segunda-feira, 24 de maio de 2010

Não existe pessoa feia...

... O mal de alguns é a pobreza!

Veja Gorete, que sofreu uma transformação patrocinada pelo Pânico e agora desfila cabelos by Marco Antônio de Biaggi!
(A própria Sabrina ficou muiiito melhor depois que virou celeb e começou a ganhar dindim!)

Frase de Semana

"Moralidade é simplesmente uma atitude que adotamos frente às pessoas que não gostamos."

    (Oscar Wilde)

Tudo pode dar certo

Uns acharam bom, outros acharam ruim, e assim é a vida, todos opinam aqui e ali, e eu serei apenas mais uma a palpitar sobre o recente filme de Woody Allen. É possível que você concorde comigo e estaremos em sintonia, ou você irá discordar, engrossando a turma dos que acham que Woody Allen não é mais o mesmo, ou você talvez sempre tenha considerado Woody Allen um chato de galochas, ou vai ver nem sabe quem é esse tal de Woody Allen, e nada disso mudará uma única fagulha no curso do universo.

* * *

O monólogo de abertura de Tudo Pode Dar Certo, com Larry David no papel do mal-humorado Boris, traz esse espírito fatalista. Segundo ele, nada tem muito sentido, a sorte é que manda no jogo, e se ao menos facilitássemos as coisas para tornar nossos dias mais suportáveis, mas fazemos justamente o contrário. “As pessoas tornam a vida pior do que é preciso”, reclama o protagonista.

* * *

Na contramão da crítica especializada, para mim Woody Allen está cada vez melhor, se não como cineasta, ao menos como filósofo. Tem se revelado mais debochado e mais leve, como convém a um homem inteligente que está chegando aos 75 anos e que aprendeu que só o que nos cabe nessa vida é não fazer mal aos outros e usufruir da melhor maneira a honra de ter nascido.

Dessa vez, Woody Allen foi fundo na caricatura. Mostra um personagem ranzinza que fracassa em suas duas tentativas de suicídio, uma loirinha desmiolada, uma senhora careta que reavalia seus conceitos e “se reinventa”, um príncipe encantado cujo único atrativo é ser bonitão e um pai de família temente a Deus que descobre que é um gay enrustido. “Às vezes os clichês são a melhor forma de dizer as coisas”, alerta Boris ainda no início do filme.
Quando assisti a Igual a Tudo na Vida, filme de 2003, lembro de ter comentado que Woody Allen havia se dado alta. E sigo com a mesma impressão. Em suas obras anteriores (principalmente as realizadas entre o final dos anos 70 e o início dos 90), todas ricas e consistentes em seus questionamentos existenciais, o diretor parecia dizer: “Não há cura”. Em sua resignada fase atual, ele parece dizer: “Não há doença”. O diretor está apenas confirmando que não temos nenhum domínio sobre os mistérios que nos rondam e sobre experiências nunca testadas. Então, não importa o que façamos, o risco de dar certo é o mesmo de dar errado, e até quando parece que dá errado, funciona. Qualquer coisa funciona. Até um Woody Allen clichê.

Martha Medeiros, Jornal de Sta Catarina-16/05/2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Frase da Semana

"Deixo meu corpo e saio, para longe, para lugar nenhum, e não quero estar com ninguém, nem mesmo comigo."
(Eduardo Galeano)

Quem nunca se sentiu assim?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Campanha "Dia Dos Namorados"

Antecipo, este ano, o tradicional especial de Dia dos Namorados deste blog. Tô imitando Sílvio de Abreu. Não quero disputar atenções com a Copa do Mundo.
Em 2010 o post é, na verdade, uma campanha beneficente (a mim mesma), que, penso, também se estende a candidata presidencial "Dilma Do Chefe"! :P

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A vingança dos magrelos...


... É ganhar corpo (e charme) numa época da vida em que os sujeitos que eram os bonitões, antes, começam a embagulhar. Que o diga Patrick Dempsey, 44, que era muito feio (e muito magro!) aos 20 e hoje está ó-ti-mo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Frase da Semana

1. “Estar certa é uma coisa solitária.” 
(Mary Tyler Moore, atriz)
 2. “Eu nunca cometi um erro na minha vida. Achei que tivesse cometido uma vez, mas eu estava errada”.
(Lucy Van Pelt - Snoopy)

