No meio dessa farra, a pessoa ainda arranjou tempo para se encontrar com a dupla sertaneja menos famosa da França: Flávia (minha irmã) & Fabiano ("namorido" dela e paulistano da gema).
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
domingo, 20 de dezembro de 2009
Le baixarie
No meio dessa farra, a pessoa ainda arranjou tempo para se encontrar com a dupla sertaneja menos famosa da França: Flávia (minha irmã) & Fabiano ("namorido" dela e paulistano da gema).
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
"Catigorias" de homens
Homem Camarão: só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você come assim mesmo.
Homem Caranguejo: é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e come.
Homem Pão: tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia.
Homem Aperitivo: acompanhado de uma bebida você come e ainda acha bom.
Homem Maracujá: é todo enrugado, você come e depois sente vontade de dormir...
Homem Lagosta: só come quem tem dinheiro.
Homem Caviar: você sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que você conheça.
Homem Bacalhau: você só come uma vez por ano.
Homem Maionese de Fim de Festa: todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperada; arrepende-se e depois passa mal.
Homem Rã: todo mundo já comeu, menos você.
Homem Salada: é bonito, mas quando você come descobre que não é tão gostoso assim.
Homem Marmita: não é lá essa coisa, mas você come rapidinho.
Homem Cafezinho de Supermercado: você nem faz questão, mas como é de graça, você come.
Homem Jiló: é horrível, mas você conhece alguém que come.
Homem Docinho de Festa: você fica com vergonha de chegar junto, então vem outra, come e deixa você chupando dedo.
Homem Cogumelo Venenoso: comeu, ta fudido.
Homem Feijoada: você come e ele fica te enchendo o dia todinho.
Homem Coqueiro: pode trepar que não tem galho.
Homem Miojo: em um minuto ta pronto pra comer.
Homem Coca 2 litros: dá pra seis.
Homem pé de chuchu: Você é obrigado a comer senão a vizinha vai lá e come.
E o melhor de todos ...
Homem Bis: você come, repete e nem se lembra das calorias!!!!!
2009
Ano morno, mas marcante apesar disso.
Que venha 2010!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Saber "demais"
... O resto é a sombra de árvores alheias
Segue o teu destino
Rega as tuas plantas
Ama as tuas rosas
O resto é a sombra
De árvores alheias
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses
Vê de longe a vida
Nunca a interrogues
Ela nada pode dizer-te
A resposta está além dos deuses
Mas, serenamente,
Imita o Olimpo
No teu coração
Os deuses são deuses
Porque não se pensam
(Fernando Pessoa)
domingo, 13 de dezembro de 2009
Rebolation
PROFESSOR SABICHANO
Freud disse que os donos de gatos os escolhem na tentativa inconsciente de adquirir suas características. Aqui, dez coisas que podemos aprender no convívio com eles, apontadas pela veterinária e gatófila Luciana Deschamps
1 Relaxar "Gatos adoram uma preguiça e sabem aproveitar cada minuto em que ficam sem fazer nada"
2 Aproveitar o momento "Gatos fazem coisas divertidas mesmo quando não têm plateia"
3 Explorar "Eles querem saber tudo, ver tudo, mexer em tudo, e assim descobrem o que preferem"
4 Ter autossuficiência "Para o gato, ser independente não significa amar menos o dono, mas apenas não ser radicalmente dependente dele"
5 Mover-se "Não há andar mais elegante no reino animal que o jeito silencioso e suave dos felinos"
6 Alongar-se "Saber se esticar é fundamental para quem quer desbravar o espaço ao seu redor"
7 Comer com prazer "Gatos aproveitam ao máximo o alimento. Cheiram, brincam e só depois comem. É o gosto de experimentar coisas novas"
