quinta-feira, 10 de maio de 2007

Pardón, periferia!...







Hoje bateu saudade do meu amigo Claudinho Baixaria. Deve ser porque 1) Não o vejo "ao vivo" desde o ano passado e 2) Sem ele por aqui para contar histórias c/ deboche, distribuir alfinetadas e semear a discórdia, tudo fica muito monótono.

Nosso amigo finalmente pôs os pés na Europa - e dessa vez esperamos que seja de verdade, ao contrário daquela fraude da Argentina (por que vocês acham que eu pedi que me enviasse um cartão postal, hein?). Saiu do Aeroporto 2 de Julho que nem Madonna em "Evita": de braços abertos e cantando "Don´t envy me, periferia! Turururururururu...".

O roteiro da viagem de Baixá começou por Paris - onde encontrou Samuel, o francês. Ele vai passar ainda por Roma e um outro lugar que esqueci o nome, mas garanto que não é na Espanha, onde meia Facom se encontra no momento (e ninguém merece viajar tão distante para passar por isso, né! faz até mal ao coração se assustar com a presença repentina de conhecido brasileiro nas ruas do primeiro mundo). A comparação com o ícone argentino, agora vendo, veio a calhar, já que segundo Ôôôô Ingrid - editora do jornal Ôôôô Aurora da Rua - os argentinos nada mais são que italianos que falam espanhol e se acham franceses. (Desculpe, Gri, mas minha língua estava coçando para contar sua última grande tirada)

Intelectual que é, Cláudio fez dos comícios presidenciais na França sua EuroDisney. Tentou dar um flagra em Ségolène a la Lilian Ramos, mas foi em vão. Ségolène sim, Piriguetelene jamais! (Na França "Tudo pelo esporte" e slogans do tipo não funcionam muito, não...) E vejam bem, a candidata anda tão longe da esquerda que até está usando calcinha (longe de mim querer generalizar, mas tirando por uma certa pessoa que uma vez viajou comigo para Pernambuco - bate na madeira, que Deus é mais!... -, não é o forte da mulherada da esquerda ter certos "pudores" femininos - se bem que os sobreviventes das décadas de 60/70 dizem que o quadro melhorou muito de lá pra cá, e algumas até passaram a fazer as axilas).
Noveleiros, cá entre nós, a candidata francesa não é a cara da Renée de Vielmond, a Ana Luiza de "Paraíso Tropical"???

Apesar de ter feito até uma mulçumana desesperada segurar uma plaquinha de apoio - aonde que ela faria isso na terra de Maomé???... -, Ségô perdeu feio. É o machismo na terra de Simone de Beauvoir, minha gente! Mas esse menino, Gregório - o Ryan Phillippe dos Alagados -, que também é francês (eleitor de Sarkozy), disse que o problema não era Ségô, mas a sua base de aliados que anda em conflito. Ele achou melhor, na condição que o país se encontra, votar em Sassá, que tem mais experiência política e melhores propostas para a nação, a seu ver.


Pois bem, pobres (messsmo) mortais, se deliciem com as fotos de Ségolène Royal, do nosso enviado Cláudio Leal!!!

Até o próximo boletim sobre a ida de Baixá à França!
PS: E a pergunta que não quer calar: por onde anda Jacques Dupont?

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