Eu nunca fui ligada em ecologia, mesmo tendo tido isso até como disciplina no ginásio e tendo pertencido à geração que assistiu a ECO 92. Mas o tema vem me preocupando, de uns tempos para cá.
Angustia-me, por exemplo, usar água tratada para a descarga. Eu sinto uma culpa danada disso. O que mais me causa angústia é que há tecnologia para evitar esse desperdício, mas ela não é posta em prática. E nem precisa ir muito longe: já ouviram falar do Projeto Água Pura? Pois é, em 2001, a UFBA já havia desenvolvido um método que permitiria o aproveitamento da água da pia para a descarga. A universidade tinha, muito antes daquele racionamento de energia, tecnologia que possibilitaria a economia de luz, mas só foram fazer isso quando o país inteiro foi obrigado a racionar energia. Soube disso quando fiz uma matéria para o JLAB sobre o racionamento na universidade. Fiquei tão chocada com tamanha negligência, que a seguinte pergunta me saltou dos lábios, quase como um reflexo: "Não é esquisito que num lugar que reune algumas das melhores mentes da Bahia ajam com essa falta de consciência ecológica?"(o engenheiro que estava dando entrevista para mim, claro, ficou puuutooo com a pergunta e me deu uma resposta grosseira, disse algo mais ou menos assim: "Minha filha, é natural do ser humano só tomar uma atitude quando se vê pressionado a isso!").
A sensação ruim cresceu depois que eu li uns textos no site da Pastoral da Terra, falando sobre o desenvolvimento irresponsável em torno da Bacia do São Francisco. Nosso sistema é podre: desaloja gente simples, proíbe, praticamente, que tenham acesso à água e desrespeita a natureza das formas mais rudes, em prol do "progresso" - que nem é o do país mas o do empresariado, que às vezes nem é nacional.
Eu falo isso e sei que posso soar presunçosa, arrogante e tal, mas fatos como esses me fazem sentir uma extraterrestre! Quando eu vejo essas coisas, só consigo pensar que das duas, uma: ou tenho uma visão muito estreita das coisas ou vejo mais que o restante do povo. Sinceramente, a falta de humanidade da Humanidade me preocupa!...
Angustia-me, por exemplo, usar água tratada para a descarga. Eu sinto uma culpa danada disso. O que mais me causa angústia é que há tecnologia para evitar esse desperdício, mas ela não é posta em prática. E nem precisa ir muito longe: já ouviram falar do Projeto Água Pura? Pois é, em 2001, a UFBA já havia desenvolvido um método que permitiria o aproveitamento da água da pia para a descarga. A universidade tinha, muito antes daquele racionamento de energia, tecnologia que possibilitaria a economia de luz, mas só foram fazer isso quando o país inteiro foi obrigado a racionar energia. Soube disso quando fiz uma matéria para o JLAB sobre o racionamento na universidade. Fiquei tão chocada com tamanha negligência, que a seguinte pergunta me saltou dos lábios, quase como um reflexo: "Não é esquisito que num lugar que reune algumas das melhores mentes da Bahia ajam com essa falta de consciência ecológica?"(o engenheiro que estava dando entrevista para mim, claro, ficou puuutooo com a pergunta e me deu uma resposta grosseira, disse algo mais ou menos assim: "Minha filha, é natural do ser humano só tomar uma atitude quando se vê pressionado a isso!").
A sensação ruim cresceu depois que eu li uns textos no site da Pastoral da Terra, falando sobre o desenvolvimento irresponsável em torno da Bacia do São Francisco. Nosso sistema é podre: desaloja gente simples, proíbe, praticamente, que tenham acesso à água e desrespeita a natureza das formas mais rudes, em prol do "progresso" - que nem é o do país mas o do empresariado, que às vezes nem é nacional.
Eu falo isso e sei que posso soar presunçosa, arrogante e tal, mas fatos como esses me fazem sentir uma extraterrestre! Quando eu vejo essas coisas, só consigo pensar que das duas, uma: ou tenho uma visão muito estreita das coisas ou vejo mais que o restante do povo. Sinceramente, a falta de humanidade da Humanidade me preocupa!...







