sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Momento Luiza Marilac


Porque se isso é estar na pior, pohaaan, o que é estar bem, né? hahaha

Ay, te dejo Salvador!

Eu te digo, Salvador, que após 20 anos já não te amo mais. Nada pessoal - você continua lindíssima -, mas apenas o que é meu não está guardado aqui. Definitivamente. Sinto cada vez mais isso.
Mas qual vai ser dessa separação: amigável ou litigioso?
A seguir cenas dos próximos capítulos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

6 centímetros

Hoje finalmente vi as primeiras imagens de Felipinho. Fiquei impressionada: como alguém que só tem 6 cm pode já possuir tantos detalhes?! Até o pintinho dele dá pra ver no ultrassom. Ao assistir o vai e vem daquele grão de gente no útero de minha irmã, tive um insight - acredite se quiser: vai ser um cara tranquilo (tomara!). Mas já digo que rolou uma simpatia à primeira vista. :)
O saco é que ainda falta muito tempo pra ele nascer, mais de cinco meses (gravidez não deveria durar mais que 6 meses). Vou estar estourando de curiosidade pra saber como ele é.

Pra quem duvida da minha sensibilidade, saiba que eu não sou fraca, não: acertei todos os 4 palpites dos sexos dos bebês das minhas amigas grávidas. Esse par de tênis mesmo, que vai ficar um espetáculo no meu sobrinho na ocasião das Olimpíadas de Londres, eu comprei bem antes de saber o sexo (levei até bronca de minha irmã, mas, dá licença, eu confio no meu taco! hehe). Na mesma semana em que os comprei, vi um guri de uns 2 anos calçado com um par igual. Interpretei como um sinal.

Aliás, tem coisa mais fofa que sapatinho de criança?!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

As cinco pessoas que me inspiram (no Facebook)

Às vezes coisas aparentemente idiotas nos fazem pensar na vida. Fui preencher meu perfil no Facebook, e acabei escolhendo, como manda a página, cinco pessoas que me inspiram. Depois, fiquei pensando no por que delas me inspirarem e constatei que, não por acaso, essas pessoas cultivam posturas que prezo bastante. 

Lázaro Ramos - Simplicidade
Pessoalmente, sinto muita falta de referências jovens. Quase todo mundo que admiro não é da minha geração. Não concordo com algumas das posturas dos meus contemporâneos. Mas, como sempre existem as exceções, gosto muito de Lázaro Ramos. Primeiro porque foi contra todas as expectativas. Lembro de um comentário de uma colega de faculdade um pouco antes dele ganhar fama nacional: "É um ótimo ator, pena que nunca vai ser escalado pra fazer o galã da novela", foi mais ou menos o que ela disse. Alguns anos depois, esse baiano interpretou um pegador em plena novela das oito. O talento quebra regras, isso é fato.
Geralmente quando uma pessoa não corresponde aos estereótipos de seu meio, acaba sendo criado um rancor, uma espécie de mágoa por conta da rejeição. Sinto que esse ator é bem-resolvido consigo mesmo;  ele me transmite simplicidade e dignidade. Creio que ter vindo do Bando de Teatro Olodum tenha a ver com isso. Aliás, a Bahia é um raro reduto da autoestima afro (talvez se Lázaro fosse gaúcho sentisse diferente). Está aí uma coisa que, a propósito, faz mais ainda a diferença no caso dele: apesar de ter orgulho da sua raça, ele não é panfletário e tem a elegância de não encher o saco da audiência com "pregação"; deixa a mensagem fluir na sua própria postura pública.


Susan Sarandon - Integridade
Sempre que digo que admiro essa atriz, o povo me pergunta a razão. Pra mim não tem dúvida, é só olhar para a face dela (embora acredite que "quem vê cara, não vê coração"). Susan faz parte de uma geração de atores (internacionais e nacionais também, claro) que cultiva ideais, estrelas cujas escolhas profissionais são coerentes com o que pregam.
Ela tem um tom firme, que eu aprecio e transmite dignidade. E, sabe, mais do que exatamente defender boas ideias, admiro gente que acredita no que fala e no que faz, que pensa as suas ações e escolhas. Isso demonstra critério na vida e integridade.

