
09.12 - Aniversário de Renatinha (com ênfase no "ti", que ela é alagoana). Cheguei tarde à beça, lá pelo fim do dia, e encontrei todo mundo "chamando urubu de meu lôro". Um grupo de mais ou menos dez pessoas praticamente secou um freezer lotado de lata de cerveja. Sério! E eu dei pouca risada com essas criaturas "em águas"?!...
O prédio da Renata é daqueles de um quarto; só tem solteiro, e de todos os tipos - os mais figuras, aliás. Pois foi essa galera que ficou encumbida de animar a festa, uma vez que metade dos convidados deram o bolo na aniversariante (o povo de Salvador adora fazer esse tipo de coisa...).
O pagode, pra variar, tava nas alturas. Consegui defender a "dignidade da pessoa humana" me esquivando dos convites para entrar nas coreografias, entre elas uma da dança da cadela, do cachorrinho - sei lá! -, na qual tinha que levantar a perna como o cachorro faz quando quer fazer o número 1. Olha, nessas horas eu começo a acreditar em hipnose e que ela possa acontecer coletivamente, e que certos produtores de música sabem como inseri-la no produto. Só isso justifica que seres humanos normais, alguns de famílias quase boas e com empregos respeitáveis, em grupo se sujeitem a imitar um cachorro "indo ao banheiro". Pois bem, não consegui escapar tão ilesa assim quanto disse. O refrão de "Eeeela é pro-ble-má-tica" até agora não saiu da minha cabeça. Mas tudo bem, poderia ser pior. Uma vez fiquei três semanas com o refrão de "Marrom Bombom" na mente (urghhhh!).
O troféu Cara-De-Pau vai para um dos convidados, o dono da Select do posto de gasolina ao lado. Ele simplesmente bebeu toda a garrafa de whisky que deu de presente à aniversariante, capotou no banheiro do salão de festas e ainda saiu carregado pelos convidados. No dia seguinte, ligou para saber se havia dado "muito vexame". Não tocou no assunto da garrafa.
E a(s) pergunta(s) que não quer(em) calar: de onde tirou idéia e com que finalidade Mineiro botou todos os homens da festa, ao mesmo tempo, para fazer um movimento com as mãos como quem mexe um caldeirão? Cartas à Redação... Os meninos o imitaram, mas sem entender a razão da coisa - afinal, com criança, louco e bêbado não se discute, né? Pra azar deles, havia uma câmera digital por perto, que registrou o mico. Se deram mal! hahahaha...
Cheguei tardão em casa. Com sono, meio com fome - não tive coragem de encarar a feijoada de um povo que só sabe cozinhar miojo (risos) -, mas valeu a pena, foi um dia legal.
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