8 Ocupar espaços "Por que se deitar num cantinho, se você pode ocupar a cama inteira?"
9 Observar "Humanos acham que eles não prestam atenção, mas quase tudo o que os gatos aprendem é observando os donos"
10 ter vontade própria "O gato não se submete. Deve pensar: ‘Pobre bípede, acha que vou fazer isso só porque ele quer’. E não faz"
Fonte: Revista Veja
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
O poder da mente
"Para exemplificar, veja-se como a mente pode atuar para modificar os sentimentos de alguém a nosso respeito. Tenho um amigo que, freqüentando determinada instituição, conheceu uma pessoa que lhe demonstrava, sempre que se encontravam, deferência e amizade. Ele, entretanto, toda vez retribuía em pensamento com uma vibração de antipatia, visualizando algum ponto negativo nos modos ou vestuário do companheiro. Com o passar do tempo e persistência de tal atitude mental infeliz, as atitudes do outro foram mudando, da alegria para uma cortesia fria, até tornar-se antagonismo sistemático.
Ao perceber a mudança, o meu amigo compreendeu ser o único culpado da situação, pois retribuíra sempre a gentileza do outro com repúdio psíquico, o que, inconscientemente, foi registrado, gerando a reação conseqüente. Assim como se deu a mudança de boa para má, também o inverso acontece, se criamos uma atitude mental adequada."
(Djalma Argollo, "Ensina-nos a orar")
Superinteressante, não?
O vermelho e o negro
Picas
domingo, 6 de dezembro de 2009
Copa
sábado, 5 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
3x Martha
Como sempre, nosso bem-estar emocional é alcançado com soluções simples, mas poucos levam isso em conta, já que a simplicidade nunca teve muito cartaz entre os que apreciam uma complicaçãozinha. Acreditando que a vida é mais rica no conflito, acabam dispensando esse pó de pirilimpimpim.
Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.
Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor. Como ainda há quem não entenda que sem humor não existe chance de sobrevivência? Já martelei muito nesse assunto, então vou usar as palavras de Abrão Slavutsky: “Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza”. É uma frase genial. O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende. Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades.
Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto “ser amigo de si mesmo”.
Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha “sou rebelde porque o mundo quis assim”. Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância.
Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um terapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu Sêneca cerca de 2 mil anos atrás. Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo.
Martha Medeiros - Jornal de Sta Catarina, 15/11/2009
Cresça e divirta-se
Tenho viajado pra lá e pra cá acompanhando algumas pré-estreias do filme Divã, baseado no meu livro homônimo. Delícia de tarefa, ainda mais quando a gente gosta de verdade do trabalho realizado, e esse filme realmente ficou enxuto, delicado e emocionante. Além disso, ainda consegue me provocar. A personagem Mercedes (vivida pela incrível Lilia Cabral) está fazendo análise e leva pro consultório muitos questionamentos sobre sua vida. Até que, passado um tempo, finalmente relaxa e se dá conta de que não há outra saída a não ser conviver com suas irrealizações. Diante disso, o analista sugere alta, no que ela rebate: “Alta? Logo agora que estou me divertindo?”
Eu tinha esquecido dessa parte do livro, e quando vi no filme, me pareceu tão cristalino: um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária. Você é adulto mesmo? Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente, divirta-se.
Não que seja fácil. Enquanto um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a liberação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia.
Dia desses recebi o e-mail de uma mulher revoltada, baixo astral, carente de frescor, e fiquei imaginando como deve ser difícil viver sem abstração e sem ver graça na vida, enclausurada na dor. Ela não estava me xingando pessoalmente, e sim manifestando sua contrariedade em relação ao universo, apenas isso: odiava o mundo. Não a conheço, pode sofrer de depressão, ter um problema sério, sei lá. Mas há pessoas que apresentam quadro depressivo e ainda assim não perdem o humor nem que queiram: tiveram a sorte de nascer com esse refinado instinto de sobrevivência.
Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas? Creio que nos apegamos com desespero a elas por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá. E então se fica ruminando, alimentando a própria “má sorte”, num processo de vitimização que chega ao nível do absurdo. Por que fazemos isso conosco?
Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.
Martha Medeiros
4/04/2009
O amor que a vida traz
Você gostaria de ter um amor que fosse estável, divertido e fácil. O objeto desse amor nem precisaria ser muito bonito, nem rico. Uma pessoa bacana, que te adorasse e fosse parceira já estaria mais do que bom. Você quer um amor assim. É pedir muito? Ora, você está sendo até modesto.
O problema é que todos imaginam um amor a seu modo, um amor cheio de pré-requisitos. Ao analisar o currículo do candidato, alguns itens de fábrica não podem faltar. O seu amor tem que gostar um pouco de cinema, nem que seja pra assistir em casa, no DVD. E seria bom que gostasse dos seus amigos. E precisa ter um emprego seguro. Bom humor, sim, bom humor não pode faltar. Não é querer demais, é? Ninguém está pedindo um piloto de Fórmula 1 ou uma capa da Playboy. Basta um amor desses fabricados em série, não pode ser tão impossível.
Aí a vida bate à sua porta e entrega um amor que não tem nada a ver com o que você queria. Será que se enganou de endereço? Não. Está tudo certinho, confira o protocolo. Esse é o amor que lhe cabe. É seu. Se não gostar, pode colocar no lixo, pode passar adiante, faça o que quiser. A entrega está feita, assine aqui, adeus.
E agora está você aí, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a sua cara, que não lembra em nada o amor solicitado. E, por isso mesmo, um amor que deixa você em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que você um dia supôs, um amor que te perturba e te exige, que não aceita as regras que você estipulou. Um amor que a cada manhã faz você pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussões que você não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego. Um amor errado como aqueles que dizem que devemos aproveitar enquanto não encontramos o certo, e o certo era aquele outro que você havia encomendado, mas a vida, que é péssima em atender pedidos, lhe trouxe esse e conforme-se, saboreie esse presente, esse suspense, esse nonsense, esse amor que você desconfia que nem lhe pertence. Aquele amor em formato de coração, amor com licor, amor de caixinha, não apareceu. Olhe pra você vivendo esse amor a granel, esse amor escarcéu, não era bem isso que você desejava, mas é o amor que lhe foi destinado, o amor que começou por telefone, o amor que começou pela internet, que esbarrou em você no elevador, o amor que era pra não vingar e virou compromisso, olha você tendo que explicar o que não se explica, você nunca havia se dado conta de que amor não se pede, não se especifica, não se experimenta em loja – ah, este me serviu direitinho!
Aquele amor discretinho por você tão sonhado vai parar na porta de alguém para o qual um amor discretinho costuma ser desprezado, repare em como a vida é astuciosa. Assim são as entregas de amor, todas como se viessem num caminhão da sorte, uma promoção de domingo, um prêmio buzinando lá fora, mesmo você nunca tendo apostado. Aquele amor que você encomendou não veio, parabéns! Aproveite o que lhe foi entregue por sorteio.
Jornal de Santa Catarina,24/04/2009
Bonnus Track:
Falsa intimidade
Fala-se muito sobre as frágeis relações amorosas de hoje, tão afetadas pela urgência de satisfazer desejos imediatos, pelas inúmeras possibilidades de contato instantâneo e pela pouca durabilidade dos sentimentos. Me pergunto: onde está o furo dessa história? O que perdemos no meio do caminho? Talvez nem tenhamos perdido, talvez simplesmente nunca tenhamos encontrado aquilo que só a poucos casais foi dado viver e que os mantém unidos a despeito de toda a artilharia.
A maioria, hoje, vive suas relações afetivas e sexuais de forma periférica. Contenta-se com cama, orgasmos e satisfação dos instintos. Isso somado a um cineminha, uma escapada no feriadão e um almoço em família configura uma privacidade compartilhada, e é o que basta para confirmar que a relação existe, seja ela chamada de rolo, namoro ou mesmo casamento.
