sábado, 25 de outubro de 2008

Vergonha alheia

Por esses tempos, ando vendo pouca televisão. Pois é, não me pergunte como, mas a caixa mágica anda perdendo a graça. De vez em quando, sento um bocadinho com a minha mãe - noveleira crônica! - e vejo algo que esteja passando na hora.
Gente, estou de cara com a novela das sete, "Três Irmãs"! A novela é muito ruim!!! Eu chego a ficar constrangida por Antonio Calmon, por ele estar tendo a "coragem" de apresentar um treco daqueles em rede nacional. Sério! Calmon envelheceu e perdeu a mão legal. Eu sei que é feio ser preconceituosa e generalizar as coisas, mas o blog é meu (by Kiko, de Chaves) e, então, que se dane: por que as pessoas, depois dos 50, ficam esquisitas? Dançam de um jeito bizarro, têm uns rompantes adolescentes, ficam meio taradas (principalmente os homens), perdem a mão no penteado... Só pode ser hormonal! Envelhecer bem, até no horário nobre global, é uma arte!... Mas voltando à vaca fria, eu estou extremamente sentida e constrangida pelo elenco que foi escalado para esse mico em forma de folhetim.
Este blog decreta luto de 3 dias. Mas antes de procurar pelo seu melhor pretinho básico no guarda-roupa, confira a relação de atores de "Três Irmãs" e veja se eu não tenho razão (ló-giii-cooo que tenho! rsss).

PS: Cadê os fonoaudiologistas da Rede Globo que não consertam a voz de eterno gripado do Kayky Brito?!

Elenco


  • Cláudia Abreu - Dora Jequitibá Áquila
  • Giovanna Antonelli - Alma Jequitibá
  • Carolina Dieckmann - Susana Jequitibá
  • Regina Duarte - Waldete Maria de Nascimento Bezerra
  • Marcos Palmeira - Bento Rio Preto
  • Ana Rosa - Virgínia Jequitibá
  • Paulo Vilhena - Eros Pascolli
  • Vera Holtz - Violeta Vulgo Áquila
  • Rodrigo Hilbert - Gregg (Gregório de Matos)
  • Bruno Garcia - Galvão (Hércules Galvão)
  • José Wilker - Augusto Pinheiro Jequitibá / Lázaro
  • Marcos Caruso - Alcides Áquila
  • Dudu Azevedo - Xande (Alexandre Galvão)
  • Maitê Proença - Walquíria Pascolli
  • Marcello Novaes - Sandro Pedreira
  • Graziella Moretto - Valéria Gudiers / Pupa
  • Luís Gustavo - Vidigal / Pupo / Erasmo Trovão (Pinduca Pereira da Silva, falso Nereu Vidigal Castro)
  • Daniela Récco - Duda / Carlinhos / Laila (Maria Eduarda Bulhões da Silveira)
  • Kayky Brito - Paulinho (Paulo Fernando Vulgo Áquila)
  • Rafael Ciani - Toninho
  • Beth Goulart - Leonora Malatesta
  • Tato Gabus Mendes - Orlando Malatesta
  • Malu Valle - Neusa Santana
  • Aloísio de Abreu - Prefeito Nelson Santana
  • Roberto Bonfim - Pacífico Áquila
  • Débora Duarte - Florinda (Gata Flor)
  • Otávio Augusto - Chuchu / Ramon & Ramon Pallares / Big Little Ronnie (Arlindo Lamas Fulgo Chuchu)
  • Malu Galli - Liginha (Lígia Pedreira)
  • Othon Bastos - Dr. Polidoro
  • Solange Couto - Janaína
  • Aílton Graça - Jacaré
  • Bianca Byington - Sueli
  • Cecília Dassi - Natália Malatesta Santana
  • Ivan Mendes - Pedro Henrique Santana (PH)
  • Juliana Schalch - Juliana Galvão
  • Leonardo Carvalho - Alfredão (Alfredo Malatesta)
  • Guilherme Piva - Glauco
  • Roberta Rodrigues - Neidinha
  • Maria Eduarda - Carminha (Maria Carmem)
  • Otávio Müller - Gennaro Fortuna
  • Antônia Frering - Sylvie L'Éclair
  • Caio Vaz - Thor Pedreira
  • Estrela Blanco - Mel
  • Omar Docena - Jerry
  • Sidi Correa - Sávio
  • Créo Kellab - Anacleto
  • Kenya Costta - Iracema
  • Kelzy Ecard - Geiza
  • Ana Paula Botelho - Noêma

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ronaldo nas Páginas Negras de Trip


Quando se trata de Ronaldo, é difícil separar a pessoa e o jogador. Tome como exemplo o momento atual: ele se prepara para voltar aos campos mais uma vez, depois de outra lesão no joelho sofrida em fevereiro; e se prepara também para recuperar sua imagem, depois de escândalos como a noite em que foi pego com travestis e as fotos em Ibiza em que apareceu fumando e com a barriga avantajada. “Quero encerrar minha carreira por decisão própria, não porque fui obrigado a encerrar”, diz o centroavante de 32 anos, em entrevista à Trip feita em meados de setembro, no Rio de Janeiro. “Quero terminar marcando gols.” Mais uma vez ele tenta mostrar que as previsões sobre seu fim estavam erradas – e que sua longevidade pode resistir a mais essa prova.

Conheci Ronaldo em 2001, quando fiz uma longa reportagem mostrando que ele voltaria – e bem – ao futebol. Em 2002, ele fez oito gols na Copa do Mundo, dois deles na final contra a Alemanha, e calou aqueles que diziam que “amarelava”, que era fenômeno apenas no “marketing”, que não passava de um “finalizador” e “baladeiro”. Mas, mesmo com essa façanha, Ronaldo continuou a ser objeto das mais variadas acusações – muitas delas de cunho pessoal. Nos últimos anos, ficou comum ouvir que se trata de um ex-atleta, de um ex-profissional, de um “gordo” fatigado do futebol e interessado apenas em dinheiro e mulheres. E que, ainda por cima, talvez nem goste tanto assim de mulheres.Ronaldo, porém, tem uma segurança: “Minha história está feita. Tem algumas páginas em branco ainda, mas está feita”. Quem o conhece um pouco garante que ele não sente necessidade de provar nada para ninguém, embora se ressinta do fato de que tudo com ele “ganha uma dimensão absurda”. Nega ser o jogador festeiro e relapso que tentam pintá-lo, lembrando os sacrifícios que passou para voltar das lesões. Mas na maior parte do tempo é um sujeito tranqüilo, ligado à família e aos amigos – e que sempre se despede nas ligações de celular com um “Fica com Deus”. É claro que Ronaldo é, digamos, paquerador e bom garfo. É comum que chegue a um ambiente cercado de mulheres e tome algumas cervejas; de vez em quando fuma também. Ele diz que nada disso é incompatível com a vida de atleta. Mas há um Ronaldo que pouca gente conhece: um Ronaldo que sonha em fazer faculdade, que tem um pai amante dos livros e que toma conta de todos os seus negócios como um presidente de empresa. “Presidente”, por sinal, é como jogadores mais jovens como Robinho o chamam na seleção. Como Robinho, Kaká, Diego, Pato e muitos outros têm Ronaldo como ídolo, como o melhor jogador brasileiro depois de Pelé, melhor ainda que Zico ou Romário.

A nova fase de Ronaldo pode acontecer no Manchester City, time inglês que também contratou Robinho. Outros clubes sondaram o Fenômeno, como o PSV, onde brilhou nos anos de 1994 e 1995, mas o projeto do time menos famoso de Manchester – movido a dinheiro árabe – o atraiu. Sua expectativa é jogar mais dois ou três anos em bom nível e encerrar a carreira. Quando joga e faz gols, Ronaldo diz que “emagrece” aos olhos do público e passa a ocupar a mídia mais por seu desempenho profissional do que por suas trapalhadas pessoais. Sobre a seleção, acha que Dunga não é culpado da má fase e, claro, gostaria de voltar a defendê-la. Na entrevista a seguir, fala sobre sua vida pessoal, a carreira e as polêmicas. E mostra as mágoas, como ao revelar que rompeu com o fisioterapeuta Nilton Petrone, conhecido como Filé, porque este teria cometido fraudes na clínica do jogador (procurado pela Trip por uma semana, Petrone não respondeu aos recados deixados em seu celular).

O abismo entre imagem íntima e imagem pública não angustia Ronaldo, embora ele se queixe da fama, observando, por exemplo, que nunca posou para a revista Caras. “Nunca quis ser celebridade”, diz. “Se sou famoso, é por mérito, por trabalho.” Ele se recusa a dizer seu peso ideal e a dar explicações para as derrotas de 1998 e 2006 ou para a decadência dos “galáticos” do Real Madrid. Prefere lembrar como é recebido nas ruas, como alguém que “fez muito pelo Brasil” e que foi eleito três vezes melhor do mundo. Sem falsa vaidade, conclui: “O que vão lembrar daqui a 50 anos é o que se fez dentro de campo”. Contra a maioria dos prognósticos, essa longa vida está garantida.

Quando deu o estalo “Vou ser jogador de futebol”? Você quis ser outra coisa na vida?
Não, minha paixão sempre foi o futebol. Uma época eu tinha vontade de ir para o exército, mas sempre quis ser jogador, desde pequeno. Todo Natal eu recebia uma bola de futebol. Eu jogava o tempo inteiro.