Hebe Camargo - Alegria
Nem todo mundo que você admira, admira por inteiro. Estranhamente, quando é assim o caso é mais notável, pois para continuar admirando alguém que te desagrada em parte, é preciso que o motivo de admiração seja maior que o usual.
Assim é a alegria de viver de Hebe. Nunca esqueci de uma declaração de Sílvio de Abreu sobre a Madrinha da Tv Brasileira, em que ele dizia que a coisa que mais o impressionou no tempo em que trabalhou com a loira foi o seu entusiasmo em exercer seu ofício, que não variava - quer o ibope marcasse 100 ou 0 pontos.
Eu acredito que felicidade é um dom (e não muita gente o possui hoje em dia). Hebe é inabalável neste quesito. É a personificação da máxima de uma outra loira, Marilyn Monroe: "Sei que nunca serei feliz, mas sei que posso ser muito alegre". E por que não?

Oprah Winfrey - Confiança
Oprah, como apresentadora, não me fascina. O que me impressiona nela é o exemplo de vida, a postura "para o alto e avante". Pire aí na bio dessa figura: mulher, negra e pobre, em um país preconceituoso como os EUA (lembrando aqui que ela foi jovem nos anos 60/70, época em que as coisas ainda eram muito difíceis para as minorias), veio de uma família desestruturada, e como se não bastasse, foi estuprada na infância e ainda jovenzinha perdeu um filho. Seria normalíssimo que uma mulher dessa não desenvolvesse autoestima e tampouco tivesse futuro. Oprah conseguiu os dois. Contra todas as probabilidades, ela confiou no próprio taco e, de quebra, acabou influenciando um monte de gente por aí.
Pois é, outra tendência que ela pôs por terra foi a de que celebridades são perfeitas, ao se mostrar acessível e vulnerável como qualquer ser humano. Geralmente quem chega ao topo não deseja compartilhar. Mesmo que ela não seja aquilo que demonstra, as confissões de Oprah ajudam a validar a humanidade da audiência.

Bethany Hamilton - Aceitação
Jovem, talentosa, bonita, atlética. Com tais características, essa menina poderia ser incluída no hall dos invejados. Mas eis que um dia, quando ela ainda tinha apenas 13 anos, essa mocinha passou a despertar a piedade de todo EUA ao ter um braço arrancado por um tubarão enquanto surfava no Havaí, na manhã de 31 de outubro de 2003. Mas não durou muito, pois a menina, ao invés de se lamentar, tocou a bola pra frente, tanto que hoje é uma das surfistas mais bem-sucedidas e participa de disputas com adversários sem qualquer deficiência.
Uma forte paixão pelo surfe? Certamente. Uma família que deu suporte? Sem dúvida. Mas, acima de tudo, uma alma forte. Porque não é fácil sustentar uma opinião sobre si mesma ("Eu ainda posso") quando todo mundo pensa o contrário de você ("Coitada dela, que tinha um futuro promissor pela frente"), ainda mais quando se tem 13 anos - isso fora o trauma de ser atacada por um tubarão, que ela logo superou.
A história de Bethany é uma aula de doçura, autoaceitação e, sobretudo, de dignidade. Um tapa na cara de uma sociedade de gente apegada (quase sempre a coisas sem a mínima importância), que adora uma reclamação.
(Quem quiser saber mais sobre a história dela, indico o filme Soul Sister.)

domingo, 14 de agosto de 2011

Versalhes

Sabe aquele passeio pelo qual você não dá muita coisa mas que te surpreende como um dos melhores?! Assim foi a visita ao Palácio de Versalhes. Eu já conhecia o lugar de filmes como "O homem da máscara de ferro" e sabia que era enormeee, suntuoso, mas, assim como a Torre Eiffel, só dá para saber o quão grande é esse castelo vendo-o de perto.
Meu primeiro pensamento ao entrar no jardim, confesso, não foi nada nobre: "Neste jardim deve ter rolado altas pegações, pois lugar para se perder com alguém por aqui é o que não falta!". (risos)

 A entrada do jardim. Veja como o lugar é extenso, de perder de vista mesmo.


