sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A melhor definição de jornalismo que já vi

Pessoas, quando puderem, visitem o blog Desilusões Perdidas, do jornalista Duda Rangel. É catártico: ele mete o pau na profissão o tempo inteiro (risos).
Conheci o espaço por causa de um link que uma amiga me passou, Afinal, o que é jornalismo? Muito bom! Confesso que me identifiquei com um determinado trecho:

Jornalismo é o marido boêmio e safado que seduz as moças no bar, o marido que você já prometeu largar um milhão de vezes, mas não larga, porque ele sempre te convence que você não saberia viver sem ele. E sem ele você não saberia mesmo viver.


Eu saberia. Ou não... A questão é que me vi muito em outro texto do blog, Sintomas de um jornalista em crise. Eu me pergunto, pela milhonésima vez: por que diabos eu fui escolher ser jornalista?
Isso é que dar empurrar as neuroses com a barriga!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Quem dera ser um peixe...

Ôôôô...Ô Ingrid agora é assídua frequentadora da natação. A Companheira - a legítima, já que Deborah (agora em versão globalizada, com H no final) e Lília sucumbiram total ao capitalismo - está superengajada na luta em prol do Velho Chico. 
Provando que a lei da atração não é mito esotérico, Ô Ingrid vem dividindo a piscina com ninguém menos que Luiz Mott (Gri, o povo quer saber: Mott nada melhor crawl ou costas? - peito sabemos que não é o estilo dele, que já, também, passou da idade de nadar borboleta).
A princípio, fiquei preocupada. Mas depois, ao relativizar os últimos acontecimentos, cheguei à conclusão que poderia ser pior: Ingrid poderia estar envolvida, por exemplo, no documentário sobre a diáspora de Alosa. E mais: fazendo todo o trabalho braçal para, nos créditos, figurar como assistente enquanto Alosa sairia como "coordenador".

(Agora fiquei em dúvida: o movimento, como diria Bragaboys, continua sendo sexy, ou deveríamos dizer que atualmente ele é wet?!)


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ghost Writer

Quem chegou esta semana foi Julia Lima, diretamente de Portugal (em tempo: a alma retrô de nossa amiga providenciou ao corpo uma chegada similar a dos espanhóis que vieram para o País, entre a vida e a morte por causa da gripe espanhola, no início do século passado). É engraçado como entra ano e sai ano e as frases de Julinha se repetem. "Se tornou uma grande paixão minha", "Ele(a) é muito inteligente, foi um encontro de almas", "Li muito, pesquisei bastante, estou uma expert no assunto", "Voltar para o Brasil?! Deus me livre!". Tudo, claro, regado a muitas exclamações (!!!). É uma pessoa definitivamente apaixonada! :D
Isso vai ser bom para mim se um dia ela se tornar celebridade. Simmmm!... Na velhice, além de escrever a biografia não-autorizada de Alosa - que, espero, vai vender que nem água, ainda mais com o prefácio que vou fazer questão que Bomba escreva -, vou ter uma segunda fonte de renda: vender entrevistas da cine-astra Julia Lima. E o melhor: sem nem precisar me dar ao trabalho de entrar em contato com ela (amiga, você não vai me processar, né?).

Julia, fale-nos do seu novo filme, "As sandálias da humildade".
JL: Bem, sem dúvida esse é o melhor roteiro que já escrevi. Eu passei um ano inteeeiro pesquisando a vida de Jesus Cristo, que se tornou uma grande paixão na minha vida!
O trabalho ficou muito, muito bom, as imagens estão lindas. Certamente vamos ganhar o Festival de Cannes. O Oscar eu não dou certeza porque, enfim, é um prêmio comercial, depende de lobby, etc, é um prêmio para um tipo de cinema que, definitivamente, não é o meu estilo (fazendo cara de desdém).

Os católicos estão reclamando do argumento do filme, há muitas críticas sobre a veracidade da versão apresentada...*
JL: Eu tenho conhecimento suficiente sobre o assunto para refutar qualquer crítica; posso dizer que conheço a história de Jesus Cristo como poucos!

Você ficou muito amiga do ator principal do filme, o Josh Andrews...
JL: Nooossa, o Josh é incrível, um dos atores mais brilhantes que eu já vi. Meu, quando ele começou o teste, eu tive uma intuição: tinha que ser ele, eu queria aquele homem no meu filme. Nossa, foi um completo encontro de almas - meu marido anda até com ciúmes (risos).