Na rua?
Na rua, descalço, perdendo unha... Todo mês eu perdia uma unha. Quando não tinha bola de verdade, era com bola de meia.

Já era flamenguista? Seu pai é flamenguista, não?
É. Sou Flamengo desde pequeno também.

Você nasceu em 76. Lembra do Flamengo de Zico, campeão mundial em 81?
Quase nada. Mas lembro muita coisa depois. Meu pai me levava sempre ao Maracanã. Aos 7, 8, 9, 10 anos... Eu ia em quase todos os jogos.

Da Copa de 82 lembra algo?

Lembro porque a gente fazia uma reuniãozinha na rua, na casa do vizinho da frente, que era militar da aeronáutica. Ele trazia coisas, refrigerantes, batata frita, e juntava umas 20, 30 pessoas na frente da TV.

Quando você jogava bola, os amigos diziam “Você tem de ser jogador, você é muito bom”, algo assim?
Eu me destacava. Mas era muito novo, né? Só quando fui jogar futebol de salão no Valqueire Tênis Clube, com 9, 10 anos, é que começaram a falar. Mas no dia da peneira tinha tanta gente – 20, 30 garotos – que eu decidi tentar a vaga de goleiro e consegui.

Goleiro?
É, fiquei um mês como goleiro. Depois mudei para a linha.

Já na frente?
Eu jogava de ala direito.

Mas por que futebol de salão?
Todos os meus amigos jogavam salão. Tinha um mais velho, o Renatinho, que jogou em vários clubes. Então me empolguei. Joguei um ano de salão e comecei a jogar campo simultaneamente. Aí já no São Cristóvão.

Vi um filme seu jogando salão ainda pequeno, fazendo golaços...

Aí já era no Social Ramos. Eu tinha arrebentado no campeonato carioca, e o Social Ramos tinha melhor estrutura, já dava ajuda de custo. Eu fazia muito gol, mesmo na ala. Tinha 14 anos, depois fui para o São Cristóvão. O Flamengo até me procurou nessa época, mas o Cruzeiro que me levou.

É verdade que você não foi para o Flamengo porque não tinha chuteira?
Não. Eu tinha feito peneira no Flamengo, quando jogava no Valqueire ainda, e passei no primeiro teste, no segundo, no terceiro... Quem coordenava os testes era o [ex-goleiro] Cantarelli. Mas aí meus pais disseram: “Filho, todos esses testes, não tá dando não”... Eram duas conduções para ir, duas para voltar. Aí eu pensei: “Vou pro São Cristóvão mesmo”. Era um trem só.

Quanto tempo você ficou nesses clubes?
Fiquei um ano e meio no Social Ramos, três no São Cristóvão. O salão era terças e quintas de noite, o campo era três tardes por semana.

Dos 12 aos 15 anos, é isso? Você lembra dos gols que fez nessa época?
Lembro, claro. Lembro um que eu fiz contra o Flamengo. Foi 1 a 1, lembro direitinho do gol.

Na escola você foi até onde?
Completei o primeiro grau no sufoco, lá em Belo Horizonte, já jogando no Cruzeiro. Eu jogava no júnior, treinava no profissional, e as pessoas começaram a me conhecer já. Eu ia para a escola pública ao lado da Toca da Raposa e os colegas me conheciam.

Sempre achei que você fosse mais ligado à sua mãe, mas você também é bem ligado ao seu pai, não?
Sou, muito. É que eles se separaram quando eu tinha 8, 9 anos. Mas meu pai é que ia sempre aos jogos, a mãe só de vez em quando.

Você também diz que ele gosta de ler muito. Você gosta?
Não como ele. Meu pai é maluco por livros, ele lê o dia inteiro. Gosta do Machado de Assis, por sinal. Conta que eu nasci em Itaguaí, onde se passa a história O alienista.

Por que você nasceu lá?
Porque naquele fim de semana o médico da minha mãe estava de plantão em Itaguaí, então meu pai pegou o carro e a levou até lá.

Como foi chegar ao Cruzeiro? O clube pagou US$ 50.000 pelo passe inteiro?
Não, por metade. A outra metade era do Alexandre [Martins] e do Reinaldo [Pitta].

Eles já eram seus empresários?
Eles que me compraram do São Cristóvão por US$ 7.000.

Você fala bastante com o Martins e o Pitta?
Faz algum tempo que não falo com eles, mas continuo falando, não brigamos nem nada. Eles precisaram deixar de ser meus empresários, mas entenderam isso.

Por causa das acusações (de lavagem e remessa ilegal de dinheiro ao exterior)?
É, mas eles negam tudo. Eu fiquei surpreso, mas acredito neles. Eles são do bem, sempre foram corretos comigo, nunca me roubaram.

Sua estréia no profissional do Cruzeiro foi em 1993?
Isso, numa turnê não me lembro em que país, acho que em Portugal. O treinador era o Carlos Alberto Silva.

Como era ter 16 anos, estar no Cruzeiro, valorizado?
Tudo aconteceu muito rápido, eu não tinha idéia do que estava me esperando. Sempre tive muita confiança em mim. Mas não imaginava a dimensão que seria.

Poucos jogadores usam a esquerda como você. Você não só chuta com ela, mas também conduz e dribla. Não é raro?
É bem raro. Ter a mesma coordenação com uma perna e com a outra. Já com o braço esquerdo eu não consigo fazer nada [risos].

O Zico é sua grande referência, né?
Sim, me inspirei também muito na sua conduta, no seu profissionalismo, na decisão de ir jogar fora. Eu sabia que se seguisse esse exemplo tudo ia dar certo.

O Zico foi “o cara” depois do Pelé?
Eu acho.

No Cruzeiro, no PSV e até no Barcelona você fez quase um gol por jogo. Hoje isso não é mais comum.
O futebol está muito disputado. Os zagueiros estão mais fortes, mais velozes. Eu mesmo fiz uns quatro anos seguidos, depois não fiz mais.

No PSV você tem mais força.
Pô, saí do Brasil com todas as dificuldades. Aí comecei a comer direito, a ganhar dinheiro [risos]. Tinha 17 anos, era idade normal de crescimento.

O Cruzeiro te vendeu por quanto?
Por US$ 6 milhões. Naquela época era muito dinheiro. Hoje mesmo seria, mas naquela época era mais. Hoje mudou bastante.

No futebol holandês você teve um aprendizado tático? Posicionamento, objetividade – o que você aprendeu na Holanda?
Na Europa em geral eles não têm a nossa técnica, a nossa habilidade, então precisam muito desse entrosamento. Eles fazem jogadas ensaiadas mesmo. Sincronismo total. A equipe toda indo para o lado direito, para o lado esquerdo, onde a bola estivesse.

Quem era o melhor colega lá?
O cara que até hoje eu digo que foi o melhor com quem joguei é o [belga] Luc Nilis. Ele me encontrava em qualquer lugar!

Se você tivesse ficado alguns anos no Cruzeiro, teria ficado forte como na Holanda?
Eu acho que não. Eu morava sozinho em Belo Horizonte, comia besteira em casa. Na Holanda treinava muito e tinha um acompanhamento total. Naquele tempo no futebol o treino era o mesmo para todo mundo, hoje melhorou muito. A gente corria 8 km todo mundo junto no mesmo ritmo. Não fazia sentido. Como eu vou correr 8 km no mesmo ritmo de um Cafu?

Você não tem resistência?
Resistência eu tenho. Eu não tenho muito essa capacidade aeróbica, para corrida de grande distância. É uma característica minha.

Romário foi inspiração para ir para a Holanda?
Não, foi a proposta que pintou.

Morar lá era difícil?
Era. Eu mal saía de casa. Tinha namoradinha, mas nem ia para Amsterdã [a 100 km de Eindhoven]. No inverno fazia menos 30 graus.

A Copa de 94 ajudou a projetá-lo?
Não. Fechei o contrato durante a Copa, mas nem joguei na Copa.

Você estava ansioso para entrar? Acha que ia bem se entrasse?
Acho que sim. Mas para mim estava tudo bem, só estar ali... Um dia o Romário disse numa entrevista que queria jogar com três atacantes: ele, o Bebeto e eu. Aí vieram me perguntar e eu fiquei em cima do muro, “Quero jogar, mas tá tudo bem”. No dia seguinte o Romário me deu um esporro: “Vem cá, você quer jogar ou não? Então fala que quer jogar e foda-se” [risos].

O Romário fala que é melhor que você no posicionamento na área. Concorda?
Qualquer comparação assim é complicada. Não fico me comparando.

Seu defeito é o cabeceio?
Eu sempre disse que era defeito, mas não sei se é defeito. É um recurso que usei menos, mas fiz muitos gols de cabeça. Eu não vou bem quando tenho de subir junto com o zagueiro, na disputa, não sei por quê. Sei lá se é medo de bater a cabeça.

Na Holanda você já fez uma primeira operação no joelho?
Foi uma besteira, uma raspagem de um ossinho da canela, que tinha crescido mais que o crescimento natural. Fiquei bom em um mês.

Sempre dizem que crescimentos como o seu foram com “bomba”. É verdade?
Nada. Nem dá para enganar, há exame o tempo todo. O que eu fiz foi comer bem e muito exercício. Os caras falam sem fundamento.

Dizem que os jogadores de hoje são muito festeiros, não treinam etc.
Não é verdade. Se eu não cuidasse do meu corpo, não teria trabalhado tanto para me recuperar das lesões. Não teria força, agilidade.