  Esse passeio de barco é indescritível (e inesquecível), minha gente!
 Eu esperava apenas pique-niques no jardim, mas as pessoas utilizam o espaço para muito mais: correr, andar de bicileta, brincar com o patinete (os adultos usam isso como meio de transporte em Paris, acreditem, e até os idosos andam assim pelas ruas) e até brincar de princesa. :)



                                        
 Ai, que saudade, que dia perfeito e que lugar lindo!!!...
(e foi assim, fragilizada pela beleza de Versalhes, que cometi a tabarelice de comprar, numa lojinha na saída, uma camiseta "I love Paris". hahahaha)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O estrangeiro

"A França é um país realmente socialista", foi o que pensei a princípio. Na primeira visita ao supermercado, achei fantástica a "ala dos pobres", e um cartaz que dizia assim: "Para quê pagar a mais por uma embalagem que vai parar no lixo, afinal?". "Uau!", pensei, "Ao consumidor é dada a oportunidade de comprar algo com uma embalagem mais 'fuleira' porém de valor menor. Isso é que é democracia (risos)".
Fiquei impressionadíssima, ainda, com a assistência que o governo oferece aos imigrantes, quer estejam legais ou ilegais. Minha irmã, residente aqui há mais de 4 anos, é um exemplo disso: o estado francês há quase um ano paga o tratamento dela para engravidar. Só uma injeção que ela precisa tomar custa mais de mil euros. Quando ela poderia ter uma assistência assim em sua terra natal? Uma amiga do Brasil, que descobriu a gravidez dela um mês após estar em solo francês, está recebendo um considerável amparo do governo, incluindo o pré-natal, o parto e auxílio moradia, etc. Incrível, não?
Mas se há uma coisa para a qual essa viagem serviu, certamente, foi para perceber que gente é tudo a mesma coisa nos quatro cantos do mundo - e assim são também os governos. O povo francês é simpático e educado com os estrangeiros, sejam turistas ou imigrantes. O problema é que nem sempre "simpatia é quase amor". No berço da república, a igualdade não implica de jeito algum em proximidade. O francês, pelo menos em Paris, não se mistura com a leva de árabes, latinos, portugueses, africanos e asiáticos que circulam em grande quantidade por aqui. "Cada macaco no seu galho".
Quando se tratam dos ciganos, então, a distância é o de menos, e entra em cena o preconceito e até uma dose de crueldade.
A princípio, me chamou a atenção o grande número deles mendigando pelas ruas. Pensava que se tratavam de espertalhões, afinal, haviam assim me dito, quem menos tem aqui na França é quem mais se beneficia dos auxílios governamentais. Mas pelo visto não é o caso desse grupo de imigrantes. Sarkozy já tentou se livrar deles dando-lhes dinheiro para que retornassem à Romênia, mas não deu certo. Tentou barrar a vinda pela Itália, e foi alvo de protestos. Pelo visto, a situação já ultrapassa a fase da mera implicância, e estão sendo aplicados a eles os mesmos métodos cruéis usados com os argelinos no início do século 20 (sim, a França tem histórico desse tipo, e recente!).
Sarkozy, um filho de imigrantes, não é bem visto por aqui. Um amigo francês de minha irmã (o único, por sinal, que ela conheceu, aliás, indo para o Brasil de férias), costuma dizer que o francês pensa como esquerda, mas acaba votando na direita. Sarkozy foi eleito assim e com o intuito maior de expulsar os imigrantes (o amigo francês admite que o povo responsabiliza, no fundo, a imigração pela crise em que se encontra o país, embora ela seja, evidentemente, um reflexo da crise mundial).
O problema dos franceses com o atual presidente é de "estatura política", dizem. "Muito aquém de outros presidentes que tivemos", ressalta o amigo francês, confessamente saudoso da era Miterrand. 
Podem me chamar de paranóica, mas penso que isso tem a ver, também, com o fato de Sarkozy ser estrangeiro, no final das contas. Eles têm muito orgulho da história, da tradição política e da cultura deles. Assim como o francês nunca vai achar melhor qualquer baguete, croissant, queijo ou vinho que não seja legitimamente da terra, dificilmente vai dar a devida credibilidade para um estadista que não seja "puro sangue". Não é à toa que para os filhos de imigrantes se usa o termo "nascido em França", o que, vamos admitir, já deflagra a diferença entre esses e aqueles de linhagem familiar francesa.
Na antipatia por Sarkozy, aliás, imigrantes e franceses estão juntos. No táxi, assim que cheguei aqui, ouvi de um nigeriano, em tom de irritação: "Sarkozy não cumpre o que fala". 
Reza a lenda que ao indicar um nome para o Pantheon, o atual presidente da França quis Albert Camus. A família negou o pedido, explicando claramente o motivo: "Não queremos que ele fique associado ao seu nome". (Scheeeelp!...) Tentou levar Aime Cesare para o rol dos homens ilustres do país, mas a família não quis que o corpo se mudasse da Martinica (colônia francesa) para Paris. 
(Tadinho!... :P)
Enfim, a única que dá moral para o Sarkozy é a Carla Bruni. A ela, a propósito, fica a sugestão de gravar o hit de Zeca Baleiro, "Telegrama". Certamente, o marido vai se identificar com os primeiros versos da letra: "Eu tava triste, tristinho/Mas sem graça que a top model magrela da passarela/Eu tava só, sozinho...". (risos)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Les Enfants

