Intuição é coisa séria.
Um exemplo bobo: precisava, dia desses, comprar tinta de cabelo. Passei numa farmácia, a loja mais próxima de minha casa, e cada tubo custava 25 reais. Fiquei muito tentada a comprar e resolver logo essa demanda, mas me bateu um pensamento de que era melhor ir nas Americanas do shopping. Deixei as tintas na farmácia - que saudade da rede Santana! -, fui no shopping depois e encontrei a mesma tinta por quase a metade do preço.
Poderia dar inúmeros exemplos de quando a intuição me avisou.
Dizem que as mulheres têm uma capacidade maior de intuir. Eu acho que é uma meia verdade. Não acho que essa capacidade seja diferente para homens e mulheres, mas acho que damos mais crédito ao que não podemos provar, mas sentimos. E nos permitimos mais conexões emocionais. Quando você se envolve, está conectado com alguém, as intuições sobre a pessoa aparecem. É por isso que mães acertam tanto.
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
segunda-feira, 30 de julho de 2018
sábado, 28 de julho de 2018
Fallaste corazón!
Quando você é independente, aquele tipo que, apesar da dor, dá um jeito de seguir em frente, importunando o mínimo possível os outros, há um efeito colateral nisso, que é as pessoas te tratarem como se você não fosse humana e não tivesse sentimentos. Mas se há pessoas que, apesar da intimidade, preferem te tratar como se fosse de ferro e não de carne e osso, é melhor se retirar. É impossível relacionar-se sem ser vista como gente que é.
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Cada um por si
Dois amigos meus se separaram. Vou chamar o que tomou a iniciativa de Pessoa A e a outra figura de Pessoa B.
A saiu do relacionamento alegando mil razões e culpando B por um monte de coisas. B não entendia como A podia se sentir tão infeliz, se tudo que fazia era por amor, para agradar. Ficou um tempo em desespero, ficava importunando A com perguntas e súplicas, mas, por fim, seguiu a vida e, cá entre nós, está indo bem, para meu orgulho. A também cuidou da vida, mas, aparentemente, com menos sucesso, já que, ao ver B vivendo bem sem sua pessoa - a dor mais clássica ao final de paixões -, não aguentou e ofereceu amizade (visando a colorida, claro). B, ainda com sentimentos fortes, cedeu, apesar da razão lhe avisar que não seria uma boa ideia. Pelo silêncio de B ultimamente, deu merda.
No meu estilo papo reto, eu falei a B que se a A gostasse, não teria ido embora, não teria batido a porta de forma tão veemente. Sentir carinho não é amar, embora amar implique em sentir carinho. A está simplesmente cozinhando em banho maria B, pra assegurar que se algo der errado nesse sonho de liberdade, vai ter pra onde voltar (a ilusão é achar que as coisas não mudaram desde então).
Amo A, mas o seu egoísmo nessa situação me deu certeza de uma coisa que já suspeitava: no "amor" (porque esse estágio é para poucos, a maioria vive de paixão), cada um quer saber de si, mesmo que isso custe ao outro. Tá anotado, pode deixar. Só não sei que nível de entrega é possível fazer quando se vê essa parte dura da realidade.
Tem uma coisa que não falei a B, que não é fácil de perceber nesse tipo de situação. A pode estar se vingando. A palavra certa não é exatamente vingança. É mais um desleixo, uma falta de cuidado com o outro que advém de uma mágoa. É como se o fato de alguém ter me maltratado me liberasse de ser decente e ter consideração por essa pessoa. B errou, mas achando que tava fazendo o bem. A tá jogando pra cima. Quando os humilhados resolvem se exaltar, saia de baixo!
A saiu do relacionamento alegando mil razões e culpando B por um monte de coisas. B não entendia como A podia se sentir tão infeliz, se tudo que fazia era por amor, para agradar. Ficou um tempo em desespero, ficava importunando A com perguntas e súplicas, mas, por fim, seguiu a vida e, cá entre nós, está indo bem, para meu orgulho. A também cuidou da vida, mas, aparentemente, com menos sucesso, já que, ao ver B vivendo bem sem sua pessoa - a dor mais clássica ao final de paixões -, não aguentou e ofereceu amizade (visando a colorida, claro). B, ainda com sentimentos fortes, cedeu, apesar da razão lhe avisar que não seria uma boa ideia. Pelo silêncio de B ultimamente, deu merda.