Você sempre se preocupou em combinar força com arte?
Sempre. A velocidade, por exemplo, você tem ou não tem. Mas a força você pode adquirir. E eu fui adquirindo.

O que tem em Barcelona que Maradona deu show lá, Romário, você, Rivaldo, Ronaldinho...?
É... Barcelona é uma cidade incrível, que inspira. O clube também.

Foi o melhor ano de sua carreira?
Esse e o seguinte, na Inter de Milão.

Compararam você com Pelé, numa montagem fotográfica, e houve a Ronaldomania, chamaram você de Extraterrestre...
Muito legal. Fizeram foto comigo vestido de astronauta.

Comparar com Pelé pesa?
Pesar, não pesa. Mas assusta um pouco. Começando a carreira... Tem que ter pé no chão.

E você teve?
Sempre tive, principalmente com apoio dos meus pais, da família. Falarem para você “calma, precisa treinar mais” etc.

O Ronaldinho sentiu esse peso antes de 2006?
Não sei, mas ele não foi o único culpado, todos fomos. Futebol é coletivo. Lá dentro é todo mundo igual.

É coletivo, mas também individual.
Sim, mas no sentido da confiança, aquele negócio de “mande a bola para ele que ele decide”. Tem aquela história incrível do Michael Jordan, que pegou a bola no último segundo umas 40 vezes e errou umas 25. Mas as vezes que ele acertava marcavam a história. O treinador dele contou num livro. Havia um jogador que era ótimo para cesta de três pontos, mas aí o treinador virou para ele e disse: “Olha, sei que você é um craque nos três pontos, mas se o jogo estiver no fim mande a bola para o Michael Jordan” [risos].

Na época do Barça você virou celebridade. Disseram que você era “fenômeno de marketing”, um produto de marketing. Um dia você disse: “Se sou produto, é porque produzo dentro de campo”. As pessoas parecem pensar que você é famoso porque é famoso...
É, porque decidiram gostar de mim... [risos]. Ou porque eu pago todo mundo... Não por mérito, não por trabalho.

E dizem que a Nike forçou você a jogar na final de 1998.
Absurdo. Falaram até que foi uma troca entre o governo francês e o brasileiro por armamento e sei lá o que mais... [risos].

Você se tornou uma celebridade e...
Mas eu nunca quis ser uma celebridade, nesse sentido de querer tirar foto para Caras, mostrar meu cachorro ou sei lá o que mais. Eu queria ser um bom jogador.

Namorou mulheres bonitas, como Susana Werner, Daniella Cicarelli, Raica Oliveira.
Acontece que eu sou um ser humano, me apaixono, erro, acerto. Como sou famoso, isso tem uma dimensão muito grande.

Teve o episódio do casamento no castelo, anunciado na Globo. Foi um erro?
Foi, mas a gente é cobrado a dar informação. É uma satisfação que tem que dar ao público.

O que afinal aconteceu entre você e a Daniella Cicarelli?
Nada, apenas não deu certo, levávamos vidas diferentes. Mas até hoje a gente se fala.

Sua atual mulher (Bia Antony, psicóloga) está grávida (de Maria Sofia, que nascerá em dezembro) e parece mais discreta, como era a Milene, mãe do Ronald. Como ela lida com o assédio que você sofre?
Ela tem ciúmes, mas sabe que é assim, que não adianta esquentar.

É muito ruim ser fotografado em tudo que é lugar?
Claro que é. A gente se acostuma, mas você não consegue ir ao shopping e passear com tranqüilidade. Se juntam três ou quatro, já vira confusão, fica chato. E hoje todo mundo virou paparazzo, com os celulares.

No Brasil é pior ou melhor?
Em algumas coisas é pior. Em 1999 comprei uma Ferrari e me criticaram, disseram que eu estava ostentando. Confundem muito as coisas. Nos EUA o cara compra uma Ferrari e eles o admiram pela conquista. É que no Brasil as pessoas desconfiam, porque nunca se sabe se o cara roubou o dinheiro ou ganhou trabalhando [risos]. No meu caso, é óbvio que foi por meu trabalho. Não roubei dinheiro público, não cometi crime, não passei por cima de ninguém.

E o episódio com os travestis?
Isso foi uma merda que eu fiz.

Você achou mesmo que fossem mulheres?
Achei. Quando fui ver os caras já tinham esquema com imprensa, com polícia e tudo o mais. Isso não me isenta de culpa, eu é que fui buscar garotas de programa. Me arrependo muito.

Você é baladeiro?
Não sou. Quando venho ao Brasil em geral estou em férias, então as pessoas acham que minha vida é assim. Eu saio pouco, me cuido, não fico em noitadas.

De vez em quando aparece tomando cerveja. E naquelas fotos de Ibiza você está com um cigarro.
Tomar uma cerveja de vez em quando não faz mal. Sou bem moderado. E aquela coisa do cigarro é uma bobagem. Não sou fumante.

Você não se arrependeu de ter saído cedo do Barça?
Não, porque o ano seguinte também foi bom pra caramba. As coisas começaram a acontecer na Itália também. Ou eu encarava aquilo como um desafio enorme, de ir para o campeonato mais difícil do mundo, ou nada.

Mas o problema foi o acordo financeiro com o Barça?
Eles tinham assinado o contrato. Já tínhamos comemorado. Aí do nada o cara voltou atrás e disse que tinha que me vender.

Mas porque viram que iam ganhar uma baita grana vendendo você?
Mais ou menos isso.

Você foi o melhor jogador da Itália naquele ano e o estrangeiro que mais fez gols na primeira temporada. Só faltou o scudetto?
Faltou, claro. Mas é até hoje o campeonato mais difícil.

O Maldini, que o marcou nessa época, disse que o Maradona e você foram os dois caras mais difíceis de marcar em toda a carreira dele, porque você, além da velocidade, escondia a bola. E ele marcou Baggio, Romário... Ele foi o melhor zagueiro que você enfrentou?
Foi, sem dúvida. O De Boer era mais lento. O Aldair jogava muito. Contra a Roma era fogo; ele tinha técnica, posicionamento. O Cannavaro também. E o Thuram.

O scudetto de 2002, perdido na última partida, é o que mais dói? Teve aquele pênalti que você sofreu contra a Juventus e o juiz não deu.
Aquilo foi absurdo, tanto que depois provaram que a Juve teve esquema com a máfia em várias oportunidades. Quem sabe naquela?

Essa é outra crítica que lhe fazem, a de ter ganhado poucos campeonatos nacionais. Não ganhou com Barça nem Inter.
Ganhei com o Madrid. E ganhei três copas com o Barça, a Copa da Uefa com a Inter.

Na final de 1998, o que explica a derrota para a França?
Eles jogaram muito. Correram pra caramba, estavam em casa, tinham um grande time. E fizeram dois gols no começo.

Em 2002 o time não estava mais maduro? O Rivaldo, por exemplo.
Estava. Acho que todos nós estávamos.

E a convulsão?
Rapaz, é que precisam sempre achar um culpado. Então acharam.

Mas o que aconteceu, afinal?
Não sei, não me lembro de nada. É como se nada tivesse acontecido. Se não tem explicação científica para isso, o que vou dizer?

Falaram epilepsia, stress, doença do sono, efeito de remédios...
Falaram um monte de coisa. Mas ninguém comprovou nada.

Você estava nervoso naquele dia?
Não, não estava. Fiquei assustado com o que aconteceu, mas eu me sentia bem. O fato é que eles jogaram melhor.

Em 99 começa a agrura das lesões. Você tinha dor no joelho em 98?
Não. Só dores normais, de pancadas etc. Futebol é isso. Dificilmente um jogador entra em campo sem nada, sem um roxo, uma unha arrebentada...

Mas na época do Barça faltou cuidar melhor do joelho?

Talvez. Hoje os preparadores prestam mais atenção ao estilo de cada jogador, às suas necessidades. E eu mesmo aprendi a ver em mim o que preciso fazer, um alongamento, um reforço.

Houve algum de preparação em algum momento para que você tivesse uma lesão tão séria e rara como a do tendão patelar?
Não, tenho certeza que não. Ela aconteceu, foi uma fatalidade que não poderia ter sido evitada. Não foi porque fiquei forte demais ou porque não me cuidei.

Você acompanhava os caras que diziam que você nunca ia voltar?
Acompanhava. Alguns pediram desculpas públicas, como o [médico] Moisés Cohen.

E havia poucos te apoiando na imprensa.
Mas esse pouco me dava ânimo. O que me ajudava mais que tudo era a companhia do meu filho, Ronald, que ainda era pequeno. O que me chateia é a crítica sem fundamento. É como agora: é lógico que estou acima do meu peso. Fiquei dois meses sem poder sair da cama, seis meses sem me exercitar. Como é que não vou ganhar peso? Mas as pessoas na rua dizem: “Você não tá gordo, vamos lá, você vai se recuperar”. É muito bom.

Alguns dizem também que você é “apenas um bom finalizador”...
Como se finalizar fosse fácil... [risos].

E você se considera apenas um bom finalizador? Não acha que as pessoas esquecem de ver suas qualidades técnicas, não só os gols?
Minha trajetória mostra isso. Primeiro, para fazer gol o cara não tem que estar só ali, para empurrar para dentro. Só vi um que fazia isso, o Hugo Sánchez, que fez 38 gols num ano, mas todos com um toque só. Não saía da área, só completava as jogadas. Outra coisa é que a maneira como eu faço as coisas dá a sensação de que é fácil, de que parece fácil. Hoje tem gente que está com o gol aberto para chutar com a esquerda, mas precisa dominar a bola, ajeitar o corpo para chutar com a direita... Finalizar em velocidade não é fácil. Se você vem correndo e driblando, não tem aquele apoio perfeito. O joelho está dobrado, o corpo desequilibrado.