Ainda me pergunto: onde está o furo da história? Por que essa privacidade compartilhada não se sustenta por muito tempo, não satisfaz 100% e gera tantas frustrações?
Com a possibilidade de acesso virtual a uma variedade de candidatos a grande amor e de seus cadastros (idade, profissão, time, fetiches), entrar na privacidade dos outros ficou muito fácil. Porém, em proporção inversa, perdeu-se a noção do que é intimidade, algo que nem mesmo algumas relações duradouras conseguem atingir.
Intimidade não se externa, não se divulga, não se oferece na internet. É nosso bem mais secreto, é onde guardamos a chave do nosso mistério, das nossas dores, das nossas dúvidas, da nossa emoção genuína. Não se compartilha isso com outra pessoa se ela não tiver sensibilidade suficiente para nos ouvir e entender, para nos aceitar e nos acrescentar, para nos respeitar e ofertar em troca sua própria intimidade, selando a partir daí um tipo de pacto que beira o sublime.
Essa intimidade requer confiança plena, compatibilidade na maneira de enxergar o mundo e nenhum instinto maléfico em relação ao outro. Intimidade é quando duas pessoas, mesmo distantes em espaço, estão profundamente unidas porque se reconhecem cúmplices, não competem pela razão. Claro que a intimidade não consegue evitar ciúmes e conflitos de ideias, e tampouco se pretende que ela acabe com a solidão de cada um, que é sagrada, mas ela assegurará a longevidade de uma união que será estabelecida pela generosidade do olhar: se estará mais preocupado em enxergar a alma do outro do que em fiscalizar para onde ele está olhando.
Amigos conseguem essa magia mais do que muitas duplas românticas, que frequentemente se enganam a respeito da falsa intimidade que o sexo faz supor. Invadir a a privacidade alheia é moleza, basta um torpedo, um telefonema, um encontro. Mas ter acesso ao mundo interno que o outro habita e sentir-se à vontade nesse mundo é que torna tudo mais raro, mais mágico e mais eterno.
Jornal de Sta Catarina-28/11/2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Tributo sem ação
domingo, 22 de novembro de 2009
UNIBAN-dalheira
Eu não vou entrar no mérito da falta de compostura da moça. Carências, egos e pobrezas de espírito à parte, o que interessa é que alguém foi humilhado e punido por exercer seu direito de vestir-se como quer. E isso em São Paulo, que se gaba de ser primeiro mundo! Durma com um barulho desse.
Eu não acreditei. Queria morrer e solicitar que, numa próxima vida, eu encarne num país decente, onde as pessoas têm respeito pelas outras. Você pode dizer "Ah, mas ela pediu". E eu digo: nem que ela estivesse pelada eles tinham o direito. Homem bota o pênis pra fora e faz xixi na rua e nada acontece. Por que uma mulher não pode usar saia curta?!
O machismo tem que acabar no Brasil. Na boa. Por mais que um homem ache uma mulher vagabunda, ele não tem o direito de destratá-la por isso. Cada um no seu quadrado e tudo dá certo.
Acho que sou meio bronqueada com esse tipo de situação porque passei por isso ainda novinha. Lembro que assim que cheguei a Salvador - tinha 11 pra 12 anos - fui inventar de dar uma volta na orla de Piatã, num domingo, com minha colega. Um bêbado se jogou em cima da gente, e eu, num reflexo, o empurrei, quase provocando a queda da criatura lá embaixo, na areia. Tomei o maior susto. Nunca mais andei na orla aos domingos. Até hoje não gosto de sair sozinha neste dia. As pessoas estão bêbadas, só tem vagabundo, a rua está vazia, é um horror... Anos depois, embora as tivesse avisado, minhas primas goianas passaram pela mesma situação. Voltaram pela areia, fugindo de um carro que as perseguia, morrendo de susto. Isso é vida?
