quinta-feira, 23 de outubro de 2008

To be or not to be

Frase da semana:

O caráter do brasileiro é como uma barra de gelo: uma hora está lá, sólido, na outra já evaporou!...

Será que é assim por causa do calor? Tenho um amigo engenheiro que é ferrenho defensor da teoria de que o Brasil é subdesenvolvido porque aqui não neva (nem queiram saber o desenrolar dessa hipótese! hehe).

Por onde anda???

Este blog pergunta: por onde anda o travesti Valéria?
Jamanta sabe?
Alosa sabeeee!...
(Saudade desse meu amigo! Alosa é MAAARAA!...rsss)

Fui ver o show dela, há uns cinco anos, com um certo jornalista baixo-astral e fiquei abismada: o moço sabia todas as letras do repertório - todas elas compostas antes da Guerra Civil Americana! hehe... Pois é, como diriam 9,9 entre 10 apresentadores de tv, Valéria canta e encanta! (Que trocadilho fan-tás-ti-coooo! :( )

"Desilusão, desilusão!... Danço eu, dança você na dança da solidããão"

"Espelho, espelho meu..."

Em pose "like a virgin"

Quanta tristeza

DANUZA LEÃO


Minha gatinha era silenciosa, discreta, não miava, mas sem ela a casa está deserta, e minha vida também


MINHA JUJUBA MORREU . Vivemos juntas durante três anos e eu nunca imaginei que gostasse tanto dela quanto gostava. Jujuba era uma gatinha branca tão arisca que nunca consegui botá-la no colo para fazer carinhos, como tantas vezes tentei. Ela não dava intimidades, mas gostava de mim. Me seguia pela casa onde eu fosse, deitava do meu lado, bem encostadinha na minha perna, mas não gostava que eu a tocasse. No máximo, eu podia pôr a mão em cima dela, sem mexer um dedo que fosse. Mas na hora em que eu ia dormir, o lugar dela era sempre no travesseiro ao lado do meu.
Jujuba começou a emagrecer, e quando chamei a veterinária, foi feito um exame de sangue e constatada uma doença no fígado. Ela foi internada, e como não comia, começou a ser alimentada por soro. Fui vê-la na clínica e me cortou o coração ver aquela coisinha tão pequena, com uma patinha raspada para colocar o cateter, e me olhando com seus grandes olhos amarelos, como se perguntasse "por que estão fazendo isso comigo?". Foi muito, muito triste vê-la assim. Eu ligava três vezes por dia para ter notícias, mas a resposta era sempre a mesma: o quadro era estável, isto é, nada havia mudado.
Até que um dia a veterinária me disse que, se nos próximos dois dias ela não tivesse uma grande melhora, não haveria mais esperanças. No dia combinado, liguei às 11h da manhã, e ela me disse que minha Jujuba já estava em coma e que era uma questão de horas. Perguntei se ela deixaria a natureza agir e ela disse que sim; ela não estava sofrendo, não era o caso de sacrificá-la.
No primeiro momento senti até um certo alívio; pensar em Jujuba no soro, se alimentando através de uma seringa, era triste demais. Mas esse alivio durou muito pouco: quando pensei que nunca mais ia vê-la nem tê-la deitadinha perto de mim, fiquei com o coração apertado. Estava sozinha em casa, não tinha com quem falar, fiquei tonta, sem saber o que fazer. E resolvi, apesar da minha covardia nessas horas, ir me despedir dela. Não queria, não podia deixá-la morrer sozinha.
Fui para a clínica e telefonei do carro, mas ela havia morrido há 20 minutos. Não tive coragem de vê-la morta. Eu achava que não seria mais capaz de chorar, que já havia chorado todas as lágrimas que tinha, mas que nada. Passei dois dias só lembrando dela passeando pela casa com aquela elegância, andando pelas costas do sofá, deitada em cima dos jornais que eu ainda não havia lido, e sobretudo da hora em que me deitava, com ela no travesseiro ao lado; e estou com uma saudade tão grande que não dá nem para contar. Ela era silenciosa, discreta, não miava, mas sem ela a casa está deserta, e minha vida também.
Nunca pensei que pudesse ficar tão triste com a morte de uma gatinha; nunca havia passado por isso, e nunca mais quero passar. Mas não vou me esquecer dela; do jeito que se encostava na minha perna e fazia dela travesseiro, do jeito que me olhava pedindo que eu lhe desse um petisco -ela adorava atum de lata-, e lamento muito, muito mesmo, por não ter chegado na clínica mais cedo, para estar fazendo um carinho na sua cabecinha, nos seus últimos momentos, ou só botar a mão em cima dela, sem mexer um dedo, como ela deixava. Deve ser triste morrer tão sozinha. E a morte continua sendo incompreensível e inaceitável, mesmo a de uma gatinha.

danuza.leao@uol.com.br

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mulheres do topo da árvore

Atendendo a pedidos, miss Natalie Portman, que além de ser uma atriz de sucesso (já foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro), é formada em Psicologia pela Universidade de Harvard, fala fluentemente cinco idiomas e sabe dançar jazz e ballet. Tal currículo não impediu que o ex de Nat, el señor Gael G. Bernal, a trocasse por uma maçã podre, made in Argentina. Depois disso, só tenho uma coisa a declarar: homens, vão se %@#!... Fazer isso com Natalie?!Fala sério!...

Vou fazer uma média com a mulherada. Segue, abaixo, um desses textinhos by internet cujo objetivo é levantar a moral da ala feminina (quer dizer, de uma parte dela). Dizem que o texto é de Machado de Assis, pero, por supuesto, yo no lo creo.
"Mulheres do topo da árvore" é um conceito meio estranho... Mas, enfim, como canta Rita Cadilac, "é bom para o moral" ("... é bum bum! é bum bum!")!!! haha

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”


***


Por que você está sozinha?

