quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Se saia!

Olha que texto bufado!
Gente, amor faz a gente se sentir bem e amado. Isso aí maltrata, rebaixa, tira a qualidade de vida. Quem expressa "amor" assim, precisa de compaixão e tratamento, não de complacência. A vida já é dura demais pra gente ficar aceitando receber o lixo emocional dos outros. Leiam essa pérola do que NÃO é amor (é cilada, cilada, cilada!...).
O cara de pau ainda diz, no final, que você não deve conviver com alguém assim, mas passa 90% do texto exaltando a doença emocional. Me poupe!...

Texto de Luciano Cazz“Acho que é bobagem a mania de fingir, negando a intenção.” Lulu SantosNesse artigo, 10 situações onde você jura que uma pessoa não liga para você, mas está enganado. Já passou por alguma delas?Tem gente que te ama muito mais do que você imagina.Muita gente desconhece que demostrar amor é o melhor elogio que alguém pode dar. Não confunda orgulho, baixa autoestima ou falta de personalidade com falta de amor. Às vezes, alguém pode ter amor por você, sim, apenas não aprendeu a gostar. Mas isso não quer dizer que você deva conviver com pessoas que se comportam dessa forma:1- Não reconhecem seus feitosQuando você realiza algo grandioso, fere ego da pessoa, mas não quer dizer que não gosta de você, apenas é incapaz de ficar feliz por questões internas dela mesma e não pelo que você é.2- Menosprezam sua pessoaAlgumas pessoas são muito orgulhosas para admitir amor. Então, elas são duras, em vez de dar carinho, pelo simples fato de que existe uma necessidade de se sentir superior devido sua fraca personalidade.3- Agem com indiferençaExistem pessoas que se sentem ridículas demostrando amor. São inseguras, preocupam-se muito com a opinião dos outros e por isso têm vergonha demonstrar sentimentos bons.4- Fazem maldades com vocêPessoas narcisistas ou perversas têm dificuldades de estar fora do centro das atenções e tendem a punir quando seus parceiros não os glorificam. Isso tem menos a ver com o amor que sentem por você e mais pela insegurança que têm sobre si mesmos.5- Nunca lhe procuramSão pessoas inseguras e sensíveis. Tem medo da rejeição e acreditam que não valem a pena para ninguém. E se você demorar a responder uma mensagem, vai enfatizar a desimportância que eles acreditam que têm e por isso nem arriscam.6- Não se preocupam com seus problemasNão quer dizer que não amam se não lhe apoiam como gostaria. Apenas acreditam que você é forte o suficiente para suportar qualquer situação ou muito inteligente para encontrar soluções sozinho.7- Colocam os outros contra vocêEssa é a maneira que uma pessoa fraca que lhe ama encontra para ter você só para ela. Fazendo intriga, ela tenta afastá-lo dos que lhe importam e ter a exclusividade da sua atenção e coração.8- Mentem muitoAs pessoas mentem para se proteger, inclusive, quanto mais amam, mais são capazes de esconder e manipular situações para que você as admire e mantenha-se apaixonado, mesmo sendo uma mentira de alguém com caráter falho.9- Não flertam com vocêVocê troca olhares com um homem, chama aquela mulher para sair, mas nunca acontece. O sentimento pode ser recíproco, mas suas qualidades assustam e fazem com que os outros pensem que você é muito para eles.10- Fogem quando lhe veemVocê tem absoluta certeza que aquela pessoa lhe detesta, mas, na verdade, ela corre de nervosa porque está tão apaixonada que suas pernas tremem quando vocês se encontram e ela tem muito medo de agir inadequadamente.Essas são algumas das insólitas contradições do ser humano que ama. Antes de uma pessoa gostar de você, ela precisa amar a si mesma. Muitos são incapazes de dizer “Eu te amo” por pura vaidade, vergonha ou receio da rejeição. Mas, então, que os seres evoluam e se sintam seguros para amar mais o outro sem medo.Que o amor jamais seja censurado e possa vir, então, em toda sua intensidade, de dentro para fora, de um para o outro, pois como diz a música… Quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar…