Até países latinos/machistas estão mais avançados que o Brasil. Duvido que um argentino faça isso com uma argentina. Os espanhóis não mexem com as mulheres na rua, segundo fiquei sabendo. Aliás, nem é bom falar em Europa que a frustração cresce. Até topless a mulherada faz, e tudo se dá com a maior naturalidade... É fogo, é fogo!
Calos
Assim como usar sapatos, já não me dói mais um monte de coisa que antes me doía - e, literalmente, graças a Deus! Em oito meses - as coisas mudaram de rumo, olhem só, bem na semana em que fiz aniversário! -, cresci muito como pessoa, mudei bastante a (qualidade da) minha atitude. 2009 foi o ano em que me livrei de muito "lixo", de muito "peso". Parto rumo a 2010 sem "excesso de bagagem". Estou aprendendo a "viver a vida". Criei "calos" que me protegem, agora, da dor, ou melhor dizendo, os pequenos atritos já não me deixam mais em "carne viva". E apesar das recaídas e dificuldades que ainda tenho, me sinto muito abençoada pela oportunidade que a vida vem me dando de consertar muita coisa, de aprender muita coisa, ainda jovem. Queria ter sabido o que sei hoje há dez anos. Mas, como diz o outro, tudo tem seu tempo certo. Fazer o quê, né?!
Uma amiga, que assim como eu também gosta de "filosofar", sempre me lembra o quanto temos sorte por isso. Ela me diz: "A esmagadora maioria das pessoas só vai se tocar da miséria que foi a própria vida quando já for tarde demais, quando estiverem face a face com a morte". Quem viveu bem, vai morrer bem. Fato. A esmagadora maioria das agonias que vemos em pessoas que estão em fase terminal mais se deve ao desperdício de vida que a iminência da morte. Outro fato.
A verdade é inevitável, não adianta fugir dela. Vai querer dar de cara com tudo que sempre evitou só na hora da morte, quando nada mais se pode fazer?! "Façam tudo que forem capazes só para viverem em paz".
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Linhas Cruzadas
domingo, 8 de novembro de 2009
Reconhecimento
É que às vezes não basta saber; é preciso também ver, experimentar aquilo sobre o qual se tem certeza.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Pituba...
Ô!...
Detesto andar na Pituba. Vivo em pânico naquelas ruas, achando que vou ser assaltada a qualquer instante. Acho que criei trauma por causa de Davi, a pessoa que certamente bate todos os recordes de assaltos no bairro tendo como alvo uma mesma pessoa! hahaha... Não moraria ali nem a pau, até porque, além de ser um lugar visado por marginais, é sem vida, sem alma. A Pituba é um "não-lugar", como diria um certo teórico da Comunicação.
Em dois meses que freqüento o bairro, já presenciei (o resultado de) um assalto, o roubo do som de um carro. Mas nada, até então, se comparava ao evento de hoje.
Um sujeito estava saindo do Bradesco da Manoel Dias, quando foi abordado por ladrões armados. No susto da situação, correu. Entrou num prédio. Os bandidos não se intimidaram, e continuaram a "caçada". Da minha sala, ouço um estrondo. Minha colega brinca: "Opa! Um tiro!". E era. Situaçãozinha bizarra - penso cá comigo.
Todos para fora. De repente, um homem de expressão sobressaltada - desculpem o trocadilho infame! -, adentra o lugar onde me encontro junto com dezenas de outras pessoas. Bebe água, nem consegue sentar, e conta a história, para depois, acompanhado de um policial, se retirar, ainda meio que em transe por conta do susto pelo qual passou.
Moral da história: a Pituba é uó - e Deus que nos defenda da energia bélica daquele lugar. (Amém!)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Terererê! Terererê!... A.F.T.!