E você não é muito de firula, de enfeite.
Vou dar um exemplo, porque falar de mim mesmo é complicado. Veja o Kaká, ele é o jogador mais moderno que existe. Ele é rápido, é ágil, é alto, é técnico, faz gol e ainda defende. Ele não é de dar pedalada, mas sem driblar o zagueiro ele é capaz de pôr a bola de lado e chutar para o gol, ou ele ganha na velocidade. Ele sabe lidar com o tempo da bola, é objetivo. O Cristiano Ronaldo também é excelente, melhorou quando começou a ir para o gol, mas eu prefiro o Kaká. Ele é mais decisivo. Não perde tempo fazendo jogada na ponta, driblando três e depois cruzando.

Muitos chamam isso de futebol-arte...
Isso é um mito que tem no Brasil. As pessoas não entendem que esse jogo do Kaká é bonito. Um zagueiro pode jogar bonito. Zagueiro que não deixa o atacante jogar também faz arte. O Pelé era objetivo!

Mas o Kaká não tem o drible curto, de salão; é mais da passada larga.
Ele tem isso também, mas não só. Tem vários outros recursos.

Uma firula não ajuda a tirar moral do adversário?
Não acredito. É tudo tão rápido, tão intenso.

Quando o Felipão deu um telefonema e disse: “Ronaldo, quero você na Copa de 2002”?
O dr. Runco, que para mim é o melhor médico do Brasil, me acompanhou o tempo todo. Aí o Felipão me deu aquela oportunidade contra a Iugoslávia. Fiz um bom fim de temporada na Itália e veio a convocação final.

O Rivaldo foi muito importante naquela Copa.
Foi, e o Ronaldinho também jogou muito, muito. Buscou bola no meio-campo, correu pra caramba. Aquele time era muito bom, tudo foi praticamente perfeito.

Qual foi o maior jogador com quem você jogou? O Zidane?
É difícil... Na posição dele, sem dúvida foi o melhor. Mas teve o Luc Nilis, teve o Romário, que foi bom pra cacete. Rivaldo. Maldini, na posição dele. Pô, o Roberto Carlos.

Quem são seus amigos verdadeiros?
No futebol? O Zidane é um, o Roberto Carlos outro. Dida, Adriano, Figo... Felizmente tenho bons amigos. Fora do futebol, tenho alguns de longa data.

É comum você dizer para os amigos ao telefone “Fica com Deus”. Você é religioso?
Sou, sim. Não sou de ir à missa ou de ficar rezando, mas acredito em Deus, sou católico.

No Real Madrid começou tudo muito bem. Vocês ganharam a Liga e a Intercontinental, você foi artilheiro, foi o terceiro melhor do mundo. Mas no ano seguinte tudo começou a piorar.
Aí eles mudaram o treinador, o Vicente Del Bosque, e alguns jogadores foram vendidos, como o Makelele. Mesmo assim, estávamos na liderança até quase o fim. No último mês, perdemos dois ou três jogos e o mundo caiu.

Quando o Beckham chegou, no ano seguinte (2004-2005), não foi aí que ficou grave?
Não por ele, mas por toda a atenção gerada.

Foi por causa do ambiente, do marketing?
Pode ser. Mas o time era bom.

Quando você tinha acabado de chegar lá, recebeu o troféu de melhor do mundo de 2002 e a torcida gritou “Raúl! Raúl”. Não tinha nacionalismo nesse comportamento?
Claro que tinha.

Em 2005 a torcida começou a pegar no seu pé. Você começou a ter muitas lesões e eles começaram a te chamar de “gordo”, “gordito”.
É que tinha as lesões e sempre você volta fora de ritmo. Talvez tenha voltado antes da hora algumas vezes, pela necessidade do time. Minha massa muscular aumentou, mas eu não estava gordo. O que importa é o percentual de gordura, e eu sempre tive um percentual compatível com o de um atleta. Sempre estive na média, em torno de 10%.

Na Copa de 2006 também?
Eu também estava voltando de lesão, o fisiologista explicou que eu estava na média, mas não adiantou nada.

Por que você não declarou seu peso ou subiu numa balança e acabou com tudo aquilo?
Porque não ia adiantar. O que conta é a massa muscular. A polêmica interessava, ia continuar do mesmo jeito.

O Filé (Nilton Petrone, fisioterapeuta de Ronaldo até 2002) disse que você deveria estar com 100 kg em 2006.
Em 2006 ele nem trabalhava comigo. Eu mandei o Filé embora porque a administração dele na clínica tinha fraudes. Nunca falei nada para não atrapalhar a carreira dele. Mas ele vai falar uma mentira dessas? Hoje a clínica dá lucro, o que nunca deu com ele.

Mas qual seu peso ideal? Os 94 kg que oficialmente estava pesando? Você tem 1,84 m e o site da CBF dizia que pesava 87 kg.
Não tem peso ideal. O ideal é estar abaixo de 12% de gordura. Mas aí as pessoas divulgam o que querem.

De qualquer modo, as pessoas se lembram de seus arranques no Barcelona, na Inter, e depois eles foram diminuindo.
Depois que voltei, em 2002, fiquei mais como centroavante mesmo. Mas dei alguns arranques também, só que nem sempre com gol. No Barcelona os adversários não me conheciam ainda. Eu também queria ser para sempre aquele garoto do Barcelona...

Depois de 2005 ficou comum ouvir que você estaria “cansado do futebol”, que era ex-profissional, ex-atleta. É verdade?
Não. Pode ver que estou voltando de novo. As pessoas falam os absurdos que quiserem.

Na Copa de 2006 o que aconteceu? O time tocava de lado...
Teve muita coisa errada em 2006. Toda vez que a seleção foi bem era porque o time ficava isolado, protegido, só treinando. A gente ficava mais concentrado, mais à vontade. Lá os treinos eram vistos por 10 mil, 15 mil pessoas, com transmissão ao vivo, imprensa.

Mas não dava para os atletas reclamarem?
Pô, não somos nós os responsáveis por isso.

E o time?
Acho que tinha muita gente voltando de lesão também, como eu. Mas não tem um problema principal. Não é igual a um carro que você vê qual o defeito e conserta. Foi um monte de coisinhas.

O Roberto Carlos ajeitando meião...
É lógico que ele não tinha que estar ajeitando meião [risos], mas a culpa não foi dele.

Também culparam as “torres gêmeas”, você e o Adriano na frente.
Mas quando perdemos para a França o Adriano não foi titular.

E a acusação de cada um querer bater recorde?
Qual o problema? Se você bate, é o grupo que sai ganhando. A competição dentro do grupo é saudável, ninguém tinha problema com isso. Se o cara bateu o recorde de presenças na seleção, é porque merece estar ali, ele conquistou aquilo, não é porque o Ricardo Teixeira gosta dele. As pessoas não entendem isso. Não entendem mesmo.

E daqui para a frente, Ronaldo?
Fico mais um tempo aqui no Rio, treinando, até arranjar um emprego [risos].

Mas tem propostas de Manchester City, PSV e outros, segundo a imprensa.
Tem, sim, mas primeiro quero ficar bom e depois decidir para onde vou. Sem pressa.

Volta a jogar antes de 2009?
Volto, sem dúvida. Em dezembro já devo estar jogando. Quero terminar por cima, jogando, fazendo gols.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

To be or not to be

Frase da semana:

O caráter do brasileiro é como uma barra de gelo: uma hora está lá, sólido, na outra já evaporou!...

Será que é assim por causa do calor? Tenho um amigo engenheiro que é ferrenho defensor da teoria de que o Brasil é subdesenvolvido porque aqui não neva (nem queiram saber o desenrolar dessa hipótese! hehe).

Por onde anda???

Este blog pergunta: por onde anda o travesti Valéria?
Jamanta sabe?
Alosa sabeeee!...
(Saudade desse meu amigo! Alosa é MAAARAA!...rsss)

Fui ver o show dela, há uns cinco anos, com um certo jornalista baixo-astral e fiquei abismada: o moço sabia todas as letras do repertório - todas elas compostas antes da Guerra Civil Americana! hehe... Pois é, como diriam 9,9 entre 10 apresentadores de tv, Valéria canta e encanta! (Que trocadilho fan-tás-ti-coooo! :( )

"Desilusão, desilusão!... Danço eu, dança você na dança da solidããão"

"Espelho, espelho meu..."

