula dela, só Lady Gaga, realmente.
Um pouco mais ousada porém tão estagnada musicalmente quanto é Sandy. Teve peito pra ir para a carreira solo, ok, mas continua cantando letras adolescentes. Ela é ainda muito verde compondo. Nessas horas, é preciso ter humildade e praticidade. Sandy deveria desistir, por enquanto, de compor todo o material e priorizar a gravação de letras de outros compositores. Luiza Possi faz muito isso, e dá supercerto.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Animal

Por estes dias, Delfim Neto atiçou a turma do politicamente correto dizendo que o animal empregada doméstica estava entrando em extinção (não lembro exatamente a frase, mas era algo neste sentido). A turma se revoltou com o uso do termo "animal". Não acho que o politicamente correto seja histeria vazia. É patrulha com função. Mas às vezes, na ânsia de não deixar nada passar, acaba minando a credibilidade daquilo que defende. Este caso nem foi gritante. Mas, hipocrisia à parte, como é mesmo tratada essa classe no Brasil, hein? Animal de estimação se dá melhor com a patroa que muita trabalhadora doméstica. São exploradas, sim, tratadas como animais de carga. Por que o choque com a expressão utilizada pelo Delfim?!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Direito de Escolha

Ontem assisti a um filme que há muito já tinha curiosidade de ver: My sister´s keeper, que em português ganhou o péssimo título Uma prova de amor (se eu dependesse só dessa informação teria desistido do filme pensando ser uma pieguice só, e ele está longe disso).
A sinopse é a seguinte:
"Concebida por meio de fertilização in vitro, Anna (Abigail Breslin, a menininha de Pequena Miss Sunshine) foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate (Sofia Vassilieva), que sofre de leucemia promielocítica aguda. Quando Kate faz 15 anos, ela passa a sofrer de insuficiência renal. Sabendo-se que ela terá que doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para a emancipação médica e os direitos sobre seu próprio corpo."
Se Anna se recusar a doar o rim, Kate não vai ter nenhuma chance de sobreviver, mas se ela doar, nada garante que a irmã irá se salvar. E mais: Anna terá restrições para o resto da vida por conta da doação do órgão. 
O pai das meninas, a partir do processo jurídico, começa a refletir se a filha de 11 anos foi negligenciada durante todos esses anos. A mãe fica furiosa com a recusa da caçula (na verdade, ela está quase enlouquecendo de desespero ao perceber que são poucas as chances de salvar Kate) e tenta conseguir a autorização para o transplante na justiça.
Difícil, não é? Até porque as duas irmãs não são rivais. Pelo contrário, se amam, e muito.
Gosto de filmes polêmicos. A deste filme é das boas. Mesmo sendo por um motivo muito nobre, é justo sacrificar tanto o corpo de alguém que tem uma saudade perfeita? E se essa pessoa não quiser se submeter a isso, ela está errada, ela não tem o direito de zelar pela sua integridade? Mas, por outro lado, tá valendo uma outra vida essa escolha pessoal...
De quebra, "Uma prova de amor" nos oferece uma reflexão sobre vida e morte (mas não vou me estender muito a respeito, pois teria que contar cenas do filme).
Enfim, assistam o filme. Garanto que não vão se arrepender (só não esqueçam o pacote de lenços).


domingo, 27 de março de 2011

É Fantástico!

Frase da Semana

By Martha Medeiros!

Você será o que sempre foi – e isso já é muito bom, pois presumo que você não seja nenhum contraventor, apenas não consegue dar conta de todos os seus bons propósitos, quem consegue? Às vezes não dá. Vá no seu ritmo, siga sendo quem é, não espere entrar numa cabine e sair de lá vestido de super-homem ou de supermulher. Deixe de fantasias. Deixe-se em paz.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Surfistinha

