terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Parece cocaína, mas é só tristeza

Há algum tempo, quando vejo todo mundo postando sobre o mesmo evento, me pergunto quantos deles estariam ali se não fossem as redes sociais, o olhar do outro sobre isso. Ontem mesmo, no Festival de Verão, 90% dos meus conhecidos estiveram lá, e registraram o fato em cliques felizes - assim "dizem" eles. Observo este movimento em tudo: na compra de roupas, na participação em cursos, na ida à academia, na realização de viagens, etc. Há uma ansiedade generalizada, e eu não sei como as pessoas estão aguentando isso - eu já estou jogando a minha toalha faz algum tempo. Estava até com saudades do Festival e tinha convite pra ir, mas preferi o meu descanso. Era o que eu realmente necessitava ontem de noite. Já fui vezes demais ao Festival e a esse tipo de evento de verão, e não vai ser neste ano, ao que me consta, que vai acabar. Numa próxima eu vou, e eu não vou morrer por causa disso.

O pessoal está maníaco nisso de "bater o ponto" em toda a agenda do verão, ou do contrário, parece que não viveu. Acho estranho, estranhíssimo, embora esteja cada vez mais comum esta atitude. Tudo tem que ser muito pra parecer intenso, a felicidade suprema. E se tudo é urgente, intenso e necessário, nada é no fundo. E o que de fato é? Não existe intensidade, contentamento e alegria no mundo de dentro também? ... Eu não preciso ser animada e ativa 100% do meu tempo. Aliás, isso é anti-humano. Há descanso, alegria, tristeza, melancolia, reflexão, preguiça, sonho, ação e muito mais neste caldeirão do cotidiano, incluindo aí os dias de folga, em que todo mundo parece que sai desesperado "pra ser feliz", o que inclui ser produtivo e bancar o "rico do instagram". 

FOMO é uma sigla em inglês que, na tradução, quer dizer medo de estar perdendo algo. Estamos todos estressados, querendo fazer tudo, o tempo todo, em todo lugar e ao mesmo tempo. Com a ampliação das "janelas para a vizinhança", nossa sensação de não estar aproveitando a vida é grande, talvez a maior da história. Feliz era o cara do campo que não via nem escutava o vizinho e se concentrava na própria vida. E em um país de extrovertidos como o Brasil, tal pensamento vira um imperativo: você pre-ci-sa curtir a vida até o talo. Bote isso ao cubo se o sujeito mora em uma região litorânea. 

É uma alegria muito gêmea da tristeza. A sensação que eu tenho é que se aproveita bem menos e se foge muito da realidade. É quase como se a gente pedisse desculpas a nós mesmos por não viver o que desejamos, ou melhor, o que nos disseram nos comerciais e no Instagram que a gente deveria viver. "Tô solteira sim, mas sozinha nunca", "Odeio meu trabalho, mas enfim sextou", e por aí vai.  Parece cocaína, mas é só tristeza... 

Além de produzir cansaço generalizado (e em alguns casos endividamento), isso também gera baixa autoestima. Primeiro porque é impossível fazer tudo que está disponível pra gente fazer e, por isso mesmo e em segundo lugar, sempre haverá alguém melhor que você. Frustação x frustração. 

Não é à toa que estamos todos cansados e vivendo sem sentido. Gastamos energia demais pra viver uma vida acelerada e que no fundo não elegemos; cumprimos uma agenda social "pra inglês ver", pro vizinho nos invejar. Consumimos o mundo e a nossa própria vida como quem consome a roupa da moda. Queremos controle sobre a nossa felicidade e não criamos conexão com a nossa vida. Essa conta não tem mesmo como fechar.   

