quarta-feira, 29 de abril de 2009

Guerra Fria é realmente coisa do passado

Por essa Ronald Reagan com certeza não esperava: ver um dos ícones da beligerância americana, o ator Mel Gibson, fraquejando diante da Rússia. Ou melhor, da cantora [e há quem diga ex-prostituta] Oksana Grigorieva [Oksana? Rosana?... "Como uma deusaaaa você me mantéééém..."].
É bem verdade que Mel já vinha sendo derrotado pelas armas russas em estado líquido [vodka], mas não suspeitava que também fraquejaria com as sólidas. Tsc, tsc.
Ah, falando sério, fiquei triste com Mel. Depois de tudo que Robyn, a ex-mulher, já agüentou dele [lidar com um alcoólotra por 30 anos não é para qualquer um!], ela não merecia que ele saísse por aí desfilando com uma qualquerzinha. Cada um sabe de si, mas, superficialmente analisando, faltou consideração da parte dele. Caberia aí uma "quarentena" pós-divórcio. Ficou implícito que ele estava com essa moça antes do pedido formal.
Quanto a essa Oksana, não está passando mal, de jeito nenhum. Ô!... Cá aqui entre nós, eis um coroa que super vale a pena [tenho essa opinião desde que ele ainda era trintão e fez aquele filme "Eternamente Jovem"!]; uma raridade mesmo em Hollywood. Além de Mel ser um dos homens mais ricos e famosos dos EUA, tem a fama de beijar muiiito bem - palavra de várias atrizes que já contracenaram com ele, entre elas a lésbica Jodie Foster [costumava me divertir horrores vendo "Maverick"!!] e a veterana Diane Keaton. Será que ele ainda vai arriscar um 8º filho com essa inha aí? Hummm...
Quanto a mim, só fico feliz pela confirmação de Mel da sua preferência por morenas! Apesar de insensível, ele continua, ao menos, inteligente. :D
Mas Robyn não merecia. Tadinha!... Poxa, Mel!... :(

sábado, 25 de abril de 2009

Obama é o cara!

Só espero que o novo presidente dos EUA não faça nada decepcionante, a exemplo do que Lula fez em 2005. Mas se ele pisar na bola e conseguir ser charmoso como Bill, talvez ainda continue achando que é o cara, apesar disso [nada se compara ao cínico imbecil do Lula! O "caríssimo" presidente, no episódio do Mensalão, ficou visivelmente desconcertado, mas não como quem foi desapontado e sim como quem foi pego no flagra. Nem mentir sabe!...].
Enquanto nada de ruim acontecer, continuarei empolgadíssima com o governo Obama!!
"YES, WE CAN!!!"
[Lembram dessa frase, em "O professor aloprado"? Sherman costumava devorar o pote de M&Ms enquanto repetia, junto com a tv, esse bordão, dito à exaustão por um guru da boa forma. Era um pouquinho só diferente: "Yes, you can!".]

Isn´t she lovely?



Suri Cruise fez 3 anos dia 18. E como a dona deste blog é fã da mãe dela e mais ainda da própria garotinha [além de ter tido, claro, sua fase Top Gun/Coquetel, na pré-adolescência!], fica aqui uma singela lembrança.
Ó que coisa mais fofa, mais gostosa!... Ainda chama Tom de "Papai Cruise". Ela não é adorável?
[Deus, por favor, manda aí um sobrinho ou vou acabar sendo influenciada por uma certa personagem da reprise das duas da tarde. hehe]

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Até tu, Santorus?

Declaro que acabei de deixar o fã-clube informal de Mr. Santoro. Um ator que dá esse cartaz todo a Fernanda não merece o meu aplauso - e tenho dito!

Já que você falou como marcou sua passagem em Cuba, agora quase nove anos depois de sua passagem pela Bahia, para as gravações de “Abril Despedaçado”, o que te vem à memória quando falamos disso?
Cara, passei quatro meses direto aí na Bahia, sem sair daí para nenhum outro lugar. Fiquei em um lugar chamado Ibotirama. Foi uma imersão muito grande, então aquele lugar ainda existe, mora dentro de mim. Tive uma experiência fantástica, nadei muito no Rio Francisco. Foi muito interessante. As pessoas que eu conheci desse lugar eram pessoas conectadas com a natureza. Lembro de ter aprendido muita coisa boa. Todos lá, nem digo só da produção do filme, nos ajudaram a fazer o filme.
(Rodrigo Santoro, em entrevista ao jornal A Tarde, de 24/04/2009)