Cerca de 25% das mulheres brasileiras não têm um homem para chamar de seu. ITodas entrevistou o escritor Xico Sá, o cara que mais entende as mulheres, para responder essa quase dolorosa pergunta.


iTodas- Por que muita mulher reclama que é bonita, legal, inteligente mas está sozinha?

Xico Sá: Algumas por acreditarem excessivamente nessa afirmação, o que pode não coincidir com a opinião de muitos homens que a rodeiam. Outras por mero azar estatístico, como confirma o IBGE - é mulher demais pra pouco homem, sô! Para completar, as novas gerações de homens não parecem tão fanáticos assim pelas moças. Até gostam, mas não fazem maiores esforços. Uma pena.


iTodas - O que as mulheres que arrumam namorado basicamente fazem que as solteiras não fazem?

Xico: Não há ciência que explique isso, mas as mais relaxadas, que não demonstram q estão loucas por namorados (ou pelo menos fingem) têm sempre mais chances. Ou seja: as que mentem lindamente melhor têm sempre mais chances de arrumar uma costela.


iTodas - O que os homens procuram realmente nas mulheres?

Xico: Resolver suas carências eternas e edipianas e confortar seus próprios egos ouvindo que são o melhor sexo do oeste. Daí a importância e a beleza da mentira feminina.


iTodas - Você acha que arrumar um marido para as mulheres hoje em dia ainda é muito importante?

Xico: Não, para a maioria não. O que a mulher gosta mesmo é de ser desejada. Não importa o estado civil desse desejo.


iTodas - Os homens estão com medo das mulheres? Por que?

Xico: Morrem de medo. Não seguram mais a onda das mulheres. Temem a língua das mulheres (o que podem falar depois), temem o dia seguinte – acham bobamente que todas querem casar imediatamente-, temem a conversa, temem que a história dê errado, temem que dê super certo e temem principalmente eventuais e futuros chifres. Perdidos no mato sem cachorro.

iTodas- Os homens tem mesmo medo de mulheres independentes? É mais uma competidora.

Xico: Acho que aí foi a origem de todo esse medo de hoje. Uma mulher independente não carece ficar mendigando nada e pode mandá-lo à merda quando não tiver mais saco.


ITodas – Você não acha que nesses últimos anos se falou muito sobre
relacionamento e nunca as coisas estiveram tão degringoladas.


Xico: É uma chiadeira só! E até muitas mulheres desconfiando que os avanços foram uma roubada. Estamos todos boiando nos tempos do amor líquido, rápido e passageiro.


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O mal é achar tudo normal

Eloá, Eloá, Eloá, aquela que aqui não mais está.
Pois é, a menina morreu. Putz, deve ser péssimo morrer nessa idade! Nos meus 15 anos, minha melhor amiga perdeu a mãe, duas semanas depois de ter voltado da Disney. Lembro que ficou todo mundo com medo de perder os pais, depois disso. Não é idade para lidar com a morte, na boa.
A família deve estar mega-arrasada. E isso vai marcar a meninada da escola dela para sempre.
Mas, caramba!, 12 anos não é idade para namorar. E, cá entre nós, um casal que vai e volta 10 vezes tem algum problema sério. Na metade do caminho, já era para os pais dela terem intervindo.
O mal é que tudo hoje em dia é normal. Normalíssimo. As pessoas só se ligam quando o pior acontece. Até que se chegue ao extremo, é tudo normal.
Ontem, estava falando com uma amiga, e ela ficou tentando ponderar sobre o caráter (ou melhor, a ausência disso) de uma terceira pessoa, conhecida nossa. Eu me irritei com a fulana e respondi que uma coisa é alguém ter limitações (todo mundo as tem, né?); outra, é a pessoa ter um instinto ruim, não ter a índole boa (que é o caso dessa pessoa de quem falávamos, que já prejudicou - sem um pingo de remorso - muita gente nessa vida). Ora, até um serial killer tem alguma qualidade! Somos pessoas, ué!, temos vários lados, mas o fato do Hannibal Lecter ser sedutor e inteligente não apaga o fato dele ser um assassino cruel.
O povo tá ficando com o miolo mole, na boa... Você, pessoa de bem que lê isso aqui, vá abrir a boca, numa roda, e dizer que se acha uma boa pessoa, ou deixe que alguém diga isso na frente de outros. Sempre haverá quem vai protestar, nem que seja por pensamento: "Ah, mas o fulano é grosso quando acorda!...". Para as pessoas de bem, sempre haverá quem apresente uma crítica, quem aponte uma falha. Mas vá falar do Fernandinho Beira-Mar ou do ACM. Aposto que vai aparecer alguém pra endeusá-los.

Chegamos a um ponto em que, se você é assaltado, é ótário, deu mole. Que absurdo!...
Olha, eu tô cansada desse culto à bandidagem. Não bato palmas para a malandragem generalizada. Revoltei-me: quero ser a anti-esperta. Eu quero o que é meu, não tô de olho no que é de alguém. Por que sempre aparece um idiota para querer dar um golpe? É fogo, viu!... Tô de saco cheio dessa gente. Muito de saco cheio deles, mesmo!

As pessoas, atualmente, só vêem a parte material. Todo mundo usa todo mundo; ninguém oferece nada de graça. É a era do toma lá, dá cá. A situação desejada, na verdade, é ganhar sem dar nada. É ser o esperto da história. O "toma lá, dá cá" é até uma relação muito boa, nos dias de hoje, porque contempla as duas partes, embora não haja espontaneidade nisso, é quase uma transação comercial. Triste, viu.

Tá tudo errado. Isso, pelo menos, está muito errado! - e tenho dito!