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Admiração rocks

Ontem uma amiga publicou uma foto com três outras colegas de faculdade nossas. Com duas delas não falo mais e com uma outra, não tenho paciência pra constante performance. Eu só paro de falar com as pessoas em duas situações: se começo a achar que se trata de uma pessoa ruim ou se chego à conclusão de que não gosta de mim. Nenhuma delas é gente ruim (são mais pobres de espírito), mas hoje as acho brochantes. Ou seja, não admiro, se é que um dia eu admirei. Suspeito que me juntei por carência e baixa autoestima mesmo. E é engraçado ver, hoje, como elas projetavam os problemas delas em mim, as coisas que não conseguiam reconhecer nelas mesmas. Como diz meu mapa astral, as pessoas se veem refletidas em mim. Eu atraio essas projeções, que eu aproveito para observar nos outros o que têm de oculto e ainda refletir sobre mim mesma. Não sou um alecrim dourado e por isso mesmo sou interessada em me melhorar e não ser pega de surpresa, o que já é um plus em se tratando de seres humanos.  

sábado, 20 de janeiro de 2024

Estresse em cadeia

Existem muitas ideias legais, porém mal interpretadas e usadas, hoje em dia. E por causa disso, estabelece-se um estresse em cadeia, porque um lado manda bala e o outro aguenta. Uma delas é sobre flexibilidade e leveza. Precisamos tê-las e eu sou uma das que está nessa luta. Porém, as pessoas confundem isso com a permissão pra serem descuidadas. A gente pode e deve ter tolerância pra coisas pontuais, mas não para um hábito ruim dos outros que nos prejudica. Como diz uma amiga, até que me seja apresentado um atestado, eu não vou me lenhar por causa dos outros não. Uma coisa é você atrasar e deixar a pessoa plantada uma vez, outra coisa é o costume de fazer isso. Daí, você que tem cuidado com as coisas, quando perde a paciência - afinal nem todo dia é dia santo... -, ainda sai de ruim e fica com ressaca moral, afinal não foi "flexível" e "leve".

Descontrole

Estava hoje ouvindo uma palestra do psiquiatra baiano Marcelo Veras e ele falou que demorou pra se acostumar com os loucos, com o manicômio. Nunca gostei de lidar com gente louca, sempre me senti incômoda. 

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Casa de ferreiro, espeto de pau

Uma das coisas que a gente faz no atendimento psicoterapêutico é uma espécie de reparentalização. Ou seja, quando certas coisas que deveriam ter sido orientadas pelos pais na primeira infância não foram feitas, o terapeuta tem que ensinar o paciente a ser esse pai/ mãe pra si mesmo, pra derrubar modelos de resposta que são danosos. 

Meus pacientes foram pessoas muito mal tratadas pela vida, pelo entorno, então chegaram à terapia com baixíssima autoestima, o que inclusive resulta em total cegueira para os próprios feitos. E olha que foi cada coisa difícil de sobreviver e superar que em certas horas eu tive vontade de bater palmas. 

Daí eu fico fazendo sermão pra pessoa olhar pra isso, pra aquilo, pras próprias capacidades e conquistas, dou vários exemplos, mas falando cá com os meus botões: "Que falsa!... Você não faz nada disso...". hehe

O paciente é um ótimo espelho. Enquanto vemos os dramas dos outros, pontuamos várias questões nossas também. Acho que vou levar isso pra vida. 

Ja contei essa?

 Acho que não, mas essa história é boa. 

Eu sempre tive dúvidas com essa carreira de jornalista, desde a faculdade. Um dia, soube através de amigos de uma mulher que jogava búzios e acertava tudo. Por uma coincidência, uns cinco anos depois, em 2008, soube dela de novo e desta vez consegui o contato. Aliás, antes de qualquer coisa, conversa vai, conversa vem e ela fez um desabafo sobre a afilhada dela, uma certa dançarina muito famosa, que deixou de falar com ela depois que virou celebridade e neo evangélica. Puro suco de Bahia: você vai pra saber da sua vida e sai sabendo mais do que intencionava sobre a de quelé. 

Fui lá e entre outras coisas perguntei da profissão. Ela olhou assim assim, com cara de quem tá vendo algo meia boca - uma das marcas dela era a grande expressividade -, fez "hummm...", e me disse que o Jornalismo era só pra comprar os meus alfinetes mesmo, mas que não ia me dar futuro. Deu match com a minha "bola de cristal" interna. 

Naquela época, eu já flertava com a Psicologia. Na verdade, desde quando eu peguei Impresso e fui cobrir um congresso de Psicologia. Perguntei a ela. "Hummmm..." e a cara de coisa meia boca de novo. "Isso vai servir pra você se entender, mas não é seu caminho, não". Pausa e uma esticada de olho pra conferir se é isso mesmo. "Eu lhe vejo de toga!" (ouça com aquela exclamação ao estilo "Eureca!", que foi o tom que ela usou). 

