Não vou posar, aliás isso que vou comentar aqui é quase um segredo de estado, pois me gera vergonha, ou melhor, mais que isso uma frustração profunda. Mas às vezes todo ser humano acaba sendo vítima das circunstâncias: do país onde nasce, da família que o recebeu, da época em que nasceu, do corpo que recebeu. É difícil essa tarefa de herói do dia a dia. Super Man tinha super poderes, eu não.
O meu corpo, que é bom no geral, me "presenteou" com uma falta de energia, que faz a minha "pilha" acabar muito rapidamente. Eu consigo um bom desempenho quando estou descansada, mas canso rápido. Um turno de atividades já me deixa esgotada. E daí tenho que conviver, depois disso, com um desempenho meia boca. O corpo não corresponde ao espírito, que tem muita energia. Estou sempre cansada e isso é frustrante. E ainda há o estigma...
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Ônibus 174
Vi o documentário só agora, 14 anos depois, para uma disciplina da pós. O cara, Sandro, era um pobre coitado, sozinho pra caramba, desde os seis anos por conta própria, traumatizado pela morte violenta da mãe e que, diante das câmeras, desempenhou o papel que aprendeu ser reservado a "gente como ele".
Eu sou uma versão mais rica de Sandro, nós temos muito em comum e, olha, pensando bem, ter tido mais dinheiro me livrou foi de coisa.
Tenho tendências inclusivas na política porque tenho pena, porque tenho remorso (sou essa parte da sociedade) e porque tenho consciência de que estamos aqui para tudo e não gostaria de pensar que, em casos extremos, algum sobrinho-neto, sobrinho-bisneto possa sofrer o mesmo que Sandro. Tem que haver um mínimo de amparo para todos. Isso não é nem ser bom samaritano, porque não me acho tão nobre assim; é ser inteligente.
Eu sou uma versão mais rica de Sandro, nós temos muito em comum e, olha, pensando bem, ter tido mais dinheiro me livrou foi de coisa.
Tenho tendências inclusivas na política porque tenho pena, porque tenho remorso (sou essa parte da sociedade) e porque tenho consciência de que estamos aqui para tudo e não gostaria de pensar que, em casos extremos, algum sobrinho-neto, sobrinho-bisneto possa sofrer o mesmo que Sandro. Tem que haver um mínimo de amparo para todos. Isso não é nem ser bom samaritano, porque não me acho tão nobre assim; é ser inteligente.
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