Estreou mês passado o filme da Bruna Surfistinha. Pensei em ver, mas como li uma crítica ruim e ouvi um comentário negativo de uma amiga minha, desisti. É o tipo de história que periga, e muito, cair em uma abordagem medíocre. Não fiquei surpresa com o resultado decepcionante.
Tenho mania de pensar sobre as motivações alheias, e um caso como o da ex-prostituta de classe média é - vamos admitir - intrigante. Eu poderia dizer que ser prostituta é uma vocação, como ser freira (não acredito que alguém permaneça nessa atividade contra a vontade, à exceção, claro, dos casos em que há tráfico de mulheres). A pessoa simplesmente é "inclinada a", e ponto. Mas o que faz um ser humano tolerar oito, às vezes 10 pessoas desconhecidas, por dia, fazendo sexo com ela? Não é algo usual na "fauna humana".
Fui, então, pro primeiro livro da Surfistinha, "O Doce Veneno do Escorpião". Muito melhor investigar lá do que no filme (fora que ninguém merece mais uma performance canastrona de La Secco, né?). Penso que poderia, com o perdão do trocadilho, ter sido um puta relato. Poxa, com tantos programas na lista, Bruna poderia ter explorado melhor as histórias dos clientes, ter contado mais sobre quem frequenta esse universo (não diz que quer ser psicóloga? Então!...). Ela basicamente conta a história dela  resumidamente e faz comentários sexuais sobre meia dúzia de programas.  
O que ficou latente foi uma vontade de chocar/agredir, derivada de uma carência afetiva profunda. A prostituição foi, também, uma vingança do meio social do qual, originalmente, ela não faz parte por ter sido abandonada pelos pais biológicos ("Se eu, que estou nesse meio degradante, vim da mesma classe média que você, então não dá para você se achar tão superior assim, afinal, como aconteceu comigo hoje, amanhã pode ser com você, sua irmã, ou sua filha"). Das vezes em que teve como clientes ex-colegas de colégio, fez questão de dizer quem era.
A prostituição também foi um canal de satisfação da vaidade. Se por um lado a atividade é degradante, na medida em que a mulher tem que ir com qualquer um e fazer qualquer coisa que esse lhe pedir (se bem que, a depender da competência da "prost", ela detém o comando da situação), por outro lado é lisonjeiro para a mulher, que tem na sua frente um homem que está  precisando dela, que está pagando para transar com ela (não deixa de ser uma forma de humilhar o sexo oposto, o que pode fazer bem ao ego de algumas mulheres nesta posição. Em algumas passagens, Bruna deixa claro que é importante para ela ser escolhida pelo cliente). Ela fala o tempo todo em busca pela liberdade, mas interpretei essa escolha dela como uma busca por poder.
Como típica escorpiana, Bruna gosta de testar os limites - os dela e os das pessoas, para ver se aquilo é de verdade mesmo ou conversa fiada -, afinal "o que não mata, fortalece". Ela aprontou loucuras com a família adotiva (apesar de ter entendido o ponto de vista dela, de qualquer modo, creio que foi ingrata com os pais). E com ela mesma. A sorte é que teve força de vontade. Bruna poderia ter assinado o seu atestado de óbito, por exemplo, ao se envolver com droga, que é um troço difícil de largar.
 E por falar em difícil, descobri, ou melhor confirmei, que não dá mesmo para confiar na higiene desse povo do ramo sexual: Surfistinha confessou que usava o mesmo lençol em dois programas. Não deve ser muito diferente nos motéis (pensando bem, até nos hotéis. Arrrrgh!...). Melhor nem pensar nessas coisas. hehe...



quarta-feira, 9 de março de 2011

"Ê, São Paulo, ê, São Paulo..."

Finalmente, neste Carnaval, pisei em solo paulistano, após muito ouvir falar dessa cidade. Quase sempre mal, diga-se de passagem. Cheguei com o pé atrás. Saí com uma impressão muito melhor do que a que tinha até então. Quero voltar a São Paulo. Um bom motivo? Bem, como costuma dizer Cláudio, trata-se de uma cidade diversa. A reunião de várias tribos e etnias, as opções de atividades que oferece enchem os olhos, sim. Na Paulicéia Desvairada, as pessoas são educadas e eficientes e tudo é imenso e, principalmente, rápido. Dá vertigem. Mas, apesar de reclamar o tempo todo da lerdeza dos "salvadorenhos", no fundo, como dizia Nelson Rodrigues, "ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca". Não conseguiria morar lá. 