sábado, 24 de abril de 2010

Dia do Livro

Hoje é o Dia do Livro. Nem sabia, vi no twitter.
Mais uma coincidência para a minha vasta coleção: esta semana pensei muito em escrever sobre um livro que, certamente, pouca gente teve a curiosidade de ler, apesar de ter servido de base para um filme muito conhecido, de Steven Spielberg: "A Cor Púrpura". É um livro de ficção, da autora Alice Walker. Na verdade, poderia dizer que é quase um ensaio sobre a marginalidade/exclusão. Ninguém, ali, é "adequado".
A personagem principal é uma negra, pobre e órfã que, no Sul dos EUA da primeira metade do século 20, tem uma trajetória de vida muito miserável ao lado de um marido opressor. Para não se sentir tão sozinha, ela - Celie - costuma escrever cartas para Deus.
A história é tocante, bonita mesmo. E o melhor: é de fácil entendimento (os americanos têm a técnica de contar bem uma história. Impressionante!...); pode presentear aquela tia burra com um exemplar, que ela não vai se apertar (quer dizer, há alguns temas controversos, mas daí já é outra história).
Quem o ler, talvez, assim como eu fique com a impressão de que Steven é realmente um bom adaptador. Ele conseguiu manter, no filme, a essência do livro, mesmo tendo cortado várias partes desse.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Roque Santeiro (in Salvador)

Pra quem pensava que um casal como a Viúva e o Sinhorzinho era coisa de ficção, "ó paí, ó"!
(E eu achava que o amor e o poder só se harmonizavam na voz de Rosana... "Como uma deuuuuuusaaaa você me mantééém...")

E, SteFHany, vá se despedindo da coroa, que o Nordeste já tem outra ABSOLUTA pra pôr no seu lugar!
"Tô certa ou tô errada?" :P

terça-feira, 13 de abril de 2010

Frase Da Semana

Tudo é questão de objetivo - você pode ser o último dos rápidos ou o vencedor dos lentos.

Millôr Fernandes

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Justin Bieber

Das duas, uma: ou eu cresci e perdi a compreensão do que é ser uma adolescente fascinada por carinhas de boybands, ou eles realmente estão cada vez mais jovens e com cara de nada.

Pois é, blame Canada.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

S.O.S. Twitter

Socorroooooooo!...
Alguém, aí, barre as celebridades do Twitter. Tá um saco! Elas não sabem fazer outra coisa que não twittar pedidos vazios de ajuda para o Rio e retwittar mensagens do tipo.
Sinta o drama:
"Gente , vamos ser companheiros e solidarios com nosso Rio de Janeiro...Força e uniao gente!!!"
(@SabrinaSatoReal)
Não, não e não. Sabrina Sato e engajamento social são como sorvete e farinha: uma mistura indigesta.
 
(É nessas horas que a gente dá valor - ô!... - aos assessores de imprensa, que barram bizarrices do tipo vindas de seus assessorados!... Os assessores são a Santé intelectual dessa gente - e tenho dito!)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia do Jornalista

"O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter." 
Claudio Abramo

Roda Baiana Rules!

Olha, eu adoro escutar a Metrópole. Claro que, como toda programação, há faixas mais "quentes" e outras mais "mornas". A das 12h às 15h é maaaaara!... "Roda Baiana", apresentado por Jonga Cunha, Fernando Guerreiro (aquele que defendeu Alosa de 'vocês-sabem-quem'. hahaha...) e André Simões é divertido à beça.
Outro dia, morri de rir com uma sacanagem que eles fizeram com o entrevistado do dia, ninguém menos que Jesus Sangalo. No meio da conversa, jogaram a bomba: "Jesus, e a Fera Gorda?". Saia-justíssima, que nem a cirurgia bariátrica amenizou. Que fez Jesus? Não sei se ele perdoou os apresentadores 70 x 7, mas deu seu jeito de sair pela tangente, como quem peida no elevador e olha pra cima pra ver se vai chover ou não. "Ah, foi uma experiência linda em minha vida!...". ("Aham, Cláudia, senta lá!...")
Ontem, o programa entrevistou uma diretora de arte, a Vera Hamburger. A artista falou de cinema, de televisão, e fez uma observação interessante sobre os cenários de teledramaturgia: é aquela realidade que não existe (a parede sem uma mancha, o sofá sem nenhum furinho, uma  organização só), mas que tem ar de realidade para quem a vê. Só lembrei de Lídia Brondi, em "Meu bem, meu mal". Ela fazia papel de pobre nesta novela, e além de andar impecável, superfashion, sua casa era tão bacaninha que até tinha um telefone que tava na moda na época - 1990. Eu, abelhuda desde pequena, ficava reparando nos pertences da moça da novela das oito. Especulava, cá com os meus botões, que isso não podia, afinal, eu tinha até andado de avião (coisa muy chique naquela época - te mete!), e a Lídia Brondi, que fazia papel de pobre, tinha o telefone da moda e eu ainda com o meu velhão, ora, ora!...

Assistam o Roda. De segunda a sexta, das 13h às 14h, na 101.3 FM.

