Se tem uma coisa que me dá barato é poder presentear. Tenho um espírito meio de apresentador de auditório, acho impagável o sorriso e a satisfação de alguém que recebe um presente. Até algum tempo atrás, a satisfação tinha que ser mútua (traduzindo, eu costumava dar presentes que eu pudesse pedir emprestado depois. rs). "Evoluí", e hoje o meu barato é procurar algo que seja muito parecido com a pessoa que vai receber o presente. Às vezes o processo é árduo, mas sempre vale a pena. É muito ruim presentear por presentear; quase sempre, melhor não dar nada. Poucas coisas afirmam mais a indiferença alheia que isso. O bacana do presente, muitas vezes, é saber que alguém pensou em você ao comprar o objeto ofertado.
Meu ascendente em câncer também fala alto nesse aspecto: ao dar algo a alguém, posso me infiltrar no ambiente mais íntimo dele e, mesmo que os anos passem, um dia, ainda que distraidamente, aquele objeto vai evocar a minha lembrança (por isso é bacana dar livros, pois esses abrem brecha para cartinhas-dedicatórias).
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