Vivemos uma guerra velada. E um dos males da guerra é justamente, a uma certa altura, as pessoas acharem que não há mais crime na matança promovida. Mas há. Não é porque algo é permitido que é digno.

sábado, 18 de outubro de 2008

Da Rua

Ontem, circulando pela minha banca de revistas preferida no Campo Grande, notei que várias revistas "encolheram". Pois é, o mercado editorial andou "pegando chuva", ou melhor, tentando se proteger da chuva... Eu até que gostei, apesar da estranheza inicial.

Na Bahia - segundo as más línguas - falta homem com "h". Na verdade, na boca da ala masculina, falta também mulher com "h". Porque, pelas ruas de Salvador, é quase impossível ouvir a pronuncia certa da palavra. "Ô mulé!...". Ai, que desgosto que me dá! (risos)

Caraca! Quem agüenta esses carros de som circulando pelas ruas de Salvador, fazendo propaganda dos candidatos?! Ah, já deu, né? Carro de som só é algo tolerável em meio a um evento, em meio a bagunça, e é algo extremamente antipático fora dessas ocasiões.
Que saco!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Roque Santeiro (de saia)

Há cerca de dois meses, passei por uma experiência inédita: fui trabalhar numa campanha a prefeitura, em uma cidade do Recôncavo. Algumas pessoas sabem o nome da cidade e da candidata, mas apesar do público do blog ser bem restrito, estamos na internet, então vou contar como foi essa história sem citar esses nomes, para manter alguma discrição.

Vamos lá!


Vidas Secas


Confesso que, quando Nanda me convidou pro trampo, eu não fiquei muito a fim. Mas eu tava precisando de grana e me inspirei numa amiga minha pra aceitar a empreitada ("O trabalho é chato, mas a grana é boa" - disse ela). Fui lá, conversei com o cara da agência, através da qual entrei na tal campanha, e comecei a viajar para a cidade.
Chegando lá, a primeira coisa que ficou clara para mim é que a política no interior é outra história. Dei uma mãozinha a Companheira Lília numa campanha a deputado federal, há dois anos, e o clima era outro.
No interior (e olha que estamos falando de uma cidade que fica a 1 hora de Salvador), a coisa toma ares de Copa do Mundo. As famílias se envolvem na campanha do seu candidato preferido, pedem voto, enfim, o clima é de festa de casamento sendo organizada numa família numerosa. Claro que esse empenho tem lá as suas segundas intenções. Tá todo mundo ali de coração na sua escolha e, muitas vezes, também de olho em algum cargo na prefeitura.
Isso foi uma coisa que me chocou. Na cidade em questão, só existe uma fonte de renda: a prefeitura. Ou você “está na folha" ou fora dela. Não há comércio. Para comprar qualquer coisa, você precisa ir nas cidades vizinhas. Como disse, numa infeliz observação, o ex-jornalista da campanha, nem banca de revista a cidade tem. Eu precisei ir à papelaria comprar uma caneta e não achei uma. Tive que me contentar com uma lapiseira vendida num botequim. Sério! Parece que só existem 3 mercadinhos. E a cidade só os tem por causa dos "forasteiros" que chegaram por lá e montaram mais dois mercadinhos.
Não há agricultura. No máximo, tira-se algum dinheiro da pesca. Não há nada com que se possa ganhar a vida por lá.
Então, para não dizer que a prefeitura é a única fonte, há quem trabalhe na indústria do petróleo, e esteja, por isso, melhor de situação. É só isso que separa a classe média dos pobres - que são muiiiitooos.
A cidade tem 30 mil habitantes, ou seja, poucos moradores, e uma renda de dezenas de milhões de reais, mas é extremamente pobre. Lembro que num dos meus primeiros dias lá, fui acompanhar um grupo numa visita a um distrito da cidade e fiquei chocada com a miséria. Isso foi revoltante de ver.
Quase paguei um mico daqueles. Numa das casas, as crianças estavam quase nuas, com os pés no chão, e o barraco era tão pequeno, que só tinha uma televisão minúscula, daquelas que a gente leva em acampamento. Ou seja, elas preferiam ficar lá fora, vendo e fazendo nada, do que assistindo tv, que é algo que toda criança gosta. Quando tocou aquela vinheta da "Sessão da Tarde", quase exclamei, indignada: "Cadê a ´Sessão da Tarde´dessas meninas?!". Sorte que eu tive algum tempo de raciocinar e me segurei. Porque bicho da cidade já não é bem visto no interior (as pessoas já pensam que é mais um para tomar o emprego que poderia ser de um nativo), ainda tendo chiliques... hahaha
Deu pra ver, também, o quanto aquelas pessoas ficam nas mãos da "boa vontade" política. Teve uma mulher, mesmo, que até chorou de raiva na nossa frente. Ela contou que ela e o marido trabalharam duro na eleição de um ex-prefeito e que quando o sujeito se elegeu, um vizinho fez a intriga, dizendo que eles eram da oposição, e o casal perdeu os benefícios (o que é bem conveniente ao político, que desocupou uma teta da Prefeitura, claro, para negociá-la com outro). É escravidão. É uma droga ver que esse tipo de coisa ainda acontece... Enfim, naquele dia fui para casa meio deprimida.
Encanta-me a capacidade que as pessoas têm de manter alguma docilidade apesar da exploração. Mas a pobreza é até esteticamente deprimente, além de tudo mais que ela significa. Faz mal pra saúde.