Se tem uma coisa que é fantástica nessa cidade são as crianças. Uma mais linda que a outra (o que é legal agora, pois na fase adulta crianças muito bonitas se transformam em adultos de aparência mediana, quase sempre)! E as roupas? Como legítimos filhos da meca da moda, arrasam na produção.
A educação deles também é de impressionar. "Bonjour", "Merci" e "S´il vous plait" estão sempre na ponta da língua. Não fazem escândalo na rua e nem são baderneiros. Além do mais, adoram um programa cultural. Ou melhor, as escolas adoram levá-los para museus, parques e afins. No Museu de Orsay mesmo, tive a companhia de uma turminha do jardim de infância. Todo mundo sentadinho, a professora explicou a obra de arte, e depois deu um kit de lápis de cor pra cada um fazer a sua reprodução. E eles puseram as mãos na massa, concentradíssimos na tarefa. Muito lindo. Senti vontade de roubar um pra mim e pôr na mala.
Não bastasse, ainda são umas figuras! Sabe essa aí da primeira foto? Pois é, meu colega e eu a conhecemos em um passeio de bateau mouche. A figura não deve ter nem dois anos, mas, juro!, nunca vi tanto arsenal de sedução em uma criatura tão jovem! (risos) Ela olhava de soslaio, sorria, encarava, grudava a cara no vidro... Por fim, na hora de ir embora, a mãe disse a ela que se despedisse. Ela encarou o rapaz, mandou um beijo com a ponta dos dedos e emendou, de quebra, um "Bonne journée" (Bom dia). Eu fiquei pasma. Segundo a mãe dela, a filha adora interagir com os jovens (mas suponho que ela não vá se orgulhar tanto disso se essa interação "femme fatale" se prolongar pela pré-adolescência).Me arrependi muito de não ter filmado essa menina. Ela era fantástica e merecia um registro melhor.

Orsay

Esse foi um dos melhores museus que visitei, gostei mais dele do que do Louvre. Pra quem curte pintura impressionista é perfeito. Particularmente, adorei a seção com os quadros de Van Gogh.
É curioso como, até recentemente, quando os artistas desejavam falar de temas tabus, esses evocavam imagens da Grécia. Fico pensando se em um futuro breve isso irá cessar na arte ou se os gregos estão de tal forma arraigados que não há chances disso.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Panthéon e as mulheres

Logo na fachada, o primeiro sinal: "Aos grandes homens, a pátria os reconhece." No templo republicano não há democracia entre os sexos. Só duas mulheres figuram entre os homenageados.

No andar das criptas, por exemplo, só lembro de ter visto Marie Curie. No mais, nos deparamos com os grandes. Isso mesmo: artigo definido masculino no plural.
Alguém pode alegar machismo da História, mas eu não concordo que este seja o impedimento principal, ainda que se constitua em um fato. Penso como Camille Paglia, para quem a diferença básica de status entre os sexos se dá, a priori, porque as mulheres não têm a mesma predisposição à obsessão que os homens. 
Essa ideia da pesquisadora americana me faz lembrar de uma palestra gravada de Contardo Calligaris. Ele pontuou o espírito de aventura dos homens. No meio do encontro, uma psicóloga infantil, na platéia, pediu a palavra, e comentou que só uma menina, dentre as que passaram por seu consultório, se interessou em arrumar o exército de brinquedo que ela tinha lá. E mesmo assim foi pra dar "Bom dia!" aos soldados. Já os meninos... Segundo a psicóloga, quase todos se interessam por esse tipo de entretenimento. 
Se é instintivo ou cultural, não há como dizer. Meu palpite é que a cultura conte aí uns 30%. Há mistérios sobre a testosterona que ninguém conhece.
O engraçado é que, se por um lado eles comandam a ação na esfera pública, elas, quando dão pra se meter nesse espaço, parecem valer por 20 homens. E, curiosamente, a história do Panteão começa justamente com uma mulher muito da arretada (ou pelo menos bastante crente), sim, senhor: Santa Genoveva.
Explico: quando os Bárbaros estavam invadindo os quatro cantos da Europa, Paris quase entrou nesta rota. Com medo, vários homens parisienses fugiram, mas Genoveva persistiu e confiou na oração para livrar a cidade-luz dos invasores. Deu certo. Ela virou, anos mais tarde, padroeira da cidade, e ganhou uma igreja enorme, que é o atual prédio do Panteão, transformado em tal após a Revolução Francesa. Irônico, não?
Apesar da pouca inclinação natural a grandes obras públicas, eu penso que, de qualquer forma, falta valorizar mais a participação feminina na História. Joana D´Arc, por exemplo, poderia ser a 3ª a entrar no Panteão. Seria uma homenagem mais que justa.