Em pose "like a virgin"

Quanta tristeza

DANUZA LEÃO


Minha gatinha era silenciosa, discreta, não miava, mas sem ela a casa está deserta, e minha vida também


MINHA JUJUBA MORREU . Vivemos juntas durante três anos e eu nunca imaginei que gostasse tanto dela quanto gostava. Jujuba era uma gatinha branca tão arisca que nunca consegui botá-la no colo para fazer carinhos, como tantas vezes tentei. Ela não dava intimidades, mas gostava de mim. Me seguia pela casa onde eu fosse, deitava do meu lado, bem encostadinha na minha perna, mas não gostava que eu a tocasse. No máximo, eu podia pôr a mão em cima dela, sem mexer um dedo que fosse. Mas na hora em que eu ia dormir, o lugar dela era sempre no travesseiro ao lado do meu.
Jujuba começou a emagrecer, e quando chamei a veterinária, foi feito um exame de sangue e constatada uma doença no fígado. Ela foi internada, e como não comia, começou a ser alimentada por soro. Fui vê-la na clínica e me cortou o coração ver aquela coisinha tão pequena, com uma patinha raspada para colocar o cateter, e me olhando com seus grandes olhos amarelos, como se perguntasse "por que estão fazendo isso comigo?". Foi muito, muito triste vê-la assim. Eu ligava três vezes por dia para ter notícias, mas a resposta era sempre a mesma: o quadro era estável, isto é, nada havia mudado.
Até que um dia a veterinária me disse que, se nos próximos dois dias ela não tivesse uma grande melhora, não haveria mais esperanças. No dia combinado, liguei às 11h da manhã, e ela me disse que minha Jujuba já estava em coma e que era uma questão de horas. Perguntei se ela deixaria a natureza agir e ela disse que sim; ela não estava sofrendo, não era o caso de sacrificá-la.
No primeiro momento senti até um certo alívio; pensar em Jujuba no soro, se alimentando através de uma seringa, era triste demais. Mas esse alivio durou muito pouco: quando pensei que nunca mais ia vê-la nem tê-la deitadinha perto de mim, fiquei com o coração apertado. Estava sozinha em casa, não tinha com quem falar, fiquei tonta, sem saber o que fazer. E resolvi, apesar da minha covardia nessas horas, ir me despedir dela. Não queria, não podia deixá-la morrer sozinha.
Fui para a clínica e telefonei do carro, mas ela havia morrido há 20 minutos. Não tive coragem de vê-la morta. Eu achava que não seria mais capaz de chorar, que já havia chorado todas as lágrimas que tinha, mas que nada. Passei dois dias só lembrando dela passeando pela casa com aquela elegância, andando pelas costas do sofá, deitada em cima dos jornais que eu ainda não havia lido, e sobretudo da hora em que me deitava, com ela no travesseiro ao lado; e estou com uma saudade tão grande que não dá nem para contar. Ela era silenciosa, discreta, não miava, mas sem ela a casa está deserta, e minha vida também.
Nunca pensei que pudesse ficar tão triste com a morte de uma gatinha; nunca havia passado por isso, e nunca mais quero passar. Mas não vou me esquecer dela; do jeito que se encostava na minha perna e fazia dela travesseiro, do jeito que me olhava pedindo que eu lhe desse um petisco -ela adorava atum de lata-, e lamento muito, muito mesmo, por não ter chegado na clínica mais cedo, para estar fazendo um carinho na sua cabecinha, nos seus últimos momentos, ou só botar a mão em cima dela, sem mexer um dedo, como ela deixava. Deve ser triste morrer tão sozinha. E a morte continua sendo incompreensível e inaceitável, mesmo a de uma gatinha.

danuza.leao@uol.com.br

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mulheres do topo da árvore

Atendendo a pedidos, miss Natalie Portman, que além de ser uma atriz de sucesso (já foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro), é formada em Psicologia pela Universidade de Harvard, fala fluentemente cinco idiomas e sabe dançar jazz e ballet. Tal currículo não impediu que o ex de Nat, el señor Gael G. Bernal, a trocasse por uma maçã podre, made in Argentina. Depois disso, só tenho uma coisa a declarar: homens, vão se %@#!... Fazer isso com Natalie?!Fala sério!...

Vou fazer uma média com a mulherada. Segue, abaixo, um desses textinhos by internet cujo objetivo é levantar a moral da ala feminina (quer dizer, de uma parte dela). Dizem que o texto é de Machado de Assis, pero, por supuesto, yo no lo creo.
"Mulheres do topo da árvore" é um conceito meio estranho... Mas, enfim, como canta Rita Cadilac, "é bom para o moral" ("... é bum bum! é bum bum!")!!! haha

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”


***


Por que você está sozinha?

Cerca de 25% das mulheres brasileiras não têm um homem para chamar de seu. ITodas entrevistou o escritor Xico Sá, o cara que mais entende as mulheres, para responder essa quase dolorosa pergunta.


iTodas- Por que muita mulher reclama que é bonita, legal, inteligente mas está sozinha?

Xico Sá: Algumas por acreditarem excessivamente nessa afirmação, o que pode não coincidir com a opinião de muitos homens que a rodeiam. Outras por mero azar estatístico, como confirma o IBGE - é mulher demais pra pouco homem, sô! Para completar, as novas gerações de homens não parecem tão fanáticos assim pelas moças. Até gostam, mas não fazem maiores esforços. Uma pena.


iTodas - O que as mulheres que arrumam namorado basicamente fazem que as solteiras não fazem?

Xico: Não há ciência que explique isso, mas as mais relaxadas, que não demonstram q estão loucas por namorados (ou pelo menos fingem) têm sempre mais chances. Ou seja: as que mentem lindamente melhor têm sempre mais chances de arrumar uma costela.


iTodas - O que os homens procuram realmente nas mulheres?

Xico: Resolver suas carências eternas e edipianas e confortar seus próprios egos ouvindo que são o melhor sexo do oeste. Daí a importância e a beleza da mentira feminina.


iTodas - Você acha que arrumar um marido para as mulheres hoje em dia ainda é muito importante?

Xico: Não, para a maioria não. O que a mulher gosta mesmo é de ser desejada. Não importa o estado civil desse desejo.


iTodas - Os homens estão com medo das mulheres? Por que?

Xico: Morrem de medo. Não seguram mais a onda das mulheres. Temem a língua das mulheres (o que podem falar depois), temem o dia seguinte – acham bobamente que todas querem casar imediatamente-, temem a conversa, temem que a história dê errado, temem que dê super certo e temem principalmente eventuais e futuros chifres. Perdidos no mato sem cachorro.

iTodas- Os homens tem mesmo medo de mulheres independentes? É mais uma competidora.

Xico: Acho que aí foi a origem de todo esse medo de hoje. Uma mulher independente não carece ficar mendigando nada e pode mandá-lo à merda quando não tiver mais saco.


ITodas – Você não acha que nesses últimos anos se falou muito sobre
relacionamento e nunca as coisas estiveram tão degringoladas.


Xico: É uma chiadeira só! E até muitas mulheres desconfiando que os avanços foram uma roubada. Estamos todos boiando nos tempos do amor líquido, rápido e passageiro.


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O mal é achar tudo normal

Eloá, Eloá, Eloá, aquela que aqui não mais está.
Pois é, a menina morreu. Putz, deve ser péssimo morrer nessa idade! Nos meus 15 anos, minha melhor amiga perdeu a mãe, duas semanas depois de ter voltado da Disney. Lembro que ficou todo mundo com medo de perder os pais, depois disso. Não é idade para lidar com a morte, na boa.
A família deve estar mega-arrasada. E isso vai marcar a meninada da escola dela para sempre.
Mas, caramba!, 12 anos não é idade para namorar. E, cá entre nós, um casal que vai e volta 10 vezes tem algum problema sério. Na metade do caminho, já era para os pais dela terem intervindo.
O mal é que tudo hoje em dia é normal. Normalíssimo. As pessoas só se ligam quando o pior acontece. Até que se chegue ao extremo, é tudo normal.
Ontem, estava falando com uma amiga, e ela ficou tentando ponderar sobre o caráter (ou melhor, a ausência disso) de uma terceira pessoa, conhecida nossa. Eu me irritei com a fulana e respondi que uma coisa é alguém ter limitações (todo mundo as tem, né?); outra, é a pessoa ter um instinto ruim, não ter a índole boa (que é o caso dessa pessoa de quem falávamos, que já prejudicou - sem um pingo de remorso - muita gente nessa vida). Ora, até um serial killer tem alguma qualidade! Somos pessoas, ué!, temos vários lados, mas o fato do Hannibal Lecter ser sedutor e inteligente não apaga o fato dele ser um assassino cruel.
O povo tá ficando com o miolo mole, na boa... Você, pessoa de bem que lê isso aqui, vá abrir a boca, numa roda, e dizer que se acha uma boa pessoa, ou deixe que alguém diga isso na frente de outros. Sempre haverá quem vai protestar, nem que seja por pensamento: "Ah, mas o fulano é grosso quando acorda!...". Para as pessoas de bem, sempre haverá quem apresente uma crítica, quem aponte uma falha. Mas vá falar do Fernandinho Beira-Mar ou do ACM. Aposto que vai aparecer alguém pra endeusá-los.

Chegamos a um ponto em que, se você é assaltado, é ótário, deu mole. Que absurdo!...
Olha, eu tô cansada desse culto à bandidagem. Não bato palmas para a malandragem generalizada. Revoltei-me: quero ser a anti-esperta. Eu quero o que é meu, não tô de olho no que é de alguém. Por que sempre aparece um idiota para querer dar um golpe? É fogo, viu!... Tô de saco cheio dessa gente. Muito de saco cheio deles, mesmo!

As pessoas, atualmente, só vêem a parte material. Todo mundo usa todo mundo; ninguém oferece nada de graça. É a era do toma lá, dá cá. A situação desejada, na verdade, é ganhar sem dar nada. É ser o esperto da história. O "toma lá, dá cá" é até uma relação muito boa, nos dias de hoje, porque contempla as duas partes, embora não haja espontaneidade nisso, é quase uma transação comercial. Triste, viu.

Tá tudo errado. Isso, pelo menos, está muito errado! - e tenho dito!