domingo, 12 de abril de 2009

Menino Maluquinho


Entre as inúmeras roubadas que entrei nessa existência, via Alosa, a menos pior delas atendia pelo nome de Carlos Petrovich - ou apenas Petrô. Foi no verão de 2002/03 que Alosa e eu nos juntamos aos bons para abaixar a média da optativa oferecida pela Escola de Teatro, às sextas-feiras, capitaneada por Sir Petrovich.
Em meia-dúzia de palavras, para quem por acaso não souber de quem se trata, Petrô foi ator de Glauber Rocha, um dos fundadores do Teatro dos Novos e no plano espiritual, filho de Ogum. Um ator nos palcos e na vida. Não me refiro a falsidade ou coisa do tipo. Não foi isso que quis dizer. Aliás, eis um defeito do qual passava longe - sofria, pelo contrário, de sinceridade crônica e aguda. Sabia e gostava, isso sim!, de reinventar a realidade, o cotidiano. De cara, foi nos incentivando a fazer o mesmo:
- Mudem! Comecem pela maneira de tomar banho - aconselhava e depois exemplificava: Pra quê começar de cima para baixo? Comece de baixo para cima, esfregue-se de um jeito diferente!...
Petrô tinha uma implicância séria comigo. Não, não era bem isso. Petrô gostava de me provocar. Para ser mais exata ainda, adorava provocar qualquer um que lhe desse brecha, como se quisesse nos ajudar a desenvolver a capacidade de improvisação.
Lembro de um caso, de um colega de classe malandro, daquele tipo que só pela foto do RG você já identifica o "tipo psicológico" do cidadão. Pois bem, após ter matado o primeiro mês de aula inteirinho, alegando problemas de trabalho, o cidadão veio direitinho uma semana e na seguinte, chegou quase na metade da aula. Detalhe: nosso professor odiava impontualidade. Sabe o que a criatura disse? Que estava atrasado de qualquer jeito, e tinha duas opções: sair sem café da manhã ou se atrasar mais cinco minutos - contagem dele - e tomar café, e que ele priorizou fazer a tal refeição para estar justamente mais disposto no restante da aula. Petrô passou-lhe o sabão na frente da turma, mas seus olhos denunciavam o orgulho que, no fundo, sentia do pupilo. "Ah! Um talento desses no teatro!..." é o que aposto que se passava na cabeça dele, isso sim!
Não tive semelhante sorte. Pelo contrário: ele pegava bastante no meu pé!
Um dia, cheguei atrasada. Acordei com uma cólica de lascar o cano. Ele veio me questionar, com cara de zangado. Eu contei o que havia se passado. Ele simplesmente apontou pra mim e exclamou, diante de toda a sala:
- Tá vendo aí! Tá vendo aí! Não conhece o próprio corpo!
Um dia, quase provocou uma saia-justa entre mim e uma colega. Primeiramente, ele me botou numa sinuca de bico. A colega ao lado, simpática, me auxiliou. Nem tive tempo de me virar para agradecer, e ele foi logo exclamando:
- Tá vendo aí! Neeem agradece!
A tal moça me defendeu e foi aí que ele sossegou.
Por último, fui sugerir algo que não me recordo exatamente, e ele comentou:
- Ela tem nome de imperador! Olha como ela é autoritária!
Poxa, começo a pensar que ele não ia, realmente, com a minha cara! :( Não, peraí que ele me fez um elogio, uma vez: disse que eu era atenta aos outros e valorizava as falas de meus colegas nas minhas próprias falas. Também gostou do plano de vida que tracei para mim, no nosso exercício final da disciplina [belo plano, mas pena que ele ainda não se concretizou! :D]. Petrô, aliás, tinha uma "superstição": a de que as coisas só acontecem na nossa vida quando fixamos uma data para isso, quando botamos prazo para que elas se concretizem.
Petrô também dava muita importância à sedução e à família.
Como grande parte dos homens sensíveis, do teatro, ele dava muito valor à figura feminina. Até nos indicou umas leituras a respeito. Contou, várias vezes, as artimanhas de moleque que usou para seduzir a esposa, Vanda Machado.
Uma vez, discursou longamente sobre a importância do perfume. Por fim, sobrou para moi cheirar a barba dele. Pode?! Com Petrô, podia tudo! Ô!... No final do semestre, ao comparar minha nota com a de Alosa, fiquei brava ao ver que a pessoa havia passado com meio ponto a mais que eu na média. Pensei, chateada, cá com os meus botões: "Poxa vida, Alosa não fez nada e eu até tive que cheirar a barba da criatura!...".
Admirava à beça a relação afetuosa que tinha com o neto. Sua relação com essa criança, a julgar pelo que contava em sala, era das mais estreitas. Deveria ser uma delícia para o menino ter um avô como Petrô. Pense aí: de um lado, o garoto tinha por perto alguém com ampla vivência, muita coisa para transmitir, uma grande visão de vida; do outro, um velho com alma de criança, que falava de igual para igual com ele e que, acima de tudo, tinha verdadeira adoração pelo pequeno.
Quando o nobre ator morreu, há quase quatros anos, pensei no neto. A grande perda naquele momento, a meu ver, era do neto do falecido. Teria sido valioso para o menino tê-lo por perto na puberdade e na época da faculdade, pelo menos.
Não saberia dizer se Petrô intuía que lhe faltava pouco tempo de vida, mas era inegável a importância que dava à tarefa de transmitir sua experiência aos mais novos. Pouco aprendemos de teatro na disciplina. Pouco nos exercitamos nessa arte. Mas ele gostava de ensinar e queria sinceramente nos preparar, de algum modo, para a vida. Há algum tempo li uma frase de um autor indiano, que me remeteu aos quatro meses de convivência semanal com aquele professor de teatro, e dizia algo mais ou menos assim: "É impossível ser infeliz estando no presente. A infelicidade vem quando estamos com a mente ou no passado ou no futuro". O objetivo de Petrô, naquela disciplina, era justamente o de despertar as duas condições básicas para que alguém viva plenamente o presente, feliz consigo mesmo: estar consciente e ter comprometimento.