Por exemplo, ao vivenciar cinco dias de "gincana" na estação de metrô, percebi o quanto o nosso transporte poderia ser melhor mas também o quão fundamental foi, nos meus tempos de estudante, não tê-lo como opção. No metrô, perderia dois dos meus maiores prazeres (e consolos diante do estresse dessa rotina): dormir no buzão e ver a paisagem (risos).
O visual da metrópole, aliás, é um caso à parte. Muito concreto, muito cinza, marginais feiosas... "Então", à primeira vista me pareceu uma cidade "encardida". Apesar da imponência de seus prédios, falta natureza, falta, enfim, beleza a São Paulo. E vendo isso, foi que percebi mesmo que essa tal de Salvador, que eu amo, é realmente "bonitinha mas ordinária" (tão charmosa!... que custava ser mais bem-cuidada, hein?). 

Bem, seguem algumas fotos e mais detalhes sobre a viagem. 
Sampa Crew: Luize Meirelles, Ingrid Campos y yo! "Agradecimento" especial à tradicional garoa paulistana, que nos acompanhou do começo ao fim.

Estação Pinacoteca, Memorial da Resistência. Nossa presidente Dilma ficou presa nesta cela. Amigas que lá estiveram depois dela escreveram seu nome na parede (atrás da toalha branca) em homenagem.

Museu da Língua Portuguesa, um dos meus preferidos nesta viagem (outro maravilhoso é o Masp. Aliás, a Av. Paulista é toda massa!). Esse vulto sou eu! hehe...
Wall Street, Vila Olímpia. A ideia do bar é bem legal: conforme os clientes vão fazendo os seus pedidos, a cotação dos itens do cardápio sobe ou desce. Na foto, os primos de Ingrid.
OBS.: Perceberam uma luz esquisita no rosto de Luize e do rapaz? Pois é, "efeitos especiais" nos acompanharam durante a (as fotos) viagem. Essa luz será Jesus ou um flash muito do vagabundo?! Hummm...



Programa tipicamente paulistano: boate no sábado à noite. Não é muito a minha praia, mas gostei!

Museu do Ipiranga: acervo "meeiro" e um jardim belíssimo. Pense em 3 pessoas que andaram. Fomos nós nesta viagem! Sem contar as saídas noturnas, a média foi de 8 horas por dia. Meus pés voltaram só o bagaço (depois disso, o Caminho de Santiago foi definitivamente descartado da minha lista de possíveis viagens. hehe).

O lugar é mesmo grande à beça...

Lá embaixo, perto de um monumento, muitas pessoas praticam atividades físicas. Os skatistas são figuras habituais da área.
Na "balada" em Vila Madalena, na madrugada de terça, a galera caiu no samba. Neste dia eu não ri foi pouco, não: havia um bêbado se acabando de dançar (ou melhor, tentando fazê-lo). Houve um momento, durante uma música de axé, que ele se atrapalhou tanto nos movimentos que acabou foi dançando passos do Créu (O bar não cobrou couver, mas se o bebum me pedisse, pagaria de boa!). Hahaha... Aliás, nesta noite foi a primeira vez em que vi gente sem noção em São Paulo; já tava até ficando triste. De minha parte, digo que foi reconfortante. Encarei como um presente de aniversário da cidade para moi. :P
Outra "interna" entre mim e ela, neste dia, foi a última canção que a banda tocou: "Trem das Onze". Pra mim, essa música é a cara da cidade, a que mais me faz lembrá-la.

 Ô Ingrid na pista...