Vivemos uma guerra velada. E um dos males da guerra é justamente, a uma certa altura, as pessoas acharem que não há mais crime na matança promovida. Mas há. Não é porque algo é permitido que é digno.

sábado, 18 de outubro de 2008

Da Rua

Ontem, circulando pela minha banca de revistas preferida no Campo Grande, notei que várias revistas "encolheram". Pois é, o mercado editorial andou "pegando chuva", ou melhor, tentando se proteger da chuva... Eu até que gostei, apesar da estranheza inicial.

Na Bahia - segundo as más línguas - falta homem com "h". Na verdade, na boca da ala masculina, falta também mulher com "h". Porque, pelas ruas de Salvador, é quase impossível ouvir a pronuncia certa da palavra. "Ô mulé!...". Ai, que desgosto que me dá! (risos)

Caraca! Quem agüenta esses carros de som circulando pelas ruas de Salvador, fazendo propaganda dos candidatos?! Ah, já deu, né? Carro de som só é algo tolerável em meio a um evento, em meio a bagunça, e é algo extremamente antipático fora dessas ocasiões.
Que saco!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Roque Santeiro (de saia)

Há cerca de dois meses, passei por uma experiência inédita: fui trabalhar numa campanha a prefeitura, em uma cidade do Recôncavo. Algumas pessoas sabem o nome da cidade e da candidata, mas apesar do público do blog ser bem restrito, estamos na internet, então vou contar como foi essa história sem citar esses nomes, para manter alguma discrição.

Vamos lá!


Vidas Secas


Confesso que, quando Nanda me convidou pro trampo, eu não fiquei muito a fim. Mas eu tava precisando de grana e me inspirei numa amiga minha pra aceitar a empreitada ("O trabalho é chato, mas a grana é boa" - disse ela). Fui lá, conversei com o cara da agência, através da qual entrei na tal campanha, e comecei a viajar para a cidade.
Chegando lá, a primeira coisa que ficou clara para mim é que a política no interior é outra história. Dei uma mãozinha a Companheira Lília numa campanha a deputado federal, há dois anos, e o clima era outro.
No interior (e olha que estamos falando de uma cidade que fica a 1 hora de Salvador), a coisa toma ares de Copa do Mundo. As famílias se envolvem na campanha do seu candidato preferido, pedem voto, enfim, o clima é de festa de casamento sendo organizada numa família numerosa. Claro que esse empenho tem lá as suas segundas intenções. Tá todo mundo ali de coração na sua escolha e, muitas vezes, também de olho em algum cargo na prefeitura.
Isso foi uma coisa que me chocou. Na cidade em questão, só existe uma fonte de renda: a prefeitura. Ou você “está na folha" ou fora dela. Não há comércio. Para comprar qualquer coisa, você precisa ir nas cidades vizinhas. Como disse, numa infeliz observação, o ex-jornalista da campanha, nem banca de revista a cidade tem. Eu precisei ir à papelaria comprar uma caneta e não achei uma. Tive que me contentar com uma lapiseira vendida num botequim. Sério! Parece que só existem 3 mercadinhos. E a cidade só os tem por causa dos "forasteiros" que chegaram por lá e montaram mais dois mercadinhos.
Não há agricultura. No máximo, tira-se algum dinheiro da pesca. Não há nada com que se possa ganhar a vida por lá.
Então, para não dizer que a prefeitura é a única fonte, há quem trabalhe na indústria do petróleo, e esteja, por isso, melhor de situação. É só isso que separa a classe média dos pobres - que são muiiiitooos.
A cidade tem 30 mil habitantes, ou seja, poucos moradores, e uma renda de dezenas de milhões de reais, mas é extremamente pobre. Lembro que num dos meus primeiros dias lá, fui acompanhar um grupo numa visita a um distrito da cidade e fiquei chocada com a miséria. Isso foi revoltante de ver.
Quase paguei um mico daqueles. Numa das casas, as crianças estavam quase nuas, com os pés no chão, e o barraco era tão pequeno, que só tinha uma televisão minúscula, daquelas que a gente leva em acampamento. Ou seja, elas preferiam ficar lá fora, vendo e fazendo nada, do que assistindo tv, que é algo que toda criança gosta. Quando tocou aquela vinheta da "Sessão da Tarde", quase exclamei, indignada: "Cadê a ´Sessão da Tarde´dessas meninas?!". Sorte que eu tive algum tempo de raciocinar e me segurei. Porque bicho da cidade já não é bem visto no interior (as pessoas já pensam que é mais um para tomar o emprego que poderia ser de um nativo), ainda tendo chiliques... hahaha
Deu pra ver, também, o quanto aquelas pessoas ficam nas mãos da "boa vontade" política. Teve uma mulher, mesmo, que até chorou de raiva na nossa frente. Ela contou que ela e o marido trabalharam duro na eleição de um ex-prefeito e que quando o sujeito se elegeu, um vizinho fez a intriga, dizendo que eles eram da oposição, e o casal perdeu os benefícios (o que é bem conveniente ao político, que desocupou uma teta da Prefeitura, claro, para negociá-la com outro). É escravidão. É uma droga ver que esse tipo de coisa ainda acontece... Enfim, naquele dia fui para casa meio deprimida.
Encanta-me a capacidade que as pessoas têm de manter alguma docilidade apesar da exploração. Mas a pobreza é até esteticamente deprimente, além de tudo mais que ela significa. Faz mal pra saúde.


"Eu não acredito nos homens"


Pois é, colhendo depoimentos para o jornal da campanha, vi que o principal argumento da população para votar na candidata era o fato de se tratar de uma mulher. E olha que ela tem um bruta currículo: mestre pela UFBa, ex-professora do CEFET-BA, ex-secretaria de Educação do município e amiga de Lázaro Ramos (risos). Lázaro, na verdade, foi aluno dela. Só não deu seu apoio público à candidatura porque o contrato com a Globo não permite.
A mulherada, em peso, comprou a campanha da candidata. Primeiro, a mãe dela é uma espécie de Dona Canô daquele município. Segundo, ela é muito respeitada, como filha da terra que venceu na capital e como ex-secretária. Por último mas não menos importante, a ala feminina do município tava achando o máximo a possibilidade de que uma delas chegasse ao poder. Houve um comício, em homenagem às mulheres, que foi coisa de doido. Mulheres, com camisas customizadas, no palco, meninas também, todo mundo emocionado... Girl power total!
Há 20 anos elegendo prefeitos descaradamente corruptos, a cidade vem acompanhando o progresso dos vizinhos, cujas prefeituras estão sendo comandadas por mulheres. Digo que a eleição da candidata - ela levou a prefeitura, logo no primeiro turno, com 92% dos votos! - é o que se chama de "Perfect Storm": uma mulher candidata, numa época em que as mulheres estão crescendo nas prefeituras baianas, numa época em que a cidade também anda saturada de tanta corrupção, e ela ainda conseguiu cavar o apoio do atual prefeito (lembrem-se que a folha de pagamento da prefeitura é tudo naquela cidade e, naturalmente, quem tem o apoio do prefeito, tem os nomes da folha a seu favor também), do governador do estado e do presidente da República. Pra ajudar mais, até a campanha do principal adversário foi impugnada.
Fora que, na minha opinião, ela está num momento da vida e da trajetória política em que nem é tão verde mas também ainda não virou uma cínica ou uma pessoa cheia de vícios em seu ramo de atividade. Ela ainda é entusiasmada mas não é novata, entendem? Tem seus 40 e alguns anos, uns 12 anos de vida pública...
Enfim, ela teve todos os fatores a seu favor. Virou uma espécie de messias, de heroína, na cidade. Acreditam que até comparada a Nossa Senhora ela foi? Pois é, num dos vídeos, no último comício da campanha, a mãe da candidata contou que o pai dizia que via a imagem da santa na filha, quando essa era criança. Pode?!!! O pior é que o descompensado do videorrepórter queria fazer uma fusão das duas imagens, pra pôr no vídeo, mas o carinha da edição usou do seu jogo de cintura e conseguiu convencê-lo a não fazer tal bizarrice. Aliás, João e Marcus, "a equipe do vídeo", são duas figuras que vão ficar por muito tempo na minha memória. Ri e não foi pouco com esses dois! hehe... Pena que os descobri já tarde...

Foi tudo lindo, emocionante. Os problemas vão começar agora. No final, falarei sobre isso. Aliás, me arrependi de não ter feito anotações ao longo da campanha. Poxaaa!... Sinto que minha memória vai falhar sobre coisas que seriam interessantes de pôr aqui...