"É o quê?!"

Eu achei absurdo. Até poderia ter feito Direito, minha nota dava pra ingressar no segundo semestre, mas eu achava tão chato. Fui lá mais algumas vezes depois disso e ela repetia a previsão. 

Um ano depois, eu comecei a trabalhar num curso para concurso, e fiz um curso de noite com várias disciplinas de Direito. Pensei que talvez ela tivesse confundido. 

Em 2015, eu já estava enchendo o saco de trabalhar em jornal e queria outra coisa. Fiz o Enem pensando em Psicologia, mas não obtive índice. Mas sem entender até hoje, no meio do ano a nota serviu pra Uneb, pro curso de Direito. Fui e gostei, mas era muito longe. Decidi que só continuaria se passasse na UFba, que fica no pé de casa. Sem estudar, passei. E tô aí, com as coisas fluindo. Até umas disciplinas que eu achava que não ia conseguir aproveitar, aproveitei. E ela acertou: a Psicologia serviu mesmo pra eu me entender, mas não quero seguir não. Só não sei se vou usar toga, mas se for da vontade de Deus eu ganhar o que esse povo ganha, Senhor, sua serva está pronta! hahaha

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

O calor estragou meus planos de vida

Eu não sei como as pessoas conseguem articular metas e ambições com o calor ininterrupto que faz em Salvador. Eu vou ali e volto morta e derretida. O mundo acima de 24 graus é difícil pra caramba. Por isso que gente rica só vem aqui nas férias.

Não que eu ache a essa altura importante ter metas e ambições. Tenho elas infinitamente em menor quantidade que há 20 anos. Mas também naquela época eu queria muita coisa porque achava que deveria querê-las; hoje tô ligada que não sei o que quero, à exceção de umas três ou quatro coisas triviais. 

Mas eu vim aqui pra reclamar e não pra divagar.  

O corpo importa, minha gente. A alma não empreende carreira solo de jeito nenhum. E no desconforto térmico fica difícil. O que a Bahia tem contra as quatro estações? Eu adoro a animação do verão na mesma proporção que eu odeio o calor. 


domingo, 7 de janeiro de 2024

We gave to "trauma" a bad name

Hoje estava comentando sobre os traumas de uma amiga. Acho que se ela me ouvisse, se sentiria ofendida. Não por minha culpa, mas porque a tal palavra pegou uma conotação negativa, como se alguém traumatizado fosse maluco, fraco ou problemático. Alguém traumatizado apenas está em dor, o que na verdade não é "apenas", mas não é defeito de fábrica da pessoa. Acontece a todos.  

Tudo tem seu preço mesmo

Manter relacionamentos próximos e de longo prazo exige muita paciência e perdão. Inclusive consigo mesmo. Tem que gostar muito do outro pra valer se empenhar. Tem que haver um ótimo motivo/ mandiga pra nos fazer ainda querer. Definitivamente, nada vem de graça mesmo nessa vida. 

Devido ao alto preço e ao pouco que as pessoas estão dispostas hoje a dar, a esmagadora maioria delas pelo menos, cada vez mais vejo que eu era iludida e que na verdade não perco nada estando quieta no meu cantinho. Se relacionar com o outro é bom, mas custa. Tem que valer a pena. 

sábado, 6 de janeiro de 2024

Terceiromundização do primeiro mundo (ou "todo mundo vai descer")

Esqueci de dizer sobre as Olimpíadas de Paris que minha amiga que mora lá me contou que estão tirando os estudantes estrangeiros dos alojamentos para dar lugar às delegações, em troca de míseros cem euros. Pire aí!.. Naquela cidade caríssima?!...

Outro problema do evento é que a vila olímpica foi construída numa cidade pobre e a população está com medo de que haja gentrificação. E essa é uma praga mundial, né? A seguir cenas dos próximos capítulos...

Moradia tem sido um problema geral. Criamos um sistema econômico que beneficia meia dúzia de pessoas e o resto trabalha pra pôr algo no estômago e ter um canto pra se encostar. Ultimamente, esse canto está ficando cada vez mais precário e indigno. Temos chat GPT, mas uma humanidade voltando às condições do século 19. Um oferecimento dos mais ricos que adoram investir (e lavar) dinheiro em imóveis, aumentando o valor do metro quadrado e tornando indisponíveis, ou melhor, inacessíveis as unidades pra quem realmente precisa morar naquele lugar. 