No meu estilo papo reto, eu falei a B que se a A gostasse, não teria ido embora, não teria batido a porta de forma tão veemente. Sentir carinho não é amar, embora amar implique em sentir carinho. A está simplesmente cozinhando em banho maria B, pra assegurar que se algo der errado nesse sonho de liberdade, vai ter pra onde voltar (a ilusão é achar que as coisas não mudaram desde então).
Amo A, mas o seu egoísmo nessa situação me deu certeza de uma coisa que já suspeitava: no "amor" (porque esse estágio é para poucos, a maioria vive de paixão), cada um quer saber de si, mesmo que isso custe ao outro. Tá anotado, pode deixar. Só não sei que nível de entrega é possível fazer quando se vê essa parte dura da realidade.
Tem uma coisa que não falei a B, que não é fácil de perceber nesse tipo de situação. A pode estar se vingando. A palavra certa não é exatamente vingança. É mais um desleixo, uma falta de cuidado com o outro que advém de uma mágoa. É como se o fato de alguém ter me maltratado me liberasse de ser decente e ter consideração por essa pessoa. B errou, mas achando que tava fazendo o bem. A tá jogando pra cima. Quando os humilhados resolvem se exaltar, saia de baixo!
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Medo do conflito
Enquanto trabalho no computador, fico ouvindo palestras do YouTube. Um dos canais usuais é o da Cidade da Luz. Semana passada, Medrado pegou um tema legal de abordar: medo do conflito. Não há relacionamento humano próximo sem isso. Mas certas pessoas detestam ter uma conversa sobre coisas desagradáveis na relação. Não entendem que, sem isso, não é possível ser melhor, embora num primeiro momento seja desagradável. Mas vai ver não querem investir, é algo que pra elas não têm valor...
E esse sempre foi meu dilema. Se eu falo, sou gente ruim; se não falo, também sou gente ruim. Sobre isso aí, um parentese antes de continuar, de uma coisa que acho intrigante, pra não dizer sem noção: até entendo quem se aborrece com a DR quando a iniciativa parte da gente, mas nunca entendi quem provoca a zorra e acha ruim quando você responde. Quem desce pro play tem que estar preparado ou então melhor nem querer saber. E é bom, a depender, estar atento. Mesmo palavras desagradáveis podem te fornecer informação importante, pistas para você melhorar. Sempre lembro de Julia Roberts que, ao ser recusada para um teste, pedia feedback a quem a avaliou. Diante do constrangimento de alguns, ela argumentava: "me diz, eu preciso saber o que foi pra poder melhorar". Não sei se ela é humilde, mas que ela é esperta, é. Eu tenho essa filosofia, pra dentro e pra fora. Se alguém me diz algo, vou refletir a respeito, nem que seja horas depois, sozinha com os meus botões, com a cabeça mais fria. Se for uma pessoa cuja avaliação respeito, vou refletir com mais atenção ainda. E também dou minhas opiniões com seriedade, sobre amigos ou desafetos. Não vou fazer a cega por gostar muito de alguém nem vou dizer coisas que sei que são mentiras sobre alguém de quem não gosto só pra magoar. Eu vejo a crítica como informação, não gosto de quem inventa coisas só pra rebaixar o outro.
Mas voltando à vaca fria, as pessoas simplesmente querem que você engula os sapos e siga como se nada tivesse acontecido, achando tudo maravilhoso (nível Jardim de Infância). Sem sangue nas veias, sem senso crítico, sem expectativas. Assim tá fácil, né? Quem não quer? Por toda minha vida foi assim, acho que por muita necessidade de pertencer a certos espaços e a certos grupos que visivelmente não tinham a ver comigo. Perdi tempo que poderia ter gasto buscando algo mais adequado. Enfim, growing pains...