O uhhuuuu da baixariiiaaa


Gente elegante, almas puras, menores de 18 anos, se retirem, porque chegamos à parte baixo-astral dessa minha história (risos)!
Em cidade do interior, todo mundo sabe o que todo mundo faz. A gente pensa que esse tipo de vigilância freia comportamentos, digamos, mais ousados. Certo? Errado. Como bem disse o coordenador de marketing da campanha, aquela cidade é sui generis, e a baixaria, ali, pelo que pude ver, corre solta!
Sou cria da capital, nunca me meti em cidade pequena, mas pelo que via no cursinho, o povo do interior é tudo menos inocente. Cara, na época do Mendel, 80% da sala era de fora de Salvador. As meninas de 17 anos já eram ultra-safadas, você via (apesar da sonsice) que ali o know-how foi adquirido com anos de "batalha", de "pesquisa em campo".
Sui generis porque, além da putaria heterossexual, supercomum no interior, há a sacanagem homossexual. Nunca vi tanto gay e lésbica numa cidade só! O coordenador da campanha, um sujeito debochado com quem conversei muito durante as idas e vindas da cidade, ficou indignado porque, chegando numa festa de um carinha da campanha, só tinha gay e lésbica, ou seja, ninguém pra ele paquerar. hahaha... Ele me contou casos de famílias em que duas gerações seguidas eram homossexuais. Aliás, tivemos, na coligação, uma candidata lésbica, que parecia mesmo um homenzinho.
Pra vocês terem uma idéia, o povo da campanha não arredou o pé dela nem um dia, mas a tradicional caminhada de domingo sofreu uma esvaziada quando houve a Parada Gay de Salvador.
Teve uma noite de comício, mesmo, que foi pura "gaiola das loucas". Ô dia bizarro (mas em que ri de passar mal)!... Conheci uma figura da cidade, "Xuxa". Não se trata de uma loira bonitona, não; Xuxa é um gordinho, de cabelos parecidos com os de Cid Guerreiro, na faixa dos 30 e alguns anos e sem nenhuma noção das coisas! haha
O jingle da campanha, um arrochinha light, virou hit na cidade (mas a música era legalzinha, realmente). Xuxa deu seu toque pessoal ao material. Aprendam, que a "coreografia" é fácil: ponha os dois braços para trás, apoiados, e faça um movimento circular com a cintura, e, em seguida, jogue os cabelos, de modo selvagem, para o lado e - el grand finale! - passe a língua sensualmente pelos lábios. hehehe
Mas o ponto alto da bizarrice foi no dia em que a lésbica que trabalhou na campanha resolveu mostrar seu lado baixo-astral. Estávamos o coordenador da campanha, a moça lésbica, o amigo gay dela e eu no carro, indo pra casa, e ela nos vem com histórias de vibrador. Não vou entrar em detalhes porque o babado foi forte, mas Alosa teria se acabado de rir se estivesse naquele carro. O coordenador olhou pra minha cara, eu olhei pra cara dele, aquele ar de "Quem merece ouvir isso?" no carro... Rai ai...
A ala hetero da campanha também não ficou atrás. Quase que só rodeada de homens, a uma certa altura virei praticamente um dos caras, e eles não me poupavam mais de ouvir suas conversas sobre as paqueras e afins. Gente, saí nauseada dessa campanha. A fidelidade masculina é quase tão real quanto um unicórnio! Ao final de tudo, voltando para Salvador pela última vez, quase pedi para me darem uma carona até um convento; quando cheguei em casa, fui direto me inscrever na comunidade "Antes solteira do que corna". Assim como os eleitores, eu não acredito mais nos homens. O caso é sério. E olha que, neste quesito, tenho uma genética privilegiada: sou filha de goianos, meus genes suportam bem a dor de corno. hehe... Mas, falando sério, eu fiquei chateada. Perdi mais um pouco do restante da minha inocência em relação ao ser humano. :(


"She was the champion, my friends..."


Pois é, apesar das baixarias armadas pela oposição (apelidei o opositor e seu vice de Dick Vigarista & Rabugento), ela venceu, e de forma esmagadora. Uma vez, quase no final da campanha, que foi quando eu realmente me dei conta do que aquilo tudo significava para a história do município, perguntei a candidata a que ela atribuía tamanha empolgação e adesão da população: "É o povo me pedindo desculpas", disse ela. Há alguns anos, ela cometeu a besteira de assinar umas notas, descuidadamente, e entrou numa fria armada pelo então prefeito, que queria se livrar de um pepino com o Tribunal de Contas e a usou como bode expiatório. Por ironia do destino, esse sujeito a apoiou nessa campanha. Ela não ficou muito satisfeita com isso, a princípio, mas pior que estar com ele, por causa da "bendita" folha de pagamento, é estar contra e perder vários votos, de quebra.
Pois é, caso esclarecido, ela foi inocentada. Bem, pelo menos hoje é essa a versão que circula pela cidade, de que ela não teve nada a ver com a fraude armada pelo prefeito daquela época. Eu acredito nisso.
Ela me pareceu ser aquele tipo bem cdf, que se leva a sério, muito trabalhadora. É uma mulher de um pique enorme. Nunca a vi reclamando de cansaço, em nenhum momento da campanha. Ela também bolou ótimas propostas para a cidade. Mas agora é prefeita. Nunca se sabe o que o poder fará com uma pessoa. Tomara que ela resista. Ela e a população também.
As pessoas esperam dela um milagre que não vai vir. Não, ao menos, como elas pensam. Se ela conseguir fazer o grosso do que planejou, já vai mudar pra sempre o modo como aquela cidade faz política. Primeiro, porque ela vai criar um comércio, investir em educação e apostar na criação de cooperativas. A folha de pagamento nunca mais possuirá o poder que hoje tem. A população inevitavelmente ganhará mais autonomia.
Outra coisa: ela vai trabalhar com uma Câmara que é da oposição. A própria oposição vai dar trabalho, fará o máximo para atrapalhar.
E por último, a própria população pode ser um empecilho. Quem tá em folha, tá acostumado a receber sem trabalhar. E será que o povo não vai chiar quando ela colocar todo mundo para se mexer, pra trabalhar, pra estudar, pra se organizar?... Eu espero que dê tudo certo. Foi um processo muito bonito, muito mesmo; vocês não têm noção. As pessoas realmente estiveram envolvidas com a possibilidade de melhorar seu município, acreditaram na possibilidade de mudança e trabalharam duro para que ela fosse eleita.

Que Deus dê juízo a toda essa gente!

No final da história, fiquei contente por ter colaborado, quem sabe?, para o início da mudança positiva de um município que, até então, vinha sendo explorado por políticos da pior espécie.
Olha, tomaraaa!...

O must!

Poxa, eu adoro o Rei (fase antiga, vale ressaltar!)! E adorei, lógico, o cover que Zeca Baleiro fez de uma canção dele. Aliás, quis cantar Robertão no videokê, sábado, mas a platéia me bloqueou. Tsc tsc...
Com vocês, ZB, cantando "Sentado à beira do caminho".
O Rei já fez jus a esse título, um dia... Se bem que, aqui entre nós, sempre suspeitei de que a alma da coisa foi Erasmo Carlos. Reparem como Roberto murchou depois que a parceria foi dissolvida...

Coluna da July

Well, well, well... Hora da futilidade (?!) neste blog.
O dia 11 foi especial para o Edf. Joanes. No sábado, véspera do Dia das Crianças, comemorou-se o niver do nosso amigo mais falante, Gutão. Camila Braga, namorada e promoter, investiu pesado no bufê: churrasco, arroz, salada, farofa e um pavê de sobremesa que ficou... hummmm!... na memória. Aliás, Fernanda, por que todo mundo na sua família tem talento, menos você?! Chato isso, né? hahahaha
Vamos aos cliques desta festança.

Eis um casal tão inusitado quanto entrosado. Comentário indiscreto: Gutão anda investindo pesado na maromba. Olha o muque do rapaz!...


Pois é, amigos da Rede Globo, esse sax de Nelsão não é conversa fiada, não!

A marrrvada Mandica, com Daiane (que tava se achando com esses óculos!) e Bruno, comediando a "prima".

"As Polêmicas": Thaixxx, Daiane e Amanda. Gente, no dia em que for produtora de tv, Thais e Daiane vão ser estrelas da grade: a primeira comandando um debate sobre temas atuais e polêmicos; a segunda, falando de você e com você, mulher e telespectadora. Vá botar pressão, assim, lá na China: "A gente, mulher, é um ser diferente, que tem sentimeeento...". Daiane é um personagem, uma figurinha!...

domingo, 12 de outubro de 2008

Touché!

"Uma mulher precisa ser ´fixa´, de vez em quando, para valorizar o próprio passe"
Nandy Braga, explicando a Cláudio o porquê de estar namorando

"E precisa trair de vez em quando, para manter os outros homens ainda interessados nela"
Cláudio, completando (com uma senhora indireta!) o raciocínio da síndica da Graça


A partir de agora, Claudinho vai ser o Xico Sá do nosso blog. Você, mulher, moderna ou perdida, mande a sua mensagem. Moreno, alto, bonito e sensual. Claudinho é a solução dos seus problemas!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Hino da Menina Má (by Zeca Baleiro)

Para Amanda, que é grande fã do Baleiro (quem não é?) e uma menina má de carteirinha (made in Paraguai, mas xapralá...)!


Você é má

Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nem um olhar
Nunca falou tudo bem
Tem, mas não dá
Sorrir jamais lhe convém
Você é má
Mas há de ter um bem

Você dá nada a ninguém
Vá se danar!
Danada, não perde o trem
Sabe nadar
Mas nada sabe de alguém que sabe amar
Eu quero ser seu bem

Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
E você mata!


("O coração do Homem Bomba - vol. I")

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

"Toda vez que a tristeza me alcança a menina me dá a mão..."

BOLA DE MEIA, BOLA DE GUDE
Milton Nascimento

Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente, o sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra o menino me dá a mão
Ele fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
Não posso aceitar sossegado qualquer maldade ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude, o solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança o menino me dá a mão

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ultra-som

Em homenagem a "vereadora" Leo Kret (PR-BA), este blog vai relembrar um dos momentos mais luminosos – ou melhor, purpurinados – da programação do SBT dos anos 80: as apresentações dos transformistas no “Show de Calouros”. Davam-se, sempre, ao som da mesma canção – essa de Kate Bush, “Wuthering Heights”, que é o título original do filme conhecido no Brasil como “O morro dos ventos uivantes” -, e as coreografias eram pra lá de patéticas, verdadeiros “biscoitos finos” do kitsch.

