sábado, 21 de março de 2015

"Have I Told You Lately That I Love You..."



Lulu é muito mais linda, de perto, do que essas imagens podem fazer crer. Um pitel, a boquinha mais bem feita da redondeza.
Mas aí é fera. Já chegou chegando. Anda confirmando o mapa astral dela; a bichinha é boa de briga.
Ela não é dengosa como Felipe. Mas sabe soltar aquele sorriso quando não está contrariada, rs.
Enfim, não sei explicar, mas acho essa criatura uma coisinha muito lindinha. E acho que ainda vou dar muita risada com essa sagitariana invocada. A seguir cenas...

"I want it all...

... And I want it now".

Mais uma polemica esta semana envolvendo os homossexuais (hasta quando, meu povo).
Os donos de uma grife italiana se posicionaram contra famílias formadas por adultos  gays.  Um deles arrematou sua opinião com um "na vida não se pode ter tudo".

Ele tem razão sob esse aspecto. Mas essa é uma realidade muito dura para a gente se conformar assim. É como a morte. Todo mundo sabe que é isso mesmo, mas toda a trajetória humana é uma tentativa de ser imortal. É isso o que nos move. Um sentimento completamente além da lógica.

Só é prudente se preparar, também, para a hipótese desse "tudo" não vir.

Ludibriadxs

Uma amiga mandou essa, na lata, pelo Instagram:
"Namore um homem que não desista de você
Mesmo sabendo que você é louca e complicada".

Pois é, chega uma hora em que todx bom ou boa moçx se depara com uma verdade que lhe foi ocultada: o amor não é terreno dos virtuosos, mas dos corajosos. A não ser que a sua virtude envolva capital erótico... Portanto, muchachada, mais vale um cafajeste na mão que um bom moço voando. O primeiro acaba levando a melhor porque sabe que "quem não chora, não mama".

Espero estar por perto dos meninos para ensinar isso quando for a vez deles.
Abrirei o jogo, mas com uma importante ressalva: assim como na alimentação é no amor: só vale a pena "comer besteira" se a vontade for grande, irresistível. Ganhar peso a troco de nada é falta de inteligência. Tem que ser tentação de fazer as pernas tremerem.


sábado, 14 de março de 2015

Orgulho

"Tu me mandaste embora, eu irei
Mas comigo também levarei
O orgulho de não mais voltar"

Maria Bethânia, "Orgulho".

Essa semana, andei pensando muito a respeito de um tema importante - que não revelarei aqui - e vi que, para a minha contrariedade, me pareço com uma certa pessoa de minha família com quem não gostaria de ter nenhuma semelhança na personalidade. Ironia do destino que logo o que eu tenho de mais forte em mim vem delx.
Não compartilhamos o mesmo sangue à toa. Vejo isso todo dia em Felipe. Ele tem muito de mim, embora tenha saído de outra barriga. Não é à toa que eu o amo tanto. Em muitas coisas ele se parece comigo na idade dele e sempre achei que eu, até os cinco anos de idade, fui a minha melhor versão. Morro de amores até hoje por aquela menininha fofa.
Sim, personalidade se herda. Mas ainda não consegui descobrir de quem puxei certas maravilhosidades da minha alma. :P
Um dia, há mais de 20 anos atrás, encontrei uma de minhas irmãs sentada na escadaria do nosso prédio. Ela não chorava, apenas tinha uma expressão de derrota, de desgosto, na cara. Havia brigado feio com o primeiro namorado e, em cinco dias, o sujeito não colaborava para acabar com a situação, como se ela não fosse importante, fingia que ela não existia. Ela começou a duvidar do amor dele. E admitiu que algo havia se partido a partir dali e me disse uma frase que eu, ao longo da vida, fui me identificando à beça: "Não consigo gostar de quem me maltrata".
Indispensável contar que aquele relacionamento acabou em indiferença total da parte dela, que deixou o moço, alguns anos depois, quando se convenceu que era possível se apaixonar uma segunda vez, e partiu pra outra sem nunca mais olhar para trás. Ele não entendia, foi a vez dele cair em depressão. E a dela de fingir que ele não existia. Mas se pudesse ver o quanto ela ficou magoada com a atitude dele naquele junho de 1993, compreenderia perfeitamente.
Minha irmã e eu compartilhamos esse mesmo traço, de matar por dentro quem nos mata aos poucos. O engraçado é que as pessoas reagem à minha indiferença, quando ela realmente chega, como traição, como se fossem incapazes de acreditar que eu um dia agiria com firmeza. Ou elas devem me achar uma santa, que sempre perdoa tudo, ou devem me achar tão miserável a ponto de não ter direito de me aborrecer com ninguém (só digo que, em ambos os casos, estavam falando com a pessoa errada). Obviamente, também tenho o meu amor próprio e, sinceramente, olhando para trás, ele mais me protegeu que me fez mal. Na verdade, não consigo ver que tenha me feito mal. Pra ser bem sincera, acho mesmo que ele sempre chegou tarde demais, que acabei aguentando sempre mais do que deveria.
O orgulho desce pro meu coração quando estou convencida de que tenho bons motivos para tê-lo. Não sou orgulhosa por qualquer coisa. Não é qualquer crítica, não é qualquer pisada na bola, não é qualquer ofensa que me põe para correr. Isso, na verdade, seria insegurança ou infantilidade. Tenho coragem para insistir. Aliás, essa minha teimosia, como diz meu pai, é a minha grande qualidade. Quantas vezes, ao longo da vida, já ouvi essa frase: "Não sei como você aguenta. Já teria desistido, no seu lugar". Mas, nessas circunstâncias, tinha bem claro para mim que era maior do que a falta de consideração alheia e, principalmente, o que fui buscar ali. Sim, havia um ganho em jogo, algo importante a receber. Também não me arrependo de nenhuma dessas situações, olhando para trás.
Mas maltrato de quem a gente só quer o amor, isso não aturo, não. Na família, nas amizades, no amor de casal, isso é tudo que a gente tem para receber e para dar, porque, qualquer outra coisa, já temos dentro da gente. Só não trazemos a capacidade de nos amar, porque "ser amado" envolve mais alguém. E mesmo que quisesse aturar, não conseguiria. Vai além das minhas forças. Eu deixo de amar quem me maltrata. E Graças a Deus é assim. Mais do que ter orgulho, é importante ter dignidade.