Que mêda: minha alma quis sair do meu corpo bem na hora dos parabéns!... Nem Shyamalan conseguiria este efeito especial ("I see friendly people". :D)!
Meu "pequeno bolo" de aniversário! Estava uma delícia, aliás, como tudo que comi durante a viagem. Só fiquei ressentida com a falta de churros pelas ruas. :(
Ibirapuera. Pense em um parque enorme... Muito bom para passear com a família, mas é difícil ir até lá de transporte público.
É neste parque que fica o prédio onde acontece a Bienal. Ingrid ficou de boca aberta com o que viu, pena que estava fechado para visitação na terça de Carnaval. Ah, sim, uma reclamação: assim como boa parte dos museus deste parque, vários comércios fecharam durante esse feriado em SP. Nova Iorque brasileira? Não, não. Ao contrário da megalópole americana, que não dorme nunca, Sampa dá algumas boas cochiladas, sim, que eu vi!
A ponte do parque. Embaixo, uns patos feios e uma água bem sujinha.
São Paulo soube que o blog iria até lá nesse feriado e fez essa singela homenagem. ;)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Esquentando as turbinas para o Carnaval

Reunião de criação do roteiro da viagem, no Mahi-Mahi (conselho de mãe para filho caçula: nunca vá lá aos domingos. O lugar fica super mal frequentado.)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Dia Em Que Alosa Parou (ou melhor, foi parado)

Daqui a dez dias vou pegar um vôo pra São Paulo. Em uma circunstância dessa, tudo pode acontecer, inclusive cair o avião. Percebi que, em 2011, não soltei uma linha aqui no blog falando (mal) de Alosa. Não dá pra viajar correndo este risco. "Posso não, quero não, minha consciência não deixa, não".

***
Outro dia estava lembrando afetuosamente de um ex-professor da Facom. Não vou citar seu nome, mas basta dizer que ele gostava muito de ir à faculdade trajando uma calça rosa. "Por isso não provoque, é cor de rosa-choque...". Alosa provocou, um dia, e foi completamente desmascarado. Aliás, esse foi o único que detectou a maladragem do nosso amigo e deu um chega pra lá nas conversas fiadas dele (que  àquela altura estava se sentindo o dono da lábia milagrosa após ter passado um semestre todo enrolando uma certa professora baixinha, de uma disciplina de jornal laboratório).
O milagre faconiano aconteceu durante uma disciplina em que la fraude e eu fizemos um vídeo. A ideia era simples: filmar as diferenças entre as rotinas de um jovem rico e de um pobre, ou seja, como dizia o nome do vídeo, mostrar como vivem o lado A e o lado B da nossa sociedade. Só que, sem planejamento, aconteceu dos dois personagens serem negros. Alosa tentou jogar esse agá pra cima do professor, crente que seria parabenizado pelo recorte "genial". Mas tomou uma cortada daquelas. A resposta dada foi mais ou menos assim:

- Não, André, eu não vi nada... Um negro pobre e uma branca rica seria óbvio demais, né, André! Tenha santa paciência!...

A cara da fraude foi parar na chon. Se não estivéssemos na mesma equipe, eu teria caído na gargalhada ali mesmo! (ah, esses protocolos me matam)  

***
Alosita está produzindo um programa para a TVE, o "Conversa na Varanda", que vai ao ar aos sábados às 20h30. Lá fui eu ver. Fora os problemas clássicos da TV Educativa (que não sabe o que é fazer audiovisual. E falta de grana não é desculpa: a MTV sempre teve poucos recursos, mas sempre usou a criatividade), o programa de Alosa ainda conta com um "plus": uma entrevistadora da língua presa.
(bem, eu sempre fui da opinião que antes a língua que o rabo)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"Ninguém me ensinou na escola, ninguém vai me responder"

Educação sentimental deveria ser matéria curricular. Conviver é troço difícil de aprender por conta própria - e tenho dito.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A melhor definição de jornalismo que já vi

Pessoas, quando puderem, visitem o blog Desilusões Perdidas, do jornalista Duda Rangel. É catártico: ele mete o pau na profissão o tempo inteiro (risos).
Conheci o espaço por causa de um link que uma amiga me passou, Afinal, o que é jornalismo? Muito bom! Confesso que me identifiquei com um determinado trecho:

Jornalismo é o marido boêmio e safado que seduz as moças no bar, o marido que você já prometeu largar um milhão de vezes, mas não larga, porque ele sempre te convence que você não saberia viver sem ele. E sem ele você não saberia mesmo viver.