Estava comentando com uma amiga, outro dia, como a humanidade se engana ao achar que o progresso é uma coisa linear. Achávamos que estaríamos melhores que nossos pais, e isso não ocorreu. Achávamos que o chamado terceiro mundo ia progredir até o primeiro, mas o que vemos é o tal primeiro mundo descendo às condições do terceirão. A diferença é que, como já foram muito ricos (ainda são, mas falo da prosperidade da população), eles ainda tem gordura pra gastar e nós não. 

Não sei se já falei aqui, mas eu adorei um livro que eu não dava nada, de uma jornalista americana Anne Helen Petersen, chamado "Não aguento mais não aguentar mais". Ela fala da geração millenium e como nós nos afundamos no burn out, mas como pano de fundo de tudo isso está a crise neoliberal. É angustiante, porque você lê algo que se passa na meca do capitalismo e parece que ela está falando de Brasil. A sensação é que não tem pra onde fugir, não existe nem mais essa tal terra da esperança. 

Olha, se nada for feito, todo mundo vai descer. 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

A Paris que eu encontrei desta vez

 




Outro dia estava vendo uma matéria na tv sobre as Olimpíadas de Paris, das novidades e dificuldades, entre elas a do transporte público. Uma amiga minha que mora lá tinha se queixado disso horas antes, e tinha comentado que a cidade não está preparada pra receber os jogos. Deixa eu falar sobre isso antes que me esqueça. Sim, visitando outros posts do blog, percebi que já esqueci de muita coisa e gostei de lembrar delas através daqui. Bem, em maio de 2023 voltei a Paris após exatos dez anos. Esta experiência foi diferente não só porque muita coisa mudou, mas porque desta vez fiquei hospedada "en banlieue", ou seja, nos subúrbios da região metropolitana. Fui para Gretz-Armainvilliers, que é quase fim de linha do RER E, um dos dois piores trens que serve aquela região. Sim, não chega metrô lá. Você entra e sai de Paris de trem, que pára em algumas das grandes estações, do tamanho de shoppings centers. A coisa fica muito mais complexa neste sistema. Eu, que sabia andar tão bem de metrô, me senti burra andando de RER. Sério, eu entrei em crise. Fora que o bicho vivia de manutenção e parado por causa dos tais reparos para as Olimpíadas. Eu passei dois finais de semana fazendo malabarismo pra poder sair por causa disso. Minha amiga que me hospedou, um belo dia acordou pra trabalhar, no escuro e no frio, pra dar com a cara na porta porque o trem mais uma vez não estava funcionando e ninguém avisou, só souberam na hora. E é essa a vida de quem mora no subúrbio, que virou um depósito de imigrantes, a maioria de ex-colônias francesas. É mais barato (está impossível pagar aluguéis em Paris. Há mais de dez anos, quando fui pela primeira vez, quase todos os imigrantes que conheci moravam em Paris), é mais tranquilo, dá até pra morar em casa, mas você se lasca sem carro porque o transporte é ruim. A depender da região, é quase como morar na roça. Na boa, eu estaria melhor em Salvador, onde é mais barato chamar um uber (é uma fortuna de lá até Paris). Olha essa estação aí da foto, sem cobertura quase, sem proteção. Isso aí no inverno europeu, às 4h da matina, deve ser uma "maravilha". 
A imigração cresceu demais, demais na última década. Parece que a população cresceu umas cinco vezes. Nas plataformas de trem, você vê um mar de rostos estrangeiros, principalmente negros, árabes e orientais. Não por acaso tudo é difícil nessa zona fora de Paris. Pra quê gastar com o bem-estar de gente que limpa o seu banheiro? O turista não vai lá. Uma das promessas dos jogos era levar o metrô até o subúrbio e melhorar a mobilidade (sub)urbana, mas parece que não vai rolar. Uma pena, até porque essa turma foi muito prejudicada em nome disso. Acho que ao todo, de dias parados em um mês, eu peguei uns sete ou oito. Só em um mês! Eles colocavam uns mini bus gratuitos que davam a volta no mundo, quase um sequestro autorizado e isso ainda na chuva, porque atipicamente choveu pra caramba neste final de primavera em Paris - nunca vi isso. O transporte público da Cidade Luz mesmo agora vive lotado quando antes o perrengue era só nas horas de pico. Além disso, a cidade é ruim demais pra quem é PCD, é pura escada. O turista vai passar muita raiva nas Olimpíadas, pelo visto. E você acha que a França está preocupada com isso? Jamais!
E tem uma coisa que vem ocorrendo com o fluxo de imigrantes e que é muito mais grave porque envolve coisas além daquele espaço urbano: a violência, principalmente a sexual. Eu fiquei besta com os relatos de assédio que as brasileiras me contaram: perseguições em lugares abertos, tentativa de estupro, estupro de fato. Eu mesma desconfio que fui seguida por um árabe na estação no dia em que fui pro Senegal. Obviamente que há assediadores de todas as nacionalidades, incluindo a francesa e a brasileira, mas parece que o maior número de casos envolve os homens arábes. E isso leva a outra fobia europeia, a do islã. O islã tem problemas, mas na verdade essas religiões abraâmicas são uó de um modo geral, não é privativo dos muculmanos isso. Fora o combustível que isso dá pra xenofobia, que nunca foi pequena. Por outro lado, há algo de estranho na atmosfera da França, talvez da Europa toda, que eu já detectava das outras vezes mas agora ficou mais forte: o imigrante é até supostamente aceito, recebido, mas não acolhido, integrado. É chocante ver que até parte das crianças não se sentem pertencentes. A França usa essas pessoas, mas as repele. É estranho porque é velado. Eu sei da confusão que é ter tanta gente vinda de lugares tão distantes e até desconhecidos (e infelizmente o preconceito é uma ferramenta pra que as pessoas tenham uma suposta previsibilidade e proteção nesta Torre de Babel), mas eu adoraria esse caldeirão cultural no Brasil. Até tive um pouco disso quando morei no Farol de Itapuã, com meus vizinhos argentinos, italianos e espanhóis, e depois nunca mais. Adoro!
Bem, a seguir cenas dos próximos capítulos... Oremos pela humanidade. : /