"Eu não acredito nos homens"


Pois é, colhendo depoimentos para o jornal da campanha, vi que o principal argumento da população para votar na candidata era o fato de se tratar de uma mulher. E olha que ela tem um bruta currículo: mestre pela UFBa, ex-professora do CEFET-BA, ex-secretaria de Educação do município e amiga de Lázaro Ramos (risos). Lázaro, na verdade, foi aluno dela. Só não deu seu apoio público à candidatura porque o contrato com a Globo não permite.
A mulherada, em peso, comprou a campanha da candidata. Primeiro, a mãe dela é uma espécie de Dona Canô daquele município. Segundo, ela é muito respeitada, como filha da terra que venceu na capital e como ex-secretária. Por último mas não menos importante, a ala feminina do município tava achando o máximo a possibilidade de que uma delas chegasse ao poder. Houve um comício, em homenagem às mulheres, que foi coisa de doido. Mulheres, com camisas customizadas, no palco, meninas também, todo mundo emocionado... Girl power total!
Há 20 anos elegendo prefeitos descaradamente corruptos, a cidade vem acompanhando o progresso dos vizinhos, cujas prefeituras estão sendo comandadas por mulheres. Digo que a eleição da candidata - ela levou a prefeitura, logo no primeiro turno, com 92% dos votos! - é o que se chama de "Perfect Storm": uma mulher candidata, numa época em que as mulheres estão crescendo nas prefeituras baianas, numa época em que a cidade também anda saturada de tanta corrupção, e ela ainda conseguiu cavar o apoio do atual prefeito (lembrem-se que a folha de pagamento da prefeitura é tudo naquela cidade e, naturalmente, quem tem o apoio do prefeito, tem os nomes da folha a seu favor também), do governador do estado e do presidente da República. Pra ajudar mais, até a campanha do principal adversário foi impugnada.
Fora que, na minha opinião, ela está num momento da vida e da trajetória política em que nem é tão verde mas também ainda não virou uma cínica ou uma pessoa cheia de vícios em seu ramo de atividade. Ela ainda é entusiasmada mas não é novata, entendem? Tem seus 40 e alguns anos, uns 12 anos de vida pública...
Enfim, ela teve todos os fatores a seu favor. Virou uma espécie de messias, de heroína, na cidade. Acreditam que até comparada a Nossa Senhora ela foi? Pois é, num dos vídeos, no último comício da campanha, a mãe da candidata contou que o pai dizia que via a imagem da santa na filha, quando essa era criança. Pode?!!! O pior é que o descompensado do videorrepórter queria fazer uma fusão das duas imagens, pra pôr no vídeo, mas o carinha da edição usou do seu jogo de cintura e conseguiu convencê-lo a não fazer tal bizarrice. Aliás, João e Marcus, "a equipe do vídeo", são duas figuras que vão ficar por muito tempo na minha memória. Ri e não foi pouco com esses dois! hehe... Pena que os descobri já tarde...

Foi tudo lindo, emocionante. Os problemas vão começar agora. No final, falarei sobre isso. Aliás, me arrependi de não ter feito anotações ao longo da campanha. Poxaaa!... Sinto que minha memória vai falhar sobre coisas que seriam interessantes de pôr aqui...


O uhhuuuu da baixariiiaaa


Gente elegante, almas puras, menores de 18 anos, se retirem, porque chegamos à parte baixo-astral dessa minha história (risos)!
Em cidade do interior, todo mundo sabe o que todo mundo faz. A gente pensa que esse tipo de vigilância freia comportamentos, digamos, mais ousados. Certo? Errado. Como bem disse o coordenador de marketing da campanha, aquela cidade é sui generis, e a baixaria, ali, pelo que pude ver, corre solta!
Sou cria da capital, nunca me meti em cidade pequena, mas pelo que via no cursinho, o povo do interior é tudo menos inocente. Cara, na época do Mendel, 80% da sala era de fora de Salvador. As meninas de 17 anos já eram ultra-safadas, você via (apesar da sonsice) que ali o know-how foi adquirido com anos de "batalha", de "pesquisa em campo".
Sui generis porque, além da putaria heterossexual, supercomum no interior, há a sacanagem homossexual. Nunca vi tanto gay e lésbica numa cidade só! O coordenador da campanha, um sujeito debochado com quem conversei muito durante as idas e vindas da cidade, ficou indignado porque, chegando numa festa de um carinha da campanha, só tinha gay e lésbica, ou seja, ninguém pra ele paquerar. hahaha... Ele me contou casos de famílias em que duas gerações seguidas eram homossexuais. Aliás, tivemos, na coligação, uma candidata lésbica, que parecia mesmo um homenzinho.
Pra vocês terem uma idéia, o povo da campanha não arredou o pé dela nem um dia, mas a tradicional caminhada de domingo sofreu uma esvaziada quando houve a Parada Gay de Salvador.
Teve uma noite de comício, mesmo, que foi pura "gaiola das loucas". Ô dia bizarro (mas em que ri de passar mal)!... Conheci uma figura da cidade, "Xuxa". Não se trata de uma loira bonitona, não; Xuxa é um gordinho, de cabelos parecidos com os de Cid Guerreiro, na faixa dos 30 e alguns anos e sem nenhuma noção das coisas! haha
O jingle da campanha, um arrochinha light, virou hit na cidade (mas a música era legalzinha, realmente). Xuxa deu seu toque pessoal ao material. Aprendam, que a "coreografia" é fácil: ponha os dois braços para trás, apoiados, e faça um movimento circular com a cintura, e, em seguida, jogue os cabelos, de modo selvagem, para o lado e - el grand finale! - passe a língua sensualmente pelos lábios. hehehe
Mas o ponto alto da bizarrice foi no dia em que a lésbica que trabalhou na campanha resolveu mostrar seu lado baixo-astral. Estávamos o coordenador da campanha, a moça lésbica, o amigo gay dela e eu no carro, indo pra casa, e ela nos vem com histórias de vibrador. Não vou entrar em detalhes porque o babado foi forte, mas Alosa teria se acabado de rir se estivesse naquele carro. O coordenador olhou pra minha cara, eu olhei pra cara dele, aquele ar de "Quem merece ouvir isso?" no carro... Rai ai...
A ala hetero da campanha também não ficou atrás. Quase que só rodeada de homens, a uma certa altura virei praticamente um dos caras, e eles não me poupavam mais de ouvir suas conversas sobre as paqueras e afins. Gente, saí nauseada dessa campanha. A fidelidade masculina é quase tão real quanto um unicórnio! Ao final de tudo, voltando para Salvador pela última vez, quase pedi para me darem uma carona até um convento; quando cheguei em casa, fui direto me inscrever na comunidade "Antes solteira do que corna". Assim como os eleitores, eu não acredito mais nos homens. O caso é sério. E olha que, neste quesito, tenho uma genética privilegiada: sou filha de goianos, meus genes suportam bem a dor de corno. hehe... Mas, falando sério, eu fiquei chateada. Perdi mais um pouco do restante da minha inocência em relação ao ser humano. :(


"She was the champion, my friends..."