Eu saberia. Ou não... A questão é que me vi muito em outro texto do blog, Sintomas de um jornalista em crise. Eu me pergunto, pela milhonésima vez: por que diabos eu fui escolher ser jornalista?
Isso é que dar empurrar as neuroses com a barriga!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Quem dera ser um peixe...

Ôôôô...Ô Ingrid agora é assídua frequentadora da natação. A Companheira - a legítima, já que Deborah (agora em versão globalizada, com H no final) e Lília sucumbiram total ao capitalismo - está superengajada na luta em prol do Velho Chico. 
Provando que a lei da atração não é mito esotérico, Ô Ingrid vem dividindo a piscina com ninguém menos que Luiz Mott (Gri, o povo quer saber: Mott nada melhor crawl ou costas? - peito sabemos que não é o estilo dele, que já, também, passou da idade de nadar borboleta).
A princípio, fiquei preocupada. Mas depois, ao relativizar os últimos acontecimentos, cheguei à conclusão que poderia ser pior: Ingrid poderia estar envolvida, por exemplo, no documentário sobre a diáspora de Alosa. E mais: fazendo todo o trabalho braçal para, nos créditos, figurar como assistente enquanto Alosa sairia como "coordenador".

(Agora fiquei em dúvida: o movimento, como diria Bragaboys, continua sendo sexy, ou deveríamos dizer que atualmente ele é wet?!)


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ghost Writer

Quem chegou esta semana foi Julia Lima, diretamente de Portugal (em tempo: a alma retrô de nossa amiga providenciou ao corpo uma chegada similar a dos espanhóis que vieram para o País, entre a vida e a morte por causa da gripe espanhola, no início do século passado). É engraçado como entra ano e sai ano e as frases de Julinha se repetem. "Se tornou uma grande paixão minha", "Ele(a) é muito inteligente, foi um encontro de almas", "Li muito, pesquisei bastante, estou uma expert no assunto", "Voltar para o Brasil?! Deus me livre!". Tudo, claro, regado a muitas exclamações (!!!). É uma pessoa definitivamente apaixonada! :D
Isso vai ser bom para mim se um dia ela se tornar celebridade. Simmmm!... Na velhice, além de escrever a biografia não-autorizada de Alosa - que, espero, vai vender que nem água, ainda mais com o prefácio que vou fazer questão que Bomba escreva -, vou ter uma segunda fonte de renda: vender entrevistas da cine-astra Julia Lima. E o melhor: sem nem precisar me dar ao trabalho de entrar em contato com ela (amiga, você não vai me processar, né?).

Julia, fale-nos do seu novo filme, "As sandálias da humildade".
JL: Bem, sem dúvida esse é o melhor roteiro que já escrevi. Eu passei um ano inteeeiro pesquisando a vida de Jesus Cristo, que se tornou uma grande paixão na minha vida!
O trabalho ficou muito, muito bom, as imagens estão lindas. Certamente vamos ganhar o Festival de Cannes. O Oscar eu não dou certeza porque, enfim, é um prêmio comercial, depende de lobby, etc, é um prêmio para um tipo de cinema que, definitivamente, não é o meu estilo (fazendo cara de desdém).

Os católicos estão reclamando do argumento do filme, há muitas críticas sobre a veracidade da versão apresentada...*
JL: Eu tenho conhecimento suficiente sobre o assunto para refutar qualquer crítica; posso dizer que conheço a história de Jesus Cristo como poucos!

Você ficou muito amiga do ator principal do filme, o Josh Andrews...
JL: Nooossa, o Josh é incrível, um dos atores mais brilhantes que eu já vi. Meu, quando ele começou o teste, eu tive uma intuição: tinha que ser ele, eu queria aquele homem no meu filme. Nossa, foi um completo encontro de almas - meu marido anda até com ciúmes (risos).