A coreografia do clip é fantástica! Não sabemos, por exemplo, se Kate realmente está com muito frio ou se viu fantasma! hahaha

Pois é, com vocês o tema que virou ícone de um dos quadros mais populares das noites de domingo... “Elkeee Maravilha, quanto vale o show? Há-haeee...”

Ah, eu tenho que ver esse homem de perto, um dia! Viva Silviôôô!... hehe


Tem gente que me prometeu, há séculos, uma entrevista com Jassa, e até agora, NADA, hein?!... Pegando emprestado, aqui, o bordão de HeRRRbem Gramacho & Luciano, deixe tá!...

Kate Bush -Wuthering Height

Out on the winding, windy moors
We'd roll and fall in green.
You had a temper like my jealousy
Too hot, too greedy.
How could you leave me,
When I needed to possess you?
I hated you. But I loved you, too.

Bad dreams in the night
You told me I was going to lose the fight,
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights.

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window.

Ooh, it gets dark! It gets lonely,
On the other side from you.
I pine a lot. I find the lot
Falls through without you.
I'm coming back, love,
Cruel Heathcliff, my one dream,
My only master.

Too long I roamed in the night.
I'm coming back to his side, to put it right.
I'm coming home to wuthering, wuthering,
Wuthering Heights,

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I'm so cold,
let me in your window.

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I'm so cold,
let me in your window.

Ooh! Let me have it.
Let me grab your soul away.
Ooh! Let me have it.
Let me grab your soul away.
You know it's me--Cathy!

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window
Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window.

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I'm so cold.

Enriquecendo o vocabulário

Essa é boa!
Aprendi um termo novo, essa semana: homem canoa. Def.: Aquele em que a mulher senta em cima e o conduz para onde ela quer.
Alguém conhece algum, hein? hahahaha

Beijo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eres mi religión

"Você me abraça
E a tristeza, vai embora
A dor que existe
Fica da porta prá fora
A gente briga
Mas é coisa que acontece
Logo o coração esquece
Porque a gente se adora..."
(Fábio Jr., "Pareço um menino")


Acima, Alosa, em pose serena. Olha só que fofinha a minha fraude!..."Foi assim como ver o mar...". Se bem que, não vou mentir, essa expressão de Alosa está me lembrando, de leve, a de Sérgio Mallandro. Sendo assim, vou ter que trocar a trilha: "Vem meu amorrr, vem fazer cru cruuuu...". Sorry, Alosa, no Flávio Venturini for you! Relaxe: depois que Caetano gravou Wando, "não existe (mais) pecado do lado debaixo do Equador", realmente. Aliás, Wando deve conhecer Fernanda ou deve ter ouvido falar. Só pode. Listen to the lyrics: "Mooooça, sei que já não és pura. Teu passado é tão forte. Pode até machucaaaar...". Nanda, vou cantar essa no videokê, no seu aniversário. Combinado? Aliás, favor programar algo envolvendo Ô Ingrid também. Se a gente der mole, a supernanny, aí, vai passar a data soprando língua de sogra. Tô de olho em você, viu, Tia Ingrid? E pensando plenamente na sua satisfação nesse dia tão especial, sugiro a Batataria Moema. Eu sei que você é fã do Alessandro Timbó. hehe... :P

Bem, os incomodados que se retirem, mas está na hora d´eu fazer minha oferenda a Alosa.
(Acho que tenho um pouco de Hitchcock. Tenho mania de fazer 'closes' demais das minhas paixões. Tinha um Alosa na Pamps, e um dia, um dos engenheiros chegou pra mim, e disse: "Juliana, pelo amor de Deus, não agüento mais ver o Fulano no jornal!". Juro que nem tinha percebido. Detalhe: continuei colocando-o no jornal, sem perceber. Sorry, é mais forte que eu! hahaha)

Alosa está no A Tarde. Sinto-me traída. Cleidiana, "até tu, bruta?"!!! Próxima vez que ela vier me fazer denúncias de Alosa, vou ser curta e grossa: Ajudou? Agora segure o seu pepino, negona!!!

Até hoje espero pelas fotos do aniversário de Alosa. Dei a volta neste trio chamado Salvador, e puxei pelo colarinho Ô Ingrid ("Ah, se você fosse sincera... Ôôôô! Ô Ingrid! Olha só que bom que era... Ôôôô!Ô Ingrid!...") até o Pelourinho. A Fraude nem sequer se indignou a me mandar os cliques dourados (Copyright by July) do nosso último encontro. Que deveria ter sido o penúltimo. Outro dia, fui até o Centro especialmente para ver Alosa e dar "aqueeeele abraço", e ele me deu o perdido, como diz minha prima de Sampa. No satisfaction for me.
MADA. Digamos que, pra esse aí, sou La Incondicional. Sempre. E olha a responsa: nem religião, nem time de futebol, nem fã-clube e muito menos partido político conseguiram esse feito. Só Alosa! Blinded by the light! :)
E por falar nisso, A Mulher Que Ama estava lá. Karine, sempre a postos.
Jamie, a eterna melhor amiga, também. Lembro dela da época em que Alosa e eu fizemos o curso da Real & Dados. Eis aí outra que idolatra a segunda pessoa depois de Léo kret em Pernambués. Caí na besteira de lhe perguntar como era Alosa nos tempos do colégio. Me arrependi: "Ah, ele era superinteligente, interessado, supercriativo, participativo...". Tá, tá, tá... Chega, menina! Aff!... Mas por causa dela, relembramos um certo vídeo de Alosa Delon, que daria muito pano para manga dentro do Movimento Negro. É um vídeo em que Alosa aparece sem qualquer sobra das cascas, como veio ao mundo, no papel do estuprador (negão) de Jamie (a mulher branca). Olha você aí, Alosa, reproduzindo os clichês que reforçam o preconceito!!!... Cara-de-pau!!! Quis aparecer peladão no vídeo do colégio por que, hein? haha... Mas eu já fiz pior: meu grupo de Biologia, no 2º ano, resolveu pegar um amigo de Batman, para fingir que havíamos falado com um garoto de programa. Só que o professor era gay, e ficou interessado no bofe. Deu o maior trabalho pra despistar a criatura!... Ma andiamo via... Alosa vai pisar o pé no exterior. E talvez, também, na capital federal. Eu, coincidentemente, estou com o cardiologista marcado. Ainda bem. "Me sobra mucho, pero mucho, corazón". Gracias a Dios! "jejeje"

domingo, 5 de outubro de 2008

Mais uma da Facom

Ah! A Facom está invadindo com toda a força a indústria do audiovisual do Sudeste... Primeiro, Wagner Moura é o destaque do "Roda Viva" da última segunda-feira. Na esteira, ficamos sabendo que Jean Wyllys virou diretor de videoclipe e de dvd. Agora, temos dois faconianos colocando um pouco de "dendê" na bizarra produção do Multishow, "As Pegadoras". Como hoje é dia de eleição e a sacanagem está no ar, de qualquer jeito, eis o link do vídeo erótico dos faconianos:

http://globosat.globo.com/multishow/tv/hotsite/aspegadoras/videos.asp?vid=220&eid

Pois é, inspirem-se (e mantenham o resultado disso, por favor, longe das câmeras)! hehe... (Inspirem-se todos vocês, menos Fernanda. Ouviiiiu, Fernanda? Passe reto deste post!...)


PS: Gente, ela tá igualzinha a Xuxa em "Amor, estranho amor", né?
Claudinho não gostou da música; eu não gostei foi do brinco dele.
Ponto para o roçar de pés...


sábado, 4 de outubro de 2008

Da série "A gente 'adouuura'"...


Calma, não se trata de nenhum DVD com os melhores momentos do ex-BBB. Longe da tevê desde que fez uma participação em Duas Caras, novela de Aguinaldo Silva na Globo, o jornalista é roteirista e diretor do DVD Três Meninas do Brasil, da gravadora Biscoito Fino.

O DVD é o registro do show feito pelas cantoras Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Teresa Cristina, na noite de 24 de agosto, no Teatro Municipal de Niterói (RJ).

Em conversa com OFuxico, Jean Wyllys, que roteirizou e dirigiu o DVD Três Meninas do Brasil, explica sua participação:

“O roteiro e todo o conceito artístico do DVD são meus. Aceitei, porque foi um convite da Rita Ribeiro”, diz ele.

O envolvimento de Jean Wyllys com a música vai além do DVD.

“Acabo de dirigir o videoclipe de Aceito Seu Coração, novo trabalho de Rita Ribeiro. A canção já foi gravada por Roberto Carlos, em 1969. Foi ela quem me convidou, e eu aceitei o desafio”, conta o ex-BBB.

Quem quiser conferir o talento de Jean Wyllys na direção de clipes, pode acessar o link http://musica.uol.com.br/ultnot/multi/2008/06/27/040266D0896307.jhtm

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ah, isso eu já sabia!...

DELSON SILVA/ AG. NEWS

''Ele é um príncipe. Educado, gentil, não se deslumbrou com a fama, trata todo mundo igual. Eu amo este homem, meu grande amigo''
CHRISTIANE ALVES
,
atriz, sobre Reynaldo Gianecchini. Ela tem sido vista freqüentemente com o ator

Fonte: Istoé Gente