Uma opinião impopular sobre um tema que me é caro

Sempre fui questionadora do machismo, das regras sociais para mulheres desde muito novinha. A primeira vez que me lembro de ter batido o pé pra defender meu direito de ser tratada como qualquer um foi com 4 anos. Peitei minha mãe que, por eu ser menina e ainda a caçula, sempre adorou fazer caridade às minhas custas, e eu nunca achei que deveria ceder para os outros só por ser mulher. Me desculpa, eu sou até generosa, mas antes disso, sou um indivíduo e, enquanto eu puder lutar, ninguém vai apagar isso. Aliás, se eu pudesse resumir o objetivo da minha vida em uma frase, seria assim: Luto para ser respeitada enquanto ser humano. Parece pouco, mas é muito. É uma labuta diária, esgotante, por vezes frustrante, mas é o sentido da minha vida. Acho que é por isso que me identifico tanto com a fala de Kirk Douglas em "Spartacus", "Eu não sou um animal" - se Deus quiser, até um dia os pobres animais serão respeitados.
Acho massa nessa nova onda feminista by redes sociais que se dê nome às coisas. Discursos ofensivos não são brincadeiras ou coisa de casal, são violência psicológica; agarrar não é brincadeira, é assédio. Isso é muito legal. Porém, apesar de conhecer bem o potencial que um homem nocivo tem de detonar a vida de uma mulher, meu lado "mulher viralata", que nunca coube muito bem dentro dos ideais de feminilidade, é bem pragmático e por isso contra uma ilusão das meninas de hoje: não é gritando "Xô, homens" que as coisas vão melhorar. Não mesmo. Nem contem com isso. Na vida real não é assim que a banda toca.
Daí então ontem, assistindo uma entrevista de Martha Medeiros, sempre sensata, ouvi ela dizendo o que eu penso: as coisas só vão mudar quando a autoestima da mulher for o foco, for trabalhada. O tapa na cara não vem no primeiro dia de relacionamento. Ele vem depois de muita humilhação psicológica, então é preciso focar naquilo que faz uma mulher ficar mesmo sendo abusada, ou seja, na baixa autoestima e na obrigação social de ter um relacionamento amoroso.
Se eu disser isso nas redes sociais, vou ser massacrada, mas sempre digo aos meus amigos: o homem só vai mudar quando a mulher mudar. E não vai ser fácil. Ser feminista, na prática, é a coisa mais difícil e dolorida que existe. Pense um ser que é criado pra agradar, pra ser gregário, pra ficar no backstage, de repente se impondo e perdendo pessoas por causa disso. Não é qualquer um que aguenta. Tem que, primeiro, gostar muito da própria companhia e nós não somos criadas para esse tipo de independência. A gente é criada para suportar o insuportável pelos outros, mas não por nós mesmas. E nesse ponto a sociedade é cruel: quanto mais você se esforça pra ser corajosa, mais as pessoas gostam de te humilhar, tentando mostrar o "seu lugar". Daí você escolhe se quer se colocar nele ou não. Durante a vida, eu simplesmente escolhi não me colocar em certos lugares. Fiquei sozinha, fui criticada, injustiçada, mas fiquei do meu lado. No fundo, é sobre como você se enxerga. Só um olhar justo e amoroso sobre si pode de fato mudar as coisas. Gostaria que todas soubessem disso. Gostaria que aquele menino de 9 anos que se suicidou por causa do bullying que sofreu por ser gay (outro desdobramento do machismo) soubesse disso. Pais deveriam criar suas crianças sem tanta dependência da aceitação social. Aliás, se pudesse iniciar uma cruzada, seria contra a dependência emocional, o verdadeiro câncer das relações humanas.

domingo, 19 de agosto de 2018

Santo Fuerte

Acho que já falei aqui que, nos últimos dois anos, pessoas que me eram caras saíram da minha vida. Mesmo as que ficaram, ficaram de uma forma menos romântica, mais realista, menos calorosa. Um dia eu me queixava disso, em uma conversa, que coisas estavam saindo sem que nada entrasse no lugar. A pessoa com quem eu conversava deu uma definição ótima. Disse que isso nada tinha a ver com solidão, mas que era um processo de reintegração de posse de mim mesma. Perfeito. Porque o afeto, a dependência emocional que eu tinha de certas coisas e pessoas, me fazia menos dona da minha própria felicidade que, afinal e ao final, só interessa a mim mesma e a mais ninguém. Perder essas pessoas e a expectativa de que trouxessem alegria à minha vida me fez mais feliz na minha própria companhia.
Chego à conclusão de que, realmente, as coisas são como têm que ser nessa vida.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Todo relacionamento é abusivo?


