segunda-feira, 27 de julho de 2009

25

25 de julho foi aniversário de Galba, o eterno "recepcionista de calouras" da Facom. Também é aniversário de uma figurinha inesquecível da minha galeria de ex-colegas de trabalho: Augusto. Duas fraudes. Não me casaria com alguém nascido nessa data nem marcaria o parto nela. Teria medo, muito medo mesmo! (risos)
Galba dispensa apresentações. Eu odiava essa criatura quando o conheci. Sério. Era Bruno se aproximar e a minha cara começar a fechar. Eis alguém que realmente aprendi a gostar. Não deveria, sabe? Galba estragou minha matéria de Tele, com os movimentos de câmera mais "inovadores" da tv universitária (tomara que a fita tenha mofado! :P). Mas eu gosto do cara. Galba é uó (da série "Esculhambar também é carinho"...), mas é gente de verdade, com sangue nas veias e uma tendência grande ao descontrole emocional (risos). Que ele não me ouça - não é bom ficar dando ousadia, assim, para a pessoa -, mas adoro os chiliques dele e as histórias de ficada, que são as mais absurdas que já ouvi na vida! Quando se junta com Jorge, então... Alguém cate o nível no chão, por favor! hahahaha
Augusto, eu o conheci no estágio da revista. Doce malandro. A primeira vez que o vi, tive um pensamento tão piegas quanto premonitório: "Eu vou sentir saudade desse cara quando for embora daqui". Dito e feito. A gente se adorava. Augusto, nos seus 60 e tantos anos, conseguia ser mais menino que eu, nos meus 20 aninhos. Teve uma vida boa (estudou em boas escolas - foi colega de classe de Jô Soares - e ajudou a construir a Rede Globo, sendo contemporâneo de sujeitos como Walter Clark), mas como sempre foi bon vivant, deixou o dinheiro ir pelo ralo e acabou se queimando profissionalmente. Vivia numa dureza de dar pena. Mas nem por isso deixava de aproveitar a vida e se divertir. Acho que gosto de Mendonça de "A Grande Família" porque ele meio que me remete a Augusto. (risos)
Uma vez, brigamos. Como todo mundo na revista, havia ganhado um convite para o Carnaval do Catussaba. Não fiquei sabendo. Augusto se apropriou do meu convite e o deu para alguém com quem lhe interessava fazer média. Fiquei magoadíssima quando soube. Se ele tivesse me pedido, teria dado o tal convite na boa; o que me deixou p. da vida foi a desconsideração de se apropriar de algo meu sem me pedir. Ele ficou batido e eu, decepcionada. Mas tudo acabou bem depois que ele conseguiu me fazer cair na gargalhada mostrando as fotos dele vestido de Zorro no tal clube.
Augusto odiava o seu parceiro de setor comercial. A gente se divertia horrores, na revista, com essa implicância. Implicava com a religião do outro, com o nome, com tudo que fosse possível: "Esse sujeito fica aí nesse fanatismo com essa seita dele!...". A "seita" era o espiritismo. O cara enchia realmente o saco com isso, e a implicância de Augusto conferia graça a esse traço da personalidade do outro. Ê, Augusto danado!...

Como podem ver, 25 de julho é o Dia das Fraudes. Adoráveis, mas fraudes. Vida longa aos dois. Tim-tim! ;)

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