Sem mais o que dizer sobre essa marcante figura do cenário artístico baiano, apenas me resta puxar, aqui, um VIVA PETRÔ!!! - porque na minha mente e na de tantos outros que o conheceram, sua lembrança permanecerá por muito tempo ainda vivíssima, tanto ou mais que a sua colorida personalidade.

sábado, 11 de abril de 2009

Milagres

Post dedicado à Ingrid, à Luize e à Julia.
Na foto, Jorge Amado, que apesar de comunista, nunca deixou de crer em milagres. Homem cuja fé, aliás, inspirou a letra abaixo.

"Quem é ateu
E viu milagres como eu
Sabe que os Deuses sem Deus
Não cessam de brotar, nem cansam de esperar"
[Milagres do Povo - Caetano Veloso]*

"Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível".
[Dom Inácio de Loyola]

"Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre."
[Einstein]


Outro dia, numa palestra intitulada "Cura x Milagre", a expositora, uma médica, afirmou que não existem milagres e sim cura. Ela falou de doenças, sua causas e soluções, usando casos que atendeu em consultório como exemplos. A médica defendeu a teoria nada inédita de que a doença é sinal de algo maior e geralmente surge quando a gente perde o alvo, ou melhor, se perde do nosso self. Exemplos: dor nas articulações, nos joelhos, teria a ver com submissão, humilhação e autoritarismo; dor de garganta, com coisas não ditas; problemas de estômago, com tristezas acumuladas e reprimidas. E por aí vai.
Assim sendo, na identificação da perda de si mesmo estaria a cura de várias enfermidades, o que de milagre não teria nada, a seu ver, uma vez que a solução não viria do acaso, mas sim da recomposição da "trilha" que nos leva de volta a nós mesmos.
Em meio a explanação, a doutora deu uma definição para a palavra "pecado" que, garanto, para mim vai se tornar inesquecível. Ela contou à platéia que, na verdade, significa "perda do alvo". Assim, quando Jesus curava um enfermo e lhe dizia "Vá e não pequeis", ele não ordenava à criatura que não mais errasse [eis a palavra "pecado" no sentido que nós conhecemos], que vivesse em santidade, mas que não mais se perdesse de si mesma. Eu achei isso tocante, belo, e muito mais condizente com a figura de Jesus que eu tenho na minha mente.
Ontem mesmo assisti a cinebiografia de Maria Madalena. Ela foi uma mulher sofrida, traída e usada por algumas das pessoas de quem gostava. Em meio a algumas situações de sua vida, se encontrava, por acaso, com João Batista, por quem sentia uma simpatia instintiva. No primeiro encontro, ele a convidou para que se juntasse a ele e a seus seguidores. Ela recusou. Depois, o primo de Jesus sempre lhe perguntava se ela estava bem, o que Maria respondia afirmativamente, mesmo que fosse mentira. João Batista insistia: "Tem certeza que encontrou o que procurava?". Ela se calava porque sentia, no seu íntimo, que não, que havia se perdido de si mesma. Houve épocas em que até viveu muito bem, como quando morou no palácio de Herodes e era amante de um general por quem nutria um amor verdadeiro e vice-versa. Mas no fundo não era feliz. Daí veio aquela cena que todo mundo conhece, a que Jesus expulsa seus demônios. Por demônios, podemos entender o ódio que ela nutria pelos seus malfeitores, a sede de vingança, a vontade de ser amada por um homem, enfim, tudo aquilo que a movia mas que a fez se perder de si mesma, da sua essência, e que não lhe fazia bem. "Vá e não pequeis". Ela, ao que parece, não voltou a pecar, mas não se foi. Fiel como um cão, seguiu Jesus até o fim.