Pois é, apesar das baixarias armadas pela oposição (apelidei o opositor e seu vice de Dick Vigarista & Rabugento), ela venceu, e de forma esmagadora. Uma vez, quase no final da campanha, que foi quando eu realmente me dei conta do que aquilo tudo significava para a história do município, perguntei a candidata a que ela atribuía tamanha empolgação e adesão da população: "É o povo me pedindo desculpas", disse ela. Há alguns anos, ela cometeu a besteira de assinar umas notas, descuidadamente, e entrou numa fria armada pelo então prefeito, que queria se livrar de um pepino com o Tribunal de Contas e a usou como bode expiatório. Por ironia do destino, esse sujeito a apoiou nessa campanha. Ela não ficou muito satisfeita com isso, a princípio, mas pior que estar com ele, por causa da "bendita" folha de pagamento, é estar contra e perder vários votos, de quebra.
Pois é, caso esclarecido, ela foi inocentada. Bem, pelo menos hoje é essa a versão que circula pela cidade, de que ela não teve nada a ver com a fraude armada pelo prefeito daquela época. Eu acredito nisso.
Ela me pareceu ser aquele tipo bem cdf, que se leva a sério, muito trabalhadora. É uma mulher de um pique enorme. Nunca a vi reclamando de cansaço, em nenhum momento da campanha. Ela também bolou ótimas propostas para a cidade. Mas agora é prefeita. Nunca se sabe o que o poder fará com uma pessoa. Tomara que ela resista. Ela e a população também.
As pessoas esperam dela um milagre que não vai vir. Não, ao menos, como elas pensam. Se ela conseguir fazer o grosso do que planejou, já vai mudar pra sempre o modo como aquela cidade faz política. Primeiro, porque ela vai criar um comércio, investir em educação e apostar na criação de cooperativas. A folha de pagamento nunca mais possuirá o poder que hoje tem. A população inevitavelmente ganhará mais autonomia.
Outra coisa: ela vai trabalhar com uma Câmara que é da oposição. A própria oposição vai dar trabalho, fará o máximo para atrapalhar.
E por último, a própria população pode ser um empecilho. Quem tá em folha, tá acostumado a receber sem trabalhar. E será que o povo não vai chiar quando ela colocar todo mundo para se mexer, pra trabalhar, pra estudar, pra se organizar?... Eu espero que dê tudo certo. Foi um processo muito bonito, muito mesmo; vocês não têm noção. As pessoas realmente estiveram envolvidas com a possibilidade de melhorar seu município, acreditaram na possibilidade de mudança e trabalharam duro para que ela fosse eleita.

Que Deus dê juízo a toda essa gente!

No final da história, fiquei contente por ter colaborado, quem sabe?, para o início da mudança positiva de um município que, até então, vinha sendo explorado por políticos da pior espécie.
Olha, tomaraaa!...

O must!

Poxa, eu adoro o Rei (fase antiga, vale ressaltar!)! E adorei, lógico, o cover que Zeca Baleiro fez de uma canção dele. Aliás, quis cantar Robertão no videokê, sábado, mas a platéia me bloqueou. Tsc tsc...
Com vocês, ZB, cantando "Sentado à beira do caminho".
O Rei já fez jus a esse título, um dia... Se bem que, aqui entre nós, sempre suspeitei de que a alma da coisa foi Erasmo Carlos. Reparem como Roberto murchou depois que a parceria foi dissolvida...

Coluna da July

Well, well, well... Hora da futilidade (?!) neste blog.
O dia 11 foi especial para o Edf. Joanes. No sábado, véspera do Dia das Crianças, comemorou-se o niver do nosso amigo mais falante, Gutão. Camila Braga, namorada e promoter, investiu pesado no bufê: churrasco, arroz, salada, farofa e um pavê de sobremesa que ficou... hummmm!... na memória. Aliás, Fernanda, por que todo mundo na sua família tem talento, menos você?! Chato isso, né? hahahaha
Vamos aos cliques desta festança.

Eis um casal tão inusitado quanto entrosado. Comentário indiscreto: Gutão anda investindo pesado na maromba. Olha o muque do rapaz!...


Pois é, amigos da Rede Globo, esse sax de Nelsão não é conversa fiada, não!

A marrrvada Mandica, com Daiane (que tava se achando com esses óculos!) e Bruno, comediando a "prima".

"As Polêmicas": Thaixxx, Daiane e Amanda. Gente, no dia em que for produtora de tv, Thais e Daiane vão ser estrelas da grade: a primeira comandando um debate sobre temas atuais e polêmicos; a segunda, falando de você e com você, mulher e telespectadora. Vá botar pressão, assim, lá na China: "A gente, mulher, é um ser diferente, que tem sentimeeento...". Daiane é um personagem, uma figurinha!...

domingo, 12 de outubro de 2008

Touché!

"Uma mulher precisa ser ´fixa´, de vez em quando, para valorizar o próprio passe"
Nandy Braga, explicando a Cláudio o porquê de estar namorando

"E precisa trair de vez em quando, para manter os outros homens ainda interessados nela"
Cláudio, completando (com uma senhora indireta!) o raciocínio da síndica da Graça


A partir de agora, Claudinho vai ser o Xico Sá do nosso blog. Você, mulher, moderna ou perdida, mande a sua mensagem. Moreno, alto, bonito e sensual. Claudinho é a solução dos seus problemas!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Hino da Menina Má (by Zeca Baleiro)

Para Amanda, que é grande fã do Baleiro (quem não é?) e uma menina má de carteirinha (made in Paraguai, mas xapralá...)!


