sábado, 30 de julho de 2011

Jardim de Luxemburgo

E por falar em espaços ao ar livre, um dos mais bonitos é o Jardim de Luxemburgo, que fica nos arredores do Panteão.

Quem não tem Porto da Barra caça com "Seine" mesmo...



Bienvenue au "Paris Plage"! Até 21 de agosto vai ser isso aí: a galera esparramada em cadeirinhas, chuveiros e água potável de graça, barraquinhas de sorvete e até serviço de massagem. Como o frio aqui é uma constante, o espaço, a qualquer sol que abre em Paris, fica lo-ta-dooo!

Nos arredores de Notre-Dame

Um pouco depois da imponente Notre-Dame existe uma livraria bem simpática, especializada em literatura inglesa, a "Shakespeare and Company". No início do século passado, ela servia de abrigo para aspirantes a escritores oriundos de países de língua inglesa. A coisa funcionava assim: o futuro escritor ganhava hospedagem grátis por 3 meses (tempo de escrever sua obra) e em troca tinha que trabalhar um pouco na livraria e ler um livro por dia. Hemingway foi um desses caras.


Essa é a igreja de Julien dos Pobres. Ela é um pouco mais antiga que Notre-Dame. Dizem que sua acústica é infinitamente superior a da catedral do Corcunda, e por isso vários concertos de música clássica são realizados por lá.
 Essa é a Ponte das Artes. Aqui, vários artistas de rua se apresentam. Uma atração à parte são os cadeados depositados na ponte por casais, de modo a eternizar o amor que os une (Ohhhh!...). Mas a prefeitura não anda muito apaixonada pela ideia, segundo fiquei sabendo.

"FELIPECIDADE"

Ontem fiquei sabendo que o meu tão esperado sobrinho é realmente um sobrinho. "Felipecidade" geral na família em receber seu primeiro menino. Que fevereiro chegue logo!

A Ponte de Mirabeau

A construção em si não tem nada de especial. Minto: a construção é bem bonita, mas fica no meio do nada. Gostei muito de ver os versos do poema na lateral da ponte. Que lindo!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ô!...




Acho que a brincadeira do FB traduz o sentimento de muita gente.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ele x Ela: o princípio.

Outro dia estava no metrô, quando entraram uma mulher e duas crianças de aproximadamente oito anos - um menino e uma menina. Enquanto a acompanhante distraia-se pensando provavelmente na morte da bezerra, os dois pequenos seguravam-se em um dos mastros de ferro do vagão. Começaram a conversar - em inglês, ao que tudo indica, o primeiro idioma deles. O clima esquentou e o ruivinho, tentando pôr fim, na marra, à queda de braço na qual nitidamente levava desvantagem, tentou dar uma cabeçada na face da garota. 
Ela, sem titubear, começou a fungar, como quem está por cair no choro, chamou a adulta, e para garantir que seria entendida, fez a queixa em francês, contando como havia se desenrolado a tentativa de agressão física. Puro charme daquela mocinha de cabelos castanhos e olhos azuis, a adulta deve ter suposto, assim como era evidente pra mim. Se soubesse falar francês fluentemente, teria tomado a liberdade de brincar com a pequena: "Ora, vamos, ele nem acertou direito o alvo, deixe de manha, vá, que eu vi que não doeu!". Mas, com ou sem presepada, o caso é que ela ficou uma graça de queixosa - e parecia saber perfeitamente disso. "Une femme est une femme".
O ruivinho, aparentemente sem fluência no francês e envergonhado pela denúncia pública da companheirinha, ficou cabisbaixo. Após alguns segundos, sem levantar a cabeça ainda, inclinou a franja alaranjada pra frente, de modo a fazer carinho com os cabelos na testa da amiguinha, como quem diz: "Era isso que eu queria fazer naquela hora; não quis te machucar. Me perdoa."
Nosso vagão começou a apresentar problemas, os quais ele nem parecia notar enquanto ela parecia excitadíssima com toda aquela indefinição do nosso destino. Nós saímos dele, por fim. Durante o tempo em que olhei para o lado esperando avistar o próximo vagão, ouvi a voz (aborrecida) da acompanhante adulta. Virei na direção dela e a moreninha, com cara de zangada, havia ido se sentar. Sorri ao pensar que cada sexo, desde o início, já mostra as suas habilidades inatas: enquanto eles se calam e preferem a ação (ainda que imprudente), elas dançam com as emoções e as palavras (ainda que inventadas).

The Gift

Se tem uma coisa que me dá barato é poder presentear. Tenho um espírito meio de apresentador de auditório, acho impagável o sorriso e a satisfação de alguém que recebe um presente. Até algum tempo atrás, a satisfação tinha que ser mútua (traduzindo, eu costumava dar presentes que eu pudesse pedir emprestado depois. rs). "Evoluí", e hoje o meu barato é procurar algo que seja muito parecido com a pessoa que vai receber o presente. Às vezes o processo é árduo, mas sempre vale a pena. É muito ruim presentear por presentear; quase sempre, melhor não dar nada. Poucas coisas afirmam mais a indiferença alheia que isso. O bacana do presente, muitas vezes, é saber que alguém pensou em você ao comprar o objeto ofertado.
Meu ascendente em câncer também fala alto nesse aspecto: ao dar algo a alguém, posso me infiltrar no ambiente mais íntimo dele e, mesmo que os anos passem, um dia, ainda que distraidamente, aquele objeto vai evocar a minha lembrança (por isso é bacana dar livros, pois esses abrem brecha para cartinhas-dedicatórias).