terça-feira, 19 de abril de 2011

Do the evolution, babies!

Aviso aos navegantes: o tema é pop, o post é frívolo.

Por esses dias, saiu o novo clipe de Britney Spears, "Hold it Against Me", do álbum "Femme Fatale". Apesar do título, o repertório continua o mesmo de quando ela cantava pendurada num balanço de uma árvore. Uma fêmea fatal não perguntaria "Você usaria isso contra mim?". Muito beicinho, muito menininha ainda pra assinar um álbum com esse título. Eu gosto de Britney, mas ela não age com sinceridade nessa carreira há tempos. Faz o que sabe que dá certo desde que surgiu no show business. Por essas e outras que Madonna continua Madonna. Com exceção de uma breve fase garota, sempre se posicionou como mulher, sempre procurou não se repetir. Discípula dela, só Lady Gaga, realmente.
Um pouco mais ousada porém tão estagnada musicalmente quanto é Sandy. Teve peito pra ir para a carreira solo, ok, mas continua cantando letras adolescentes. Ela é ainda muito verde compondo. Nessas horas, é preciso ter humildade e praticidade. Sandy deveria desistir, por enquanto, de compor todo o material e priorizar a gravação de letras de outros compositores. Luiza Possi faz muito isso, e dá supercerto.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Animal

Por estes dias, Delfim Neto atiçou a turma do politicamente correto dizendo que o animal empregada doméstica estava entrando em extinção (não lembro exatamente a frase, mas era algo neste sentido). A turma se revoltou com o uso do termo "animal". Não acho que o politicamente correto seja histeria vazia. É patrulha com função. Mas às vezes, na ânsia de não deixar nada passar, acaba minando a credibilidade daquilo que defende. Este caso nem foi gritante. Mas, hipocrisia à parte, como é mesmo tratada essa classe no Brasil, hein? Animal de estimação se dá melhor com a patroa que muita trabalhadora doméstica. São exploradas, sim, tratadas como animais de carga. Por que o choque com a expressão utilizada pelo Delfim?!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Direito de Escolha

Ontem assisti a um filme que há muito já tinha curiosidade de ver: My sister´s keeper, que em português ganhou o péssimo título Uma prova de amor (se eu dependesse só dessa informação teria desistido do filme pensando ser uma pieguice só, e ele está longe disso).
A sinopse é a seguinte:
"Concebida por meio de fertilização in vitro, Anna (Abigail Breslin, a menininha de Pequena Miss Sunshine) foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate (Sofia Vassilieva), que sofre de leucemia promielocítica aguda. Quando Kate faz 15 anos, ela passa a sofrer de insuficiência renal. Sabendo-se que ela terá que doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para a emancipação médica e os direitos sobre seu próprio corpo."
Se Anna se recusar a doar o rim, Kate não vai ter nenhuma chance de sobreviver, mas se ela doar, nada garante que a irmã irá se salvar. E mais: Anna terá restrições para o resto da vida por conta da doação do órgão. 
O pai das meninas, a partir do processo jurídico, começa a refletir se a filha de 11 anos foi negligenciada durante todos esses anos. A mãe fica furiosa com a recusa da caçula (na verdade, ela está quase enlouquecendo de desespero ao perceber que são poucas as chances de salvar Kate) e tenta conseguir a autorização para o transplante na justiça.
Difícil, não é? Até porque as duas irmãs não são rivais. Pelo contrário, se amam, e muito.
Gosto de filmes polêmicos. A deste filme é das boas. Mesmo sendo por um motivo muito nobre, é justo sacrificar tanto o corpo de alguém que tem uma saudade perfeita? E se essa pessoa não quiser se submeter a isso, ela está errada, ela não tem o direito de zelar pela sua integridade? Mas, por outro lado, tá valendo uma outra vida essa escolha pessoal...
De quebra, "Uma prova de amor" nos oferece uma reflexão sobre vida e morte (mas não vou me estender muito a respeito, pois teria que contar cenas do filme).
Enfim, assistam o filme. Garanto que não vão se arrepender (só não esqueçam o pacote de lenços).