Quando era pequena, não acreditava em Deus. Achava que Ele era um amigo imaginário dos adultos, quase como as minhas bonequinhas de papel eram minhas amigas. Como nunca botei muita confiança nos discursos de minha mãe, mulher de fé fervorosa que adorava me falar - ou melhor, me amedrontar - de um tal Deus proprietário de um caderninho no qual tudo que eu havia feito constava, aí mesmo que me custava acreditar nesse chefe do universo, uma espécie de Rambo cósmico, precursor de Stallone e cia.
A rejeição era tão forte que não suportava nem entrar na igreja. Toda segunda-feira, minha mãe ia à missa, à noite, e, antes disso, acendia uma vela na capela. Adorava acender a tal vela, mas dava no pé e voltava para o carro assim que ela ia rumo à igreja. Meu pai tentou até me levar à catequese, mas eu apenas comia o lanche do início da aula e me mandava. O velho desistiu, claro. Não era vantajoso para ele acordar sábado cedinho só para eu tomar café da manhã pela segunda vez no dia. Na cruzada em prol da minha alma, ainda tinha minha vizinha, Glória, mais ou menos da minha idade, que tentava me arrastar para a missa matinal, domingo após domingo, da qual eu fugia mais que o Diabo da cruz! Lembro-me de uma cena patética: eu presa pelos braços à cabeceira da cama de minha mãe enquanto Glória me puxava pelas pernas para ir à missa. Não foi comigo que a pequena Glória fez jus a seu nome e alcançou a glória de arrebanhar mais uma alma perdida para o Senhor. :D
A parte curiosa é que, intuitivamente, sabia que estava perdendo com isso. Não falo de religião, de freqüentar igreja ou de fazer primeira comunhão. Não, não. Eu perdia por não crer; queria ter fé! Minha prima Fernandinha sempre foi, a despeito de qualquer coisa, uma pessoa de muita fé. Ela sempre falou de Deus de uma forma muita vigorosa, convicta, e isso desde muito pequenininha. Eu achava aquilo bonito demais, me impressionava com o fervor do discurso dela, mas não conseguia sentir o mesmo.
Hoje eu tenho fé, mas como quase tudo em minha vida, isso não me veio de mãos beijadas. Muito pelo contrário. Batalhei por cada centímetro dela, por mais de 20 anos. E valeu a pena. É a maior ferramenta de um ser humano, o maior presente que se pode ganhar na vida. A fé te dá a serenidade para enfrentar o que for [vide Ô Ingrid! :P]. Só vivendo isso para saber do que estou falando.
Mas mesmo antes da criatura aqui se unir ao Criador, a figura de Jesus já me dizia muita coisa [aliás, as pessoas nunca me entendiam quando dizia que não sabia se Deus existia mas que acreditava muito em Jesus Cristo. Era um tal de "Como pode?! Ou acredita nos dois ou em nenhum, ora!"]. Para começar, nunca vi nele aquela criatura linear nas emoções, zen, que as pessoas vêem. Jesus, pra mim, sempre foi muito humano. Digo humano no melhor sentido da palavra, claro. Jesus se zangava com as pessoas [os fariseus que o digam!], tomava partido ["Quem nunca pecou que atire a primeira pedra!"] e até resmungou, ao carregar a cruz ["Pai, por que me abandonaste?"]. Aliás, sempre sacava da cartola esse argumento quando minha mãe vinha com aquelas frases by Bíblia Sagrada, tentando me forçar à perfeição. hihihi...
Falando sério, sinto muito que muita gente, ainda que com as melhores intenções, insista nessa abordagem errada dos ensinamentos bíblicos. No que se mata a humanidade do seu interlocutor, mata-se, de quebra, a credibilidade do próprio discurso.
