domingo, 4 de fevereiro de 2007

O mindinho é um dedo mau, muito mau!...


Há cerca de dois meses, lesionei o nervo dos dedos 4 e 5 da mão direita. Não era preciso nem dizer isso aqui já que, como boa hipocondríaca, chorei as pitangas do meu quase aleijamento com meia Salvador. Também, não era para menos: todo mundo que me encontrava na rua e me via com a ortese, arrematava, sem um pingo de semancol: "É L.E.R.?". Confesso que tinha vontade de matar! Grrr... E de chorar!
No auge do desespero, ligava para Ingrid, a assessora de Deus em Salvador e minha CTS (Consultora para Temas Sortidos), e implorava, quase entre lágrimas: "Por favor, reze pra minha mão direita ficar boa! Eu não posso ter L.E.R., eu comecei a pagar a previdência agora, nem posso me encostar!...Reze, viu, Ingrid! Snif, snif....". Já que estamos falando da santa, vamos de São Tomás de Aquino: "O homem é consciência e mão"*. Pessoalmente, se uma das duas tiver que dar o fora, que seja a consciência - e já vai tarde! Pense aí no desespero de ter a mão inutilizada!... Bate na madeira!...

Pois bem, alguns dias depois, quase todos eles (os dedos) haviam voltado, menos o anular e o tal do mindinho. Cara, esse último dedo me deu um trabalho na fisioterapia!...Para vocês terem uma idéia, só voltou a ter sensibilidade de uma semana para cá, e mesmo assim, de vez em quando, ele regride.

Durante as sessões, fiquei próxima de uma moça que havia fraturado o dito cujo. "Eu estou aqui porque conheço pessoas que não deram a devida atenção ao mindinho e estão com ele defeituoso até hoje", justificou. Fui pra casa p. da vida com esse dedo, refletindo sobre a sua falta de lealdade para com os seus companheiros de mão e seus respectivos donos: "Não é à toa que foi o dedo que pulou da mão de Lula! Mindinho miserável!...", resmunguei, voltando da fisioterapia, de buzú, para casa.
Sempre que podia, expressava nas sessões a minha indignação com o chamado "dedo 5". Um dia, a fisioterapeuta também resolveu abrir o coração e despejou toda a sua mágoa com o mindinho: "Olha, ele é um dedo tão ousado que às vezes o problema nem é com ele mas resolve se meter. Já cansei de atender gente que havia machucado, por exemplo, o dedo indicador, mas que estava, inexplicavelmente, com o mindinho também comprometido", relatou.

É ou não é um f%#@ esse dedo mindinho?

* Essa eu "pesquei" do blog do Setaro

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