Eu nunca achei que a novela fosse obrigada a fazer o que a família não faz: educar. Mas, claro, concordo totalmente com o que "prega" Luiz Fernando Carvalho, de que a tv tem a obrigação de dar ao público não apenas o que ele quer, mas aquilo que ele ainda nem sabe que quer.
O caso é que, ultimamente, ando muito insatisfeita com os exemplos que as novelas estão dando ao público. Ninguém resolve nada na conversa; é tudo no tapa, principalmente entre mulheres. E o que foi aquele assassinato de Laerte no último capítulo de "Em Família", ontem? Luiza não poderia simplesmente ter caído em si e desistido de casar com o cara? Quer dizer que uma amante contrariada resolve a frustração assim, matando o cabra?
Fico preocupada com essas coisas porque o mundo lá fora anda muito à flor da pele para a mídia ainda incitar esse tipo de solução "na toral". Mídia mesmo, pois vejo isso no jornalismo impresso, no rádio, na internet. A busca pela audiência, que às vezes chega ao sensacionalismo, vem colaborando para essa loucura coletiva, não tenho dúvida. Sei lá, acho que as mídias têm que refletir mesmo sobre os seus comportamentos enquanto formadores de opinião. Se não quer prestar um serviço, pelo menos não preste um desserviço, né?
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