Aconteceu um episódio bizarro num relacionamento importante meu. Mas a coisa anda tão recorrente que eu nem consegui ficar consternada, como eu fico quando a pessoa ainda me importa, quando eu ainda tenho esperança, vontade de estar com; rendeu apenas frustração. Mais uma frustração.
Daí vem um monte de filho do capeta dizendo, ao discutir relacionamentos, que as pessoas hoje em dia não têm paciência. Mais uma meia verdade, e, como toda meia verdade, é pior que uma mentira.
Há gente que não aguenta nada e, ao mínimo sinal de desagrado ao ego, pula fora mesmo. Mas há situações que são degradantes, que vão minando o amor pelo outro e o amor próprio. Pra que ficar? Pra sair no tapa? Pra morrer de ressaca moral? Sempre me arrependi de ter ficado mais do que deveria, nunca do contrário. Só vale a pena dar chance a quem 1) reconhece que tá pisando na bola e 2) faz a tentativa de mudar. A essa altura, tenho zero paciência com a síndrome de Gabriela dos outros.
Daí, tava rodando por aí com os amigos e um deles falou que todo relacionamento é abusivo. Será? Acho que é outra meia verdade.
Acho que é impossível se relacionar, ser próximo, sem que o outro não mexa com as suas emoções, provocando, a partir disso, reações. Especialmente quando não se sabe onde se está pisando ou se é muito inseguro. Mas se não dá pra ser perfeito, dá pra ser equilibrado na maior parte do tempo. Concordo com um trecho de uma crônica de Ivan Martins: "Se você enxerga o outro como ele é, e continua apaixonado, gostando, então está bem. O limite é aquilo com que você pode conviver sem deixar de amar - e sem deixar de respeitar a si mesmo". Dá pra viver bem, apesar das humanidades de cada um. A pergunta é: está havendo esforço mútuo pra isso? O que eu mais vejo é um tentando heroicamente enquanto o outro só olha e bota defeito.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A diferença entre inveja e cobiça

Percebo que as pessoas, de um modo geral, gostam muito de se pensarem invejadas e dão muita importância ao olho gordo dos outros. Bobagem. Se você cuida das suas coisas, não vai ser o mau olhado dos outros que vai te prejudicar. Porquinho que constrói casa sólida o lobo mau não consegue destruir. A inveja é, no máximo, triste, um desgosto, especialmente quando vem de gente que deveria torcer por você. Quando me percebi invejada, apenas senti isso: tristeza e uma certa pena da pessoa por se achar tão incapaz. Please, o que faz diferença na vida nem é capacidade, é confiança, trabalho e perseverança. É vontade. Quando um talento a mais se junta a uma vontade grande, algo poderoso acontece, claro, mas só talento não leva ninguém a lugar algum.
Por isso que eu não sou muito dada à inveja e quando me pego invejando, procuro reconhecer o mérito da pessoa. E procuro pensar que se alguém próximo a mim conseguiu, eu também posso ou poderia. Geralmente, quando me irrito com uma conquista de alguém, é porque julgo que houve maracutaia ou injustiça divina, assim como me irrito ao ver gente que merece padecendo, sofrendo para conquistar as coisas. Mas cada vez mais ando deixando essa questão da justiça para o Universo mesmo, afinal tudo tende ao equilíbrio, como tenho tido a oportunidade de testemunhar.
Do que adianta você "lograr o êxito" de ver alguém se lenhando? Isso vai melhorar sua vida? Ver aquela pessoa obtendo sucesso retira seu direito de ter boas coisas também? É isso, no final das contas, como os outros estão ou deixam de estar não interfere em nada.
Claro, eu também olho a vida dos outros e me inspiro nelas. Isso é muito diferente de inveja, que é acima de tudo não querer que os outros tenham boas coisas; querer ter também é cobiça e isso eu faço muito, desde pequena. Na verdade, eu acho que é algo recomendável: observe, pince as boas práticas e as adapte à sua vida. Dá pra aprender um monte olhando os outros. A cobiça, na verdade, é a base da lei do progresso. Se você nunca tivesse desejado pra você o que o outro tem, nunca teria progredido.