Eu no lugar dele estaria (risos)...
JL: Meu, o Josh é viado, né!? Acho uma caretice tremenda dele não admitir isso (fazendo careta), até porque todo mundo no set sabe que ele tem um caso antigo com o diretor de arte.

(Cof, cof... Mudando de assunto para disfarçar a saia-justa) Julia, você é baiana e filma há muito tempo na Europa. Você pensa em fazer algum filme em sua terra natal?
JL: Eu acho o Brasil riquíssimo culturalmente, é um país lindo, a Bahia tem coisas belíssimas e certamente um dia vou fazer um filme sobre isso. Mas vai ser filmado no Havaí, Ibiza ou outra ilha dessas. Filmar na Bahia nem fud****!

* as reticências é porque Julia, como boa tagarela, nunca deixa o entrevistador terminar a zorra da frase! :P

domingo, 12 de dezembro de 2010

É Royal!

Ficou linda a foto, né?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fator omissão

Não sei se vocês tomaram conhecimento (a imprensa noticiou bastante o caso na semana passada, mas confesso que só soube da história porque me deram a pauta), mas há uma polêmica envolvendo a Construtora Fator, de origem fluminense, e um grupo de compradores do edifício Ícone, na Pituba. A empresa, que deveria entregar os apartamentos em maio de 2008 até agora não o fez e nem deu satisfação aos clientes. Por último, o prédio está penhorado por dívidas trabalhistas (o pessoal da construtora não separou as escrituras por unidade, então é como se o prédio todo fosse de um dono somente). A construtora ainda argumenta que não entregou os apartamentos porque essas pessoas estão inadimplentes. Mentira. O que a Fator chama de inadimplência é a recusa dos compradores em fazer o financiamento por meio do banco indicado pela empresa. O pessoal já está com os créditos aprovados, mas cadê a documentação da construtora necessária ao financiamento?!
Apartamento não é só um bem que vc compra; é um projeto de vida. Então dá para imaginar o impacto que isso tudo teve na vida de quem comprou. O único momento em que realmente me emocionei foi quando falei com um dos compradores, o Humberto, que me contou que no primeiro dia morando no apartamento (eles conseguiram liminar na segunda retrasada), após ter subido 17 lances de escada com saco de supermercado nas mãos, começou a chorar ao entrar no imóvel. Ele disse, com a voz embargada pela emoção: "Foi a luta de Davi contra Golias. Chorei de felicidade, de raiva, foi tudo junto". O cara juntou dinheiro um tempão pra comprar o imóvel, teve que desmarcar o casamento duas vezes, enfim, sofreu à beça. No final, disse que não esperava que a justiça baiana fosse ser sensível ao caso e me deu o conselho, que ouvi de dois dos quatro compradores com quem falei: "Nunca compre imóvel na planta".
Mas sabe de quem é a culpa? Do brasileiro, omisso e frouxo. Veja este caso. De 100 apartamentos, 83 já foram vendidos. Desses, 20 quitaram o apê e receberam as chaves. Ou seja, sobraram 63 nessa história. Só 11 deles entraram na justiça. E olha que os preços dos apartamentos variam entre R$500 mil e R$2,5 milhões, não se trata de pouca grana, não.
Os empresários fazem essas coisas já contando com a omissão. Por mais que eles tenham prejuízo com esse grupo de 10, 52 estão deixando a coisa pra lá. Ó que dinheiro fácil!... Nasci no país errado. Isso aqui é terra pra quem tem veia de picareta - e tenho dito!


domingo, 5 de dezembro de 2010

Meias Pretas

J-Lo e o marido, Marc Anthony, no Grammy Latino. Meu Deus, até hoje não entendo como ela casou com ele, que além de tudo é um péssimo cantor, sem charme algum. (Acho que Tia Cléo tem razão: a macumba está chegando forte ao Hemisfério Norte!) Já imaginaram o que é esse homem pelado, ou de short e meias pretas (ok, tudo bem, admito que de meias pretas no máximo o George Clooney fica bem)?!... Olha, Ben Affleck deve ter deixado ela bem mal no término do namoro, viu?... Pô, J-Lo, na moral, que marido é esse?!...