domingo, 17 de julho de 2016

Autistas? Até quando?

Essa semana tive a minha primeira experiência pela internet. Não aconteceu nada de muito ruim, mas foi decepcionante. Sabe, ninguém quer ir conquistando os outros aos poucos, é uma pressa, uma falta de sentir o outro que vou te contar. As pessoas estão desesperadas, carentes, afobadas. Desisti. Quero outra coisa, ou melhor, outro tipo de sujeito, eu percebi.
Coincidentemente, algumas histórias negativas - uma delas estarrecedora - chegaram aos meus ouvidos. A galera tá franco atiradora, tentando extrair prazer o máximo que puder, e que cada um aprenda a defender o seu para não tomar bolada nas costas. É isso: as interações entre as pessoas virou um grande jogo de baleado.
Nada contra querer extrair o máximo de prazer, até porque a gente só vive uma vez. Mas acho que as coisas têm que ser de comum acordo. Se todo mundo tá sabendo e tá de acordo, beleza. Fora disso, sorry, não há fair play.
E é com decepção que eu vejo que alguns maus hábitos/equívocos masculinos contaminaram mulheres e gays.
Tenho muita curiosidade pra ver o que vai ser desses trintões daqui a dez anos. No que essa gente "lost in translation" vai dar.
Uma amiga minha aposta que os homens heterossexuais são os que mais vão se surpreender. Isso porque, na percepção dela, eles apostaram que são "mercadoria rara" mediante o número de homens gays, mas não contaram com o aumento do número de mulheres homossexuais. E realmente isso já está acontecendo, pelo menos nos meios mais intelectualizados é o que mais a gente vê. Ela acrescenta que essa onda feminista é, inclusive, uma reação a esse machismo que transformou mulheres em "carne barata" no "mercado amoroso". Realmente, é insuportável o nível de exigência que uma mulher tem que cumprir se quiser "vencer" as demais "concorrentes". Tendo a concordar com ela... Na verdade, os homens heterossexuais ainda são basicamente homoafetivos, por mais contraditório que isso posso soar. No dia em que eles gostarem da amizade de suas mulheres como gostam dos "bróders" a coisa pode começar a ficar boa (e talvez as mulheres menos nervosas, porque eu acho que muita coisa é consequência de não serem ouvidas).
Enfim, folks, a seguir cenas. Isso vai ser interessante de ver. Ou não.

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