Por falar em espiritualidade, mal paguei as prestações dessas férias e a entidade me mandou pra Machu Picchu. Eu vou mas preciso de um dinheiro caído do céu pra isso, ne? Ou será que ela me "mandou pro Peru" veladamente, e isso foi um código? Mistééério...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Lilian, a "padroeira" deste blog e das sessões de terapia

 Eu sou rebelde porque o mundo quis assim

Porque nunca me trataram com amor
E as pessoas se fecharam para mim
Eu sou rebelde porque sempre sem razão
Me negaram tudo aquilo que sonhei
E me deram tão somente incompreensão

[Refrão]
Eu queria ser como uma criança
Cheia de esperança e feliz
E queria dar tudo que há em mim
Tudo em troca de uma amizade
E sonhar e sorrir
E esquecer o rancor
E cantar e sorrir
E sentir só amor

[Verso]
Eu sou rebelde porque o mundo quis assim
Porque nunca me trataram com amor
E as pessoas se fecharam para mim
Eu sou rebelde porque sempre sem razão
Me negaram tudo aquilo que sonhei
E me deram tão somente incompreensão

Ô música pra ter versões...

E Deus conserve minha capacidade de rir de mim mesma sempre. 😎

O copo meio vazio

O ser humano consegue ser estreito a despeito de todos os recursos que têm.

Eu hoje dei um exemplo disso, que é um exemplo tão corriqueiro que é possível vivê-lo todos os dias. Várias vezes ao dia. 

Um exemplo bobo, mas veja bem... Um produto ficou 25% mais barato do que quando eu o comprei na Black Friday. Fiquei puta e me senti perdendo dinheiro. Logo, fui pensando em quanto dinheiro poderia ter economizado este mês, mas por situações como essa, perdi. E uns minutos depois afastei esse pensamento porque eu não só perdi, eu também ganhei dinheiro inesperado. Mais até do que perdi. Mas por que a gente só foca no ruim, no copo meio vazio? Eu sei que isso tem a ver com processos evolutivos, mas tá na hora de atualizar ou mesmo trocar esse programa. Já!