A gente cresce achando que todo mundo vai se casar. Mas o casamento nasceu um negócio, por isso abrangia quase todo mundo. Por amor acho mais difícil. É mais fácil eu nunca me casar do que casar com qualquer um. Ou eu acabaria com o pobre ou comigo mesma, o que me levaria a tomar aversão dele de qualquer jeito. Sou mesmo uma rebelde-passiva.
Mas é tão difícil acontecer um encontro de verdade, uma parceria para a vida. Acho 90% dos casais ao meu redor sem graça. Tão frios um com o outro que a impressão dada é que só foram adiante por medo de morrerem sozinhos na madrugada. Um corpo frio ao lado, na cama, para dar socorro no meio da noite. Uma masturbação terceirizada uma vez por semana. Se não houvesse o escuro e o silêncio (e a vergonha social) nunca se juntariam.
Sorte para quem o amor veio. E ainda tem gente que joga o "bilhete premiado" na lixeira.
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
quinta-feira, 28 de março de 2013
"Já decidi que o dinheiro não vai pagar a minha paz"
Ninguém notou, mas essa semana eu tirei o jornal A TARDE do meu perfil do Facebook. Nada aconteceu. Apenas quis deixar claro para a sociedade - pode ser só para mim mesma, que é quem interessa - que aquele emprego, embora pague as minhas contas - e eu lhe seja grata por isso -, não me define. Porque sou muito mais do que isso, sabe? Eu sou aquilo que me "cutuca" aonde quer que vá para fazer o melhor; que "conversa" comigo enquanto estou no ônibus; que pede, quase exigindo, para fazer diferente; que reza por alguém que nem sabe disso; ou que, na banda B, deseja que o lerdo da fila do self service engasge com a azeitona. Eu tenho a minha importância e uma movimentação que acontece independentemente das minhas máscaras sociais.
Achou piegas? Mas é fato. Percebo uma tendência das pessoas em transferir o seu valor próprio para o cargo que ocupam (ia dizer dinheiro que ganham e capacidade de consumo, mas nem todos chegam lá, a exemplo de nós, que trabalhamos com jornalismo). Então você pode ser um fracasso na sua vida pessoal, se for famoso em sua área, ninguém vai te dizer nada. Mesmo quem for te questionar, vai fazer invejando. E você, sabendo disso, vai se esconder atrás da sua posição social.
Claro que é bom desenvolver uma habilidade e poder viver dela, ser reconhecido. Nada contra ganhar dinheiro - quero deixar beeem claro. Mas gosto de ter a oportunidade de viver outras experiências, de seguir o meu ritmo, ou seja, de escolher. Sou adulta e, claro, nem tudo que eu quero me convém. Mas que diabos eu faço nessa Terra se nem ao menos luto pelo maior quinhão de dignidade que me é possível?! Já tentei e não rola me "maquinizar".
Ao contrário do que diz Tim Maia, eu nasci para o trabalho. Mas não nasci para sofrer. Eu descobri que a vida é muito mais que vencer.
A gente anda se sacrificando muito por amor à carreira (quiçá por "amor" ao status dela) e principalmente por medo (no fundo é isso). Será que vale a pena?
Cresci achando que valeria, mas já penei tanto nessa área, que a conclusão a que cheguei é que estou em primeiríssimo lugar. Aliás, essa é uma questão interessante: vir em primeiríssimo lugar é mais difícil que qualquer outra coisa. No mercado as regras estão mais ou menos ali. Para "ser" há de se empenhar uma vida inteira em se descobrir. Quem encara a fera? Meia dúzia de doidos.
Um dos segredos do bem viver é ter carinho com a gente mesmo, como de mãe para filho. Se o seu pimpolho não fica bem na escola, sofre bullying, você vai deixa-lo lá só porque é a melhor da cidade? Acho que não. O bem estar dele vem primeiro. Mas muita gente faz isso com o trabalho. Que triste. Acho mesmo. Sacrifício ao nada, como diz Nilton Bonder.
Ser workaholic não é bonito. Assim como poder comer muita porcaria só porque não tem tendência para engordar ou como comprar coisas das quais você não precisa para ter uns trecos "de última geração". A questão é que quase não há mais espaço para ser diferente disso. Você tem que brigar e não só externamente. Os "rounds" mais violentos são internos: se você não se adapta ao esquema máquina, começa a se achar problemático e preguiçoso.
Pois eu quero viver de outro jeito. Quero ser produtiva, mas não amanhecer e anoitecer no trabalho, inclusive aos finais de semana e feriados. Eu quero ter o direito de executar as tarefas no meu próprio ritmo. Afinal, sou uma pessoa e não de ferro. É meu direito ter o meu estilo respeitado; o importante é o resultado e o comprometimento.
Não concordo com o que fazem com o trabalhador brasileiro. Esse esquema não é para mim. Minha vida não é o que acontece antes e depois do trabalho. Essa atividade é que faz parte da minha vida, o que eu faço tem que estar a serviço de quem sou.
