sábado, 11 de novembro de 2017

It´s hard

Eu tô desistindo.
Eu acho que duas ou três pessoas com as quais tenho mais contato me tratam como ser humano. E olha que tem é gente me cercando. O restante tá o tempo todo mais preocupado consigo do que conosco. Penso assim: devo ser o meu foco, já que sou a minha única companhia constante e, por isso mesmo, sou meu interesse maior e mesmo quando estou com os outros, só consigo pensar o mundo do meu lugar; mas, quando estou com outra pessoa ou em grupo, o interesse no que eu preciso, penso e quero tem que ser diluído entre os sentimentos e necessidades das minhas companhias. É assim que se troca, que todo mundo ganha um pouco e ninguém sai lesado da convivência.
Tenho claramente a visão de que não estou sendo vista, considerada e escutada pelas pessoas em meus relacionamentos.
E depois as pessoas reclamam da falta de amor, que só arranjam porcaria, etc. Mas como é que vai rolar coisa boa entre gente egoísta ou sem autoestima (em ambos os casos, o principal interesse é sugar dos outros, o que muda é se de forma ativa ou passiva)? Não rola, né?
Eu tô desistindo. É muito cansativo e pouco recompensador.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Nova portaria - Largando a síndrome de Mulher Maravilha

Este documento revoga o hábito de anos de se meter na vida dos outros sem ser solicitada, mesmo quando a vaca estiver visivelmente indo para o brejo, mesmo quando a visão da situação for clara. A partir de hoje, só mediante solicitação e análise prévia do caso. Afinal, a vida é só uma e eu tenho a minha para cuidar. E ninguém ajuda alguém que não deseja ser ajudado. Poupemos energia, elétrica e vital.
Salvador, 08 de novembro de 2017.

O homem invisível

Outro dia, num show, encontrei um cara que eu sei que é a fim de mim. Atração física e tosse são duas coisas difíceis de esconder. Eu gosto muito dele como pessoa, mas há zero atração. Sempre racional, disse a mim mesma, à guisa de me convencer de que estou sendo justa (e eu preciso? é seleção de mestrado?), que não rolava por causa dos dentes da criatura. Mas há algo nele que não "desce redondo". Não que ele tenha algum problema, mas algo nele se desconecta com o que eu quero.
Mas o que eu quero?! Só tenho uma noção pelos fragmentos, como nessa história, porque, confesso, nunca parei muito para pensar nisso. Mas deveria. Todos nós deveríamos, nem que fosse para reconhecer padrões negativos.

O que eu não quero (fica mais fácil pra começar):
Fume (inegociável)
Beba (além de socialmente)
"Beato" (e isso inclui só falar de futebol ou política)
Seja "descansado" demais, irresponsável, folgado
Seja estressado demais
Ganhe menos que eu, porque eu não consigo nem quero sustentar dois
Tenha problemas em assumir compromisso (que isso é coisa de gente superficial e eu odeio gente superficial)
Egoísmo
Seja desrespeitoso com as pessoas, especialmente com mulheres
Que não tenha valores sólidos
Que seja inflexível
Hipócrita
Que ache que tá me fazendo de besta, porque eu pesco de longe
Que não goste de ir pra restaurante ou não goste de viajar
Que odeie cachorro
Mesquinho
Sem higiene
Que fale muito ou não fale nada
Que seja ruim de toque, pouco carinhoso
Que seja de Direita e ache que não foi golpe (é sério)
Aceitamos burrinho, contanto que a bondade seja diretamente proporcional
Enfim, tô dispensando pobre de espírito, que todo o resto, estando vivo e disposto, dá-se um jeito

Quero...
Amor verdadeiro, porque é o único bom motivo
Bom caráter, porque eu sou
Atração física, que sou humana, não santa
Carinho, que eu gosto e sei fazer
Parceria, senão é melhor ficar só
Generosidade, que é pra não se ressentir no meio do caminho, porque eu sou generosa
Honestidade, afinal, é preciso confiar
Comunicação, já que "homens são de marte e mulheres, de vênus", é preciso querer se ajustar
Senso de humor, porque eu tenho
Valores parecidos, disso não abro mão
Responsabilidade, porque não sou mãe de ninguém
Sabedoria, pois eu preciso ter o que aprender
Sensibilidade, que ninguém merece "autista"
Atitude, porque, confesso, tenho desprezo por gente fraca
Ganha pontos: ser moreno, ter sorriso e mãos bonitos, cozinhar, ter voz bonita, trocar a resistência do chuveiro, tocar instrumento, fazer massagem, me dar carona, odiar Luciano Huck e Sandy e gostar de eventos culturais
Em suma, minha versão masculina, com a exceção dos opcionais, hehe.

Tudo isso aí é o ideal. Não sei se existe, onde mora e o que come. Mas uma coisa decidi: posso me decepcionar, estar até com um homem longe do ideal, mas ele vai ter que pelo menos me encher os olhos. Chega de dar bola a quem eu "deveria" e ainda quebrar a cara depois. Se é pra ter dor de barriga, que pelo menos a comida seja deliciosa. Mas eu gostaria mesmo é de um manjar dos deuses, de deixar a pança cheia e a alma satisfeita, hehe.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

The space between us

Parece bobagem, mas não é. A gente lida mal quando descobre que gente que a gente ama não compartilha do mesmo sentimento intenso sobre certas coisas. Parece que um cluster se apaga no outro, deixando ele um pouco menos luminoso aos nossos olhos. Com o tempo, a gente trabalha isso internamente, aprende a lidar, mas dá uma pontadinha de tristeza lááá no fundinho do coração.
Sabe o que cura isso? O amor. Só o amor.
Sim, tô ficando piegas e acho que sentir-se amado cura muita coisa, inclusive a distância entre duas pessoas. :)