Setaro lança livro

Lançamento do livro de André Setaro, "Escritos sobre cinema", em 3 volumes, dia 13 de abril, às 20 horas, Cinema do Museu.
 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bandeirante

Caaaaalma! A moça continua na Rede TV. E em Rondônia. O título faz alusão ao pioneirismo bandeirante, podemos dizer, de nossa amiga Elen Vila Nova (mais Vila Nova do que nunca. Ô!...), que, em nome do amor, saiu "cortando mato" de Salvador a Vilhena. E, claro, como um amor e uma cabana não rendem happy end a ninguém que se preze, a repórter aceitou o desafio Sebrae de fazer TV em "matas pouco desbravadas". O fruto dessa empreitada está logo acima, no prêmio de "personalidade em evidência" de Rondônia, que ela carrega nas mãos.
Um grande amor, a realização profissional e a pele boa. O que mais Elenita pode querer da vida?! Ai, ai...

terça-feira, 30 de março de 2010

Não Se Reprima

O sonho acabou e não foi na padaria, não, meus caros!
O armário dos enrustidos está menos apertado por esses dias: Ricky Martin (finalmente) revelou que é homossexual! (Agora só falta Gugu Liberato assumir o "pintinho amarelinho" - será que Ricky se inspirou nele para ter filhos por inseminação? Que alergia à "fruta", meu pai!)

Ô Ingrid deve estar desolada. Muchisimo, por supuesto. Ricky não é chegado em bacalhau. Um sacrilégio desses em plena Semana Santa é um tanto indigesto, vamos combinar ...Ohhhh ... Quem tivesse visto a santa devorando um temaki batizado com o nome do cantor portorriquenho, como eu vi no ano passado, entenderia a minha preocupação. Ô Ingrid... Pra comer Ricky, agora mais que nunca, só indo na temakeria do Red River. :(

Fico pensando se a confissão foi motivada por um estágio emocional mais maduro do artista ou pela decadência de sua carreira. Bem, se ele vier à Bahia fazer show, nos próximos meses, mataremos a charada.

Mulherada, cá entre nós, é um desperdício imenso um moreno desse quilate ser gay, né? Ou não. Como diz um amigo meu, há sempre alguém aproveitando. hahahaha... La vie en rose. :P

sábado, 20 de março de 2010

Presente antecipado

Pois é, nem sempre arruda é sinal de sorte!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Amor Fati

Há uma época na vida em que queremos o mundo. Fazemos planos audaciosos, somos competitivos, tentamos a todo custo controlar os fatos, nos fiamos na razão (contraditoriamente, por vezes caímos aos pés de nossa vaidade, de nosso orgulho ferido - logo de nossas emoções mais baixas). Queremos, não raro desde cedo, é ter, ostentar, ganhar, enfim, gastamos boa parte da nossa existência correndo, sem nem saber pra quê, atrás de coisas mundanas e trabalhando pelo reconhecimento alheio. Ok, um pouco disso tudo é imprescindível, mas a proporção que isso ganha em nossas vidas é exagerada. Trata-se de uma generalização, mas o triste é ver que as pessoas preferem ter razão, "sair por cima", a serem felizes.

A vida é dividida entre a parte material e a espiritual. Dividida é apenas um modo de dizer, pois está tudo entrelaçado, na verdade. 
Poucos nascem dando atenção às coisas do espírito; geralmente a espiritualidade nasce da dor, das dificuldades da vida adulta. E poucos, dentre os que exercitam esse lado, lidam bem com a fé, de fato. Muita gente, quando descobre o "outro prato da balança", volta a desequilibrá-la, o que é igualmente uma pena.

Outro dia uma amiga me disse que lhe faltava fé. Eu confessei a ela que, apesar de pensar muito em Deus, justamente por isso achava que também me faltava fé. Se realmente acreditasse, não me comunicaria tanto com Ele mentalmente - o que denuncia minha ansiedade, a falta de confiança na sabedoria da vida - e apenas deixaria as coisas acontecerem. Há até um trecho na Bíblia que fala mais ou menos sobre isso - a despeito da questão sobre a sua veracidade, eis um livro muito útil para se entender o ser humano. "Olhai os lírios do campo".

Não bastaria somente agir, estar no presente, e aceitar o resultado? Às vezes penso que essa mania de controle é mais inútil, mas muito mais mesmo, do que supõe a nossa vã filosofia. O que parece uma perda hoje pode se revelar um ganho amanhã. Quem garante que no nosso desejo está a chave para a felicidade?

"Amor Fati". "Ame o seu destino". Afinal, como me disse uma vez alguém, tudo que nos aconteceu fez de nós o que somos, e não há como se amar sem amar seu próprio destino, o que inclui também o seu fardo (eis outra tradução dessa expressão, a propósito). No final das contas, ao amar o seu destino, mesmo que não tome consciência disso, estará tornando-se automaticamente mais forte do que ele e a vida, que até então era um grande ringue de luta, começará a ganhar ares de aventura.