Minha sorte é que, apesar de ser uma extremista [basta dizer que quando saí do Farol de Itapuã, fui parar no Farol oposto, o da Barra! hehehe], sempre soube aproveitar a parte boa das experiências e discursos ruins. Eu não me disvirtuei apesar do discurso desastroso de minha genitora na tentativa de me pôr no caminho do bem e da fé. Eu apenas sempre soube respeitar a minha humanidade. O que Jesus diz é o ideal, é a meta final. Responder ao mal com o bem [o famoso "dar a outra face"], por exemplo, é o comportamento ideal. Mas quero ver aquele que, ao ser sacaneado, não vai sentir o impulso de revidar, na mesma moeda! Claro, com um pouco de calma, a pessoa prejudicada vai se livrar da idéia de vingança, vai chegar a sábia conclusão de que isso não é o melhor a ser feito, que o revide não leva ninguém a lugar algum que seja bom. Mas, a princípio, vingar-se é o que quase todo mundo vai desejar fazer.
A evolução interior de um ser humano, para mim, é comparável aos aprendizados básicos da infância: quando uma criança aprende a escrever, espera-se que em 10 anos, ela esteja escrevendo em sua língua com perfeição ou o mais próximo disso, mas até lá, erra-se um monte. Um bebê que dá os seus primeiros passos, eventualmente cai, tropeça, mas um dia estará correndo, andando perfeitamente. É preciso não perder de vista o ideal, fazer o máximo para atingi-lo, mas é preciso reconhecer e respeitar os próprios limites. O contrário disso é o orgulho, é a vaidade, e a principal lição do Cristo tem justamente a ver com amor, humildade e solidariedade. Pequenos e consistentes passos rumo à virtude são mais valiosos que grandes rasgos de "perfeição moral" que mais têm de exibicionismo que de perfeição e de evolução espiritual. Como dizem os italianos, chi va piano, va sanno e va lontano. A parte dos meus genes que vem de Minas acredita plenamente nisso.
Só não vale usar essa de "respeitar a própria humanidade" como desculpa para cometer transgressões que facilitem a realização de desejos pessoais, para satisfazer caprichos. Isso não é humanidade; é esperteza, egoísmo, cinismo, isso sim! Muiiita calma nessa hora, minha gente. Nunca o tal do "orai e vigiai" foi tão necessário quanto em nossa época. Muito cuidado com as idéias que se vai comprar. Vivemos num tempo no qual "tudo é relativo". Para todo mal que se queira fazer, haverá uma boa desculpa para isso, uma idéia engenhosa - porém falsa - que a valide. É como a história do funcionário público corrupto que defende seu erro dizendo que se ele não roubar, outro o fará, e que, portanto, troca-se apenas o sujeito da ação.
Tive um insight sobre isso lendo "Lolita". O professor começa a narrativa justificando o seu "amor" pela garotinha através da História. Humbert Humbert argumenta que em determinadas culturas, as meninas se casam com 9, 12 anos, e que até pouco tempo atrás, no mundo ocidental, isso acontecia sem que qualquer homem que se casasse com uma menina fosse classificado de doente ou amoral. Ou seja, se até para a pedofilia conseguem arrumar um bom argumento... Ficou claro, agora, o meu ponto de vista sobre a tal "verdade relativa"?
Enfim, muito cuidado com as ações e especialmente com os pensamentos, a origem de tudo! Cuidado para não pecar, isto é, para não perder o alvo, para não se desligar de si mesmo! A vida passa muito rápido, hoje em dia, e é muito fácil viver, agir inconscientemente.