Você é má

Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nem um olhar
Nunca falou tudo bem
Tem, mas não dá
Sorrir jamais lhe convém
Você é má
Mas há de ter um bem

Você dá nada a ninguém
Vá se danar!
Danada, não perde o trem
Sabe nadar
Mas nada sabe de alguém que sabe amar
Eu quero ser seu bem

Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
E você mata!


("O coração do Homem Bomba - vol. I")

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

"Toda vez que a tristeza me alcança a menina me dá a mão..."

BOLA DE MEIA, BOLA DE GUDE
Milton Nascimento

Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente, o sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra o menino me dá a mão
Ele fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
Não posso aceitar sossegado qualquer maldade ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude, o solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança o menino me dá a mão

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ultra-som

Em homenagem a "vereadora" Leo Kret (PR-BA), este blog vai relembrar um dos momentos mais luminosos – ou melhor, purpurinados – da programação do SBT dos anos 80: as apresentações dos transformistas no “Show de Calouros”. Davam-se, sempre, ao som da mesma canção – essa de Kate Bush, “Wuthering Heights”, que é o título original do filme conhecido no Brasil como “O morro dos ventos uivantes” -, e as coreografias eram pra lá de patéticas, verdadeiros “biscoitos finos” do kitsch.

A coreografia do clip é fantástica! Não sabemos, por exemplo, se Kate realmente está com muito frio ou se viu fantasma! hahaha

Pois é, com vocês o tema que virou ícone de um dos quadros mais populares das noites de domingo... “Elkeee Maravilha, quanto vale o show? Há-haeee...”

Ah, eu tenho que ver esse homem de perto, um dia! Viva Silviôôô!... hehe


Tem gente que me prometeu, há séculos, uma entrevista com Jassa, e até agora, NADA, hein?!... Pegando emprestado, aqui, o bordão de HeRRRbem Gramacho & Luciano, deixe tá!...

Kate Bush -Wuthering Height

Out on the winding, windy moors
We'd roll and fall in green.
You had a temper like my jealousy
Too hot, too greedy.
How could you leave me,
When I needed to possess you?
I hated you. But I loved you, too.

Bad dreams in the night
You told me I was going to lose the fight,
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights.

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window.

Ooh, it gets dark! It gets lonely,
On the other side from you.
I pine a lot. I find the lot
Falls through without you.
I'm coming back, love,
Cruel Heathcliff, my one dream,
My only master.

Too long I roamed in the night.
I'm coming back to his side, to put it right.
I'm coming home to wuthering, wuthering,
Wuthering Heights,

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I'm so cold,
let me in your window.

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I'm so cold,
let me in your window.

Ooh! Let me have it.
Let me grab your soul away.
Ooh! Let me have it.
Let me grab your soul away.
You know it's me--Cathy!

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window
Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I´m so cold,
let me in your window.

Heathcliff, it's me, I’m Cathy, I've come home and I'm so cold.

Enriquecendo o vocabulário

Essa é boa!
Aprendi um termo novo, essa semana: homem canoa. Def.: Aquele em que a mulher senta em cima e o conduz para onde ela quer.
Alguém conhece algum, hein? hahahaha

Beijo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eres mi religión

"Você me abraça
E a tristeza, vai embora
A dor que existe
Fica da porta prá fora
A gente briga
Mas é coisa que acontece
Logo o coração esquece
Porque a gente se adora..."
(Fábio Jr., "Pareço um menino")


Acima, Alosa, em pose serena. Olha só que fofinha a minha fraude!..."Foi assim como ver o mar...". Se bem que, não vou mentir, essa expressão de Alosa está me lembrando, de leve, a de Sérgio Mallandro. Sendo assim, vou ter que trocar a trilha: "Vem meu amorrr, vem fazer cru cruuuu...". Sorry, Alosa, no Flávio Venturini for you! Relaxe: depois que Caetano gravou Wando, "não existe (mais) pecado do lado debaixo do Equador", realmente. Aliás, Wando deve conhecer Fernanda ou deve ter ouvido falar. Só pode. Listen to the lyrics: "Mooooça, sei que já não és pura. Teu passado é tão forte. Pode até machucaaaar...". Nanda, vou cantar essa no videokê, no seu aniversário. Combinado? Aliás, favor programar algo envolvendo Ô Ingrid também. Se a gente der mole, a supernanny, aí, vai passar a data soprando língua de sogra. Tô de olho em você, viu, Tia Ingrid? E pensando plenamente na sua satisfação nesse dia tão especial, sugiro a Batataria Moema. Eu sei que você é fã do Alessandro Timbó. hehe... :P

Bem, os incomodados que se retirem, mas está na hora d´eu fazer minha oferenda a Alosa.
(Acho que tenho um pouco de Hitchcock. Tenho mania de fazer 'closes' demais das minhas paixões. Tinha um Alosa na Pamps, e um dia, um dos engenheiros chegou pra mim, e disse: "Juliana, pelo amor de Deus, não agüento mais ver o Fulano no jornal!". Juro que nem tinha percebido. Detalhe: continuei colocando-o no jornal, sem perceber. Sorry, é mais forte que eu! hahaha)

Alosa está no A Tarde. Sinto-me traída. Cleidiana, "até tu, bruta?"!!! Próxima vez que ela vier me fazer denúncias de Alosa, vou ser curta e grossa: Ajudou? Agora segure o seu pepino, negona!!!