Um amigo meu aquarianamente não entendia essa minha angústia. Para ele, se está me fazendo sofrer falar ou não, é porque, de algum modo, já estou sozinha na situação. Então pra que se preocupar se o outro vai se aborrecer e vai embora se ele não está preocupado comigo? Ele tinha/tem razão. Aliás, Medrado falou a mesma coisa. Meninos e meninas, essa dica é importante; tomem nota.
E esse sempre foi meu dilema. Se eu falo, sou gente ruim; se não falo, também sou gente ruim. Sobre isso aí, um parentese antes de continuar, de uma coisa que acho intrigante, pra não dizer sem noção: até entendo quem se aborrece com a DR quando a iniciativa parte da gente, mas nunca entendi quem provoca a zorra e acha ruim quando você responde. Quem desce pro play tem que estar preparado ou então melhor nem querer saber. E é bom, a depender, estar atento. Mesmo palavras desagradáveis podem te fornecer informação importante, pistas para você melhorar. Sempre lembro de Julia Roberts que, ao ser recusada para um teste, pedia feedback a quem a avaliou. Diante do constrangimento de alguns, ela argumentava: "me diz, eu preciso saber o que foi pra poder melhorar". Não sei se ela é humilde, mas que ela é esperta, é. Eu tenho essa filosofia, pra dentro e pra fora. Se alguém me diz algo, vou refletir a respeito, nem que seja horas depois, sozinha com os meus botões, com a cabeça mais fria. Se for uma pessoa cuja avaliação respeito, vou refletir com mais atenção ainda. E também dou minhas opiniões com seriedade, sobre amigos ou desafetos. Não vou fazer a cega por gostar muito de alguém nem vou dizer coisas que sei que são mentiras sobre alguém de quem não gosto só pra magoar. Eu vejo a crítica como informação, não gosto de quem inventa coisas só pra rebaixar o outro.
Mas voltando à vaca fria, as pessoas simplesmente querem que você engula os sapos e siga como se nada tivesse acontecido, achando tudo maravilhoso (nível Jardim de Infância). Sem sangue nas veias, sem senso crítico, sem expectativas. Assim tá fácil, né? Quem não quer? Por toda minha vida foi assim, acho que por muita necessidade de pertencer a certos espaços e a certos grupos que visivelmente não tinham a ver comigo. Perdi tempo que poderia ter gasto buscando algo mais adequado. Enfim, growing pains...
Um amigo meu aquarianamente não entendia essa minha angústia. Para ele, se está me fazendo sofrer falar ou não, é porque, de algum modo, já estou sozinha na situação. Então pra que se preocupar se o outro vai se aborrecer e vai embora se ele não está preocupado comigo? Ele tinha/tem razão. Aliás, Medrado falou a mesma coisa. Meninos e meninas, essa dica é importante; tomem nota.
terça-feira, 17 de julho de 2018
No me puedes dejar así
Que boca!
Que sorriso!
Qué guapo!!!!
Que charme!
E ninguém canta em espanhol melhor que ele! <3
Eu adoro Luís Miguel! Lindo desde sempre e até hoje, canta melhor que (quase) todo mundo, é canastrão, super carismático (só é meio Ivete Sangalo, confia na fidelidade dos fãs e há séculos não grava nada que preste). Minha versão preferida dele é a dos anos 90. O homem tava no auge da beleza e com toda a energia em cima do palco. Um deus, ave maria!... Até hoje, quando vejo, tenho microinfartos!...
Pois bem, um belo dia tô eu lá na Netflix, de bobeira, e vejo que naquele dia vai estrear a série sobre a vida dele. Temos que ver, né? Saudade de Micky, mi amor, hehe... Lá fui eu acompanhar essa série (e se tornou meu vício nos últimos três meses, meu e da América Latina inteira, o que ressuscitou a carreira dele by the way).
