Eloá, Eloá, Eloá, aquela que aqui não mais está.
Pois é, a menina morreu. Putz, deve ser péssimo morrer nessa idade! Nos meus 15 anos, minha melhor amiga perdeu a mãe, duas semanas depois de ter voltado da Disney. Lembro que ficou todo mundo com medo de perder os pais, depois disso. Não é idade para lidar com a morte, na boa.
A família deve estar mega-arrasada. E isso vai marcar a meninada da escola dela para sempre.
Mas, caramba!, 12 anos não é idade para namorar. E, cá entre nós, um casal que vai e volta 10 vezes tem algum problema sério. Na metade do caminho, já era para os pais dela terem intervindo.
O mal é que tudo hoje em dia é normal. Normalíssimo. As pessoas só se ligam quando o pior acontece. Até que se chegue ao extremo, é tudo normal.
Ontem, estava falando com uma amiga, e ela ficou tentando ponderar sobre o caráter (ou melhor, a ausência disso) de uma terceira pessoa, conhecida nossa. Eu me irritei com a fulana e respondi que uma coisa é alguém ter limitações (todo mundo as tem, né?); outra, é a pessoa ter um instinto ruim, não ter a índole boa (que é o caso dessa pessoa de quem falávamos, que já prejudicou - sem um pingo de remorso - muita gente nessa vida). Ora, até um serial killer tem alguma qualidade! Somos pessoas, ué!, temos vários lados, mas o fato do Hannibal Lecter ser sedutor e inteligente não apaga o fato dele ser um assassino cruel.
O povo tá ficando com o miolo mole, na boa... Você, pessoa de bem que lê isso aqui, vá abrir a boca, numa roda, e dizer que se acha uma boa pessoa, ou deixe que alguém diga isso na frente de outros. Sempre haverá quem vai protestar, nem que seja por pensamento: "Ah, mas o fulano é grosso quando acorda!...". Para as pessoas de bem, sempre haverá quem apresente uma crítica, quem aponte uma falha. Mas vá falar do Fernandinho Beira-Mar ou do ACM. Aposto que vai aparecer alguém pra endeusá-los.
Chegamos a um ponto em que, se você é assaltado, é ótário, deu mole. Que absurdo!...
Olha, eu tô cansada desse culto à bandidagem. Não bato palmas para a malandragem generalizada. Revoltei-me: quero ser a anti-esperta. Eu quero o que é meu, não tô de olho no que é de alguém. Por que sempre aparece um idiota para querer dar um golpe? É fogo, viu!... Tô de saco cheio dessa gente. Muito de saco cheio deles, mesmo!
As pessoas, atualmente, só vêem a parte material. Todo mundo usa todo mundo; ninguém oferece nada de graça. É a era do toma lá, dá cá. A situação desejada, na verdade, é ganhar sem dar nada. É ser o esperto da história. O "toma lá, dá cá" é até uma relação muito boa, nos dias de hoje, porque contempla as duas partes, embora não haja espontaneidade nisso, é quase uma transação comercial. Triste, viu.
Tá tudo errado. Isso, pelo menos, está muito errado! - e tenho dito!
Vivemos uma guerra velada. E um dos males da guerra é justamente, a uma certa altura, as pessoas acharem que não há mais crime na matança promovida. Mas há. Não é porque algo é permitido que é digno.
Pois é, a menina morreu. Putz, deve ser péssimo morrer nessa idade! Nos meus 15 anos, minha melhor amiga perdeu a mãe, duas semanas depois de ter voltado da Disney. Lembro que ficou todo mundo com medo de perder os pais, depois disso. Não é idade para lidar com a morte, na boa.
A família deve estar mega-arrasada. E isso vai marcar a meninada da escola dela para sempre.
Mas, caramba!, 12 anos não é idade para namorar. E, cá entre nós, um casal que vai e volta 10 vezes tem algum problema sério. Na metade do caminho, já era para os pais dela terem intervindo.
O mal é que tudo hoje em dia é normal. Normalíssimo. As pessoas só se ligam quando o pior acontece. Até que se chegue ao extremo, é tudo normal.
Ontem, estava falando com uma amiga, e ela ficou tentando ponderar sobre o caráter (ou melhor, a ausência disso) de uma terceira pessoa, conhecida nossa. Eu me irritei com a fulana e respondi que uma coisa é alguém ter limitações (todo mundo as tem, né?); outra, é a pessoa ter um instinto ruim, não ter a índole boa (que é o caso dessa pessoa de quem falávamos, que já prejudicou - sem um pingo de remorso - muita gente nessa vida). Ora, até um serial killer tem alguma qualidade! Somos pessoas, ué!, temos vários lados, mas o fato do Hannibal Lecter ser sedutor e inteligente não apaga o fato dele ser um assassino cruel.
O povo tá ficando com o miolo mole, na boa... Você, pessoa de bem que lê isso aqui, vá abrir a boca, numa roda, e dizer que se acha uma boa pessoa, ou deixe que alguém diga isso na frente de outros. Sempre haverá quem vai protestar, nem que seja por pensamento: "Ah, mas o fulano é grosso quando acorda!...". Para as pessoas de bem, sempre haverá quem apresente uma crítica, quem aponte uma falha. Mas vá falar do Fernandinho Beira-Mar ou do ACM. Aposto que vai aparecer alguém pra endeusá-los.
Chegamos a um ponto em que, se você é assaltado, é ótário, deu mole. Que absurdo!...
Olha, eu tô cansada desse culto à bandidagem. Não bato palmas para a malandragem generalizada. Revoltei-me: quero ser a anti-esperta. Eu quero o que é meu, não tô de olho no que é de alguém. Por que sempre aparece um idiota para querer dar um golpe? É fogo, viu!... Tô de saco cheio dessa gente. Muito de saco cheio deles, mesmo!
As pessoas, atualmente, só vêem a parte material. Todo mundo usa todo mundo; ninguém oferece nada de graça. É a era do toma lá, dá cá. A situação desejada, na verdade, é ganhar sem dar nada. É ser o esperto da história. O "toma lá, dá cá" é até uma relação muito boa, nos dias de hoje, porque contempla as duas partes, embora não haja espontaneidade nisso, é quase uma transação comercial. Triste, viu.
Tá tudo errado. Isso, pelo menos, está muito errado! - e tenho dito!
Vivemos uma guerra velada. E um dos males da guerra é justamente, a uma certa altura, as pessoas acharem que não há mais crime na matança promovida. Mas há. Não é porque algo é permitido que é digno.
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