sábado, 7 de setembro de 2019

Espelhos

Cada vez mais vejo que ninguém entra (ou sai) da nossa vida por acaso. Atraímos gente com defeitos e qualidades que nos interessam, que constelam algo em nós.


Sabe aquele papo de Freud, de que quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo, aquele lance de projeção? Pois é. Só que geralmente as pessoas usam essa frase de Freud para escapar de críticas. Eu entendo essa máxima de um modo mais amplo.Veja bem, ao falar de Paulo, Pedro pode estar apontando no outro algo que é um problema dele, como também pode estar vendo algo dele que é positivo (não é à toa que as pessoas gostam tanto de seus filhos). Mas eu acho que nem sempre é algo sobre o que se é, mas pode ser também sobre o que se viveu ou mesmo um medo ou vontade da pessoa. 
Eu, a essa altura, pergunto a mim mesma o que há em mim que tem a ver com o que me chama atenção nos outros. A essa altura, não quero conta com ninguém. Show must go on! E eu percebo que quanto mais objetivamente você lida com essas situações, menos os relacionamentos pesam. Essa é uma boa estratégia para matar dois coelhos de uma vez só: evita mágoas e faz você ter consciência do que você precisa melhorar em você.
Eu geralmente não tenho paciência com gente exibida, daquele tipo que quer ser destaque a qualquer custo. Trauma. Tive péssimas experiências com gente assim. Eu não tenho saco pra gente medrosa e que pensa demais, porque eu sou assim, tipo Scooby Doo, perco o timing muitas vezes por causa disso. Eu gosto de gente generosa e com senso de humor, porque eu tenho as duas coisas. Eu admiro gente que sabe dançar bem, pois eu não sei dançar e acho bonito. Há vários motivos para sentir algo positivo ou negativo por alguém e todos eles realmente dizem respeito a nós, embora nem sempre de forma direta ou concreta. Mas sempre vale a pena se perguntar: Por que a atitude do outro constelou algo em mim?


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