"Luis Miguel - La Serie" foi autorizada pelo cantor e conta com informações extraídas de entrevistas feitas com ele. Quem o conhece, diz que a Netflix contou a verdade, mas, claro, é dramaturgia, algumas coisas são floreadas. E é, ainda, o que ele resolveu contar, a versão dele dos fatos. Por exemplo, o pai dele foi transformado em um vilão da Disney, mas quem o conheceu disse que, apesar dele ter sido muito pior do que a série quis mostrar, era um tipo muito carismático, inteligente, a alma da festa quando queria. Vendo fotos, ele tem a maior cara de boa praça, não tem a expressão de Seu Madruga quando o Chaves apronta do Lusito Rey da ficção. Algumas coisas negativas sobre Luís Miguel foram até citadas, mas muito por cima. Exemplos: que o pai dava algo parecido com cocaína para ele ter pique para trabalhar sem parar quando era pré-adolescente; que o pai obrigava a esposa a fazer coisas que ela não queria e a empurrou para um cara importante no México para alavancar a carreira do menino; que Luís Miguel era mulherengo e consumia cocaína na adolescência, dando a entender que quando ele mudou de empresário, parou com certas condutas por influência de Hugo Lopez, um tipo de homem oposto ao pai-psico dele. Foi curiosa a eleição dele dos fatos de destaque na série porque foi uma seleção bem afetiva. A carreira foi um pano de fundo para mostrar quem foi emocionalmente importante para ele nos primeiros dez anos da carreira, tempo em que, realmente, muita, muita coisa aconteceu.
Outra coisa que é queimação de filme e só apareceu no finalzinho, prometendo ser destaque na próxima temporada, é o abandono parental. Luis Miguel foi péssimo com a filha mais velha e, ainda hoje, há rumores de que faz o mesmo com os dois filhos menores. A relação com a mais velha foi a típica: ele engravidou uma amiga colorida, não assumiu a menina (ficou dando como desculpa o fato de que poderia ser do namorado dela), a moça, que vinha de uma família rica e famosa, ficou quieta e só quando uma namorada gente boa o pressionou, ele foi conhecer a guria, que deixou de ver assim que esse namoro terminou, só retornando o contato com a filha 11 anos mais tarde, quando a mãe dos outros dois filhos insistiu.
Outra coisa que é queimação de filme e só apareceu no finalzinho, prometendo ser destaque na próxima temporada, é o abandono parental. Luis Miguel foi péssimo com a filha mais velha e, ainda hoje, há rumores de que faz o mesmo com os dois filhos menores. A relação com a mais velha foi a típica: ele engravidou uma amiga colorida, não assumiu a menina (ficou dando como desculpa o fato de que poderia ser do namorado dela), a moça, que vinha de uma família rica e famosa, ficou quieta e só quando uma namorada gente boa o pressionou, ele foi conhecer a guria, que deixou de ver assim que esse namoro terminou, só retornando o contato com a filha 11 anos mais tarde, quando a mãe dos outros dois filhos insistiu.
Na escolha dos pares amorosos, ele continuou tendo esse critério afetivo (tem que filtrar mesmo, porque se for mostrar todo mundo, vai render por baixo umas cinco temporadas, hehe). Falou da primeira relação importante dele com uma pessoa que foi de fundamental apoio durante o turbilhão do rompimento com o pai e também da mulher que ele classificou, em entrevista aos roteiristas, como o "amor da sua vida", a pessoa que "só de olhar, já se entendiam", uma moça que ele conhecia desde a infância, que foi seu primeiro amor e a relação mais longa dele, que chegou a pedi-la em casamento; foi a figura que esteve ao lado dele em momentos decisivos e dramáticos. Parece que ela não queria visibilidade para o relacionamento (não precisava, pois vinha de uma família muito poderosa) e que ela não aguentou mais o assédio das mulheres em cima dele e resolveu terminar. Ela já está casada com um sujeito há 13 anos (o que virou piada no México, do tipo "A pessoa desiste de Luis Miguel pra casar com alguém que não chega na unha"). Elegantemente, ela agradeceu o carinho dele ao se lembrar dela assim, mas ficou desconfortável com o assunto. Eu ficaria também pelo meu marido. Tadinho de Sérgio Mayer, hehe...
