segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Deus é maior, maior é Deus

(Estou obcecada por essa música!)

Ontem uma amiga fez um desabafo sentido, não quis entrar em muitos detalhes, alegando uma coisa que eu concordo: tem dores que são tão nossas que ninguém entenderia, nem o psicólogo. E olha que um especialista pega muita coisa. Mas certas coisas, pessoas e eventos só a gente sabe como batem por dentro.

A vida é isso aí, um eterno lidar com o caos, com o tédio e com a ruindade/egoísmo humano. E por isso é um exercício de criatividade, de ver motivação onde tudo se repete; de buscar novos amores mesmo com tantas decepções acumuladas; de aceitar o que não pode mudar, mas procurando mudar o que for possível. Isso aqui, sem a nossa boa vontade pra viver bem, é puro suco de insatisfação. Não cai do céu, a gente é que tem que criar as paisagens que nosso olhos (merecem) vão ver. 

E a gente se autoabandona, como se fosse cair do céu. Porque é muito, muito cansativo mesmo. Eu morro de medo de perder meu poder de criar motivos pra seguir em frente. Racionalmente, há anos acho que não tenho, mas eu quero ter porque mereço ter uma existência bonita. A essa altura, quero mais que sobreviver; eu mereço viver à altura do que plantei, de quem eu sou. 

A gente também respira, se levanta e acredita na sorte outra vez. 

(Clareou, ôôô!...)

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