quarta-feira, 29 de maio de 2019

Um detalhe que faz toda a diferença

Engraçado como as informações se encontram de vez em quando. Hoje, pela manhã, li nas redes de uma amiga advogada e mãe sobre uma nova vertente do feminismo, surgida em 2016, que quer desmarginalizar as mães, o feminismo matricêntrico. Mais tarde, vi uma matéria falando que o casamento pode ser bom pra mulher, desde que ela escolha o parceiro certo.
O feminismo sempre foi muito injusto com as mães e esposas e vice-versa. Há uma falsa compreensão do movimento de que marido e filhos são um impedimento à mulher - e essa é uma meia verdade. E existe uma compreensão equivocada das mulheres de que para ser feminista não dá pra ter família.
Pesquisas indicam que mulheres casadas são menos felizes que as solteiras e que não têm filhos. Vamos trocar "felicidade" por "menos satisfeitas" porque esse lance de felicidade é meio pessoal. Interpreto esse cenário assim: mulheres que não formaram família precisam fazer algo da vida. Ou criam um projeto de vida ou vão ficar mais deslocadas ainda numa sociedade que te vê como uma chocadeira em pleno século XXI. A própria dinâmica da maternidade e o discurso que se faz sobre a mulher no casamento empurram as mulheres para que elas não tenham projeto próprio de vida, mas que vivam através dos seus filhos e maridos. Essa é a armadilha. Qualquer ser humano roubado de si vai se sentir esgotado, mesmo que os ladrões sejam uns amores. Em qualquer interação, sempre fui da opinião de que tem que estar bom para todo mundo. O caso é que não está. As mulheres ainda se ocupam muito mais com a casa e com os filhos que os maridos, mas elas hoje dividem as despesas da casa e trabalham (graças a Deus!). Enfim, women, o lance não é ter filhos e maridos atrapalhando, o lance é ter um marido que divida casa e filhos com você. Esse é o "detalhe" que faz toda a diferença. A essa altura, não dá mais pra se dar ao luxo de ser o burro de carga da família.