Tá. Nesse meio tempo, fiz aula de violão e de espanhol, mas foi bem diferente. Duas horinhas, duas vezes por semana. Tô encarando a pauleira de quatro horas por dia, seis vezes - no mínimo - por semana. Nome do curso: Auditor Fiscal do Trabalho. Achei a minha cara. Me disseram que posso combater injustiças, inclusive trabalho escravo. Me disseram também que morre-se muito neste cargo. Quem quiser ganhar dinheiro com seguro de vida, pode me procurar pra fazer um em meu nome! hehehe... Tenho medo disso, não. Só vou ter medo de morrer quando tiver meus filhotinhos (o espírito de Susanita baixou em mim!). Mas ainda vai demorar é tempo - infelizmente! E alô, Elenildes Maria! Tenho grandes chances de ser sua vizinha aí no Norte del Brazil!... (Outro dia viajaram na maionese dizendo que usted tá na França. Rebati que o mais próximo que se encontra disso é da Guiana Francesa. :D)
No começo, achei que o meu curso seria que nem o de Auditor Fiscal, cheio de almofadinhas. Que nada. Grupo heterogêneo. Nenhum simpático - se é que vocês me entendem. Quando finalmente encontrei um - tipo latino: moreno, cabeleira lisa, castanha e farta, traços bem hispânicos -, lamento o fato dele ser baixinho. Depois vi que ele é meio boyzinho. Mesmo assim "perseverei". Mas houve um dia em que a fantasia murchou de vez. Ele sentou do meu lado e, como diz uma colega, "passei o pente fino" no rapaz. Que decepção: cabelo branco, camiseta furada (duas brocas!) e ainda mau hálito. Deus é mais! Melhor estudar (e aguardar a próxima turma da PF, que, segundo dizem as meninas, é maraaaaaa! hahaha). Na verdade, tem um simpático na turma, mas ele, pra variar, é comprometido, e a namorada dele, pra variar (vol.2), está na turma também e é uma das pessoas de quem mais gosto lá.
Pois é, estudando de domingo a domingo tenho feito bons colegas.
Começamos a nos unir por conta de um professor sem noção de uma matéria. Deu a maior confusão entre ele, o curso e o grupo. Depois, mais confusão por conta do escopo, de algumas matérias. Uma baixariaaaaaaaa!... Teve um dia em que a coordenação do curso subiu pra conversar com a gente, e eu me senti na escola do prof. Girafales, com todo mundo falando ao mesmo tempo. Hilário!
Como não podia faltar, existe a "fauna" de tipos. A líder inflamada. A superarticulada. O organizadinho. As patricinhas united. A piriguete surtada. Os alternativos. A nerd fashion. A loira marombada. A forasteira com sotaque. A clássica. Somos a sala mais polêmica da CDC. Os professores já chegam dando a entender que tão sabendo disso. Fazer o quê? Sempre entre os rebeldes, essa é a minha sina... hahaha
O mais legal, além da formação, é que você ainda aprende com essas pessoas. Outro dia, peguei carona com um colega, e ele contou a vida dele. Nossa, nunca vi tanta desgraça acontecer com uma pessoa, de uma vez, num período curto. A gente fica preso no nosso mundinho, e de repente descobre que é tão afortunado e nem dá valor. Poxa, a gente ficou em altos papos (mas já me disseram que ele é gay. Realmente, neste sentido, a turma de AFT é a trevaaaa! :P).
Os professores também são bacanas. Fiquei amiga de dois. Um deles, então, virou brother. Só lembrei de Elen. Assim como nossa amiga, ele também veio do teatro, e faz das aulas espetáculos. Só Daniel (double Elen! :P), mesmo, pra não me deixar dormir. Até confessou que faz de propósito. Se me vê piscando, aumenta o volume - os colegas de faculdade devem lembrar que nunca tive grandes pudores de dormir em sala de aula! (risos)
E sabe qual é o mais incrível disso tudo? Encontrei um colega de Ô Ingrid. Santíssima, tá lembrada de Nelson, da turma de AFT - 2007? Pois é. Mundinho pequeno...
Pois é, queridos, se não me virem na society por essas semanas, não estranhem. Até janeiro, tô na gang do AFT... Terererê, terererê!... AFT!!! :P