Maison Balzac

Essa é a "vista aérea" da casa do escritor Balzac, em Passy. Por fora, ela é muito simpática e tem um jardim agradável, com algumas cadeirinhas nas quais você pode sentar e conversar com os amigos. Dentro é tudo tão velho que você tem até medo de pisar. Confesso que os dois primeiros ambientes me deixaram entediada (neste tipo de museu é comum eles enrolarem colocando fotos e informações pouco substanciais sobre os amigos e parentes da personalidade tema do local). O bacana é quando começa mesmo a viagem por Balzac e sua obra.
Pode parecer bobo, mas eu gostei de passear no escritório dele, apesar da escuridão do local. Fico pensando em como deveria ser especial (ou não) trabalhar como escritor em uma época em que a grande maioria fazia trabalhos braçais (sabe, eu sonhava com isso quando pequena, mas, no fundo, ainda tenho muita esperança de ver a Máquina do Tempo existir antes de eu morrer. Já pensou que fantástico poder ver o passado em tempo real?).
Balzac vivia endividado, e por isso trabalhava muito. Em uma carta à amante, reclama de trabalhar mais de 15 horas por dia. Veja que pessoa dramática (risos):
Outra coisa bacana no museu são as amostras de alguns trabalhos corrigidos pelo próprio autor. Abaixo, uma das páginas das quais falo. Vi outras muito mais rabiscadas que essa, mas muito mais mesmo. Uma curiosidade: ao que parece, Balzac não tinha muito fôlego como revisor. As primeiras páginas de um manuscrito eram muito corrigidas. Já nas partes finais, poucas correções (me identifiquei totalmente!).
Por fim, a galeria de desenhos dos personagens de suas obras. Até então, deu para aproveitar o museu mesmo sem nunca ter lido o autor, mas nesta seção, confesso que fiquei triste comigo mesma. Deve ser muito mais divertido quando já se leu tudo, porque daí dá pra comparar a sua imaginação com os desenhos revisados pelo próprio autor.
Fizeram algo semelhante com o apartamento de Victor Hugo na Place des Vosges, mas, pessoalmente, achei a casa de Balzac infinitamente mais simpática. Ambas são gratuitas. Bem, só por isso, acho que já vale a pena visitá-las (risos).

De olhos bem abertos

Não é só nos grandes cartões postais de Paris que podemos encontrar beleza. Às vezes, em lugares pelos quais não damos nada, nos deparamos com paisagens belas.
O lugar das fotos abaixo, eu o descobri por acaso, caminhando depois da aula (fica atrás da feíssima rua do meu curso de francês, na 19eme). Mal acreditei.

Outro lugar (pessoalmente) bacana foi a Capela da Medalha Milagrosa, de Catherine Labouré. Fica em uma rua sem graça, um pouco escondida, e a fachada não é muito animadora, mas a capela é uma gracinha (só não tirei foto porque estava acontecendo uma missa no momento da minha visita).
Mesmo nos lugares icônicos de Paris, convém prestar atenção para não perder uma informação interessante. Na Champs Elysees, por exemplo, é fácil passar pela placa-homenagem a Santos Dumont e nem notá-la.

No Panteão há uma plaquinha, que é fácil de passar desapercebida, avisando o horário da visita ao topo do prédio, que é muito legal de fazer.

Enfim, regardez Paris. Vous pourriez être surpris!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mundo cão

Odeio noticiário que explora a miséria alheia. Odeio mesmo, não gosto de assistir de jeito algum. Além de mórbido, é o tipo de coisa que não acrescenta em nada na vida das pessoas.
Por último, até vídeo no Youtube mostrando uma tal de Kelly Cyclone no necrotério o povo anda divulgando. Fala sério!...
Esse tipo de comentário sempre deixa a gente com aura de chata, eu sei. Mas realmente acho de uma pobreza de espírito tremenda dar atenção a esse tipo " notícia". E o pior é que o povo gosta, e muito.