domingo, 14 de julho de 2019

Quer ir embora, vá...

Outro dia, andava eu no shopping com uma amiga e um (ex) amigo, pela terceira vez em dois anos, fingiu que não me viu, virou o rosto para o lado. Em outros tempos, eu ficaria arrasada. Hoje não. Se tivesse me cumprimentado, eu o teria feito também. Mas se não quis... Só sei que isso não me diz respeito, o problema é dele.
Já falei aqui que um (ex) amigo também está muito diferente de uns meses para cá. Outro amigo em comum está abalado com isso. Eu não.
Eu gosto das pessoas, eu dou muitas chances quando pisam na bola, mas quando eu dou adeus, é bye, bye (Quando me vir no Ilê, já não te quero mais). Não precisa ser traumático, virar inimigos. Mas eu me reservo o direito de ter sentimentos, e se eles se desgastam, simplesmente chega um tempo em que a pessoa não mexe mais comigo, não me diz mais nada.
A gente fica focando muito em quem vai, querendo saber os motivos, como se a gente fosse um produto deixado na prateleira, como se todo mundo fosse obrigado a gostar da gente. Até muito recentemente eu era dessas. Pedia desculpas até por me traíres. Mudei o foco. Eu quero saber de quem fica, de quem me valoriza. Deus me conserve assim.
É mais digno deixar ir do que ficar mendigando por relações tóxicas.