Olha, Luis Miguel jovem é um dos cinco homens famosos de quem eu gostaria de ser até a toalha, só pra dar uma roçadinha. Portanto, acho louca qualquer uma que tenha resolvido, nos anos 90, romper o relacionamento com ele. Se Érika/Issabela Camil é sensível às energias, deve ter sentido a indignação de toda a América Latina nos últimos seis domingos. Até eu, que sei separar personagem da vida real, tive vontade de gritar com ela: "es Luis Miguel, coño!". Hehe... Mas, resumidamente, o que me pareceu é que Erika, desde o começo, ficou se sabotando, botando dificuldade em coisas que não precisavam ser tão difíceis, querendo antecipar o medo dela de não dar certo, com medo de ser engolida pela magnitude da fama dele. Se era pra ser, queimou-se o cartucho. O medo de amar dela foi forte. Esqueça que se tratava de um cantor famoso. Quantas vezes, diante de algo potencialmente muito especial, a gente se sabota?
Não seja Érika na vida... Ou melhor, não seja Luis Miguel, porque se ela fez assim provavelmente ele a deixou insegura desde o começo. Sou fã, mas sinto que ali deve ser galinha até a raiz do cabelo e homem assim não tem mulher que mude, pois simplesmente ninguém muda por causa dos outros.domingo, 8 de julho de 2018
Genial
Deus tem o melhor contrato de marketing da Terra: quando tudo dá certo, o mérito é dele; quando dá errado, é culpa do ser humano mesmo. Também quero um assim.
domingo, 1 de julho de 2018
Não entro em clube que me aceita
Tenho um amigo que se separou e que me assustou muito, a princípio, pela resistência em aceitar. Não faz tanto tempo assim que ele se separou, mas tá tentando ter autoestima, tocar a vida. Tá difícil - naturalíssimo -, mas ele persiste em superar.
Infelizmente, nem todo mundo tem essa visão e há quem passe anos insistindo em algo que até as formigas sabem que vai dar em nada. Tem nome pra isso, aliás, dois nomes que geralmente andam bem juntinhos: baixa autoestima e carência.
Tem gente que passa a vida inteira nessa: negligencia quem lhe corresponde e vive focando em quem não tá nem aí. Eu já fui dessas, muito recentemente tomei tenência (em processo ainda). Isso é falta de amor próprio, gente. E por mais que o outro colabore (e às vezes até tire proveito) com essa falta de amor próprio, é a gente que se coloca nessa situação. E, vamos admitir, não tem condições de dar valor a quem não se dá valor. Dói ver isso, mas o amor vem de dentro.
Infelizmente, nem todo mundo tem essa visão e há quem passe anos insistindo em algo que até as formigas sabem que vai dar em nada. Tem nome pra isso, aliás, dois nomes que geralmente andam bem juntinhos: baixa autoestima e carência.
Tem gente que passa a vida inteira nessa: negligencia quem lhe corresponde e vive focando em quem não tá nem aí. Eu já fui dessas, muito recentemente tomei tenência (em processo ainda). Isso é falta de amor próprio, gente. E por mais que o outro colabore (e às vezes até tire proveito) com essa falta de amor próprio, é a gente que se coloca nessa situação. E, vamos admitir, não tem condições de dar valor a quem não se dá valor. Dói ver isso, mas o amor vem de dentro.
Como os nossos pais
Outro dia vi um vídeo de Jim Carrey discursando numa formatura sobre a questão da vocação. Basicamente, ele falou duas coisas que me chamaram a atenção: que ele identificava no seu pai o mesmo talento que ele tem, mas o pai preferiu fazer escolhas mais pragmáticas; e que justamente o fato do pai ter sido pragmático e ter se dado mal fez ele tomar um rumo não pragmático, mas vocacional. "Se é para viver uma vida instável, que seja por algo de que goste", foi mais ou menos o que ele disse.
Lembrei na hora de meu pai. Acho que escolhi o Jornalismo não só porque gostava de ler e escrever, mas para resgatar uma vocação que meu pai tinha e nunca exerceu por preferir a segurança. Que, hoje eu vejo, era a dele e não a minha. Acho que meus sobrinhos vão ter que resgatar isso, não eu. hehe...
Lembrei na hora de meu pai. Acho que escolhi o Jornalismo não só porque gostava de ler e escrever, mas para resgatar uma vocação que meu pai tinha e nunca exerceu por preferir a segurança. Que, hoje eu vejo, era a dele e não a minha. Acho que meus sobrinhos vão ter que resgatar isso, não eu. hehe...
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