Olha, eu adoro escutar a Metrópole. Claro que, como toda programação, há faixas mais "quentes" e outras mais "mornas". A das 12h às 15h é maaaaara!... "Roda Baiana", apresentado por Jonga Cunha, Fernando Guerreiro (aquele que defendeu Alosa de 'vocês-sabem-quem'. hahaha...) e André Simões é divertido à beça.
Outro dia, morri de rir com uma sacanagem que eles fizeram com o entrevistado do dia, ninguém menos que Jesus Sangalo. No meio da conversa, jogaram a bomba: "Jesus, e a Fera Gorda?". Saia-justíssima, que nem a cirurgia bariátrica amenizou. Que fez Jesus? Não sei se ele perdoou os apresentadores 70 x 7, mas deu seu jeito de sair pela tangente, como quem peida no elevador e olha pra cima pra ver se vai chover ou não. "Ah, foi uma experiência linda em minha vida!...". ("Aham, Cláudia, senta lá!...")
Ontem, o programa entrevistou uma diretora de arte, a Vera Hamburger. A artista falou de cinema, de televisão, e fez uma observação interessante sobre os cenários de teledramaturgia: é aquela realidade que não existe (a parede sem uma mancha, o sofá sem nenhum furinho, uma organização só), mas que tem ar de realidade para quem a vê. Só lembrei de Lídia Brondi, em "Meu bem, meu mal". Ela fazia papel de pobre nesta novela, e além de andar impecável, superfashion, sua casa era tão bacaninha que até tinha um telefone que tava na moda na época - 1990. Eu, abelhuda desde pequena, ficava reparando nos pertences da moça da novela das oito. Especulava, cá com os meus botões, que isso não podia, afinal, eu tinha até andado de avião (coisa muy chique naquela época - te mete!), e a Lídia Brondi, que fazia papel de pobre, tinha o telefone da moda e eu ainda com o meu velhão, ora, ora!...
Assistam o
Roda. De segunda a sexta, das 13h às 14h, na
101.3 FM.