Deus só quer, a meu ver, uma coisa da gente: positividade, o que se traduz por pensamentos, palavras e ações de boa qualidade, verdadeiros, construtivos, de preferência, que reflitam também positivamente na vida do próximo. Algo próximo daquela frase de Gonzaguinha, batidíssima em Orkuts e MSNs: "Fé na vida, fé no homem, fé no que virá".
Há uns 15 anos, assisti, no Programa de Amaury Jr., uma entrevista com uma figura ligada à Igreja Católica. O sujeito dizia que, na verdade, o terceiro segredo de Fátima, que o Vaticano guardava até aquele momento a sete chaves, era mais ou menos isso, e se referia ao fato de que Deus não faz questão alguma que tenhamos uma religião. Ele apenas quer que pratiquemos o bem, que sejamos cristãos na alma. Está certo que ter Amaury Jr. como fonte tira um bocado da credibilidade da coisa [risos], mas acredito que seja esse mesmo o conteúdo do terceiro segredo e não aquela bobagem sobre o atentado contra João Paulo II.

Quando pequena, ia freqüentemente à casa de minha vizinha, Renatinha, na 11, pegar emprestado os livros, produzidos para o público infantil, que contavam histórias da Bíblia. Fantásticos! Grandes exemplos de conduta, de coragem, de persistência no "alvo". Belos milagres movidos pela fé dos homens.
Apesar das idéias da doutora da palestra terem sentido para mim, acredito na cura tanto quanto no milagre. Eu penso que milagres existem, sim. Mas, claro, eles não se originam exatamente do nada. Eles vêm da fé humana, da força da mente dos homens que crêem e que tudo pode tornar realidade a partir disso. E isso não quer dizer que é preciso necessariamente se encontrar ou algo do tipo para haver um milagre. Às vezes, a cura, ou melhor, o milagre, vem justamente da capacidade de se perder em Deus, no todo, no sentimento puro, por vezes inexplicável, e forte da fé. Os orientais mesmo dizem que o estado de plenitude tem justamente a ver com o não ser, com a capacidade de se livrar do ego e se fundir ao todo. Aliás, é muito ocidental essa crença de que tudo tem que ter uma razão, uma lógica, uma conexão egóica.
Eu sigo acreditando em milagres. Viver é um grande milagre. Eu mesma experimentei, há muito pouco tempo, o meu milagre fundamental - como, então, não acreditar em milagres?


* Ahhh, eu vou fazer uma declaração de amor, aqui: Eu amo a Bahia! Obrigada, meu Deus, pelo milagre de ter me tornado baiana [ou melhor, por ter me curado de ser brasiliense - brincadeira! hehe]!

Eles são as verdadeiras fifis!

Fofoqueiros, sim senhor
Estudo mostra que os homens passam mais tempo falando da vida alheia do que as mulheres

Motivo Para 58% das pessoas entrevistadas, a fofoca funciona como fator de integração e aceitação no grupo

Fofocar é um dos traços mais intrínsecos da personalidade humana. Maldoso ou engraçado, não há quem nunca levou adiante um disse-que-disse. E as mulheres sempre ganharam a fama de mexeriqueiras. Mas um levantamento da empresa mundial de pesquisas OnePoll, realizado com cinco mil pessoas, mostrou que os homens gastam mais tempo cuidando da vida alheia: 76 minutos por dia. Entre os assuntos masculinos preferidos estão histórias sobre amigos bêbados, colegas da época de escola e a garota sexy do trabalho. As mulheres perdem 52 minutos diários para comentar sobre outras mulheres, se queixar de sexo e apontar quem está acima do peso. Para eles, não há melhor lugar para fofocar do que o escritório. E 33% ficam felizes com isso. Nem o sexo, para 31% dos homens, é tão importante quanto a fofoca. Enquanto isso, elas elegem o lar como local perfeito para destilar um veneno e, em 50% dos casos, debater detalhes da vida íntima.

Para 58% dos entrevistados, a fofoca funciona como fator de integração e aceitação no grupo. Essa característica de promover a integração é real, diz a psicóloga Catarina Tanaka, professora da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, que defendeu a tese de doutorado A Psicologia Social da Fofoca, na PUC de São Paulo. "É um fenômeno que une em torno de um assunto em comum", diz ela. "Também é percebida como uma atividade relaxante, quando feita em tom de brincadeira." Catarina afirma que há mais fofoca durante crises econômicas. Surgem os comentários sobre o que pode acontecer na empresa e, ao mesmo tempo, os funcionários buscam uma válvula de escape para as tensões. Falar do outro é uma saída e talvez por isso os homens estejam futricando além da conta. "Quanto às mulheres, com até triplas jornadas de trabalho, sobrou menos tempo", diz a professora.

