Num tempo em que o privado nunca foi tão público, é de se esperar que as pessoas não se choquem ou liguem muito pouco para a invasão de privacidade. Quando a situação envolve celebridades, o limite entre o direito e o abuso fica mais difícil de ser detectado.
Nunca esqueci de uma situação que ocorreu com Brad Pitt, quando ele namorava a aguadíssima Gwyneth Paltrow. Os dois foram parar nas páginas da Playboy, inteiramente nus, a dois dedos de fazerem vocês-sabem-o-quê. Detalhe importante da história: foram fotografados dentro de casa. Não no quintal. Dentro de casa mesmo. Um absurdo!
Outro dia, assisti, no Fantástico, uma matéria sobre as dívidas de Romário. Na mesma semana, um pouco antes, dona Juliana Paes havia ingressado com uma ação por difamação contra o Macaco Simão. Não achei a piada do Macaco pesada, mas considerei a matéria sobre o Romário o cúmulo. Aquilo, sim, valeria um processo! O jogador não é político, não lida com o dinheiro do povo. Se ele deve sete anos de condomínio, e eu com isso?
As idéias passeiam, e eis que na coluna do Contardo Calligaris, publicada semanalmente na Folha às quintas, ele falou sobre as gravações de Berlusconi com uma prostituta. Contardo, que é inclusive italiano, argumentou que saber sobre isso não acrescenta em nada, e engrossou o coro do "E eu com isso?".
Francamente, saber sobre a vida alheia é divertido (e até educativo, a depender), mas tudo nessa vida tem limite. Cadê o critério desse povo?
Nunca esqueci de uma situação que ocorreu com Brad Pitt, quando ele namorava a aguadíssima Gwyneth Paltrow. Os dois foram parar nas páginas da Playboy, inteiramente nus, a dois dedos de fazerem vocês-sabem-o-quê. Detalhe importante da história: foram fotografados dentro de casa. Não no quintal. Dentro de casa mesmo. Um absurdo!
Outro dia, assisti, no Fantástico, uma matéria sobre as dívidas de Romário. Na mesma semana, um pouco antes, dona Juliana Paes havia ingressado com uma ação por difamação contra o Macaco Simão. Não achei a piada do Macaco pesada, mas considerei a matéria sobre o Romário o cúmulo. Aquilo, sim, valeria um processo! O jogador não é político, não lida com o dinheiro do povo. Se ele deve sete anos de condomínio, e eu com isso?
As idéias passeiam, e eis que na coluna do Contardo Calligaris, publicada semanalmente na Folha às quintas, ele falou sobre as gravações de Berlusconi com uma prostituta. Contardo, que é inclusive italiano, argumentou que saber sobre isso não acrescenta em nada, e engrossou o coro do "E eu com isso?".
Francamente, saber sobre a vida alheia é divertido (e até educativo, a depender), mas tudo nessa vida tem limite. Cadê o critério desse povo?




