Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
domingo, 20 de outubro de 2019
A inexplicável arte de amar
Tenho uma amiga que está desenvolvendo um trabalho com Constelações Familiares. Outro dia, ela gravou um vídeo interessante sobre o que faz um casal ficar junto. Tema espinhoso. Eu poderia listar, como já fiz várias vezes aqui, exemplos do que não é amor. O problema é que eu sou eu e o outro é o outro, e por mais que me custe botar fé, há a possibilidade daquilo que eu não consigo visualizar como bom ser uma relação funcional. Gente é um bicho esquisito, de fato...
Ela aponta, do ponto de vista sistêmico, três motivos para que um casal fique junto, apesar de mil problemas: 1) Projeto. Isso pode ser um filho, a ideia de ter uma família, um negócio, uma casa. 2) Amizade, philia. Às vezes a vida de casal não está funcionando no stricto sensu, mas tá no lato e você fica porque aquela criatura, apesar de tudo, é seu parceiro, te dá apoio na vida. 3) O amor. Mas aqui não é o amor como a gente definiria. Trata-se do sentimento que A tem quando está com B. Isso não tem a ver com a qualidade de quem o outro é ou com a qualidade do sentimento que a figura tem por você, mas com o que surge do contato entre as partes. É a parte de mim que aparece só quando estou com o outro e da qual eu gosto por N motivos, incluindo o de me fazer sentir viva.
Eu achei uma leitura inteligente. Tô respeitando mais a maluquice dos outros a partir dessa reflexão, ou melhor, o caos dos outros, porque tem coerência interna conforme vimos acima. Sabe-se lá onde dói e onde goza um indivíduo. Como diz um amigo meu, quem realmente está insatisfeito pede pra sair.
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