Aos que se animaram em contar a última, um aviso: a fofoca pode ter um lado destrutivo e arruinar reputações. "Historicamente, a inveja é a principal motivação do boato. Há pessoas que não se conformam que o outro seja feliz", diz o ator Cacau Hygino, autor do livro Fofoca - essa simpática palavra e suas consequências imprevisíveis, lançado em novembro. Para Hygino, a fofoca acaba virando contra o fofoqueiro: "As pessoas observam que aquele indivíduo só sabe falar mal dos demais. Acabam duvidando do que ele diz e se afastam." Dentro dos limites e com leveza, porém, ela diverte

terça-feira, 7 de abril de 2009

Brilho pela ausência

Myrna não se chama Rosana, mas "as coisas que me diz, me levam alééém". Sem ela, "ai de nós"!
Myrna, para quem não sabe, é o "lado feminino" de Nelson Rodrigues, que respondia a correspondência sentimental de leitores de jornal, nos anos 40. A coletânea das melhores cartas e respostas leva o nome de uma das mais marcantes frases de Myrna: "Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo".
Vejam, abaixo, uma pequena amostra de "doutora Myrna" em ação:
"Creio que, das cartas que tenho recebido, a de Jandira é uma das mais interessantes. Ela explica, às primeiras palavras, a natureza do seu drama: 'Brigo muito com Adalberto. E só acho, verdadeiramente, graça nele na sua ausência.' Aparentemente, o caso de Jandira é extraordinário. Uma mulher que prefere o bem-amado longe! E, no entanto, este é um caso bastante comum. Nós sabemos que todos os homens amam, inclusive os esquimáus. Dentro dessa quantidade tremenda – quantos homens cultos, inteligentes, interessantes? Uma minoria irrisória. O que existe, multiplicado por não sei quanto, é o namorado ou noivo ou esposo desinteressante. Chegamos, então, a um ponto crucial: que deve fazer a mulher de um cidadão nessas condições? Não nos cabe nem mesmo o direito de desejar que o chamado homem desinteressante desapareça. Porque assistiríamos a um espetáculo tenebroso: o súbito despovoamento do mundo."
Trecho de "Não Se Pode Amar e Ser Feliz ao Mesmo Tempo"

McFlagra

Sabem quem promoveu a maior agitação na praça de alimentação do Shopping Barra, hoje? Uziel Bueno. O apresentador do programa "Na Mira" [TV Aratu] parou no McDonalds e foi reconhecido pelos funcionários do fast food e por alguns telespectadores que lanchavam no local. Foi um tal de sacar o celular com câmera para tirar uma foto com o rapaz... Uziel não se fez de rogado: sacou seus óculos escuros, pra sair bem "gatcheeenho" nas pics!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Je suis desolè!


Da série "Pardón, periferia", minha irmã e Camila Pitanga, em Paris! Estou com inveja, desolada! :P
[Reparem como a global é bem mais bonita sem maquiagem do que produzida]

domingo, 5 de abril de 2009

Cinderela Baiana


Por Juju Balangandãs
Enviada especial do "Over Night"

"Ah-há! Uh-hu!... Ô Julia eu vou comer o seu bolo!"

Não só comi o bolo [que estava uma delííícia!], como ainda peguei o buquê!!! Rá, rá!... Será que isso funciona?! Bem, o arranjo tem até o dia 13 de junho para mostrar a que veio, do contrário, o Santo Antônio vai para o congelador! hahahaha