Achou piegas? Mas é fato. Percebo uma tendência das pessoas em transferir o seu valor próprio para o cargo que ocupam (ia dizer dinheiro que ganham e capacidade de consumo, mas nem todos chegam lá, a exemplo de nós, que trabalhamos com jornalismo). Então você pode ser um fracasso na sua vida pessoal, se for famoso em sua área, ninguém vai te dizer nada. Mesmo quem for te questionar, vai fazer invejando. E você, sabendo disso, vai se esconder atrás da sua posição social.
Claro que é bom desenvolver uma habilidade e poder viver dela, ser reconhecido. Nada contra ganhar dinheiro - quero deixar beeem claro. Mas gosto de ter a oportunidade de viver outras experiências, de seguir o meu ritmo, ou seja, de escolher. Sou adulta e, claro, nem tudo que eu quero me convém. Mas que diabos eu faço nessa Terra se nem ao menos luto pelo maior quinhão de dignidade que me é possível?! Já tentei e não rola me "maquinizar".
Ao contrário do que diz Tim Maia, eu nasci para o trabalho. Mas não nasci para sofrer. Eu descobri que a vida é muito mais que vencer.
A gente anda se sacrificando muito por amor à carreira (quiçá por "amor" ao status dela) e principalmente por medo (no fundo é isso). Será que vale a pena?
Cresci achando que valeria, mas já penei tanto nessa área, que a conclusão a que cheguei é que estou em primeiríssimo lugar. Aliás, essa é uma questão interessante: vir em primeiríssimo lugar é mais difícil que qualquer outra coisa. No mercado as regras estão mais ou menos ali. Para "ser" há de se empenhar uma vida inteira em se descobrir. Quem encara a fera? Meia dúzia de doidos.
Um dos segredos do bem viver é ter carinho com a gente mesmo, como de mãe para filho. Se o seu pimpolho não fica bem na escola, sofre bullying, você vai deixa-lo lá só porque é a melhor da cidade? Acho que não. O bem estar dele vem primeiro. Mas muita gente faz isso com o trabalho. Que triste. Acho mesmo. Sacrifício ao nada, como diz Nilton Bonder.
Ser workaholic não é bonito. Assim como poder comer muita porcaria só porque não tem tendência para engordar ou como comprar coisas das quais você não precisa para ter uns trecos "de última geração". A questão é que quase não há mais espaço para ser diferente disso. Você tem que brigar e não só externamente. Os "rounds" mais violentos são internos: se você não se adapta ao esquema máquina, começa a se achar problemático e preguiçoso.
Pois eu quero viver de outro jeito. Quero ser produtiva, mas não amanhecer e anoitecer no trabalho, inclusive aos finais de semana e feriados. Eu quero ter o direito de executar as tarefas no meu próprio ritmo. Afinal, sou uma pessoa e não de ferro. É meu direito ter o meu estilo respeitado; o importante é o resultado e o comprometimento.
Não concordo com o que fazem com o trabalhador brasileiro. Esse esquema não é para mim. Minha vida não é o que acontece antes e depois do trabalho. Essa atividade é que faz parte da minha vida, o que eu faço tem que estar a serviço de quem sou.
domingo, 24 de março de 2013
"Eu fico triste...Alegre!"
Outro dia, conferindo meu backup, me deparei com essas imagens do São João 2008.
50% das fotos são impublicáveis, pois estava com cara de bêbada. Essa foto aí, a primeira, então, tá a cara da decadência. Sabe aquela coisa "bêbado, velocidade 5 - o início da deprê"?! Repare no bico. hahaha
(Vendo essas fotos, gostei de ver como estava bem fisicamente. Bendito pilates! Mas não foi só isso. Nesses dias eu estive feliz. Isso faz taaanta diferença!)
50% das fotos são impublicáveis, pois estava com cara de bêbada. Essa foto aí, a primeira, então, tá a cara da decadência. Sabe aquela coisa "bêbado, velocidade 5 - o início da deprê"?! Repare no bico. hahaha
(Vendo essas fotos, gostei de ver como estava bem fisicamente. Bendito pilates! Mas não foi só isso. Nesses dias eu estive feliz. Isso faz taaanta diferença!)
quarta-feira, 20 de março de 2013
Sentimentos fugitivos
Ai, velho, eu tô chegando no limite com esse deslocamento. Isso aqui não me pertence, já mais que deu. Eu quero fugir, trocar de nome, mudar de rosto até. Quem sabe bater a cabeça na pedra e perder a memória. Seria perfeito. Quando eu for, quero esquecer isso aqui. De verdade. Em especial o jornalismo e uma boa parte das pessoas que conheci por causa dele.
Na próxima encarnação, vou botar duas cláusulas, escritas no capslock, na zorra do contrato:
1. Quero viver uma vida estruturada, em que eu não sofra tanto para obter o mínimo;
2. Quero vir entre amigos.
Na próxima encarnação, vou botar duas cláusulas, escritas no capslock, na zorra do contrato:
1. Quero viver uma vida estruturada, em que eu não sofra tanto para obter o mínimo;
2. Quero vir entre amigos.
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