Eu no lugar dele estaria (risos)...
JL: Meu, o Josh é viado, né!? Acho uma caretice tremenda dele não admitir isso (fazendo careta), até porque todo mundo no set sabe que ele tem um caso antigo com o diretor de arte.

(Cof, cof... Mudando de assunto para disfarçar a saia-justa) Julia, você é baiana e filma há muito tempo na Europa. Você pensa em fazer algum filme em sua terra natal?
JL: Eu acho o Brasil riquíssimo culturalmente, é um país lindo, a Bahia tem coisas belíssimas e certamente um dia vou fazer um filme sobre isso. Mas vai ser filmado no Havaí, Ibiza ou outra ilha dessas. Filmar na Bahia nem fud****!

* as reticências é porque Julia, como boa tagarela, nunca deixa o entrevistador terminar a zorra da frase! :P

domingo, 12 de dezembro de 2010

É Royal!

Ficou linda a foto, né?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fator omissão

Não sei se vocês tomaram conhecimento (a imprensa noticiou bastante o caso na semana passada, mas confesso que só soube da história porque me deram a pauta), mas há uma polêmica envolvendo a Construtora Fator, de origem fluminense, e um grupo de compradores do edifício Ícone, na Pituba. A empresa, que deveria entregar os apartamentos em maio de 2008 até agora não o fez e nem deu satisfação aos clientes. Por último, o prédio está penhorado por dívidas trabalhistas (o pessoal da construtora não separou as escrituras por unidade, então é como se o prédio todo fosse de um dono somente). A construtora ainda argumenta que não entregou os apartamentos porque essas pessoas estão inadimplentes. Mentira. O que a Fator chama de inadimplência é a recusa dos compradores em fazer o financiamento por meio do banco indicado pela empresa. O pessoal já está com os créditos aprovados, mas cadê a documentação da construtora necessária ao financiamento?!
Apartamento não é só um bem que vc compra; é um projeto de vida. Então dá para imaginar o impacto que isso tudo teve na vida de quem comprou. O único momento em que realmente me emocionei foi quando falei com um dos compradores, o Humberto, que me contou que no primeiro dia morando no apartamento (eles conseguiram liminar na segunda retrasada), após ter subido 17 lances de escada com saco de supermercado nas mãos, começou a chorar ao entrar no imóvel. Ele disse, com a voz embargada pela emoção: "Foi a luta de Davi contra Golias. Chorei de felicidade, de raiva, foi tudo junto". O cara juntou dinheiro um tempão pra comprar o imóvel, teve que desmarcar o casamento duas vezes, enfim, sofreu à beça. No final, disse que não esperava que a justiça baiana fosse ser sensível ao caso e me deu o conselho, que ouvi de dois dos quatro compradores com quem falei: "Nunca compre imóvel na planta".
Mas sabe de quem é a culpa? Do brasileiro, omisso e frouxo. Veja este caso. De 100 apartamentos, 83 já foram vendidos. Desses, 20 quitaram o apê e receberam as chaves. Ou seja, sobraram 63 nessa história. Só 11 deles entraram na justiça. E olha que os preços dos apartamentos variam entre R$500 mil e R$2,5 milhões, não se trata de pouca grana, não.
Os empresários fazem essas coisas já contando com a omissão. Por mais que eles tenham prejuízo com esse grupo de 10, 52 estão deixando a coisa pra lá. Ó que dinheiro fácil!... Nasci no país errado. Isso aqui é terra pra quem tem veia de picareta - e tenho dito!


domingo, 5 de dezembro de 2010

Meias Pretas

J-Lo e o marido, Marc Anthony, no Grammy Latino. Meu Deus, até hoje não entendo como ela casou com ele, que além de tudo é um péssimo cantor, sem charme algum. (Acho que Tia Cléo tem razão: a macumba está chegando forte ao Hemisfério Norte!) Já imaginaram o que é esse homem pelado, ou de short e meias pretas (ok, tudo bem, admito que de meias pretas no máximo o George Clooney fica bem)?!... Olha, Ben Affleck deve ter deixado ela bem mal no término do namoro, viu?... Pô, J-Lo, na moral, que marido é esse?!...