sábado, 7 de março de 2015

Ator x Personagem


Outro dia, após dar mechas no cabelo, me senti diferente. E percebi que isso, ainda que sutilmente, me mudou. É, tive mais uma das minhas epifanias. Sim, vi que somos atores natos - logo eu, que nunca considerei sequer fazer teatro por diversão.
Muda-se a aparência e já estamos agindo diferente. O mesmo se aplica aos cenários, pessoas ao redor e atividades cotidianas. Todo mundo adora atuar.
Mas ninguém gosta de personagens. Eu odeio e meia torcida do Flamengo já me confessou o mesmo.
Estranho, né?
É porque quando as pessoas falam que não gostam de personagem, na minha opinião devem estar confundindo isso com uma caricatura, aquela coisa com dois ou três traços exagerados, que quase nos faz rir. O personagem é complexo. Ele exige atuação. Porque atuar não é fingir que se é outro nada a ver com você. Uma boa atuação vai partir do que existe no ator em comum com aquele outro ser inventado. É se ver por outro ângulo inexplorado da alma.

Nada é por acaso

Parece título de livro de Zíbia Gasparetto, mas garanto que não é o caso, embora esse post seja sobre a mediunidade, em uma das suas roupagens mais populares: a inspiração.
Contam por aí que um crítico de cinema escreveu que a cidade espiritual mostrada no filme "Nosso Lar" tinha sido inspirada em Brasília. Seu diretor, Walter Assis, retrucou questionando se não era o contrário.
Eu bem sei o que ele quer dizer. Quero dizer, saber, saber, de modo demonstrativo, com provas e testemunhas, não sei. Mas sinto. 
Eu não acredito em invenção, ficção. É tudo realidade, que já passou ou está por vir.
Por esse motivo me sinto desconfortável com histórias de ficção científica e morro de medo filmes de terror. Tudo aquilo existe. O mal existe e a ficção certamente está antecipando o nosso futuro. Inconscientemente sabemos disso e por isso nos interessamos por esse tipo de história. É um modo de já nos prepararmos para o que está por vi.
Tive bem esse insight quando as torres gêmeas caíram em Nova York. Eu passei meia hora sem acreditar no noticiário, achando que estava vendo um filme de Hollywood. Mas os filmes de Hollywood é que estavam vendo o futuro de Nova York, hoje eu penso. 
Desconfio mesmo que o reino de Atlântida não é lenda. E acho que ET um dia ainda vai sair de bicicleta por aí.
Quem viver, verá!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Meu gerente

Não sei a cor do cabelo, a altura, como são os olhos, mas ele MANDA. Ô, se manda!...
Há algum tempo, de tão consciente do poder dele sobre mim, arranjei-lhe um apelido: the boss, ou, simplificando, meu gerente.
Meu gerente tem o perfil cauteloso. O bichinho é responsável que só. Quebra a mente, faz hora extra, tenta ser criativo focando, sempre, em articular a melhor solução para o meu negócio. Tem uma paciência de Jó com os rompantes de uma tal de Angústia e com os ataques da Ansiedade. Aliás, deve estar já fortinho de tanto segurar a onda desses "maiores abandonados".
Ando percebendo, porém, que tamanha eficiência às vezes é prejudicial. O excesso de planejamento dele vem comprometendo a produtividade.
Explico: ele, matemático que é, vai sempre louvar as condições ideais. Mas a matéria-prima desse negócio definitivamente passa a léguas da perfeição. E aí?...
Eu sei que preciso dispensá-lo mais, descentralizar o poder que ele possui. Mas gosto tanto dele e ele parece ter afeição por mim também. É tão bom moço, bem intencionado, tão honesto... Se bem que do alto da sua competência, não conseguiu gerenciar muito bem um funcionário problemático chamado Apego.
Como abandonar algo com o qual você se identifica?