Dona Julia Lima casou ontem pela segunda vez - com o mesmo noivo, é bom esclarecer. A cerimônia foi "pra baiano ver". Depois de dizer "sim" em português de Portugal, Julia veio, como dizem, "contrair matrimônio" no Brasil, diante da família e dos amigos - mera desculpa para usar dois vestidos. Eu estava na lista. Fui, aliás, de carona com a madrinha, miss Elen Vila Nova. Uma carona cheia de arte, by the way, cujos detalhes são proibidos para maiores de 18. Antes disso, tive um pré-festa que, nas palavras de minha irmã, após ouvir meu relato, foi um pesadelo. Para dizer o mínimo, até a zorra do lápis de olho sumiu; minha mãe, que havia viajado pela manhã, levou o dito cujo. Detalhe: quando é que minha mãe se maqueia, pelo amor de J.C.?! Tsc, tsc, tsc... Nessas horas, me questiono: por que nada na minha vida pode se dar de um jeito convencional, sem trapalhada, sem sufoco, hein? "Peço a ajuda dos universitários". :P
Chegamos ao casório, em Piatã. A cerimônia foi num espaço de festa. Nada de igreja, dois espaços, duas "viagens" dos convidados. Uma benção simbólica e, pronto, feeeesta. Quer saber? Assim é muito mais charmoso [isto é, dentro do que é possível nesse calor infernal... Caramba, fez calor na noite da festa!...]. No exterior, o povo casa discretamente, digamos. Aqui no Brasil, a gente faz essa coisa espalhafatosa, com igreja, clube e mais não sei o quê. Esse foi um casamento light: poucos convidados, tudo ocorrendo num mesmo espaço. Gostei. Se um dia casar, vou copiar o modelito da cerimônia.

Por falar em modelito, tivemos uma sósia da Ana Maria Braga por lá. Alguém me perguntou: "O que ela faz aqui?". Eu respondi: "Minha pergunta seria diferente: cadê o Louro José, que não veio?". Queria que a festa tivesse durado até o amanhecer, só pra ver se ela também gosta de gritar "Acoooorda, mininooooo!".

Comédia! Aliás, só tinha comédia naquela festa.
A começar pela madrinha, Elenildes María, que ficou dirigindo as fotos da noiva com o noivo. Era um tal de "Amiga, faça pose de revista Caras! Tipo, cara de quem tá casando com um milionário em comunhão de bens e não assinou acordo pré-nupicial". hahaha... No final, Elenita ensaiou uma homenagem ao amor e à pátria que agora abriga o casal, cantando "Corazón partío". Senti alívio, sabe? Temia que ela puxasse a Macarena ou algo do tipo. Já pensou!? :D
Foi muito legal ver gente que não via há muito tempo. Gente que não via, se brincar, há cinco anos - a começar pela noiva e sua família. Foi massa reencontrar Galba, por exemplo!! Pô, maior saudade daquela peste!... Ter visto Val [ao meu lado, na foto] foi supimpa!!! Sempre é. Mas ontem foi mais. Sabe aquela coisa de você perceber o quanto estava com saudade só quando encontra com a pessoa? Pois é. Adoro essa criatura, e de graça! Ainda descobri outro igual, Diego [o que está com Julia, no lado direito da foto], meu novo amigo de infância, um caso raro de amor à primeira vista [assim como aconteceu com Val]. Dei muita risada também com Tâmara [a de vestido roxo, ao fundo]. Ela me contou umas histórias dela dignas de "Os Normais", muito engraçado! Gente alto-astral, com senso de humor, é tuuuudo!... Vi Casé, mas ele nem me reconheceu. Fiquei batida. O povo me disse que eu estava muito diferente, realmente, mas poxa, francamente... :(

A noiva não mudou muita coisa, apenas está mais branca. A primeira vez que ouvi a sua voz, na festa, foi na hora dos votos. Nossa, o timbre estava diferente, encorpado. Eu fiquei pensando na mudança, conjecturando sobre a possível absorção do sotaque lusitano e coisa e tal. Mas conforme o champagne foi descendo, a velha Julia foi ressurgindo, em alto e bom som. Ô!... O noivo é figura, muito boa praça. Cheguei lá, e ele foi logo me saudando. Ou intimidando, ainda não sei ao certo! rsrs... "Pois então você é a Juliana que fica 4 horas no MSN com a minha mulher, enquanto eu fico sem nada pra fazer, é?!". Beeeem, não é bem por aí, gajo... No final, ainda deu o recado: "Vê lá o que você vai escrever naquele seu blog, viu?"... Tenho que pedir proteção federal, sabe? Escrever no blog virou atividade perigosa. Ou devo apelar para a liberdade de imprensa? Cartas à Redação.

Resgate

Gostaria de fazer um apelo aqui. Por favor, membros da As Greja Católica, devolvam Ingrid Bittencourt, oops!, Ingrid Campos à sociedade!! Há uns quatro finais de semana, não consigo falar com a minha amiga. Ela está sempre em reunião, quando não viajando. O máximo que consigo, agora, é barganhar um almoço, uma vez por semana, com ela.
Papa, "na boa", ponha um fim a esse seqüestro consentido!