Até hoje espero pelas fotos do aniversário de Alosa. Dei a volta neste trio chamado Salvador, e puxei pelo colarinho Ô Ingrid ("Ah, se você fosse sincera... Ôôôô! Ô Ingrid! Olha só que bom que era... Ôôôô!Ô Ingrid!...") até o Pelourinho. A Fraude nem sequer se indignou a me mandar os cliques dourados (Copyright by July) do nosso último encontro. Que deveria ter sido o penúltimo. Outro dia, fui até o Centro especialmente para ver Alosa e dar "aqueeeele abraço", e ele me deu o perdido, como diz minha prima de Sampa. No satisfaction for me.
MADA. Digamos que, pra esse aí, sou La Incondicional. Sempre. E olha a responsa: nem religião, nem time de futebol, nem fã-clube e muito menos partido político conseguiram esse feito. Só Alosa! Blinded by the light! :)
E por falar nisso, A Mulher Que Ama estava lá. Karine, sempre a postos.
Jamie, a eterna melhor amiga, também. Lembro dela da época em que Alosa e eu fizemos o curso da Real & Dados. Eis aí outra que idolatra a segunda pessoa depois de Léo kret em Pernambués. Caí na besteira de lhe perguntar como era Alosa nos tempos do colégio. Me arrependi: "Ah, ele era superinteligente, interessado, supercriativo, participativo...". Tá, tá, tá... Chega, menina! Aff!... Mas por causa dela, relembramos um certo vídeo de Alosa Delon, que daria muito pano para manga dentro do Movimento Negro. É um vídeo em que Alosa aparece sem qualquer sobra das cascas, como veio ao mundo, no papel do estuprador (negão) de Jamie (a mulher branca). Olha você aí, Alosa, reproduzindo os clichês que reforçam o preconceito!!!... Cara-de-pau!!! Quis aparecer peladão no vídeo do colégio por que, hein? haha... Mas eu já fiz pior: meu grupo de Biologia, no 2º ano, resolveu pegar um amigo de Batman, para fingir que havíamos falado com um garoto de programa. Só que o professor era gay, e ficou interessado no bofe. Deu o maior trabalho pra despistar a criatura!... Ma andiamo via... Alosa vai pisar o pé no exterior. E talvez, também, na capital federal. Eu, coincidentemente, estou com o cardiologista marcado. Ainda bem. "Me sobra mucho, pero mucho, corazón". Gracias a Dios! "jejeje"

domingo, 5 de outubro de 2008

Mais uma da Facom

Ah! A Facom está invadindo com toda a força a indústria do audiovisual do Sudeste... Primeiro, Wagner Moura é o destaque do "Roda Viva" da última segunda-feira. Na esteira, ficamos sabendo que Jean Wyllys virou diretor de videoclipe e de dvd. Agora, temos dois faconianos colocando um pouco de "dendê" na bizarra produção do Multishow, "As Pegadoras". Como hoje é dia de eleição e a sacanagem está no ar, de qualquer jeito, eis o link do vídeo erótico dos faconianos:

http://globosat.globo.com/multishow/tv/hotsite/aspegadoras/videos.asp?vid=220&eid

Pois é, inspirem-se (e mantenham o resultado disso, por favor, longe das câmeras)! hehe... (Inspirem-se todos vocês, menos Fernanda. Ouviiiiu, Fernanda? Passe reto deste post!...)


PS: Gente, ela tá igualzinha a Xuxa em "Amor, estranho amor", né?
Claudinho não gostou da música; eu não gostei foi do brinco dele.
Ponto para o roçar de pés...


sábado, 4 de outubro de 2008

Da série "A gente 'adouuura'"...


Calma, não se trata de nenhum DVD com os melhores momentos do ex-BBB. Longe da tevê desde que fez uma participação em Duas Caras, novela de Aguinaldo Silva na Globo, o jornalista é roteirista e diretor do DVD Três Meninas do Brasil, da gravadora Biscoito Fino.

O DVD é o registro do show feito pelas cantoras Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Teresa Cristina, na noite de 24 de agosto, no Teatro Municipal de Niterói (RJ).

Em conversa com OFuxico, Jean Wyllys, que roteirizou e dirigiu o DVD Três Meninas do Brasil, explica sua participação:

“O roteiro e todo o conceito artístico do DVD são meus. Aceitei, porque foi um convite da Rita Ribeiro”, diz ele.

O envolvimento de Jean Wyllys com a música vai além do DVD.

“Acabo de dirigir o videoclipe de Aceito Seu Coração, novo trabalho de Rita Ribeiro. A canção já foi gravada por Roberto Carlos, em 1969. Foi ela quem me convidou, e eu aceitei o desafio”, conta o ex-BBB.

Quem quiser conferir o talento de Jean Wyllys na direção de clipes, pode acessar o link http://musica.uol.com.br/ultnot/multi/2008/06/27/040266D0896307.jhtm

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ah, isso eu já sabia!...

DELSON SILVA/ AG. NEWS

''Ele é um príncipe. Educado, gentil, não se deslumbrou com a fama, trata todo mundo igual. Eu amo este homem, meu grande amigo''
CHRISTIANE ALVES
,
atriz, sobre Reynaldo Gianecchini. Ela tem sido vista freqüentemente com o ator

Fonte: Istoé Gente

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Esses moços...