EDIT: Ouvi uma definição que também achei muito boa: cobiça é querer o que o outro tem; inveja é querer ser o que o outro é.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Depois do amor

Uma amiga minha tem o ex-namorado mais sem noção da face da Terra (não preciso dizer que é o meu ex favorito dela, e olha que ela tem vários, hehe). É o famoso maluco de bom coração.
Eles terminaram muito antes de eu conhecê-la - e isso faz quase uma década -, e na ocasião ela criava uma cadela que eles pegaram durante o namoro. Dividiam a guarda e, por isso, ainda se falavam. A cachorra morreu faz pouco tempo. Acha que ela se livrou dele? Que nada, a avó materna dela faleceu e lá estava ele, com filha a tira colo, herança do último relacionamento, dando toda a assistência à família.
Isso me lembra um amigo meu. Nosso contato começou com uma paquera, que não evoluiu, mas mesmo assim, até hoje, quando algo importante acontece a ele, de repente eu recebo um whatsapp. É engraçado porque às vezes eu até questiono o que aquela notícia tem a ver comigo, mas talvez ele só queira que eu saiba. Lembro que, na época, mesmo eu claramente vendo que o flerte inicial nunca ia evoluir, contando as histórias à minha terapeuta, ela comentava que o engraçado era que, apesar da gente não ter nada, ele me tratava como namorada.
Eu acho que algumas coisas extrapolam o desejo de ser um casal. Algumas pessoas continuam despertando o sentimento de serem uma base pra gente mesmo depois de tudo. Por isso, continuamos na insistência de mantê-las em nossas vidas. É uma grande homenagem.

Feminicídio

Na mesma semana em que a lei Maria da Penha completou 12 anos, 4 feminicídios aconteceram em pontos diferentes do país.
Um amigo meu, homem de bom coração, criticou uma das vítimas, que era independente financeiramente mas ficou tolerando os abusos do marido.
Cada caso é um caso, portanto vou falar de modo geral, da minha impressão a partir dos casos que já vi, li e da minha própria educação como mulher. A questão é que o buraco é bem mais embaixo.
Dinheiro é um fator importantíssimo para que as mulheres possam sair desse tipo de abuso que pode culminar em feminicídio, mas, pra mim, o fator crucial nesta equação é a (des)educação de meninas. E de meninos, mas como somos nós que morremos, a urgência na mudança é nossa, para que a gente saiba reconhecer e abandonar essas circunstâncias.
Mulheres não são coitadas, mas equivocadas em suas relações. Esse equívoco por vezes custa as suas vidas. São dois a meu ver os erros de compreensão: achar que seu autovalor está atrelado ao fato de ter (e manter a qualquer custo) parcerias, o que produz dependência emocional; que precisam sempre perdoar, aceitar as pessoas "como elas são", o que atrapalha que deem nomes às coisas e detona o amor próprio. Mas e se elas são cretinas e abusivas? O perdão nunca deveria vir na frente da nossa dignidade. Olhe os homens: ninguém dá mais ou menos valor a eles por conta de serem casados, bons amigos ou pais presentes; nem são estimulados a tolerar, muito pelo contrário.
Demorei décadas para retirar, sem culpa, quem não me trata bem da minha vida. Eu, que não sou das mais melosas, que não sou das mais frágeis, mas tinha guardadas em mim essas duas premissas que tanto me foderam a vida. Perdi muito tempo com quem não devia, em todos os âmbitos das relações afetivas. Hoje procuro ser melhor nos meus relacionamentos e busco pessoas melhores, que não precisam ser perfeitas, apenas me respeitarem. Regra de ouro na vida: quem é incapaz de reconhecer minha humanidade é impróprio para estar na minha vida íntima. Mas ensinam às mulheres que é virtude ser capacho.
Precisamos educar melhor as meninas. Abuso é o contrário do amor, não tem nada a ver "com o jeito dele". Amor não é luta, não deve ser um calvário; o que é bom pra gente apenas flui. Quem faz uma vez, se não fizer um trabalho interno, faz de novo. Coisas assim, que apelam à racionalidade, precisam ser ensinadas às meninas.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Reflexoes desimportantes I

Maria, Lucia e Julia trazem mais classe, mas Mariana, Luciana e Juliana são mais vivazes. Quando se chamam as primeiras, imaginam-se senhoras; sobre as últimas, jovens.