Quem chegou esta semana foi Julia Lima, diretamente de Portugal (em tempo: a alma retrô de nossa amiga providenciou ao corpo uma chegada similar a dos espanhóis que vieram para o País, entre a vida e a morte por causa da gripe espanhola, no início do século passado). É engraçado como entra ano e sai ano e as frases de Julinha se repetem. "Se tornou uma grande paixão minha", "Ele(a) é muito inteligente, foi um encontro de almas", "Li muito, pesquisei bastante, estou uma expert no assunto", "Voltar para o Brasil?! Deus me livre!". Tudo, claro, regado a muitas exclamações (!!!). É uma pessoa definitivamente apaixonada! :D
Isso vai ser bom para mim se um dia ela se tornar celebridade. Simmmm!... Na velhice, além de escrever a biografia não-autorizada de Alosa - que, espero, vai vender que nem água, ainda mais com o prefácio que vou fazer questão que Bomba escreva -, vou ter uma segunda fonte de renda: vender entrevistas da cine-astra Julia Lima. E o melhor: sem nem precisar me dar ao trabalho de entrar em contato com ela (amiga, você não vai me processar, né?).
Julia, fale-nos do seu novo filme, "As sandálias da humildade".
JL: Bem, sem dúvida esse é o melhor roteiro que já escrevi. Eu passei um ano inteeeiro pesquisando a vida de Jesus Cristo, que se tornou uma grande paixão na minha vida!
O trabalho ficou muito, muito bom, as imagens estão lindas. Certamente vamos ganhar o Festival de Cannes. O Oscar eu não dou certeza porque, enfim, é um prêmio comercial, depende de lobby, etc, é um prêmio para um tipo de cinema que, definitivamente, não é o meu estilo (fazendo cara de desdém).
Os católicos estão reclamando do argumento do filme, há muitas críticas sobre a veracidade da versão apresentada...*
JL: Eu tenho conhecimento suficiente sobre o assunto para refutar qualquer crítica; posso dizer que conheço a história de Jesus Cristo como poucos!
Você ficou muito amiga do ator principal do filme, o Josh Andrews...
JL: Nooossa, o Josh é incrível, um dos atores mais brilhantes que eu já vi. Meu, quando ele começou o teste, eu tive uma intuição: tinha que ser ele, eu queria aquele homem no meu filme. Nossa, foi um completo encontro de almas - meu marido anda até com ciúmes (risos).
Eu no lugar dele estaria (risos)...
JL: Meu, o Josh é viado, né!? Acho uma caretice tremenda dele não admitir isso (fazendo careta), até porque todo mundo no set sabe que ele tem um caso antigo com o diretor de arte.
(Cof, cof... Mudando de assunto para disfarçar a saia-justa) Julia, você é baiana e filma há muito tempo na Europa. Você pensa em fazer algum filme em sua terra natal?
JL: Eu acho o Brasil riquíssimo culturalmente, é um país lindo, a Bahia tem coisas belíssimas e certamente um dia vou fazer um filme sobre isso. Mas vai ser filmado no Havaí, Ibiza ou outra ilha dessas. Filmar na Bahia nem fud****!
* as reticências é porque Julia, como boa tagarela, nunca deixa o entrevistador terminar a zorra da frase! :P
Olá Juliana!!!!!! (com muitas exclamações para fazer juz ao assunto em questão, que, por acaso, é um dos meus preferidos: Júlia.)
ResponderExcluirSó não acredito que a entrevista tenha sido ficcional. Digo isso pelo motivo evidente de que as palavras registradas aqui só podem terem sido ditas por ela. Não é possível simular tamanha passionalidade.
Acho que você conheceu um gênio maligno que criou uma máquina do tempo e se teletransportou para um um futuro não muito distante, para aquele dia em que a Júlia (finalmente) terá concluído seu filme sobre Cristo (em que ela interpreta Maria Madalena com tamanho talento que mereceria ganhar o Oscar pela sua atuação, mas deve perder para a Meryl Streep, que neste ano terá recebido sua indicação número 1.452).
Eu adorei, dos asteriscos às reticências.
Beijo,
Wigvan
ju, vc eh uma grande entendedora da alma humana... desde quando me imitava, eusabia; embora nao admitisse... hehehe
ResponderExcluirbjs