Uma das minhas primas de segundo grau está namorando. Tão lindinha ela, e o namorado parece um ratinho; eles estão no 1º ano, mas o guri tem cara de guri mesmo, parece que está na 7ª série. O namoradinho também deixa uns recados no Orkut dela que são meio emo, sei lá... Quase deixei um scrap: "Prima, abra los ojos, chica! O amigo dele é muito mais interessante...", mas fiquei na minha. Os meninos de Brasília costumam ser bem-apessoados, por isso a minha "bronca" com a tal prima. Eu tive cada colega lindinho quando estudei lá... Os olhos azuis mais bonitos que já vi na minha vida pertenciam a um vizinho de quadra, um moreninho da minha idade, Daniel... Depois que me mudei para Salvador, a "paisagem" nunca mais foi tão farta. Caaalmaaaa!... Eu sei que em Soterópolis tem moços interessantes, mas acontece que eles não estão tão bem distribuídos pelo território quanto no DF.
Voltando à minha prima, fiz piada cá com os meus botões: "O mal de ser adolescente é ter que conviver e, pior, até namorar com adolescente. Argh!...". (risos)
Mas eis que por uma dessas sincronias da vida, encontrei vários dos meus coleguinhas da adolescência no Orkut.
Aliás, a coisa toda começou com Daniel, que foi meu colega da 6ª série ao 3º ano. Estava indo para casa e vi um homem com um bebê no colo. Imediatamente, minha mente associativa ligou o sorriso do homem ao sorriso de Daniel quando segurava crianças no colo. Desde sempre ele gosta de crianças. É até bonito de ver aquele homem de braços fortes todo derretido com os pequenos (e o mais impressionante: ele é super hetero! haha). Daí dei risada sozinha: quem imaginaria que aquele homem todo desenvolvido já foi mais baixo que eu, pançudo e ostentava uma cabeleira loira, lisa e um pouco comprida?
Eis que outro dia, passando pela página de um amigo meu, encontrei Leandro, que estudou comigo e com Daniel na 7ª série. Esse não mudou nada, nem no jeito nem na aparência. Fiquei espantada porque ele já está com o pé no doutorado em Direito. Ele sempre foi muito cdf mesmo... Mas é uma pessoa mais doce e gentil do que eu conseguia me lembrar. Acho que é porque, por ser tímido, ele ficava na defensiva naquela época. Ciro, superparceiro meu no 2º grau, continua a mesma criatura sossegada e figura de sempre, mas o ex-magrelo hoje tem um abdômen mais dividido que o do boneco Ken, parceiro da Barbie. Uhuuu (risos)! Fernando, irmão de Daniel, passou por metamorfose semelhante, só que ainda na escola. Ambos voltaram fortões depois do intercâmbio nos EUA, o que me levou a sustentar uma teoria de que a alimentação yankee, além de deixar os dentes mais brancos (alô, ingleses!...), faz algo com o corpo das pessoas, as deixa maiores e mais fortes.
A mãe de uma ex-colega minha tá em campanha. Fui xeretar o Orkut da fulana para ver de que modo ela anda promovendo a candidatura da mãe. Encontrei, na página dela, o irmão e o primo - os três fizeram inglês comigo. O primeiro é bem mais novo que eu. Quando eu tinha uns 16, ele tinha 11, 12. Era meio endiabrado, mas, também, qual Rafael não é? Pois é, o ex-mauricinho travesso agora é groove pra caramba, surfa, é totalmente zen... Claro, namora uma patricinha, mas é o estilo de mulher que ele conhece na família dele, né... O caso é que eu gostei de ver o afeto que ele tem com a irmã e o modo como criou uma espécie de irmandade com os primos. Totalmente paz e amor. E, de quebra, ficou um rapaz lindo. Particularmente, sempre fui fã do cabelo dele! Acho que Diana mudaria de idéia em relação a Rafael, agora. hehe... Essa foi outra que mudou pacas desde que a conheci, com 11 anos... Mas o troféu de Breakthrough Performance vai para outro membro dessa família: Enzo. Ele era muito esquisito quando tinha uns 14, 15 anos, época em que nos conhecemos. Pense num guri muito baixinho, muito magrinho, com aparelho nos dentes e com alma de velho, tri-ranzinza. Era Enzo! Aff!... Ele parecia o Cérebro, personagem daquele desenho. Eu fiquei espantada quando o vi no Orkut. Não ficou alto, mas não é mais baixo. Continua magro mas é musculosozinho. Ele, hoje, lembra aquele ator americano, o Milo Ventimiglia ("Heroes" e "Gilmore Girls" - adooooooro Milo!... Adorava Brad Renfro também! Pena que morreu tão jovem...). E o mais impressionante: ele adquiriu senso de humor e estilo. WOW! (por coincidência, esse era o nome do nosso livro de inglês! hahaha)
Olha, eu retiro o que disse. Minha prima é muito sábia, isso sim! A menina está investindo no gurizinho de hoje para ter "créditos" com o delícia (Copyright by Nandy) de amanhã, né não?! That´s my girl! ;)

***
Engraçado que justamente aquele que eu achava o mais tal de todos, na época da escola, não ficou fantástico. Diz minha mãe que, pessoalmente, ele tá um charme, mas sei não... Tinha altas expectativas para a pessoa dele quando a gente estudava juntos (risos)... Fernandinha, minha prima, tem essa teoria: os mais bonitos quando novos nunca ficam tão bonitos quando crescem. Procede, procede...

***
O caso é que a meninada de hoje em dia é muito mais "pra frentex" que a do meu tempo. Minha outra prima adolescente tem até amiga lésbica e melhor amigo gay! Eu sou do fã-clube oficial do amigo gay de minha prima! O garoto é fantástico: inteligente, antenado, estiloso e não tem aquela aparência frágil/franzina de gay. Ele teve uma idéia para depilação tão genial que eu não tive como duvidar que o gen da homossexualidade está genuinamente dentro dele.
Na minha época não tinha disso, não... Quer dizer, tinha um menino, lá na escola, que dançava as coreografias de Chiquititas com as meninas da classe, e apesar de hoje ele ser modelo, ainda não há evidências sobre o caso... hahaha
Mas são mais sofisticados mesmo. São mais "adultos" do que éramos na idade deles. Quero só ver quando for a geração de meus filhos. Se eu não infartar com o que vou ver, já vou sair no lucro!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Frase da semana

As tuas atitudes falam tão alto que não consigo ouvir o que você diz...

Uma pausa, please, para a reflexão...